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 Israel mas que agito! (continuação)

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Xysuke
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MensagemAssunto: Re: Israel mas que agito! (continuação)   Dom Maio 01, 2011 12:24 am

"Se quiser derrubar uma árvore na metade do tempo, passe o dobro do tempo amolando o machado."
(Provérbio chinês)

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FLASHBACK - MEMÓRIAS DISTANTES
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(Música: https://www.youtube.com/watch?v=IYmQG3LWJBI&feature=related )

Quando ela era criança, sua mãe costumava lhe contar muitas histórias...

Sua mãe era uma mulher inteligente e sábia, e a jovem garota sentia muito orgulho de ser sua filha...

Gostava de ouvir todas as histórias que sua mãe lhe contava...

Sempre ficava ansiosa para ouvir um capítulo novo, mas também não se importava se estivesse ouvindo novamente a mesma história...

Gostava de todas as histórias. Todas. Sem exceção.

Entretanto, uma particular história chamou a sua atenção de uma maneira especial

...

Pois, conta-se que havia um povo, em uma região distante, afastada da civilização...

Era um povo pobre, que habitava uma região de difícil acesso...

Mas era um povo feliz, liderado não por uma pessoa centralizadamente, mas por um grupo de pessoas, todas de bom coração e competentes.

Os homens trabalhavam, as mulheres cuidavam da casa, as crianças brincavam e aprendiam a dar o devido valor às coisas, os governantes governavam com justiça.

Em resumo, era um povo pobre, mas com tudo para ser próspero

A paz reinava, e os dias eram sempre felizes...

Esse povo, monoteísta, cultuava um determinado deus, e tinha sua fé nele bastante forte, inabalável.

Os homens e mulheres viviam seus dias cheios de alegria e esperança, alimentada pela fé que tinham nesse Deus...

...e pela revelação que, certo dia, o profeta da vila fez

"Quando algo surgir para ameaçar a paz e a humanidade, o vento trará o mensageiro de Kali-Yuga, para trazer conforto ao coração das pessoas."

Sim.

O deus cultuado por esse povo humilde e feliz se chamava Kali-Yuga.

E estavam registradas, nas escrituras sagradas do vilarejo, essas palavras, que, a partir do momento que foram reveladas, serviram de encorajamento e fonte de força para as pessoas.

O povo viveu em paz e harmonia por alguns milênios, nunca deixando de acreditar na profecia, segundo a qual Kali-Yuga enviaria ao mundo o seu mensageiro, quando alguma ameaça surgisse.

...

De todas as histórias que sua mãe lhe contava, essa era a que mais lhe chamava a atenção.

Essa fábula permaneceu em sua memória sempre.

A garota cresceu, e, portanto, sua mente também amadureceu, e ela começou a questionar a si mesma sobre a veracidade dessa história.

Verdade ou não, a garota começou a cuidar de crianças em um orfanato.

Toda vez que sua mãe lhe contava essa história, a garota se sentia bem, confortada, segura, cheia de esperança...

Ora, por que não fazer o mesmo com as crianças carentes, que agora estão sob sua responsabilidade?

A jovem começou a contar a história para as crianças todas as noites, antes da hora de dormir.

As crianças ficavam surpresas, sim. Mas quem mais ficava surpresa era a jovem, ao ver os sorrisos de satisfação e esperança, estampados em cada um daqueles rostos.

Ela sentia como se as crianças tivessem absorvido aquela história com tanta intensidade, que talvez até tivessem compreendido algo que ela própria ainda não tinha se dado conta...

É dito que quem ensina, aprende duas vezes...

Então, quando a jovem conta novamente essa história para as crianças...as crianças também estão lhe ensinando algo valioso em troca...

É compreensível que, sendo crianças, acreditem sem pestanejar.

Mas, se essa história surreal é realmente verdade, ou não....não se sabe

"Quando a paz e a humanidade estiverem ameaçadas, Kali-Yuga enviará o seu mensageiro..."

Esse é um pequeno pedaço das memórias de uma garota chamada Talim.

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FIM DO FLASHBACK
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*Ocorreu uma pausa da batalha entre Mokona e Khan, seguida de um breve descanso de Xysuke, Mokona e Larg, graças à agilidade e pensamento rápido de Mokona em salvar os três do desabamento causado pela luta entre Az e Ali. Depois, as duas irmãs tiveram uma breve discussão (na qual Mokona revelou um certo detalhe íntimo em relação a Xysuke, que o deixou sem saber onde enfiar os cornos), e a reversão da magia de troca de corpos, que chamou a atenção de todos no palácio. Incluindo Khan. O uso da magia denunciou o esconderijo deles, e o vilão se aproximou. Os três se colocaram em guarda*

- Khan: Heh........parece que vou ter que mudar minha estratégia, já que agora meus oponentes são mais de um ao mesmo tempo...

- Xy: Hum? ¬¬

(Música: https://www.youtube.com/watch?v=XIYg1FwgacU )

*Para o espanto dos três, uma estranha fumaça arroxeada começa a sair de dentro de Khan, como se fosse um vapor saindo de todos os poros de seu corpo ao mesmo tempo. O corpo de Khan foi começando a perder suas cores, ficando totalmente escuro. Depois de perder as cores, foi perdendo as formas. Braços. Pernas. Cabeça. Tudo começou a se transformar e a se contorcer indefinidamente. O corpo de Khan agora era uma simples forma sem padrão, fazendo um movimento e um ruído asquereosos.*

- Xy: Afinal, quem é você, maldito???? ¬¬"""" *Sentindo uma ânsia de vômito vendo aquilo*

- ???: Eu não sou seu irmão Khan. Meu nome é Gogo, e esta é a minha habilidade especial. Eu posso me transformar naquilo ou naquele que o meu oponente mais teme, usando a pressão psicológica e o medo como arma letal, para a derrota dele. Eu estava lidando bem com a situação até então, já que meu único oponente era essa garota *se referia a Mokona*. Agora que vocês resolveu se meter, vou ter que mudar minha estratégia...

- Xy: E o que você pretende fazer? Não me diga que vai tentar se transformar em algo do qual a Mo-chan e eu temos medo?

- Gogo: Felizmente, eu conheço vocês dois o suficiente para não ser tão idiota assim.............eu conheço a principal caracterísitica de vocês dois, lutadores escolhidos para carregarem dois dos três Yugas...

- Xy: Principal caracterísitca nossa ¬¬.........ou seja.......

- Gogo: Isso mesmo............estou ciente disso, já faz algum tempo. Quando vocês dois estão juntos, NADA, nem NINGUEM é capaz de lhes causar medo. Nem o diabo. Nem a morte. Nem todos os males desse mundo juntos.

- Xy: Então, você sabe que esse seu truque de segunda não vai funcionar na gente.

- Gogo: Não tenha tanta certeza. Eu posso não lhes causar medo. Mas não significa que eu não possa esmagá-los com facilidade.

*Então, o "corpo" de Gogo começa a tomar forma novamente. Mas é uma forma completamente diferente da anterior. Agora, o novo "corpo" tinha 3 metros de altura, por 1,5 de comprimento. Após redefinir suas dimensões, ele recupera suas formas e cores.

Musculatura absurdamente exagerada

Olhos vermelhos, que demonstram clara intenção de matar

Dentes afiados, capazes de estraçalhar um corpo com facilidade

Uma arma monstruosa em sua mão
https://i.servimg.com/u/f61/12/01/60/41/211.jpg

Essa era a nova forma de Gogo...











Uma figura monstruosa, capaz de causar medo a qualquer pessoa em seu perfeito juízo.

Xysuke e Mokona olham para o gigante bestial, espantados. Enfrentar uma criatura daquelas seria suicídio, mesmo para os melhores guerreiros. A atmosfera se tornou diferente pela simples presença daquela criatura no local. Era como se fazer qualquer movimento fosse assinar sua sentença de morte, diante do gigante que, a qualquer momento, poderia começar a atacar freneticamente, sem fazer distinção de nada nem de ninguém. O hálito saindo da boca do gigante tomava forma e se desvanecia no ar. A mão dele segurava firmemente sua arma. Um golpe daquilo seria capaz de quebrar todos os ossos de uma pessoa com a mesma facilidade com a qual se destrói um castelo de cartas. É um absurdo chamar aquilo de humano. Aquilo, diante deles, é uma besta infernal, sedenta de sangue, e com um poder que está além da imaginação. Xysuke e Mokona não conhecem a coisa diante deles. É a primeira vez deles diante de algo como aquilo. Gogo escolheu aquela forma, que pelo visto é o que ele chama de "último recurso" para enfrentá-los.*

- Xy: ......¬¬.......................*sem tirar os olhos da "coisa" que ele e Mokona teriam que enfrentar* .................flor

*Esperando que Mokona captasse sua chamada mental. Mesmo sendo por telepatia, havia receio e insegurança na mensagem de Xysuke*

..............flor, vamos seguir com o teu plano. Vamos fazer aquele combo que eu e tu praticamos. Eu vou usar o Narutoko pra finalizar. Mas, pra dar certo, contra um bicho desse tamanho, eu vou precisar de alguns minutos para armazenar a energia necessária...........durante esse tempo..........

*Aparentemente, o plano de Gogo tinha dado certo, pois Xysuke estava receoso de pedir pra Mokona, o que estava para pedir..........Xysuke respira fundo. Ele não queria pedir aquilo para Mokona. Não queria, definitivamente. Era absurdo..........mas, na mesma proporção que era absurdo, era a única coisa a se fazer. Xysuke cerra os dois punhos, baixa a cabeça, e, em um único suspiro.............................................

(Se a música ainda estiver tocando, fazer uma pausa)

..................durante esse tempo.........eu vou precisar...........que tu mantenha ele ocupado. Lute contra ele.

................pede que sua namorada arrisque a própria vida.*

A JORNADA CONTINUA...

off: a idéia é Mokona fazer a linha de frente, enquanto Xysuke se concentra. Vou deixar a critério da flor decidir como Larg irá colaborar na luta
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MensagemAssunto: Re: Israel mas que agito! (continuação)   Seg Maio 02, 2011 9:30 pm




*Ela já tinha visto coisas nojentas, mas aquilo passara dos limites... e o cheiro que vinha daquilo lhe causava náuseas... Aos poucos o mostro foi criando forma, revelando um oponente que parecia além das capacidades de todos ali... Eles tinham que vence-lo, não importava o quão duro fosse... Não queria ver mais ninguém ferido, não queria que ninguém morresse... Ela suava frio... tremia internamente, mas não podia fraquejar... não agora... O sangue de Mokona começou a ferver de uma forma em que ela nunca tinha sentido antes. Ela olhou para aquele monstro a sua frente e sua mente visualizou todas as possibilidades de ataques e contra-ataques... Poderia chegar pela esquerda, já que ele tinha uma espada grande, teria tempo suficiente para desviar, sendo pequena e ágil... Soul Calibur tremia na sua mão, pela antecipação da batalha... Ela teria que chamar sua atenção... daria tudo de si para golpeá-lo e tentar fazer algum dano naquele corpo enorme... Porém, teve que diminuir sua vontade de golpeá-lo, pois sentiu algo vindo a irmã... Ela olhou com o canto do olho para Larg, que sorria... A aura da irmã já vinha há muito tempo aumentando, e ela parecia estar preparada para a batalha... esperou então, prestando atenção no que a irmã porra-loca faria daquela vez... ¬¬ Sempre querendo aparecer!!*

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MensagemAssunto: Re: Israel mas que agito! (continuação)   Seg Maio 02, 2011 10:33 pm

(A Secretaria da Saúde adverte... Beber sake desde muito cedo afeta na boa educação das pessoas...)
(Não leve a mal, mas ela é boca suja mesmo ^^°°°)







*Sem espada ainda, Larg teve que arrumar um meio de acabar com o inimigo. Lembrando de algumas técnicas, usou o próprio Ki para fazer uma lâmina de energia na mão direita... Ela sorria, bastante confiante... Ela só sorria quando pensava em tirar o sangue das pessoas... esse era o lado mais sombrio dela...*

Larg: - MAS É MESMO UM MONTE DE COCÔ AMBULANTE... TEM A FORMA E FEDE COMO UM MONTE DE MERDA... HAHHHAHAHA
VOU TE ENCHER DE PORRADA, SEU VERME!!!!!!!!!!!!

*Larg estava com os olhos quase vermelhos, tal era a aura maligna e assassina que emanava dela... Ela podia não ter forças suficientes pra acabar com aquela coisa, mas iria suar tentando! Ela correu em direção a ele, em sua mão direita uma espada negra, feita de energia apareceu, ela pulou tentando dar um golpe certeiro na cabeça de Gogo...*

Larg: - Morraaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

*Gogo se protegeu com o antebraço, praticamente fazendo Larg quicar daquela altura que pulara... ela deu uma pirueta no ar, e pousou no chão, arrastando os pés alguns metros... Correu em direção a ele novamente, com um sorriso nos lábios, e vindo de baixo, conseguiu passar de raspão a espada de energia no abdome dele, movimento que lhe custou uma costela. Gogo baixou a mão fechada com tudo do lado com corpo dela. Ele não estava lutando com Larg... simplesmente parecia alguém tentando tirar de seu corpo um inseto indesejado. Larg caiu no chão com um baque forte, sentindo o gosto de sangue na boca. Tentou levantar em vão, pois já estava sem forças. Gogo segurou Larg pelos cabelos, rindo... uma risada sinistra, vindo do inferno...


Gogo: - Pequeno inseto... como será quebrar seus ossos com minhas mãos? Hahahahaha

*Ele segurou Larg com ambas as mãos. Seu corpo pequeno quase sumindo no meio das mãos enormes dele... Ele começou a apertar com força, tirando um grito alto dos lábios dela...

Larg: - Aaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

*O sangue viera com velocidade e grande quantidade, saindo da boca de Larg e sujando os dedos do gigante... Ela perdeu os sentidos e Gogo dando ela como morta, a atirou de qualquer forma num canto do lugar... Ele sentiu algo bater-lhe no rosto, e imediatamente reagiu. Um filete de sangue escorria de seus lábios.*


Gogo: - Mais um inseto querendo brincar comigo?

*Mokona obviamente não aguentara ver a irmã naquele estado, por mais que ela merecesse uma surra... Ela tinha corrido em direção a ele se impulsionando pela parede a seu lado, levando o pé esquerdo direto na boca do gigante. Ele era duro feito uma pedra, como diabos que iriam dar cabo dele desse jeito? O medo queria alastrar-se pelo corpo de Mokona... um lado seu dizia que conseguiriam vencê-lo e outra parecia querer fugir dali. Ela pensou consigo mesma "Não devo ser fraca... devo ser forte, tenho Soul Calibur comigo, tudo vai ficar bem! Xy-kun está aqui comigo, tudo vai ficar bem! Não posso deixar o medo me dominar."
Aumentando sua força em Soul Calibur, Mokona fez um movimento de corte no ar, de longe, e a força que impulsionara o vento, transformou-o em navalhas. Gogo protegeu o rosto novamente com o grande ante-braço, porém sentindo cortes na sua pele.*


Gogo: - O pequeno inseto sabe brincar então??? - Ele então começou a movimentar a grande espada... não era bem uma espada, parecia mais um pedaço de pedra talhada, mas parecia mortal. Ele deu um grito horrendo e levantando com toda a força, procurou atingir Mokona o mais forte possível.







*O golpe abriu um buraco no chão, e teria esmagado Mokona se ela não tivesse pulado para longe. Estilhaços de concreto voaram pra cima dela, lhe atingindo a pele. A poeira lhe tapando um pouco a visão. Ela olhou para Xysuke, tentando descobrir se ele já estava pronto... Mais um pouco... só mais um pouco...*


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MensagemAssunto: Re: Israel mas que agito! (continuação)   Sex Maio 06, 2011 10:26 pm

[OFF] GENTE VOU FAZER UMA BREVE APRESENTAÇAO E UM POUCO DA HISTORIA DO MEU PERSONAGEN , MAS SE ALGO ESTIVER ERRADO PODEM MANDAR MP. AH TAMBÉM ME AJUDEM QUE ESTOU UM POUCO PERDIDO NA HISTORIA. LI 3 PAGINAS , MAS AINDA NAO DESCOBRI ONDE AS LUTAS SE PASSAM ME AJUDEM E SE ALGUEM QUISER USAR MEU PERSONAGEM PODEM USAR NAO TEM PROBLEMA . alias tenho uma fada que me segue o nome dela é sora [OFF]

tomoya desde quando nasceu já estava aprendendo a lutar . toda a vida dele foi isso, vivia apenas com seu mestre no meio da floresta até que um dia ele e seu mestre foram atacados por um mostro chamado gogo. tomoya sobreviveu , mas seu mestre morreu e tomoya teve que fugir. tomoya sozinho continuou treinando arduamente e certo dia decidiu ir atras do gogo.

t-de todos os lugares do mundo ele tinha que estar logo em israel.kisou!!!

sora- t-kun nao se preocupe voce vai achar gogo logo.

t- tomara mesmo,porque vim do japao até israel nao é facil tem alugam coisa dentro da bolsa pra eu comer?

so-*mechendo na bolsa pendurada nas costas de t* nao,mas a gente podia pedir algo a alguem quando acharmos alguem nesse deserto imenso.

t-bom sinto que estamos perto de algo , mas por enquanto o jeito é esperar
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MensagemAssunto: Re: Israel mas que agito! (continuação)   Seg Maio 16, 2011 9:28 pm

https://www.youtube.com/user/ritabruxa?feature=mhee#p/f/16/caMFEcSROc0


"Que droga" - pensa Mokona "Que droga, que droga!!!" *Ela sentiu o impacto do golpe de Gogo, mesmo tendo sido no chão, que provocara uma onda de energia atingindo seu corpo. O gosto de sangue na sua boca trouxera um pouco de receio. Mas não poderia deixar-se abater por aquilo. Teria forças suficientes, junto com Xysuke, para deter aquele monstro. Se sentisse um pouco de dúvida, tudo iria por água a baixo. Ela olhou para Xysuke que ainda concentrava seu poder. Iria distrair Gogo por um pouco mais de tempo. Olhou com o canto dos olhos para Larg, q ainda estava caída. Será que a irmã estava bem? Será que não estava... NÃO! Não podia pensar assim... Larg era forte, não iria morrer por um golpe daqueles.*

Gogo: - Venha ratinha de azul... venha me mostrar do que são feitos os seus nervos... HAHAHAHAHAHAHAHAHA


*Mokona tremeu de ódio, enquanto sentia Soul Calibur vibrar em suas mãos...* "Você quer sentir o sangue dele, não é? Soul Calibur?!"


*Ela avança, correndo o mais rápido que consegue. Corre em direção a ele, de frente e levanta Soul Calibur na altura da cabeça, como se fosse dar um golpe de frente. Gogo dá um grito alto e leva sua enorme espada em direção a ela, num golpe diagonal. Porém, Mokona dá um impulso e pula, ficando encima da espada dele. Corre em direção ao enorme corpo, aproveitando o vácuo do golpe da enorme espada. Ela pula mais uma vez e acerta com o pé direito o ombro direito dele, se impulsionando para trás do enorme corpo, cortando as costas de Gogo. O enorme corte começa a verter sangue, mas parece que ele nada sentiu.*


*Mesmo tendo aquele corpo enorme, ele se vira com uma velocidade impressionante, e atinge Mokona que não esperava uma recuperação tão rápida do gigante.



A espada acerta Mokona em cheio, que é jogada de encontro a parede do outro lado da sala. A dor alucinante do corte no seu abdômen deixa Mokona inconsciente por alguns segundos. Ela recobra a consciência rápido. Não podia deixar-ser abater por algo tão supérfluo.*






Gogo grita com toda a sua fúria em direção a ela, contando a vitória.




Ele estava curtindo muito aquela batalha. Enquanto Mokona tentava levantar-se, ele vira para o lado de Xysuke e diz, deleitando-se com suas palavras:

Gogo: - Então ruivo... como é deixar nas mãos das mulheres o seu trabalho? Hhahahaha você tem mesmo cara de covarde, deixando o trabalho pesado para pobres e fracas mulheres...

Mokona: - CALA ESSA BOCA MONTE DE CACA!!!! VOU TE MOSTRAR QUE NÃO SOU NENHUMA MULHER FRACA, SEU IMBECIL!




*Soul Calibur estava transparente, parecia instável. Mas porque? Como? Mokona sentiu seu sangue esvaindo e seu poder junto com ele. Sua visão estava turva. Ela olhou pra Xysuke, não queria que ele se preocupasse com ela, tinha que ser forte neste momento. Ele precisava dela ainda mais agora! Imagens passaram na mente de Mokona como um raio. Ela e Xysuke a primeira vez que se viram, ela e Xysuke se beijando pela primeira vez, ela e Xysuke lutando com vários inimigos. Ele era a vida dela... Era por causa dele que ela vivia... Era pelo amor dela que ela lutava agora!!!!!!!!!!! Soul Calibur parecia um coração batendo, cada vez mais rápido. Aos poucos uma luz vinda da espada subia pelas mãos de Mokona. A espada brilhou e voltou ao normal.





Porém ela estava dentro de uma bainha, que Mokona nunca tinha visto antes. A espada parecia falar com ela: "Estou revestida pelo amor de vocês dois. Nenhuma gota de seu sangue será derramado enquanto esse amor existir!". O corte de Mokona fechou, parando o sangramento, e suas forças voltaram. Mokona sorriu, feliz. Então seu amor por Xysuke era mais forte até mesmo que a morte! Esse poder todo voltado para energizar Soul Calibur era maior do que ela ou mesmo Xysuke. Os dois juntos, os dois sentimentos juntos, poderiam fazer um milagre. Ela ficou ereta, cheia de força de vontade, seu olhar brilhava de determinação. Ela tirou Soul Calibur da bainha vagarosamente, mostrando a espada ainda mais reluzente e cheia de poder.



Mokona: - Você morre aqui, Gogo!!!


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Xysuke
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MensagemAssunto: Re: Israel mas que agito! (continuação)   Sab Maio 21, 2011 1:29 am

''Um homem violento morrerá de morte violenta. Esta será a essência do ensinamento.''
(Provérbio chinês)

################################################

*Xysuke assiste a tudo o que acontece, com detalhes*

https://www.youtube.com/watch?v=1Qb06wM-kPg

*Tudo acontece em um instante
Entretanto, é um instante que parece eterno.
O gigante bestial solta um urro repleto de desejo de sangue, e salta alguns metros de altura, indo aterrissar alguns metros à frente, como um meteoro.
Por sua vez, a garota espadachim chuta o solo e praticamente voa direto para o ponto de aterrissagem, como um foguete.
Era como ver um foguete ser disparado, para interceptar a queda de um meteoro.
As duas armas se chocam, gerando uma onda de choque estrondosa, que estilhaça tudo o que é feito de vidro por perto.
Uma violenta troca de golpes começa na sequencia.



O golpe horizontal daquela coisa é como um redemoinho.
O golpe vertical daquela coisa é como uma cachoeira.
O golpe ascendente é como um vulcão.
O golpe que desce é como uma catapulta.
Seja de qual direção vier, se Mokona receber algum golpe daqueles, será automaticamente o fim da luta.

Vários golpes são trocados por segundo.
É uma tempestade destruidora, provocada pelo choque das duas armas.
Cada golpe de Gogo é uma nova morte se aproximando de Mokona.
E ela usa a Soul Calibur para desviar a espada de Gogo para não atingi-la, garantindo-lhe alguns instantes a mais de vida, a cada novo golpe.

Se qualquer falha acontecer nesse processo, é o fim para Mokona.
Um único milímetro de diferença.
Um único milésimo de segundo de atraso.
Um pequeno e insignificante detalhe, nessa batalha sangrenta, faria toda a diferença entre a vida e a morte.



Gogo continua a sua tempestade feroz de ataques, que Mokona consegue repelir com sucesso.
Nenhum dos dois está reduzindo sua velocidade.
A luta já se estendeu por alguns minutos nesse ciclo, com Mokona escapando da morte incontáveis vezes. Mas, mesmo assim, nenhum dos dois demonstra cansaço.

Xysuke sabe que cada segundo economizado é precioso.
Mokona está lutando frente a frente com algo que pode ser considerado uma tempestade de morte.

Aquele adversário não é algo para um lutador comum enfrentar.
É uma coisa que está além das capacidades de uma pessoa comum.

Em 1 segundo, aproximadamente 10 golpes são desferidos na direção de Mokona.
Cada um desses golpes tem uma probabilidade de 99% de acerto.
Ou seja, a cada segundo, Mokona aposta em um milagre para sobreviver, e sobrevive.

Baseado nesses números, qualquer um chegaria à conclusão de que é questão de tempo.
Mokona pode sofrer um golpe fatal a qualquer instante.

É essa a realidade que está bombardeando todos os nervos do corpo de Xysuke.
Mokona está lutando frente a frente contra Gogo.
Já Xysuke está lutando frente a frente com a probabilidade de ver sua namorada morta.

A culpa é toda dele, como Gogo disse.
Ele mandou a pessoa mais importante para ele, direto para a morte.

Ele disse assim para Mokona: "Mokona, vá lá e morra."

E Mokona, sem pestanejar, acatou o pedido.

Xysuke é aquele que merece todas as culpas.
*

- Droga.....o que foi que eu fiz??? ¬¬""""


*Enquanto Mokona lutava bravamente contra aquela massa de destruição com vida, Xysuke fazia o máximo para concentrar a energia necessária no menor tempo possível.*

- Kh......droga ¬¬ vamos, mais rápido.....

*Olhando para o próprio punho fechado, quase desesperadamente tentando fazer o procedimento se concluir mais rápido através da ordem. Então, ele ouve o ruido de um corpo sendo atingido em cheio. Era Mokona.*

- o.o....flor........

*Xysuke quase perde a cabeça ao ver a cena de sua namorada ensanguentada no chao, e depois, se apoiando na espada. Em seguida, ouve a voz enjoativa de Gogo.....*

Gogo: - Então ruivo... como é deixar nas mãos das mulheres o seu trabalho? Hhahahaha você tem mesmo cara de covarde, deixando o trabalho pesado para pobres e fracas mulheres...

*Xysuke range os dentes*

- Juro que vai morrer por isso, maldito ¬¬

*Em seguida, Xysuke vê Mokona recuperar suas forças, com o surgimento de uma bainha que estava revestindo a Soul Calibur agora. Era a primeira vez que Xysuke via a espada espiritual envolta em uma bainha. Através da ligação mental e espiritual que tinha com Mokona, Xysuke compreendeu que aquela bainha nunca existiu nas lendas. Os dois haviam criado-a agora. Soul Calibur estava mais viva, mais cheia de energia, após ser influenciada pela energia da bainha. Xysuke ficou alguns minutos abobalhado vendo a resplandescência da arma santa, e só depois se deu conta de que o Narutoko estava pronto no seu punho direito*

- o.o........*olhando para o punho* está pronto!!!!! Preciso me comunicar com a flor.

*Olha para Mokona e transmite a mensagem em seu pensamento*

- Flor...estou pronto, vamos começar...


A JORNADA CONTINUA...
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MensagemAssunto: Re: Israel mas que agito! (continuação)   Dom Maio 22, 2011 6:08 pm

*Todos os músculos e ossos do corpo de Mokona pareciam que iam implodir... ela estava usando sua força máxima contra aquele cara... percebera há alguns meses que já não tinha todo o poder que sempre tivera, e que talvez por estar em forma humana há tanto tempo, seu corpo realmente estivesse se tornando humano... Mais um pouco... só mais um pouco. Olhou para Gogo... este rugia feito um animal... ela olhou para Larg, ainda deitada no chão... queria saber como estava a sua irmã...será que estava bem?

Ela tambem era um ser magico, mas ainda vivia na sua forma original... Será que tambem perderia seus poderes por ficar presa naquele corpo? Chega de pensar nisso... Mokona olhou para Xysuke, que tinha um olhar resoluto... ela recebeu a mensagem via pensamento dele:


- Flor...estou pronto, vamos começar...


*Bem se é assim... VAMOS LÁ!!!* - Mokona pensa. Ela corre em direção a Gogo com todo o poder de Soul Calibur... Ela sente Soul Calibur arrastando no chão, tirando faíscas e abrindo um rombo no piso para conseguir dar o golpe na altura certa. Estava dando tudo de si... teria que fazer o plano deles funcionar, senão estariam acabados!! Colocava seu amor por Xysuke no golpe... seu amor pela pensão... seu amor pelas meninas... seu amor... por Larg... Nunca deixara de amar a irmã... por mais que esta fosse fora da casinha às vezes... amaria Larg pra sempre!
Seu amor por Xysuke era diferente do que sentia por ela, e um dia esperava q a irmã podesse encontrar alguém para amar da mesma forma, e que ela fosse muito amada tambem!*




- Morraaaaaaaaa seu monstrooooooooooooooooo!!!!! - Mokona desfere um golpe em Gogo, que o levanta do chão tal sua força! Era agora!!! Teria que dar certo!

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MensagemAssunto: Re: Israel mas que agito! (continuação)   Qua Jun 08, 2011 10:44 am

"Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo que plantamos"
(Provérbio chinês)

########################################################

*Apesar deste ser o plano desde o princípio, Xysuke ainda ficou impressionado com a força de Mokona.
Levantar um corpo daqueles do chão usando um golpe de espada não era pra qualquer um.
Mokona havia calculado bem a distância, força, e ângulo do golpe, todas as variáveis para que o corpo de Gogo ficasse a uma altura e distância adequadas para Xysuke finalizar o ataque com força total*

- É agora!!!!!!!!!!

*Xysuke concentra chi em suas pernas, corre na direção de Mokona e salta sobre os ombros dela, indo na direção de Gogo. O punho direito, com uma quantidade de energia monstruosa acumulada nele, estava prestes a explodir. Se Xysuke não liberasse toda aquela energia de uma vez, ele próprio pagaria o preço*






*Xysuke desfere o soco carregado de energia, direto no rosto de Gogo.
O impacto é tal que os músculos da face de Gogo são rachados, seu maxilar é deslocado quase 90 graus, e meia dúzia de dentes de sua boca viram pó.




Entretanto, devido à falta de treinamento (lembrando que Xysuke aprendeu essa técnica neste episódio) e o uso precipitado de um golpe poderoso como esse, Xysuke também sofreu as consequencias.
As articulações de todos os dedos da sua mão são avariadas.
A energia liberada causa uma rachadura no lado externo do braço de Xysuke, que se estende do pulso até quase o cotovelo.
A força do impacto também se estende até o ombro de Xysuke, deslocando-o*



*Gogo é lançado à centena de metros de distância, e à centenas de metros de altura. Por mais poderosos que os golpes de Mokona e Xysuke juntos tenham sido, ainda não é suficiente para tirar a vida de Gogo. Mas é suficiente para deixá-lo debilitado por um tempo, e longe da cola deles, ao menos por enquanto. Pelo ângulo e força do golpe aplicado, Gogo irá aterrissar bem longe das dependências do castelo. Xysuke amortece a queda caindo de pé. Mas, em seguida, a dor horrível em seu braço faz suas pernas cederem, e ele cai de costas no chão*

- ARGH!!!!!!

*Xysuke gania de dor, segurando o braço direito mutilado e ensanguentado, que ardia de dor*

- Unf ¬¬" se eu não consertar isso logo, vou sangrar até a morte

*Xysuke começa a curar o braço destruído, usando a mão esquerda*

A JORNADA CONTINUA...
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Mokona
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MensagemAssunto: Re: Israel mas que agito! (continuação)   Sex Jun 10, 2011 12:44 pm


*No momento em que Gogo voava em direção ao teto, com a força de seu golpe, Mokona sentira Xysuke se aproximando com toda a sua força. Ela ficou olhando aqueles segundos entre o seu golpe e o golpe dele, como se fossem vários minutos. Tudo parecia em câmera lenta...*




Mokona : - Na... narutoko... Mas esse não é um golpe da Lety-chan? Question

*O poder na mão do seu amado era imenso... teria ele concentrado seu ki para esse golpe? Bem provável... Que bom que dera tempo, que bom que ela conseguira resistir e tinha conseguido lutar até ele terminar o golpe. O monstro provavelmente retornaria, mas neste meio tempo conseguiriam se recuperar, e quem sabe terminar com o Abacaxi Arabe... ¬¬ Mokona percebeu que no momento em que Xysuke lançava o golpe, seu braço fora atingido pelo poder enorme e pelo choque com o monstro... Mokona ficou horrorizada ao ver como o braço de Xysuke ficara, e a dor estampada em seu rosto...*



Moka: - Xy-kun! Xy-kun! Xy-kun! Xy-kun! - Mokona sussurrou o nome dele, pois tentava controlar as lágrimas. Foi correndo na sua direção não conseguindo mais conter as lágrimas. Teve medo de tocá-lo e aumentar o dano ou mesmo faze-lo sentir mais dor... Mokona não aguentou mais o stress e a dor de ver seu amado machucado. As lágrimas desceram por seu rosto lhe dando alívio. Ela sabia que Xysuke podia se curar, mas mesmo assim aquele choro era necessário para que ela tirasse do seu coração toda aquela energia negativa, pela luta, pela raiva daqueles que estavam lutando contra eles. Ela ficou ajoelhada em frente a ele, deixando que as lágrimas molhassem o chão. Soul Calibur foi para dentro da nova bainha transformando-se em luz, aguardando para sair em luta novamente.

Ela não conseguia mais ver com nitidez, pois seus olhos estavam nublados por causa das lágrimas... Olhou para Xysuke tentando enxergar se ele já tinha se curado completamente, mas não conseguia...

Moka: - Xy.... Xy-kun... Daijoubu?? - Ela disse fungando e tentando limpar as lágrimas com a manga da roupa...

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Azrael_I
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MensagemAssunto: Re: Israel mas que agito! (continuação)   Ter Set 13, 2011 4:36 am

Off: *Az usa... PHOENIX DOWN na história!!!*

ON:

AZ X ALI: AVATAR ALI

"Água. Terra. Fogo. Ar. Somente o Avatar pode dominar os quatro elementos."



*Esta frase martelava na minha cabeça diante do que eu via: Ali fazer movimentos com o corpo e todos os quatro elementos cercarem-no, como satélites em volta de um planeta. O chão tremia, a água das fontes se curvava como se estivesse viva, o vento soprava em todas as direções ao mesmo tempo e toda a madeira em volta pegou fogo subitamente; era como se a Natureza estivesse saudando meu adversário. Em toda a minha vida eu havia enfrentado quase todo tipo de oponentes; de mestres de artes marciais a mestres de sobrevivência e leigos. Do lutador refinado ao lutador de rua. De terráqueos a alienígenas. De humanos a monstros. Sim, eu já havia encontrado Dobradores antes, embora fosse de longe um dos tipos mais raros de oponente que eu já enfrentara. Um único desses havia sido um mestre de Dominação da Água, e havia me contado muita coisa sobre Dobradores(ou Dominadores, como a maioria preferia se chamar); eram pessoas que nasceram com a incrível habilidade de controlar um dos quatro elementos da Natureza e usá-lo da forma como bem entendessem. Estas pessoas nasciam com um talento raro para as Artes Marciais, inclusive a capacidade de adicionar a Dobra Elemental a seus golpes, com resultados incrivelmente versáteis. Segundo o Mestre da Água, eles já haviam sido muito numerosos em certas épocas, mas hoje em dia os Dobradores passam por uma séria situação de desequilíbrio: a ausência do Avatar. O Avatar era o mais raro dos Dobradores, o único capaz de controlar todos os quatro elementos, e também a pessoa destinada a guiar os Dobradores, não como um líder, mas como um farol, para que a Dobra Elemental não se perdesse. Eu jamais poderia imaginar que Ali seria um Dobrador, e ainda por cima, o Avatar! Antes o Ki de Ali estava normal, era como se eu enfrentasse um "simples" mestre de esgrima... mas quando ele rompeu o selo em sua testa, eu senti como se um tsunami de energia me atingisse. Mesmo enferrujado por todos os anos em que manteve seu Ki selado, o poder do Avatar era gigantesco, talvez até maior do que o de muitos dos anjos que havíamos encontrado! Um sorriso de desânimo surgiu em meu rosto*

Az: He... e eu que pensava que já havia visto de tudo. Então, Ali, você é mesmo o Avatar? O tal Dobrador capaz de controlar todos os Elementos?

*Como resposta, Ali me ataca. Agora seus golpes incorporavam os elementos, seus socos arremessavam rochas e bolas de fogo contra mim; seus chutes jogavam ondas de água e vento. Eu não me mexi. Os golpes de Ali passaram por mim e explodiram o que restava da torre.*

Ali: Você... maldito seja por me obrigar a abdicar desta forma de meus valores e usar o poder que eu havia jurado jamais usar novamente! E louvado seja Alá, eu vou te matar!
Az: Eu não estou te obrigando a nada. É você quem está insistindo em continuar esta luta sem sentido.
Ali: Sem sentido...?

*Percebo que o tom de voz dele mudou. Ali faz um movimento e várias rochas saltam do chão, em minha direção. Desta vez eu uso os braceletes para desviá-las, mas ao mesmo tempo sou atacado por trás pela água de uma das fontes; jogo meu corpo para o lado para escapar da água, mas mal tenho tempo para respirar e Ali dispara um jato de chamas contra mim. Chuto as rochas que ele disparou antes e bloqueio parte das chamas, me defendendo do resto delas cruzando os braços na frente do corpo. Ali sopra na minha direção e sou atingido na cara por um jato de ar com a força e velocidade de um vendaval; ele bate o pé no chão e uma coluna de terra surge em baixo de mim, me derrubando. Em seguida, ele faz surgir várias lâminas de pedra que flutuam à sua volta e as arremessa contra mim como se fossem shurikens. Enquanto ainda estou caindo, salto pra trás e bloqueio as shurikens de pedra com meus braceletes. Caio de pé, e vejo os movimentos de Ali se intensificarem e, junto com eles, o movimento dos elementos em volta.*

Ali: Você não tem ideia do que fez ou do que está dizendo?! Eu nunca luto uma luta sem sentido!
Az: Então pelo que você está lutando agora?!
Ali: Você é meu inimigo... e inimigo do meu irmão. Você me desonrou como Cavaleiro das Arábias e destruiu a Cimitarra Sagrada.
Az: Eu destruí...? Mas foi você quem...
Ali: Chega de conversa!

*Ali chuta o ar e várias pedras voam contra mim. Me desvio da maioria e bloqueio as outras com as algemas, e então vejo que Ali gira várias vezes as mãos em volta do corpo, concentrando seu Ki de forma estranha, e cria bolas de ar, que arremessa contra mim. À princípio eu penso em bloqueá-las, mas algo me alerta; minha experiência de combate desenvolveu minha intuição de lutador, então é por puro instinto que eu consigo escapar por um triz, me desviando. As bolas passam raspando por mim e atingem outras duas torres do palácio, destruindo dois andares de cada uma, fazendo ambas as torres desabarem. Eu noto que o Ki de Ali não diminuiu nem um pouco, mesmo usando tanta potência em alguns ataques.*

Az(Pensando): Que Ki inacreditavelmente alto...! Poucas vezes posso dizer que senti algo assim em um ser humano... será que Ali é MESMO humano?! Esse Ki descomunal prova que ele não estava usando quase nada de sua força em nossa luta... E como se não bastasse toda essa energia, ele ainda tem esse poder incrível sobre os Elementos. É... estranho... antes eu não havia notado, mas lutando com ele estou sentindo algo... familiar?
Ali: E então, ainda acha que esta luta é sem sentido? Vai lutar pra valer, ou vai continuar lutando sem usar sua força máxima, enquanto espera que eu te mate?
Az: He. Então você notou né? Olha, eu vou te confessar, eu estou surpreso, até assustado com o seu poder... mas também estou muito empolgado. É raro eu ter a chance de enfrentar alguém do seu calibre. Só é uma pena estar sendo deste jeito. Por que, Ali? Por que temos que lutar assim?
Ali: Você insiste em bater na mesma tecla?! Que seja, você...

*Ali se surpreende quando eu o atinjo em cheio no queixo com um chute de baixo para cima, arremessando-o pra trás. Ele gira no ar e cai em pé, mas se surpreende ainda mais ao notar que meu sorriso está diferente*

Az: Você tem razão. Eu havia me esquecido disso, por um instante, quando vi seu poder. Não importam os motivos. Não importa quem está certo ou errado. Não importa quanto tempo dure. Não importa quem vença ou perca. Só o que importa é a luta em si.

*Ali sorri da mesma forma*

Ali: Finalmente entendeu. Vai lutar pra valer agora?
Az: Sim.
Ali: Ótimo. Mesmo assim, eu irei te matar. Só não quero matar você sem ser "de forma adequada", como você falou antes.
Az: Hehe... é uma pena, mas ainda assim, esta já não é mais uma luta adequada, de novo.
Ali: Como assim?
Az: Nada. a conversa acabou. Vamos lutar, Ali Al-Said!
Ali: Venha, sahib Edu Az!
Az(Pensando): Seria uma luta adequada... se eu pudesse usar meu Ki. Mas isso não importa agora.


*Momentos antes, pouco antes de eu acertar o chute em Ali, eu havia recebido a mensagem telepática de Lety-chan."Eu amo você!" Aquilo havia me deixado realmente motivado, saber que ela ainda estava viva, ainda que não pudesse vê-la, ouví-la ou tocá-la, podia sentir sua presença. Eu ia dar tudo de mim agora. Eu e Ali corremos na direção um do outro. Obviamente, Ali é quem ataca primeiro, usando seus poderes de Dobra Elemental para fazer vários ataques consecutivos à distância. Recebo golpes de ar, terra e fogo, mas escapo de todos usando apenas um salto, e desfiro uma voadora contra Ali. Ele desvia do meu chute e, girando em torno de si mesmo, desfere um gancho com o punho coberto de chamas; desvio do golpe dele, e uma coluna de chamas com vários metros de altura dispara de seu punho, quase me atingindo, mas não ligo e desfiro uma combinação de cotoveladas contra ele. Ali fecha a guarda como um boxeador e suporta minhas cotoveladas, pra em seguida me atacar com as mãos agora carregadas com o vento. Desvio de seus dois socos, atingindo seus braços com meus antebraços(defesa Chudan Uchi Uke do Karate) e tento atingí-lo no rosto com um chute frontal(Mae Geri). Ali bloqueia meu chute com a sola do pé e tenta me atingir no estômago com um soco(com a mão pegando fogo), mas uso a defesa baixa(Gedan Barai) e novamente desvio sua mão. Nossas mãos e pés se movem tão rápido que quem visse não conseguiria perceber onde terminava um ataque e começava uma defesa. Era difícil para nós dois acreditarmos, mas ambos estávamos equiparados; éramos dois mestres de Artes Marciais se enfrentando no mesmo nível... ou assim parecia. Em um dado instante, eu e ele atingimos um ao outro com um chute frontal no estômago e somos jogados para trás; o chute de Ali, impulsionado pela força da água que acompanhava seu pé, me joga quase o triplo da distância que eu o joguei. Ambos levantamos com um salto ao mesmo tempo, estamos os dois ofegantes, mas eu caio com um joelho no chão, visivelmente bem mais ferido*

Az(Pensando): Ugh... que pancada... se eu não o tivesse atingido ao mesmo tempo, seu chute teria me acertado com muito mais força... e minhas tripas iam sair pelas costas...

*Ali salta na minha direção e desfere um chute de cima para baixo com sua perna em chamas; instintivamente eu rolo para o lado e desvio do golpe, que explode o chão, as chamas se espalhando pelo lugar. Ali me ataca com um gancho, sua mão direita me atingindo o queixo junto com um pedaço de pedra que ele manipulou, e em seguida desfere um cruzado de esquerda, sua mão acompanhada de um rastro de água. Eu bloqueio com meu bracelete e atinjo um chute no queixo dele, o jogando pra trás, mas ele se move com a força do vento e desfere um chute em minha direção, que eu consigo novamente bloquear, mas mesmo assim sou projetado pra trás, meus pés cavando uma trincheira no chão. Era óbvia a minha desvantagem nesta luta. Eu me sinto como se estivesse enfrentando um oponente que usa o Ki, apenas com meu corpo normal... e na verdade era exatamente o que estava acontecendo. No começo, Ali estava lutando de igual pra igual contra mim, a diferença é que eu estava completamente desarmado(exceto pelas correntes no começo da luta) e ele estava com sua espada. Mas agora, Ali estava usando seu Ki para controlar os Elementos e me aplicar aquela saraivada de ataques, exatamente da forma como quando me atacava com sua Espada.*

Az(Pensando): Ungh... não há dúvida. Independente de ter uma arma ou não, o estilo de Ali é de combate armado; a diferença é que, se nossas mãos são nosso Ki, eu luto apenas com as mãos enquanto Ali utiliza o Ki para controlar os Elementos; ele empunha os Elementos como se fossem sua Espada... Quando eu me defendo, mesmo com os braceletes, meu corpo sente a força dos golpes e cada músculo meu vibra como uma corda de guitarra... desse jeito, meus ossos não irão suportar por muito tempo.
Ali: Você luta bem, mesmo nesse estado. Mesmo assim, eu só estou aquecendo!

*Arregalo meus olhos com o que vejo: o Ki de Ali transborda de seu corpo, e quando ele faz isso, os elementos à nossa volta se alteram e se curvam, e até mesmo meu corpo, composto de água e minerais, parece ressoar com seu poder. Ali ataca, desta vez muito mais rápido e mal consigo bloquear seus ataques. Ele me ataca muito mais rápido do que eu, quando o ataquei com as correntes, fazendo ar, água terra e fogo me atacarem como balas de uma metralhadora e não tenho escolha a não ser cruzar meus braços à frente do corpo, tentando suportar a violência de seus golpes. É então que eu percebo que, daquele jeito, meu corpo não irá suportar e vai se despedaçar com seus golpes. Quando Ali dispara mais uma onda de ataques, abro meus braços e começo a repelir seus golpes, novamente usando a defesa Zenhansho Toku. Sinto o metal dos braceletes esquentarem com tantos golpes, mas não tenho escolha a não ser continuar suportando a fúria dos golpes e me concentrar na defesa.*


***


*Mokona tinha ido ver como estava o braço de Xysuke, quando de repente ambos ouvem um barulho alto e sentem um tremor como se algo pesado tivesse atingido o solo. Diante deles está Gogo, em sua forma monstruosa, sem seu maxilar, que Xysuke havia destruído. Uma visão REALMENTE tenebrosa.*



*Gogo solta um urro, enquanto sangue jorra de sua ferida, em seus olhos é possível ver a dor e fúria que sentia. Foi então que, estranhamente, eles vêem Gogo abaixar os braços. Seus olhos estão fixos em Xysuke. O corpo de Gogo começa a brilhar como se fosse o próprio Sol, e eles vêem que ele parece estar encolhendo, ao mesmo tempo que algo começa a tomar a forma de uma espada em sua mão. É então que eles têm uma das visões mais assustadoras. Diante deles Gogo assumiu a forma de ninguém menos que Sao Kumi, e não parecia ter absolutamente NENHUM ferimento. Pior, em sua mão estava a Soul Edge. Sao os encara*

Sao(Gogo): É hora de dar umas palmadas em você, Filho Pródigo...


***


*Enquanto isso, na sala de Abubu, as coisas pareciam estar prestes a pegar fogo. Abubu estava de cabeça abaixada, após as ameaças de Lety-chan e das ilusões de Kunisaki. Não era possível ver seus olhos, cobertos por sua sombra. De repente, entretanto, Lety-chan e Kuni podem notar um macabro sorriso surgindo aos poucos nos lábios de Abubu, sorriso este que se distorce numa bocarra com a gargalhada que ele solta, como se se esgoelasse. Abubu olha para os dois, ainda rindo, e um ódio imensurável pode ser visto em seus olhos.*

Abubu: Hehehe... eu admito, você quase me convenceu, princesa... talvez esse seu amigo realmente tivesse a coragem de fazer isso... mas duvido que você realmente assassine ou de ordens para matar uma pessoa inocente a sangue-frio; as lágrimas em seus olhos demonstram a pessoa que você é, e você não é uma assassina. Não é uma vilã. Eu reconheço meus crimes, nunca os neguei, mas minha esposa é uma pessoa completamente pura aos olhos de Allah... assim como você.

*Abubu caminha lentamente até seu trono, seus movimentos acompanhados pelos olhos atentos de Kunisaki, que esperava a qualquer instante a ordem de Lety-chan. Como se nada daquilo estivesse acontecendo, ele se senta tranquilamente de pernas cruzadas, pega o bocal de seu narguilé e dá uma profunda tragada. Abubu solta a fumaça, que o cerca como uma névoa*

Abubu: Estou realmente surpreso com vocês... um Deus, você disse? Acha mesmo que esta é minha intenção? Me tornar maior do que o próprio Allah? Ora, eu jamais pensaria em algo tão infantil... não, está enganada princesa, meu desejo não é ser um Deus, mas sim sobreviver aos cataclismos que virão em breve.
Kuni: Do que está falando, desgraçado?
Abubu: Vocês são tão ingênuos... não sabem e nem sequer imaginam mesmo o que está realmente acontecendo aqui? Hunf... não importa quanto poder eu reúna, mesmo que eu fosse capaz de controlar Ali e Azrael, ou roubar o poder máximo de ambos, ou mesmo de todos vocês, eu jamais conseguiria enfrentar o futuro negro que paira sobre nós. Olhe para seu amado, princesa, *Abubu aponta para seu globo de cristal* acha mesmo que eu teria condições de deixar nesse estado miserável o homem que foi capaz de enfrentar Metraton e Sandalphon?
Kuni(Pensando): O que... esse maldito sabe até mesmo disso!?
Abubu: Como disse antes eu não sou um bárbaro, e sim um amante, hehe. Não desejo "destruir" a Terra, e sim sobreviver; pouco me importa o que aconteça com vocês. E mesmo que matem minha esposa, eu poderei calmamente revivê-la depois, graças ao Livro dos Mortos. Por outro lado... *O olhar de Abubu fica triste* ...se eu morrer, até será melhor, porque não presenciarei o Armaggedom que nos ameaça. Sim, eu tenho bem pouco a perder... mas vocês têm muito.

*Abubu faz um gesto e seu globo de cristal flutua, brilha intensamente e se transforma em algo parecido com uma porta ou uma janela, que flutua próximo a eles. A janela mostra imagens pelo castelo inteiro: nas torres destruídas, é possível ver restos da camisa de Harima, evidenciando que algo aconteceu com ele; nos corredores, onde Ishizu e Lola corriam atrás do Livro, é possível ver ninguém menos do que Shujji, com os mesmos olhos de Ling, Talim e Ali(ou seja, controlado por Abubu) saltar na frente das duas, impedido-as de prosseguir, e prestes a atacá-las; no que restara do jardim, Larg, Mokona e Xysuke, extramente feridos, diante de Sao Kumi(na verdade, Gogo) armado com a Soul Edge; e no meio dos escombros, eu em meu estado semi-morto lutando contra o poderoso Ali, o Avatar; a janela foca então apenas nesta cena, obviamente de forma especial para Lety-chan. Abubu deu mais uma tragada e falava sorrindo, enquanto expelia fumaça*

Abubu: As coisas estão assim, princesa: vocês três têm uma refém, eu tenho doze, incluindo aqueles que estou controlando.
Kunisaki(contando): Doze...?
Abubu: Ah sim, faltou o convidado de honra...

*Abubu faz mais um gesto e o pai de Abubu sai de trás das sombras, segurando uma adaga apontada para o pescoço de Rai-Ohkih, o qual ele segurava, desacordado, pelas orelhas.*

Abubu: Vocês estão nas minhas mãos agora. Querem ver Shujji triturar suas amigas? Gogo fatiar seus três amigos no jardim? Meu pai degolar seu pequeno mascote? Que tal se eu ordenar que Talim arranque o próprio coração? Ou então prefere esperar para ver Ali esmagar seu amado? Aliás... sabia que, na forma de janela, meu globo não apenas recebe as imagens, mas também as transmite? Pelo que posso ver, Azrael está, nesse instante, vendo o tipo de pessoa que você é, enquanto ameaça a minha pobre esposa... hehehe...


***


*De fato, instantes antes, no meio dos ataques de Ali e da minha defesa, surgiu aquela mesma janela entre nós dois e eu vejo Lety-Chan e Kunisaki ameaçando a esposa cega de Abubu.*

Ali: Isso é... a janela mágica do globo de cristal do meu irmão! Ela mostra o que está acontecendo na sala do trono!
Az: O quê? Isso está acontecendo agora?!

*Eu fico surpreso, e uma sombra cobre meus olhos. Eu não sei que Lety-chan pode me ver(pois se soubesse, trataria de esconder meu rosto, por vergonha de como estou) e me viro de costas para a tela, encarando Ali. Ele estranha.*

Ali: Não vai ver o que ela vai fazer?
Az: Não preciso.

*Eu salto na direção de Ali, que não consegue se defender a tempo e rolamos no chão. Quando paramos, eu estou por cima de Ali, com meu cotovelo apertando seu pescoço.*

Az: Eu não tenho como saber se essas imagens são verdadeiras, e mesmo que soubesse... eu não sei o que a levou a fazer uma atrocidade dessas, nem parece a Lety-chan que eu conheço. Não sei se é um blefe, insanidade temporária ou se ela está sendo controlada e influenciada como você, Ali... ou se ela foi simplesmente inconsequente. O que importa é que eu confio nela, e não preciso ver isso, mesmo que seja real. Agora mais do que nunca, eu quero terminar esta luta. Não, eu PRECISO terminar esta luta... antes que as coisas piorem ainda mais!!

*Acerto uma cotovelada na cara de Ali, e começo a atingí-lo várias vezes. Ergo minhas mãos para golpeá-lo com os braceletes, quando ele sopra uma rajada de vento que me joga longe, mas giro no ar e caio de pé, encarando-o. Ali eleva seu Ki novamente e me ataca da mesma forma que antes, mas estou preparado e não apenas uso a Defesa Jurai para me defender, mas arremesso os ataques de Ali contra ele, que consegue se esquivar com certa dificuldade. Ali me encara furioso, enquanto eu sorrio*


***

*Na sala do trono, todos assistiam minha luta com Ali, e percebem meu sorriso de confiança. Mesmo assim, o sorriso de confiança de Abubu era ainda maior...*

Abubu: Seu amado é persistente, princesa... mas não importa o quanto ele lute bem, seu corpo está perto de morrer. Além disso...
Kunisaki: O quê? Fale!
Abubu: Ali está cada vez mais furioso. Se ele usar seu poder por mais tempo, nem mesmo eu serei capaz de pará-lo. O poder do Avatar é grande demais, até mesmo para o Olho de Medéia influenciá-lo...
Kunisaki: !!!!!

*Abubu fecha a janela mágica, que volta à forma de um globo, em cima do pedestal.*

Abubu: Sugiro que vocês se rendam agora, caso contrário não terei escolha a não ser matar todos... e recolher o que quero diretamente dos pedaços dos corpos de vocês.
Abubu(Pensando): E, quanto mais duvidarem de si mesmos, maiores as chances de caírem sob o poder do Olho de Medeia, assim como fiz com meu ingênuo irmão... vamos, cedam logo! Dêem-me seus corações... com você sob meu poder, Lety, também poderei controlar Azrael, se ele sobreviver... ah, a virtude que é a paciência...

***


*Ali continua seu ataque furioso. Ele avança contra mim, rápido como o vento, desta vez partindo praticamente para o corpo-a-corpo; seus golpes, entretanto, estão muito mais rápidos e mais fortes. Cada golpe dele faz literalmente os elementos à nossa volta irromperem, como uma legítima tempestade. Ainda estou usando a Defesa Jurai incorporada a meu Karatê, mas tudo que estou conseguindo fazer é me defender de metade da força de seus golpes; embora consiga repelir seus ataques diretos e os golpes de terra, sou atingido diretamente pelo ar, pela água e pelas chamas de seus socos e chutes. Os elementos conseguem ultrapassar meus braços e atingir meu corpo; o pior são as chamas, que mesmo quando consigo defender, queimam meus braços. Sinto a dor das queimaduras, mas não páro de me defender; a verdade entretanto, é que eu já não estava mais aguentando. O cansaço, a fome, a sede, os inúmeros ferimentos, a perda de sangue, a falta de Ki... eu mesmo não conseguia entender como ainda estava vivo. Minha visão estava turva e eu mal conseguia enxergar meu oponente que estava a poucos centímetros do meu nariz, enchendo meu corpo de golpes. A força dos golpes de Ali era tanta que meus braços estavam dormentes, eu só conseguia movimentá-los instintivamente, mal conseguindo executar a Defesa Jurai. A cada dois ou três golpes ele me acertava um, mas esta situação logo se reverteu; eu agora só conseguia defender um de cada três golpes, os demais me acertavam diretamente. Ali então inicia uma série de golpes consecutivos, suas mãos movendo-se rápidas como raios, usando a força do ar para impulsioná-las. Sinto muita dor nos braços, mesmo com os braceletes, e vários golpes me atingem diretamente, ultrapassando minha defesa. Cuspo sangue e quase caio no chão, enquanto Ali se prepara para atacar novamente*

Ali: Pelo visto descobri o ponto fraco de sua Defesa Total, não é mesmo? Seus braços só podem aguentar uma certa carga de golpes, mas depois ficam lentos demais para conseguirem manter o ritmo!
Az: Errado...!

*Ali se surpreende quando ataca com o mesmo golpe e consigo defendê-lo completamente. Ele abre a guarda por um instante e acerto-lhe um chute que o joga longe. Um dos meus joelhos toca no chão e cuspo mais sangue. Meus braços estão roxos, inchados e minha visão está nublada. Mal vejo que Ali já está de pé e, mesmo executando a defesa, sou arremessado o dobro da distância que o joguei, atingido por um jato de água. Me esforço para me aguentar em pé, Ali arremessa outro jato de água, mas eu movimento os braços e me defendo do jato, dividindo-o no meio. Ali vê que meu olhar está diferente; embora quase morto, minha determinação parece maior.*

Ali: Maldito! Você está à beira da morte! Por que não desiste logo?! Ainda acha que pode vencer, mesmo nesse estado, e praticamente sem conseguir atacar?
Az(Pensando): Eu só posso ter ficado louco... mas lutar contra ele é parecido com... é quase como se... eu estivesse enfrentando o...
Az: Esta luta pode ser sem sentido, mas eu tenho meus motivos para continuá-la! Eu não luto por achar que posso vencer, e sim porque eu PRECISO vencer!
Ali: Você...

*Ali novamente segura a cabeça, e grita alto, seus nervos quase se rasgando de dor. Ele cai ajoelhado no chão. Novamente ele escuta uma voz em sua cabeça*

???: Ali, já chega. Isto já foi longe demais. Pare enquanto pode. Você já perdeu sua dignidade como Cavaleiro das Arábias, não destrua também o nome do Avatar!
Ali(pensando): E... eu sei... mas eu jurei que iria matá-lo... destruí-lo de corpo, mente e alma... não importa o quanto ele esteja me lembrando, ou o quanto isso me custe eu irei fazê-lo...
???: Ali, esta é a última vez que posso tentar ajudá-lo. Se prosseguir, nem eu nem ninguém mais irá impedí-lo de cair completamente sob o controle de seu irmão... ou pior, sob o descontrole total.
Ali: Cale-se... eu não estou... não posso estar sendo controlado... isto é o certo a se fazer... não é mesmo?
???: Não, Ali. Mas isto é algo que você só irá descobrir sozinho... quando for tarde demais.

*Ali pára de sentir dor. Ele fica novamente em pé e me encara.

Ali: Precisa vencer? Há! Que tolice! Você fala como se tivesse mesmo alguma esperança, ainda que ínfima. Se é assim então deixe-me acabar com suas esperanças, Az... Vou lhe mostrar o meu verdadeiro poder.
Az: O que...?!
Ali: Achou mesmo que eu estive lutando com você usando o máximo de minhas forças?

*Ele olha para mim e seus olhos novamente começam a emitir a luz que vi antes, quando ele rompeu o selo de seus poderes. O Ki de Ali parece ter aumentado várias vezes.*

Az: I-isso é...
Ali: Este é meu verdadeiro poder. Este é... o Estado Avatar.

*Ergo meus braços para executar a Defesa Jurai, mas antes mesmo que possa ver, sou atingido por vários jatos de ar, sem sequer conseguir me defender. Ali não fez nenhum movimento, apenas controlou o ar. Quando ele movimenta as mãos, sou atacado de uma vez pelos quatro elementos; nem mesmo minha defesa consegue me proteger e sou atingido por todos os lados, com tanta força que saio do chão. Ainda zonzo pelos gopes, levanto a cabeça e noto que Ali não saiu do lugar. Ele então levanta dois dedos e sou preso por quatro colunas de pedra, que seguram meus braços e pernas. Ali caminha na minha direção, e faz com que as colunas de pedra me levantem até ficarmos cara-a-cara. Uma terceira coluna surge embaixo do meu queixo levantado-o, parecendo a borda de uma guilhotina, mas... tanto ele quanto eu nos surpreendemos porque mesmo nessa situação, ainda estou sorrindo.*

Ali: Nunca encontrei alguém como você.
Az: He... hehe... eu por outro lado confesso que já encontrei alguém como você... é uma pena que a gente acabou tendo que se enfrentar... desse jeito... eu daria quase tudo para poder enfrentar você em condições normais...
Ali: Infelizmente isto nunca poderia acontecer. Já faziam mais de dez anos que eu não usava meus poderes de Avatar, minha força diminuiu muito desde aquela época... e confesso que está difícil Dobrar. Mesmo assim, ainda tenho mais poder que qualquer outro ser humano.
Az: Hahahaha, tá bom, vai sonhando... eu conheço pelo menos uma dúzia de caras melhores que você...
Ali: Vou lhe dar um presente final, embora você não mereça, irei matá-lo com meu golpe mais poderoso, Az.
Az: S... seu golpe... mais poderoso...?
Ali: E irei lhe provar o que eu lhe disse sobre o meu poder, o poder que eu odeio...

*Ali novamente movimenta seus dedos e as colunas de pedra afundam no chão, até me deixarem deitado de costas, com os braços abertos ainda presos, como numa cruz. Ele então salta para longe, no topo de alguns escombros e começa a movimentar os braços. Eu vejo água, ar, terra e fogo se reunirem numa esfera à frente de seu corpo; em seguida ele muda um pouco os movimentos e a esfera composta pelos quatro elementos voa para o alto; em seguida ele faz um movimento com o braço direito e todos podem ouvir um barulho altíssimo, como um jato rompendo a barreira do som.*

Ali: OBLITERAÇÃO ELEMENTAL!!!
Az: Esse é... o golpe do... o.O

*Ali então rapidamente abaixa o braço que estava levantado, e eu vejo uma luz vindo na minha direção. O tempo parece rastejar*

Az(Pensando): Eu tinha razão... enfrentar o Ali... é exatamente igual a enfrentar... o Metraton! O jeito de lutar, os golpes... até mesmo a Obliteração Elemental! Mas como, por que o Avatar tem poderes análogos aos do Rei dos Anjos...?

*Ainda com o tempo rastejando, eu posso ver finalmente o que vem em minha direção: os quatro elementos descem em forma de raio, girando de maneira espiralada como uma broca. Seu alvo é meu peito exposto.*

Az(Pensando): Tsc... Acho que é o fim. Tantas lutas... tantas batalhas... tanto sofrimento... para acabar assim...

*O raio se aproxima cada vez mais. Algumas migalhas de terra e algumas gotas de água do raio caem no meu rosto*

Az(Pensando): Sinto muito amigos... eu fiz tudo que podia. Xysuke. Mokona-chan. Harima. Larg-chan. Lana-chan. Shujji. Ling-chan. Ishizu-chan. Lola-chan. Lety-chan...

*Cada vez mais próximo, o ambiente em volta começa a sofrer a força do raio; o vento sopra como se um furacão estivesse chegando.*

Az: Lety-chan... sinto muito... acho que não vou poder cumprir nossa promessa... de nos casarmos...

*Fecho os olhos. O raio está chegando. Já posso sentir o calor das chamas que o compõem. Meu peito vai ser atingido em cheio.*


***


*Na sala do trono, a cena continua igual: Lety e Kunisaki ameaçando a esposa de Abubu, o pai dele segurando Rai-Ohki na ponta da faca, Talim encarando Lana com seu olhar apático e Abubu... furioso, ele salta de cima do trono.

Abubu: Essa não! Aquele idiota vai fazer mesmo!
Kunisaki: Heim?
Abubu: Tsc... ainda bem que tenho todos estes reféns, porque pelo que estou vendo, vou perder um. Seja como for, vocês ainda estão em minhas mãos, mesmo que a luta entre meu irmão e Azrael esteja perto de acabar.
Kunisaki: Do que está falando?
Abubu: Pelo visto, Azrael conseguiu mesmo enfurecer meu irmão; ele agora está perigosamente próximo do estado da "Loucura do Guerreiro", o estado lendário dos guerreiros vikings, em que no furor do combate o guerreiro perde completamente a noção do que está fazendo e de quem está atacando. Embora ainda esteja sob minha influência e poder, não poderei mais pará-lo. Ele irá... matar Azrael.


***


Az: P@##A NENHUMA!!!!!

*Arrebento as pedras que prendiam meus braços e, mais uma vez executando a Defesa Jurai, bloqueio o raio com os dois braceletes. O impacto é muito mais forte que o de quando defendi a espada de Ali, e o sinto no corpo inteiro, mesmo defendendo com os braceletes, que recebem todo o impacto. Toda a área à minha volta explode com furor e até mesmo a maior parte das torres do palácio de Abubu que ainda estavam de pé desabam com a força do impacto. Todos que estavam em volta são jogados longe, e nem Ali consegue se manter no lugar, sendo arrastado pra longe pelo impacto. Quando a poeira finalmente abaixa, há uma cratera no lugar em que eu estava, como se um meteoro tivesse caído ali e destruído completamente o quintal do palácio de Abubu. Ali vai até lá e vê, no fundo da cratera, as duas algemas que estavam nos meus braços partidas ao meio, no chão.*

Ali: Eu... venci.

*De repente, o vento sopra a poeira para longe e Ali me vê de pé, do outro lado da cratera, com vários ferimentos pelo corpo. Mas com um olhar ainda mais determinado do que antes. E um sorriso muito maior.*

Ali: V-você...! Como sobreviveu?
Az: He... hehehe... pra falar a verdade, não tenho certeza... mas pelo visto, eu tinha razão.
Ali: O quê?
Az: Aquelas algemas eram para me aprisionar... elas foram feitas de forma que eu não pudesse rompê-las. Mas acho que o Deadline, o seu irmão ou quem quer que esteja por trás de toda essa palhaçada não esperava que você fosse usar todo seu poder contra mim, nem que eu fosse usar as algemas para defender seus dois golpes mais fortes.
Ali: D... do que está... falando...?
Az: Sim, aquelas algemas eram para me aprisionar... mas não o meu corpo, e sim...

*Ali não pode acreditar no que vê. Ele nota as cicatrizes nos meus pulsos, exatamente onde eles foram cortados e vê que até parte de meus tendões estão para fora da pele. Mesmo assim, não é isto o que o espanta... e sim o fato de meus dedos começarem a se mover, até minhas mãos se fecharem completamente pela primeira vez desde que ele me viu. Não foram meus músculos que fecharam minhas mãos, nem meus nervos. Foi...*



Az: ... o meu Ki!!!!

*Ali vê meu Ki irradiar de meu corpo com uma intensidade que ele nunca havia visto em outro ser humano, nem mesmo em Gogo.*

Ali: Impossível!!!!!
Az: E agora, Ali, vou lhe mostrar algo que você pelo visto nunca viu antes. Um poder maior que o do Avatar.
Ali: Tsc, hahahahah! Está dizendo que seu Ki é maior do que meu poder?!
Az: Não. A minha vontade de viver.


Continuem...

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