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 Em busca das armas sagradas

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Xysuke
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MensagemAssunto: Em busca das armas sagradas   Dom Abr 13, 2014 11:08 pm

"Transcending history and the world...

A tale of souls and swords...

...eternally retold."

--
Música de introdução: https://www.youtube.com/watch?v=PKMM-RRKR8s
--

A batalha contra Abubu terminou, com a vitória dos Guerreiros Hinata, e o mundo estava a salvo mais uma vez.

Nos dias que se seguiram o confronto entre o tirano de Israel e as forças da luz, o irmão de Abubu, Ali, assumiu a responsabilidade de estabilizar novamente o país após a perda de seu governante.



Além disso, havendo quitado as dívidas da pensão Hinata, Ali automaticamente se tornou detentor de uma considerável fatia de suas ações. Um parte da pensão Hinata agora pertencia ao Cavaleiro das Arábias.

Lety e Az se casaram...



Mokona abriu seu próprio negócio, com o apoio de Xysuke e outros moradores...



E os Hinata Warriors experimentaram um período de relativa paz e estabilidade, para poderem viver suas vidas.

Entretanto, diante de Xysuke, surgiu o presságio de uma nova batalha que estava por vir, na forma de uma carta que ele recebeu.

--

(Templo Ling Sheng Su, China)

- Tem certeza, mestre Kilik?
- Tenho.
- Mas nem ao menos nós conseguimos. O que o faz pensar que ele irá?
- Se eu o conheço bem, ele acabará dando um jeito. Também sei que ele é do tipo que procura consertar seus erros. Também pode ser uma maneira de lhe dar mais uma chance. Além disso, tem algo me incomodando, e, deixando as coisas acontecerem dessa forma, posso confirmar minhas suspeitas...

--

(Pensão Hinata, Japão)

Xysuke está em seu quarto, lendo a carta que acabara de chegar para ele, acompanhada de um pacote.

"Han-Fao

Se quiser ser aceito de volta, ou, pelo menos, se redimir de seus pecados, conserte-o.

Kilik"


Xysuke termina de ler essa breve mensagem e olha para o conteúdo da caixa.

Spoiler:
 
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Ali Al-Said Samir

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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Ter Abr 22, 2014 9:46 pm

Em nome de Allah, Clemente e MIsericordioso!

*A batalha, o desenrolar dos fatos e a cerimônia de casamento haviam ocorrido há alguns dias. Dois  dias atrás, meu pai, eu e os demais realizamos a cerimônia fúnebre para Abubu; embora tecnicamente meu irmão não houvesse morrido, para nós seu destino era pior do que a morte, e o mínimo que poderíamos fazer, apesar de tudo que ele havia aprontado, era seu enterro (ainda que não houvesse sobrado nada para enterrar...). Tudo havia acabado, mas aquilo na verdade era um novo começo. As ações de meu irmão trouxeram graves consequências à minha vida, e tudo porque eu não havia sido forte o bastante para impedí-lo, nem tampouco para resistir a seu controle. Por minha causa (ainda que indiretamente) muito sangue havia sido derramado, muitas pessoas se feriram,e muitos inocentes quase morreram, além claro do fato de eu ter perdido meu irmão. Quanto a mim, eu agora estava pagando o preço de minhas ações: a Cimitarra Sagrada havia se quebrado. Sozinho em meu quarto eu olhava, em cima de uma mesa, a empunhadura que era a única parte ainda inteira e os poucos fragmentos da lâmina que eram grandes o bastante para serem recolhidos; a maior parte da lâmina havia se transformado em pó fino como areia e estavam amontoados ao lado do cabo. Sobre a mesa também estavam minha faixa elástica e meu tapete mágico. Aqueles itens eram a prova de que eu havia sido o Cavaleiro das Arábias... mas não mais. Minha irresponsabilidade destruíra a Cimitarra Sagrada, uma vez que o poder dela nunca pode ser usado para fazer o mal; não foi a força do meu golpe ou a resistência dos grilhões de Az que fez a espada se partir, foi o fato de eu ter atacado alguém bom... e inacreditavelmente, justamente um dos anjos de Alá! Ainda me era difícil acreditar que aquele homem desbocado e desrespeitoso era o próprio Azrael mas... Afastando isso da mente, peguei o cabo e os pedaços da lâmina e os embrulhei com a minha faixa, tomando o cuidado de amarrá-la de forma a não perder nada. Foi então que Gogo e Talim entraram no meu quarto.*

Gogo: Príncipe Ali, é verdade que irá viajar de novo?
Ali: Ainda estou decidindo isso, Gogo. Preciso consertar a minha cimitarra.

*Talim tira um de seus sapatos e me bate com ele na cabeça, uma legitima tamancada, como dizem os brasileiros*


Ali: Huh?!?
Talim: Ainda está decidindo? Que papo é esse? Não foi você mesmo quem disse que o próprio anjo Metraton lhe disse para ir consertar sua espada?! Não tem que ficar decidindo nada, vai logo consertar e acabou!
Ali: Tem muitas coisas que precisam ser resolvidas aqui, Talim. Não posso simplesmente abandonar este lugar, agora que meu irmão morreu alguém precisa governar estas terras.
???: De fato. Então, acho que é melhor eu fazer isto em seu lugar.

*Era meu pai, o sultão Kaleb, quem havia entrado. Ele colocou uma mão no meu ombro.*

Kaleb: Ali, sua missão é mais importante do que cuidar deste ou de qualquer lugar. Você é o guardião de Zulfiqar, sua responsabilidade para com a Cimitarra Sagrada é maior do que qualquer outra.

*Olho para os pedaços da espada enrolados na faixa. Uma sensação de abatimento fica clara em meu rosto.*

Ali: Mesmo com tudo que o próprio Metraton me disse, meu pai, eu não estou completamente seguro.
Kaleb: Você?! Inseguro? Hahaha, que coisa mais rara!
Ali: Não brinque pai... Zulfiqar é a espada do grande imam ‘Alī Ibn Abi Taleb (com ele esteja a Paz), nosso ancestral; as tradições dizem que foi o amado Profeta Muḥammad (S.A.A.S.), quem presenteou Zulfiqar para o jovem Imam na batalha de Uhud. Mas mais do que isso, foi dito que ela é a espada destinada a ser usada no dia do Juízo Final, e que ela teria sido dada pelo próprio Allah ao Profeta.
Kaleb: E daí?
Ali: Como e daí?! Eu quebrei um dos nossos símbolos mais sagrados! Não sei se ainda posso ser digno desta espada... ou mesmo da fé islâmica. Não sei se sou o mais adequado a consertá-la...

*Talim me acerta outra tamancada, com tanta força que me derruba no chão. Gogo fica tensa, mas não faz nada a Talim, pois a própria Gogo teve vontade de me acertar a cabeça.*


Talim: Você é burro ou o quê?! Por acaso você removeu seus miolos quando tirou o selo da sua cabeça (off: o selo que selava os poderes de Avatar) ou a minha pancada fez eles saírem pela sua orelha? Não foi o próprio Metraton quem disse que VOCÊ deve consertar a espada?! Se um dos anjos de Allah disse isso, quem é você para contestar?
Ali: Mas...
Gogo (me ajudando a levantar): Talim tem razão, príncipe Ali. Além disso, quem mais poderia?

*Eu estava inseguro, não só pela vergonha de minhas ações e pela quebra da espada, mas também porque eu pressentia que a tarefa seria quase impossível. A luta contra Az e o fato de meu irmão ter me dominado haviam gerado muito pesar e insegurança no meu coração. E também... medo... de não ser capaz de conseguir. Mas meu pai foi quem me trouxe à razão.*

Kaleb: Ali,lembra-se quando você era criança e eu lhe contei a história de um cavaleiro bretão chamado Arthur e de sua espada, a lendária Excalibur?
Ali: Sim, era uma das minhas histórias favoritas... o Rei Arthur ganhou a espada tirando-a de uma rocha e provando que era o filho legítimo de Uther, que havia fincado a espada na pedra para que apenas seu filho pudesse retirá-la...
Kaleb: Sim, Arthur havia herdado a espada de seu pai, uma espada que deveria ser usada apenas em nome da Justiça. Entretanto, certa vez, Arthur desafiou seu amigo o rei Pelinor para um duelo e, durante a luta, Excalibur quebrou-se ao meio, muito provavelmente por aquela ser uma luta por um motivo injusto. Desiludido e arrependido por suas ações, Arthur lançou os pedaços de Excalibur em um lago; foi quando a Dama do lago, que havia feito a poderosa bainha de Excalibur, apanhou os pedaços da espada e consertou-a, oferecendo-a novamente a Arthur, em reconhecimento à nobreza de coração do cavaleiro.


Kaleb: Sinceramente, Ali, você sempre me lembrou muito o Rei Arthur... nobre de coração e de origem, guerreiro, com uma espada sagrada... e ambos também acabaram perdendo suas espadas por causa de um erro.
Ali: O que está dizendo, pai? Que eu por acaso devo jogar os pedaços de Zulfiqar num lago que uma Djinn aparecerá para consertá-la?!

*Talim acerta outra tamancada na minha cabeça*




Talim: Não, seu tonto! Seu pai está dizendo que você tem que buscar um jeito de consertá-la, em vez de ficar se lamentando e desistir de tudo!
Ali: Como...?
Kaleb: Ali, Allah lhe deu uma vida. Uma vida cheia de privilégios que muitos nem sonham em ter, na verdade, e mesmo assim você lutou e trabalhou muito a maior parte dela. Você lutou para se tornar um Avatar realizado, você lutou para ser o Cavaleiro das Arábias... eu não deveria nem precisar lhe dizer nada, você está muito mais acostumado com o esforço do que eu, e já deveria saber que, enquanto há vida, há esperança. Enquanto a vida que Allah lhe deu estiver queimando em seu corpo, você sempre poderá continuar lutando. Se Zulfiqar é assim tão importante não apenas para você, mas para o mundo inteiro, então em vez de apenas jogar fora sua vida e sua própria fé, use-as para tentar encontrar uma forma de consertá-la. Se não puder, pense que o esforço que despenderá nisto servirá como uma punição para você; não vou enganá-lo, talvez ninguém além do próprio Deus possa consertar a espada que, segundo nossa fé, foi dada por Ele ao Profeta, mas isto é algo que você deve descobrir.

*Eu olho estarrecido para minhas mãos. Como pude ser tão ingênuo? Será que algum dia eu iria finalmente crescer? Me lembro novamente das palavras de Metraton: "Nunca dê as costas a quem você realmente é. Mas confie em si mesmo e em sua fé. Tudo é possível para aquele que acredita." Não posso ficar dependendo de meu pai e das outras pessoas para me colocarem de pé sempre que eu levar um tombo... mas graças a Allah, meu pai ainda estava ali comigo. O brilho voltou a meus olhos e abracei meu pai.*

Ali: Obrigado pai. Quisera eu ter a sua sabedoria (mas Allah é mais sábio!).
Kaleb: Você tem, Ali. Só falta saber usá-la com maturidade.
Ali: É, seria bom se eu já soubesse... nem sei por onde começar minha busca.
Kaleb: Se a espada foi forjada por Deus em pessoa, sugiro que comece procurando-o. E também que procure alguém que esteja numa busca similar. Juntos vocês terão mais chance.

*Pondero um pouco. E me lembro que, entre os membros da Pensão Hinata, havia um que sofrera uma perda parecida. No dia seguinte, eu e Talim chegamos ao Japão. Mais precisamente ao Bairro Hinata. Era estranho aquilo, eu agora era dono de boa parte da Pensão, mas nunca a havia visitado pessoalmente. Talim por outro lado já estivera ali e pôde me guiar. Após passarmos pela grande escadaria do balneário, finalmente chegamos àquele enorme prédio. Eu podia sentir a imensa energia que fluía daquele lugar.*

Ali(pensando): Incrível... as coisas que me disseram sobre este lugar devem ser mesmo verdade. Não é à toa que há tantas pessoas incomuns que vêm daqui. E foi justamente uma dessas que eu vim encontrar.
Talim: Puxa, tinha me esquecido como esse lugar é bonito... pode não ser tão grande quanto o seu palácio ou o do Abubu, mas ainda assim é impressionante.
Ali: Obrigado por me trazer até aqui, Talim. Acho que você já pode voltar para ajudar meu pai e Gogo com os afazeres do palácio e do orfanato.
Talim: O quê? Mas de jeito nenhum! Seu pai consegue cuidar sozinho daquela burocracia toda, além de ter a Gogo para ajudá-lo, e a Sarina pode cuidar sozinha do orfanato por mais alguns dias. Ou você acha que eu vou perder uma aventura destas?
Ali: Mas pode ser perigoso...
Talim: E daí? A Gogo já te ajudou da última vez e, como futura moradora da Pensão que você é dono agora e uma de suas futuras esposas, é meu dever acompanhá-lo em suas aventuras também.  Laughing 
Ali (engasgando): Q-QUE HISTÓRIA DE FUTURA ESPOSA É ESSA HEIM?!?

*Talim me mostra a língua e entra correndo na Pensão, sendo seguida imediatamente por mim. Lá dentro procuramos por Xysuke.*

Continuem...

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Xysuke
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Ter Abr 22, 2014 11:47 pm

OFF: É muito dificil achar o azul correto que eu usava antes, então, com essa nova paleta de cores de fonte, vou mudar a cor das falas de Xysuke pra vermelho, a cor que o representa melhor

#########################################################################


- Agora, tu vai, o filha da mãe...

Xysuke, usando uma máscara de proteção e um ferro de solda, tentou, inutilmente, juntar as duas metades do bastão mágico que um dia já foi sua arma sagrada.

- Ah, droga!

Após mais uma tentativa frustrada, tirou o equipamento e o jogou junto a uma pilha de coisas no canto do quarto, onde já tinha um tubo de cola super bonder, fita adesiva durex, grampeador, um tubo de poxi pol, o último volume da saga Crepúsculo, entre outras coisas bastante pegajosas.

- É inútil, eu não vou conseguir consertá-lo com coisas assim...

Xysuke se sentou no chão para fazer uma pausa, e aproveitou para refletir. Como tudo aquilo tinha acontecido...

Foi na batalha final dos anjos....poucos instantes antes dele enfrentar seu pai, Sao Kumi, que havia feito um pacto maligno para trazer Metraton ao nosso plano, colocando em risco a humanidade inteira...

Em um dado momento, Xysuke viu uma imagem...



Depois disso, tudo ficou branco...e a próxima coisa da qual se lembra é de estar parado, com o Kali-Yuga manchado de sangue, e dezenas de cadáveres em volta, capangas de Sao Kumi, que ele havia assassinado implacavelmente, após ter perdido a razão, ao ver um lampejo da imagem de Mokona agonizando...

Como se isso não bastasse, ao haver se engajado em uma batalha contra seu pai, que portava nada menos do que a espada maldita Soul Edge, Xysuke não conseguiu evitar que o Kali-Yuga fosse destruído por um poderoso golpe da espada maldita.

Era como se o Kali-Yuga tivesse se sacrificado, para que Xysuke pudesse viver...não fosse o bastão, Xysuke teria sido desintegrado sem deixar rastros...

Havia a hipótese do bastão ter se enfraquecido, por ter sido usado da maneira incorreta (usado para matar, ao invés de proteger, seu propósito original) e estar manchado com sangue.

No final, tudo acabou bem. A Soul Calibur de Mokona se transformou em um bastão para ajudar Xysuke, e a Soul Edge foi selada (aparentemente). Sao Kumi libertado de sua influência maligna (apesar dele, por algum motivo, ainda tratar Xysuke com desprezo e indiferença) e os demais guerreiros Hinata fizeram sua parte para salvar o mundo mais uma vez.

Entretanto, como resultado de sua falha, Xysuke foi afastado definitivamente do templo Ling Sheng Su, por seu mestre Kilik em pessoa, e o Kali-Yuga foi levado de volta para o templo.

O motivo de Kilik ter voltado atrás em sua decisão, deixando para Xysuke essa responsabilidade, quando os próprios monges do templo não conseguiram, ainda é um mistério.

- Como eles querem que eu faça isso, se nem eles próprios conseguiram? - Xysuke partia do pressuposto de que os monges do templo já tinham feito inúmeras tentativas, antes de passar a ele uma responsabilidade tão importante.

Haviam outras questões e dúvidas que ocupavam a mente de Xysuke.

Até onde iriam as visões da vida passada de Mokona, que ele estava vendo em seus sonhos recentemente?
Por que seu pai ainda o desprezava?
O que é a Iniciativa Hinata Warriors?
Até que ponto é possível dizer que todos os eventos pelo qual a pensão passou até agora, e as batalhas enfrentadas pelos guerreiros Hinata, fazem parte de algo maior, arquitetado por alguém, com algum objetivo específico?
O que o futuro reserva para Xysuke, Mokona, Larg, Az, Lety, Ali, os demais, e a próxima geração?
Os peitos da Rangiku Matsumoto são mesmo de verdade?

Foi quando ponderava sobre essas coisas importantíssimas, que Xysuke abriu a porta de seu quarto e se deparou com dois rostos conhecidos...



- .....eh????

Xysuke hesitou por alguns instantes. A visita de Ali e Talim era inesperada naquele momento. Mas tratou de se recompor e saudá-los da melhor maneira possível, erguendo a palma da mão na direção deles, como se fosse um indígena dizendo "HAOH!!"

- Sha.....Shalom!!! Ala Minuta!!! Mussum!!!  a13 (o que quer que isso signifique) ........digo, bem vindos à pensão Hinata, onde os sonhos tornam-se realidade, em que posso ajudá-los? Posso oferecer a vocês uma xícara de chá? Querem um quarto?

Observa melhor Talim e Ali...

- Etto....têm certeza de que vieram ao lugar certo? Aqui não é um motel, se é o que procuram - ri meio sem graça - você, hein, Ali...e eu jurando que ia se casar com a Gogo, quando conversamos aquela vez, hahaha - rindo animadamente, sem fazer idéia da(s) vida(s) que colocava em perigo com isso. - Mas hein, vamos conversar lá embaixo.

Xysuke guia os dois até a sala de estar, no térreo, e os convida a ficarem à vontade, se sentando em um dos sofás. Na mesinha do centro, havia uma bandeja com chá quente e biscoitos.

- Sirvam-se. Pois bem, o que os traz do deserto até aqui?
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Makie-chan

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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Qua Abr 23, 2014 6:18 pm

*Uma gota escorria pela pele branca e delicada da menina de cabelos rosas. Ela estava saindo do terraço onde estendera a roupa, e se deparara com aquelas pessoas estranhas na porta de Xysuke-kun. Ela estava tremendo... COMO ASSIM AQUELE CARA TROUXERA A NOIVA DE XYSUKE PARA O CASAMENTO? Xysuke não era namorado dA Mokona? O que Mokona iria fazer? Makie tinha que ouvir mais. Ela esperou eles descerem, e foi atrás. Na sala Xysuke falava... COMO ASSIM PRESA NO DESERTO??? Alguém estava presa no deserto? Eles eram terroristas? Estavam chantageando Xysuke com um casamento arranjado para que ele não ficasse preso no deserto?*

................
 Question 

 cherry cherry cherry 


 confused 

*Ela era Makie Sasaki, a defensora dos frascos e comprimidos, e não deixaria que isso acontecesse! Se preparou para entrar na sala, porém um vento muito forte fechou a porta de comunicação direto no rosto dela, batendo contudo no seu nariz. Ela sentiu-se tonta e não viu mais nada...*

...
........
.............

*O vento era forte, muito forte. A areia estava machucando seu rosto. Makie levantou-se com dificuldade e teve problemas para manter os olhos abertos devido ao brilho do sol escaldante do deserto. Aqueles feiticeiros tinham-na enviado para um deserto. Ela estava certa, tinha descoberto a tramoia deles. Mas não iria desistir. Começou a caminhar e algum tempo depois avistou um oásis... mas era um oásis feito de.... Parque de diversões?  What a Face  Ao longe ela podia ver a roda gigante e o grito das crianças. Ela foi para lá, mas não conseguiu entrar pois não tinha dinheiro. Os guardas, que eram dois Transformers, só falavam uma linguagem de bips. Ela resolveu então contornar o oásis e tentar entrar por outro lado. Mas foi atacada por formigas gigantes marcianas, vestidas como odaliscas. Porém Makie conseguiu defender-se graças ao seu incrível nariz latejante... Ele doía muito, estava inchado, mas era muito feio e as formigas saíram correndo. Ela colocou as mãos na cintura, rindo, vitoriosa, e ao longe viu um vulto se aproximando. Esse vulto chamava por ela:*


???: - Makie... Maaaaakiiieeee.... Makkiieeeeeeeee...
Makie: - É você Deusa do Deserto! Me tire daqui!! Preciso salvar Xysuke, Mokona do Deserto e...
???: - Makie, acorde... Makie você está bem?

*Makie abriu os olhos e viu Mokona parada ali, olhando para ela, preocupada. Sentiu o nariz doendo muito.*

Makie: - Eu... ai ai eu... preciso... defender Xysuke do deserto e...


Mokona: - Vamos para o seu quarto, seu nariz está horrível, acho que não quebrou!

Makie: - Mas eu tenho certeza que Xysuke vai casar com outra mulher, lá no deserto...


*Mokona parou no meio do caminho... o.ô Ela tinha ouvido a voz de Ali, lá, acolá, e de uma moça, por trás da porta da sala, mas não tinha entrado para ajudar Makie antes... Como assim... CASAMENTO COM OUTRA MULHER????  What a Face Mokona segurou firme nos ombros de Makie e a balançou pra todos os lados...  clown 

Mokona: - COMO ASSIM MAKIEEEE?????????????  pale  pale  pale 

*Makie ficou ainda pior, e foi escorregando pro chão...  blood  Seu nariz começou a sangrar.*

Mokona: - Gomene Makie, esquece... vamos pro quarto ver esse nariz.

*Depois que Mokona deixou Makie no quarto, com uma compressa de gelo no nariz, ela desceu pra dar um oi pra quem quer que estivesse lá querendo casar no deserto com Xysuke... ¬¬ *

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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Qui Abr 24, 2014 11:40 am

*Mokona vinha descendo as escadas, depois de deixar Makie no seu quarto, com o gelo no nariz. Vinha relembrando das palavras da sua mestra Youko no último encontro. Saber que ela e Larg tinham almas, e que essas almas estavam interligadas era no mínimo gratificante. Algumas imagens se confundiam na sua mente, sem ela saber se eram lembranças ou somente sua mente imaginando coisas. Daria um olá aos visitantes, e iria para o seu quarto. Se ela realmente tinha a alma de Arthuria dentro de si, e as lembranças dela estavam aflorando em sua própria mente, tinha dois sentimentos quanto a isso. Queria muito saber mais, mas estava com medo. Medo de perder sua própria individualidade. Medo de esquecer quem era, e de que essa supra-consciência dentro de si tomasse conta do seu corpo. Quais seriam os tais artefatos que tinham "acordado" na casa de Youko? A mestra disseram que eles viriam até elas no momento certo... Mokona sentiu uma pontada na sua cabeça, e mais uma, e outra. Ela parou no meio da escadaria do 2º andar, levando sua mão direita até sua têmpora. Um facho de luz surgiu na sua mente... como um holofote ajustando a intensidade. No fundo dessa luz ela conseguiu vislumbrar alguma coisa...*



*A dor estava tão forte, que Mokona foi resvalando até o chão, e ficou sentada em um dos degraus. Mas o que era aquilo? Seria o artefato? Não... agora não era o momento...*

???: - Não tenha medo... Mokona... Não tenha medo... aceite seu destino... - uma voz feminina ecoava em sua mente - Lembre-se que o amor é algo muito forte e nem mesmo o tempo é capaz de apagá-lo... aceite... aceite...



*A luz ficou ainda mais forte e Mokona sentiu-se flutuar, como se não estivesse no seu corpo. Era como se ela viajasse entre dimensões, mas não como conhecia. Existiam milhares de estrelas brilhando e explodindo ao seu redor. Ela tocou em uma delas e viu-se flutuando sobre um lindo castelo em uma manhã de verão. Os pássaros cantavam, o vento balançava as árvores verdes da floresta próxima, e no alto do castelo, um homem e uma mulher beijavam-se, apaixonadamente, sofregamente, num misto de amor e paixão, como ela nunca vira antes. O amor irradiava deles, eles não percebiam mais nada a seu redor, simplesmente existiam somente os dois no universo todo. Mas como ela podia saber daquele sentimento? Como podia entender? Ao chegar mais perto ela viu a moça loira (Arthuria) e um rapaz ruivo (seria ele Gwen?) Ao chegar mais perto ela percebeu que o rosto de Arthuria estava molhado, ela chorava. Mokona sentiu também o desespero da mulher, que não sabia o que fazer com o seu amor, dividida entre o dever de reinar, e o prazer de amar. Não poderia ser completa somente com um deles, mas sabia que deveria escolher... Sabia que seu coração já havia feito a escolha há algum tempo, e de nada adiantaria fugir de seu destino. Estava arruinada pelo amor que sentia por aquele homem. Porque o destino lhe era tão cruel? Como ela iria adivinhar que seu amor por um único homem iria arruinar seus sonhos de liderar um reino? Se soubesse disso teria tirado a espada da pedra? Teria mesmo assim tentado ser uma rainha e ajudar seu povo a crescer? Que destino cruel para alguém que somente queria fazer o bem, mas que por ser humana, arruinou tudo? Merlin lhe mentira sobre sua humanidade ser obliterada no momento em que aceitasse a dádiva do poder de Excalibur. Velho mentiroso, se alguém tinha culpa naquilo tudo era ele, que lhe enganara, fazendo-a aceitar algo que nunca conseguiria cumprir... Mokona aproximou-se, viu que os dois amantes discutiam. Ele parecia desesperado. Arthuria havia se afastado dele novamente, balançando a cabeça negativamente, colocando suas mãos no rosto molhado. Gwen tentava tocar Arthuria, sem entender o que acontecia. Mokona viu-o balbuciar silenciosamente, pois o som de suas palavras não chegaram até ela: - Meu amor não lhe é suficiente, minha rainha?

A dor no coração de Arthuria ressoou no coração de Mokona. Ela levou a mão em seu coração sentindo o desespero de não saber o que fazer. De estar presa e sem esperança de ter alguma felicidade na sua vida. Se fosse Mokona ela teria dado um fim diferente àquela situação? Teria ela tido a coragem de deixar tudo pra trás de viver o seu grande amor? Mokona sentiu as próprias lágrimas escorrendo pelo seu rosto, e um momento depois abria os olhos úmidos sentada na escada da pensão. Ela respirou fundo, limpando os olhos. Precisava abraçar Xysuke... precisava vê-lo... Ela levantou, ainda cambaleante e foi em direção a sala. Abriu a porta de comunicação e conteve-se, já que na presença de Xysuke estavam duas pessoas não muito conhecida deles. Mokona resguardou seus sentimentos, e tentou aparentar o mais normal possível.

Mokona: - Olá... hum... - ela olhou para Xysuke - Posso me sentar do seu lado? - ela disse isso, já indo em direção a ele, sentando no sofá, e segurando sua mão com força - Desculpe-me interrompê-los, podem continuar de onde pararam! - Assim aos poucos o coração de Mokona foi acalmando sentindo o calor da mão do amor de sua vida. Agora ela iria ser feliz, muito feliz. Se aquele tinha sido um destino cruel, agora ELA ERA DONA DO SEU PRÓPRIO DESTINO, e faria o melhor para que tudo fosse perfeito!

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Última edição por Mokona Chan em Qui Jun 05, 2014 9:54 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Qui Abr 24, 2014 12:41 pm

Xysuke percebeu que havia algo diferente em Mokona, ela não estava no seu estado de espírito normal. Mas, por mais que quisesse saber o que houve, aquele não era o momento. Tinham visitas, e Ali e Talim estavam ali por algum motivo. Depois conversaria com ela, a sós. Limitou-se a apertar de volta a mão de Mokona na sua, e apresentá-la adequadamente aos visitantes (não que ela própria não pudesse fazer isso, mas Xysuke achou correto fazê-lo, como o homem da relação).

- Essa é Mokona Soel, minha namorada, minha princesa, minha rainha, minha bellydancer, minha gostosa, minha safada, minha....ok, acho que já fui claro...

Quando se tratava de Mokona, Xysuke ostentava mesmo, sem nenhuma moderação. Se sentia o cara mais sortudo do mundo, em ter uma namorada linda e especial como ela.

- Vocês devem ter passado perto da casa de chá quando vieram. Ela é a gerente, e eu a ajudo como posso. Se quiserem conhecer....temos ótimos doces e bebidas, e lindas maids para atendê-los. Ali, vocês já se conhecem, apesar de que foi em circunstâncias complicadas naquela época. Mas o importante é que tudo acabou bem...

Baixou um pouco o tom de voz, em pesar e reconhecimento das vítimas...Abubu, etc

- ...apesar das fatalidades.

Um minuto de silêncio...

- Espero que Mo-chan e Talim-chan se tornem boas amigas...mas acho que estou tirando o foco da reunião. Ali-senpai?


Olhou para Ali, aguardando o que ele tinha a dizer.
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Sab Maio 10, 2014 1:49 am

Off: desculpa a demora... então eu vou usar a cor azul para o Ali

On:

*Após entrarmos na Pensão, enquanto esperávamos alguém no lobby, eu ainda discutia com Talim.*

Ali: Talim, me diga, Gogo realmente disse que não queria vir?

Talim: Ora, não acredita em mim?

Ali: Não é isso... é que da última vez que a vi ela estava indo para o banheiro e parecia muito empolgada com a viagem.

Talim: Pois é, acontece que ela começou a passar mal lá dentro e disse que não teria mais condições de viajar de jeito nenhum.
Ali: Por quê?

Talim: Ela está "naqueles dias". Nada de viagem então.

Ali: Ah sim... problemas femininos.


*Mal sabia eu que Gogo havia sido acorrentada, amordaçada e escondida pela Talim dentro de um dos boxes do banheiro e que só seria encontrada daqui a três dias... Foi então que, enquanto pensávamos em procurar pela Pensão, encontramos logo de cara no lobby com o próprio Xysuke, que era quem nós queríamos encontrar ali.*

Xysuke: Sha.....Shalom!!! Ala Minuta!!! Mussum!!!  a13 (o que quer que isso signifique) ........digo, bem vindos à pensão Hinata, onde os sonhos tornam-se realidade, em que posso ajudá-los? Posso oferecer a vocês uma xícara de chá? Querem um quarto?


*Observa melhor Talim e Ali...*

Xysuke: Etto....têm certeza de que vieram ao lugar certo? Aqui não é um motel, se é o que procuram - ri meio sem graça - você, hein, Ali...e eu jurando que ia se casar com a Gogo, quando conversamos aquela vez, hahaha - rindo animadamente, sem fazer idéia da(s) vida(s) que colocava em perigo com isso. - Mas hein, vamos conversar lá embaixo.


*Por um instante, eu fico vermelho e até penso em ir embora (ou arrancar a cabeça do Xysuke por considerar que eu cometeria pedofilia), mas me lembro que minha missão é mais importante, que meu caráter é mais descontraído e que Talim está com seus tamancos de ferro... e simplesmente ignoro o comentário. Meio que forço um sorriso, que enganaria até meu pai(mas nunca Gogo ou Talim)*

Ali: Sallahm Alleikham, Xysuke, que a benção do Todo-Poderoso recaia sobre você, sua família e sua casa... mas você não precisa ser tão formal ou ficar tão nervoso na nossa presença, sei que nos conhecemos há pouco tempo e, devido aos fatos ocorridos, dificilmente possamos ser chamados de "amigos", mas quero que saiba que considero vocês meus aliados na batalha contra o Mal, agora que sei que os assim chamados "Hinata Warriors" também são, a seu modo, uma força a serviço das obras de Allah. Quanto a minha relação com Talim... bem, ela ainda é menor de idade e não teria chance de eu desonrá-la, tornando-a imprópria e impura para um casamento.


*Talim havia ficado calada o tempo todo, com o rosto bem vermelho, em parte por causa da vergonha do comentário e em parte por causa da felicidade ao ouvir o mesmo, mas algumas veias saltaram em sua testa ao ouvir minha resposta. Mesmo assim, ela manteve-se calada; por mais rebelde e impulsiva que fosse, ela ainda respeitava os Dogmas e sabia que eu nunca a forçaria a nada... infelizmente, na opinião mais interna e secreta dela. Xysuke guia-nos dois até a sala de estar, no térreo, e nos convida a ficarmos à vontade, se sentando em um dos sofás. Na mesinha do centro, havia uma bandeja com chá quente e biscoitos.*

Xysuke: Sirvam-se. Pois bem, o que os traz do deserto até aqui?


*Antes que pudéssemos nos servir ou falar, outro rosto familiar aparece na porta: Mokona. Ela de forma sucinta nos cumprimenta*

Mokona: - Olá... hum... - ela olhou para Xysuke - Posso me sentar do seu lado? - ela disse isso, já indo em direção a ele, sentando no sofá, e segurando sua mão com força - Desculpe-me interrompê-los, podem continuar de onde pararam! -

Xysuke: Essa é Mokona Soel, minha namorada, minha princesa, minha rainha, minha bellydancer, minha gostosa, minha safada, minha....ok, acho que já fui claro... Vocês devem ter passado perto da casa de chá quando vieram. Ela é a gerente, e eu a ajudo como posso. Se quiserem conhecer....temos ótimos doces e bebidas, e lindas maids para atendê-los. Ali, vocês já se conhecem, apesar de que foi em circunstâncias complicadas naquela época. Mas o importante é que tudo acabou bem...apesar das fatalidades. - Um minuto de silêncio - Espero que Mo-chan em Talim-chan se tornem boas amigas...mas acho que estou tirando o foco da reunião. Ali-senpai?


*Solto um riso abafado, mas controlo meu humor espontâneo (em parte graças à tristeza de lembrar involuntariamente da tragédia de meu irmão*

Ali: He, já disse que não precisa ser tão formal comigo, sahib Xysuke; não posso ser considerado seu "senpai", já que mal nos conhecemos, mas agradeço suas gentilezas. E antes que eu perca as minhas, sei que já nos conhecemos, bela Mokona, mas permita-me apresentar-me adequadamente: eu sou El-hadj Ali Al-Said Samir...


*Talim aperta minha boca, espremendo meus lábios*

Talim (sussurrando): Chega disso, tá? Já esqueceu o que aconteceu na alfândega do aeroporto?!


**

Ali: Aham... como eu ia dizendo... sei que já nos conhecemos, mas como disse ao Xysuke ainda não podemos ser considerados todos amigos, mas isto é algo que eu espero que mudemos em breve, uma vez que minha presença nesta Pensão deverá ser uma constante. Mesmo assim, gosto de pensar em vocês como meus aliados. Talim, por favor, faça as gentilezas.


*Talim tirou um embrulho de dentro da mochila e o abriu após colocá-lo em cima da mesa: era uma fruteira de prata e cristal, finamente decorada com entalhes de ouro e com várias tâmaras frescas dentro*

Talim: Este é um presente que trazemos, em honra a esta nossa visita e intromissão nos seus assuntos cotidianos. As frutas podem ser consumidas agora, junto com o chá, e a fruteira, bem, poderá ser adicionada à decoração desta sala ou de outro cômodo.

*Talim não esperou eu dizer nada, e foi logo servindo o chá, para mim e para os outros dois, e por fim para si mesma; embora eu não a considerasse assim, era função de uma legítima muçulmana saber agradar ao marido mesmo nas tarefas cotidianas e Talim estava se esforçando neste sentido. Sem saber se Xysuke e Mokona haviam reparado na profundidade desse gesto (ou na minha cara vermelha de vergonha), peguei minha xícara e provei, achando-o ótimo. Finalmente, após tantas frivolidades, eu me sentia disposto a revelar o motivo de minha visita aquele local.*

Ali: Eu vou ser direto, Xysuke, vim aqui porque soube que você é o detentor de uma arma poderosa, a Kali-Yuga... e que, assim como minha Cimitarra Sagrada Zulfiqar, também teve sua arma destruída. Ah sim, antes que me pergunte, foi seu amigo Edu Az (meus dentes trincam ao pronunciar o nome dele) quem me contou, pouco antes dele e da esposa saírem em lua-de-mel naquele bicho esquisito que se transforma num avião estranho (obs.: Rai-Ohkih, Ali ignora que Az e Lety tenham saído da Terra), quando nós dois tivemos uma, uh, conversa.





*Tomo mais um gole de chá, Talim se serve de duas tâmaras e me oferece uma.*

Ali: Eu não sei se você sabe, Xysuke, mas armas como as nossas são muito difíceis de serem encontradas, e mais ainda, fabricadas. Sei disso muito bem porque meu irmão era um colecionador ávido de armas e itens com propriedas extraordinárias.


*Coloco minha xícara na mesa e respiro fundo, enquanto me recomponho das tristes lembranças. Talim me serve mais chá sem que eu peça, mas não pego a xícara, fico com os dedos cruzados embaixo do queixo e os cotovelos apoiados nos joelhos*

Ali: Enquanto eu viajava em minhas missões como Cavaleiro das Arábias e em minha... jornada Avatar, meu irmão viajava pelo mundo atrás das peças que ele tanto adorava. Vez ou outra nossos caminhos se encontravam ou mesmo seguíamos juntos, então sei de muita coisa que ele fez nessa época, embora eu desconheça os meios sujos e profanos que ele deve ter visto e usado em muitas de suas desventuras. Não sei até onde ia a coleção de meu irmão, mas sei que ele tinha artefatos poderosos em seu acervo, alguns que até mesmo rivalizariam com minha espada, que era... digo, que na cultura árabe era considerada a espada mais poderosa de todas. Acredito que as algemas que Edu Az usou em nossa luta eram parte desse acervo, pois só algo assim teria poder para resistir à minha espada, que foi quebrada não pela resistência das algemas mas sim pelos meus próprios atos indignos, uma vez que a cimitarra só pode e só deve ser usada para o Bem e...

Talim: Ali, está fugindo do assunto...

*Pego a xícara e tomo um gole*

Ali: Tem razão, Talim, me desculpem. A questão aqui é a seguinte: convivi o bastante com o hábito de meu irmão para conhecer muita coisa a respeito de itens místicos... e o que sei é que nem mesmo eu, com todos os meus poderes, nem mesmo meu irmão com todo seu conhecimento e experiência, jamais fomos capazes de fabricar algo do tipo. Claro, eu não me aprofundei muito, cheguei a ser capaz de fazer fracos amuletos, mas meu irmão nunca foi capaz de forjar um item que poderia ser chamado de "lendário", embora houvessem muitas peças do tipo na coleção dele. Talim?

*Sem precisar ser ordenada, Talim saca suas adagas; antes que Xysuke ou Mokona possam reagir, entretanto, ela as coloca em cima da mesa suavemente, as duas emitiam um brilho pálido como uma brisa.*




Talim: Estas são as adagas Syi Salika e Loka Luha; são a herança do meu povo, os Trabalhadores do Vento, que me foram confiadas, assim como a Ali foi confiada a Zulfiqar e a você foi confiado o Kali-Yuga.

Ali: Como podem notar estas armas são muito melhor trabalhadas que qualquer arma forjada por um artesão ou ferreiro convencional. Embora as adagas em si não tenham nenhuma habilidade extraordinária, elas são mais fortes, afiadas e resistentes que qualquer arma feita numa forja tradicional, uma vez que elas foram forjadas durante os rituais do povo de Talim, em cerimônias há milhares de anos. São artefatos únicos, insubstituíveis, que embora sejam tecnicamente apenas um pouco melhores do que adagas normais, os anos de uso não as enferrujam ou tiram seu fio, ao contrário, tornam elas mais fortes, de acordo com o portador. Eu penso que, embora tenham sido forjadas por uma única pessoa, levou centenas de gerações até as adagas terem o poder que têm atualmente.

*Mokona e Xysuke com certeza sentem uma sensação de Dèja Vú; afinal, a história das adagas de Talim era de certa forma similar a uma certa lâmina maldita, a Soul Edge, embora fossem muito mais benignas.*

Ali: Muitos itens são fabricados já com seu poder total (como foi o caso de minha Zulfiqar), enquanto outros acumulam poder com o tempo. A lendária espada Soul Edge, que eu e Talim já tivemos o desprazer de confrontar em determinadas situações, é uma espada que foi amaldiçoada por inúmeras gerações de usuários malévolos. A espada em si herdou parte do poder de seus usuários até ganhar vida própria... mas acredito que vocês dois já sabem disso. Gogo me contou do combate contra vocês, em que ela se transfomou no seu pai, Sao Kumi. Ela retém parte das lembranças de suas transformações.

*Enquanto Xysuke e Mokona processam as informações que acabo de lhes contar termino meu chá e pego um biscoito, fazendo um gesto para Talim não me servir mais chá, já estava satisfeito. Continuo então a falar*

Ali: A questão que está em jogo, entretanto, não são as nossas armas em si. E sim, o meio de consertá-las. Como eu disse, meu irmão e eu jamais fomos capazes de fabricar algo sequer próximo ao poder de nossas armas mais poderosas, ou mesmo do nível das armas de Talim, que se encontram na região mediana entre o poderoso e o lendário. Ou seja, eu mesmo não poderia consertar as armas de Talim caso algo acontecesse a elas, então sequer posso sonhar em ser capaz de consertar minha Zulfiqar.


*Termino o biscoito e novamente cruzo os dedos embaixo do queixo.*

Ali: E acredito que você também, não seria tolo o bastante para tentar consertar seu Kali-Yuga sozinho.

*Fico de olhos fechados, sem deixar transparecer a Xysuke que havia notado as mãos chamuscadas e o cheiro de ferro de solda que saía dele.*

Ali: Eu acredito que os únicos capazes de consertar uma arma destas seriam justamente os que sejam capazes de fabricá-las.


*Silêncio na sala. Talim termina seu chá e, enquanto oferece mais a Xysuke e Mokona, eu me encosto para trás e cruzo uma das pernas.*

Ali: Se for deste jeito, então a coisa é muito séria. Armas e itens poderosos são muito raros de se achar, como eu disse meu irmão chegava a passar anos atrás de uma única peça da qual ele apenas havia ouvido falar, e muitas vezes não passava de um engano ou pior, de uma fraude. Às vezes ele encontrava o item em posse de alguém que podia ou não conhecer seu real valor, e tentava negociar com essas pessoas, mas hoje eu não duvido nada que ele tenha se valido de meios escusos para se apossar de várias de tais peças... Mas se os itens são raros, seus forjadores são mais raros ainda. Afinal, o que tem mais valor: o item poderoso ou alguém capaz de forjar vários como ele? Tente imaginar o que faria alguém como... alguém como meu irmão... se ele tivesse a posse de um ferreiro capaz de forjar-lhe quantas armas místicas quisesse? Poderia armar um exército com tais armas. Poderia pesquisar formas de criar armas e itens mais fortes ou fortalecer os que já existem. Poderia, quem sabe, tentar dominar o mundo...? Não é meu objetivo, lógico, Zulfiqar é uma arma sagrada destinada a lutar pelo Bem.


*Respiro fundo. Tinha jogado todas as minhas fichas ali*

Ali: O que eu quero dizer é que... preciso da sua ajuda para encontrar um mestre armeiro, sahib Xysuke. Até entendo que, depois do que aconteceu, vocês não confiem em mim mas... Seguindo um conselho de meu pai, quando finalmente decidi por bem consertar minha espada, eu sabia que sozinho não conseguiria e precisaria da ajuda de alguém na mesma situação; além disso, minha intenção era além de Talim também trazer Gogo comigo, mas ela não pôde devido a certos problemas pessoais.


*Talim abafa uma risada que eu não noto, por dentro estava morrendo de gargalhar*

Ali: Entretanto, essa não será uma jornada fácil, por isso estou lhes contando tudo isto. Forjadores místicos são o tipo mais raro e bizarro de pessoa que alguém poderia imaginar. Em geral, são eles próprios mestres de artes marciais, magia, Ki, alquimia e sabe-se lá o que mais... e muitos deles provavelmente nem são humanos... Devido a seu valor, eles são cobiçados por... pessoas como meu irmão e outros. Eles devem levar a vida mais reclusa e isolada possível, ou se esconderem ou disfarçarem tão bem e ocultarem suas habilidades de modo que nunca sejam alvo da cobiça dos outros. Eu mesmo conheci poucos (que aliás, já morreram), e  nenhum capaz de forjar algo do nível das adagas de Talim. É só parar e pensar: quantas milhares de vidas humanas não foram perdidas apenas em busca da Soul Edge ou da Soul Calibur? Tentar encontrar alguém capaz de forjar ou consertar uma arma sagrada ou mística seria uma jornada muito mais perigosa do que tentar encontrar as armas em si. E isso, sem garantias de não apenas não encontrar alguém capaz, mas também de esse alguém não querer ajudar.

*Pego uma tâmara. Afora servir o chá e a risada contida, Talim havia se mantido quieta, afinal a maior parte daquilo eu já havia conversado com ela. Mas agora ela finalmente se manifestava, vendo a minha dificuldade em pedir ajuda*

Talim: Sahib Xysuke, o que Ali quer dizer é que a busca de vocês dois é exatamente a mesma: uma forma de consertar suas armas. Portanto, seria menos arriscado se vocês seguissem o mesmo caminho em sua busca, uma vez que ele é o Avatar e o Cavaleiro das Arábias, enquanto você é um dos já lendários Hinata Warriors.

Ali: Para ser sincero, eu não tenho ideia de por onde começar, nem de que perigos poderíamos enfrentar, só sei que nós dois teríamos mais chance juntos do que separados. Como eu disse, os poucos mestres armeiros que conheci já estão mortos ou completamente inacessíveis, e não conheço ninguém ligado a algum do nível que procuramos, nem sequer tenho alguma pista. Por outro lado, meu pai me contou sobre a lenda de Excalibuir *resumo a lenda para os dois*, mas sinceramente duvido que encontrássemos a Dama do Lago ou que ela nos ajudasse...mas a ideia de meu pai pode ser aproveitada de outra forma: teríamos que encontrar alguém que também teve uma arma consertada, seria um bom meio de começar nossa busca, convencendo essa pessoa a nos dizer quem a consertou... mas na verdade estou me adiantando, o que quero saber é se você, Xysuke, aceitaria se arriscar a meu lado nesta busca.


Continuem...

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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Sab Maio 10, 2014 4:46 pm

Sem dúvida, era bastante informação pra processar em pouco tempo.

A cobiça de Abubu por itens lendários (o que fez Xysuke se lembrar da lenda de um poderoso rei chamado Gilgamesh, o mais antigo rei da história da humanidade, que chegou a ter sob sua tutela todos os tesouros já existidos).
O que Abubu seria capaz de fazer para satisfazer sua cobiça (Xysuke se sentiu mal consigo mesmo, por, pela primeira vez, ter dado graças a Deus por Abubu ter morrido....apesar de que existem e sempre existirão outros como ele)
As poderosas adagas de Talim...sem dúvida, eram armas impressionantes.
O fato de Ali e Talim já terem tido seus caminhos cruzados com a Soul Edge.
A quase impossibilidade de consertar armas como a Zulqifar e o Kali-Yuga, já sendo extremamente difícil achar alguém capaz disso.
Entre tantas outras revelações que Ali estava confidenciando a Xysuke naquele momento, mais difíceis de digerir que um pedaço de tâmara que ficou preso na sua garganta, quase o fazendo se engasgar.

Mas, mesmo com tudo isso, haviam coisas que Xysuke já tinha bem claro em sua mente.

- De boa. Eu aceito.

Xysuke responde como se fosse a coisa mais natural do mundo, enquanto enfia mais uma tâmara e um biscoito na boca ao mesmo tempo, em seguida os diluindo com mais um gole de chá.

- Não apenas nossa missão é semelhante, mas o que fizemos para virmos parar nesse buraco também.

Após ouvir com atenção a história de Ali, Xysuke compartilha a sua.

- Eu também quebrei o Kali-Yuga de forma irresponsável, devido ao mau uso dele.

Xysuke resume brevemente o flashback do post anterior.

- Também tenho contas a acertar...com meu mestre, com o Kali-Yuga, comigo mesmo, com meu pai, com o Serasa...ops, esqueçam essa última parte. Mas enfim, sei que será uma jornada extremamente difícil, que não temos nenhuma garantia de sucesso, que vamos arriscar nossas vidas com certeza, que pode levar semanas, meses, anos, etc. Mas, se eu posso contar com a ajuda de um aliado poderoso como o mestre dos 4 elementos, já faz muita diferença, e aumenta as chances de ambos. E, apesar da minha vida aqui na pensão, da minha vida junto com a Mo-chan ser tão importante quanto isso, consertar o Kali-Yuga é simplesmente uma obrigação minha que eu TENHO que cumprir, a qualquer custo. Não existe outro caminho pra mim. Já que estamos no inferno, partiu encoxar o capeta.

Xysuke fica satisfeito com a refeição e olha pro lado, se certificando que Mokona também estava. Os dois juntam as palmas das mãos, fecham os olhos e agradecem como os japoneses fazem após comerem.

- Gochisou sama deshita.

Haviam agradecido antes também, com o Itadakimasu.

- Obrigado pelas frutas e pelo presente caríssimo, Talim-chan. Estavam realmente deliciosas.

Aquela reunião não apenas estava servindo como preparação para a jornada, como também para compartilhamento e integração entre culturas distintas.

Xysuke lança apenas um olhar de canto para Mokona.

Olhar de Xysuke: Flor, pega lá pra gente?

Mokona sobe e traz, além das 2 metades do Kali-Yuga, que Xysuke pega e coloca em cima da mesa, para que Ali visse, a sua própria arma também; já que Talim revelou a dela, seria justo não ficar escondendo que temos uma também.



- Como podem ver, Mokona também tem, sob sua tutela, uma arma lendária. Esta aqui é nada menos que a espada espiritual Soul Calibur, que escolheu minha flor como sua mestra. Talvez Talim-chan já a tenha visto uma vez...agora, aqui, ela não está na sua forma verdadeira; está na forma de uma espada britância de 2 mãos, que parece ter sido forjada na era arthuriana. Soul Calibur toma a forma da arma com a qual seu escolhido tem mais afinidade. No caso de Mokona, por algum motivo, parece ser essa. Parece que nossas mulheres cuidam das armas melhor do que nós, Ali...

Xysuke solta uma risada meio sem graça após a brincadeira.

- Mas, voltando ao tópico principal...o problema da minha disposição e vontade de participar da jornada foi resolvido. Vamos ao próximo, não saber por onde começar...enquanto você falava sobre os armeiros místicos, seus costumes e suas peculiaridades, me veio a mente uma coisa que o Az me disse uma vez...que talvez possa nos ajudar.

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Trilha sonora: https://www.youtube.com/watch?v=CQ_a4cZF8i0
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Após uma batalha contra seu mestre de Karatê, Hirokazu Otohime-sensei, que culminou em Az sendo eleito como o sucessor do estilo, ele vagou durante algum tempo pelo mundo para aperfeiçoar mais suas habilidades e enfrentar oponentes fortes. Ele tinha cerca de 20 anos, na época.

Durante suas andanças, conheceu, por puro acaso, aquele que viria a se tornar o seu segundo mestre...




O Rei Macaco, Sun Wu Kong. Uma estranha criatura com a aparência de um macaco humanóide, e um dos guerreiros mais poderosos da história da humanidade, segundo os boatos, debochado, sarcástico e egoísta.

Depois de tirar muito sarro e brincar muito com o Az, o Rei Macaco lhe deu a honra de lhe dar umas porradas e mostrar pro moleque que ele não era o cara mais forte do mundo, que ainda existia um longo caminho.

Mas o rei macaco andava entediado na época e resolveu não matá-lo ou transformá-lo em um vaso de flores pro resto da vida. Em vez disso, achou que seria divertido ensinar àquele humano um segredo essencial, que poucos conhecem...

Como superar o limite humano...

Como ir além das forças que impedem os seres humanos de serem mais fortes...

Cada um de nós, moradores da Pensão, Hinata Warriors, aprendeu isso de uma forma diferente, alguns até inconscientemente.

Mas no caso do Az, ele teve que ser ensinado justamente por não ter nenhum talento fora do comum; ele nasceu sem nenhum "poder mutante x-men", dom, talento, ou qualquer coisa que o valha. A única coisa que ele tinha era sua força de vontade.

Foi por isso que o Rei Macaco achou que seria divertido ensiná-lo, será que um "reles humano normal" seria capaz de superar os limites?

E o que isso tem a ver com o nosso problema? Bem, uma das partes do treinamento consistia em o Az erguer a arma do Rei Macaco: seu bastão mágico, uma das armas mais poderosas de todos os tempos, capaz de crescer até ficar do tamanho do planeta Terra, e de encolher até ficar do tamanho de uma agulha, e com o poder de controlar as ondas e as marés. Esse bastão pesava mais de 8 mil toneladas.

O Rei Macaco zoava com o Az, alterando o peso.

Az muitas vezes reclamava dizendo que era impossível, que apenas o rei Macaco poderia manipular aquela arma, mas o rei Macaco retrucou dizendo que não era o único. E que, certa vez, o bastão até mesmo quebrara e tinha sido uma grande dificuldade ACHAR QUEM CONSERTASSE.

Mas pelo visto, foi achado alguém...mas a identidade desse alguém, o rei macaco, pelo visto, não revelou ao Az. A questão é: essa pessoa, que conseguiu consertar o bastão do Rei Macaco, se estiver viva, pode ter uma chance de consertar as nossas armas...essa informação que temos não é muito, mas já pode nos dar uma idéia de por onde começar. Se pudermos encontrar o Rei Macaco e fazê-lo nos contar quem consertou sua arma, podemos matar a charada. Não vai ser nada fácil, obviamente. Mesmo que achemos o rei macaco, de acordo com palavras do Az, o que ele tem de forte, tem de teimoso. É certo que ele não vai nos dar a resposta assim, na boa. Sem falar que temos um problema maior ainda antes mesmo desse. Onde encontrá-lo? Perguntar ao Az sobre seu paradeiro está fora de questão, ele e a Lety-nee estão a anos-luz da Terra. Qualquer comunicação com eles é impossível. Entretanto, o Az me disse uma vez que o Rei Macaco pode estar em qualquer lugar do planeta que quiser, mas que prefere ficar na região entre a Índia e a China. Podemos começar nossa busca por ali...o que você acha, Ali?
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Seg Maio 12, 2014 3:35 pm

*Aquele casal inusitado não estava na Pensão por pouca coisa. Eles tinham percorrido esse longo caminho das arábias até ali por algo muito importante. Quando Ali começou a contar a história de sua espada, a falar sobre a possibilidade de consertá-la, Mokona imaginou que ele viera até ali por saber que Xysuke também tinha o mesmo problema. Aquele jovem principe era muito sábio, e provavelmente estava engolindo o seu orgulho pedindo ajuda de outrém para conseguir concluir seus objetivos. Eram objetivos nobres, e agora, depois de todo aquele horror ter passado, Mokona podia dizer que aquele homem a sua frente era um homem íntegro e de bom coração. Porém, Xysuke não tinha encontrado ninguém para resolver seu problema, e não tinha como ajudá-lo.

Quando Talim ofereceu o presente, Mokona visualizou imediatamente aquela fruteira de prata e cristal com os seus mais luxuosos e deliciosos cupcakes...



Quando ela viu as tâmaras *VINDAS DAS ARÁBIAS*, vizualizou todas as possíveis receitas com elas: Biscoitos de tâmaras... Bolo Húmido de Tâmaras e Mel... Tâmaras com chocolate e Pistache... Tâmaras com Queijo e Amêndoas... Bolo de pêra e tâmara...  dãã  Porém todos começaram a comê-las... Mokona ficou sem jeito quando Talim assumiu o bule de chá. Era estranho alguém serví-la, mas achou legal. Provou os biscoitos, e comeu uma das tâmaras maravilhosas.  

Ali contou tudo que tinha no coração, seus medos e esperanças. E no final de tudo, foi Talim que falou a Xysuke quais as verdadeiras intenções de Ali. Ele queria convidar Xysuke para sair em busca de alguém que curasse suas armas. Mokona ficou muito feliz no início, se tivesse uma esperança de encontrarem uma forma de arrumar o Kali-yuga, ela faria de tudo para ajudar Xysuke nessa empreitada!! Mas um aperto no coração a fez ficar triste ao lembrar-se de sua casa de chá. O que ela iria fazer? Iria junto? Ficaria pra trabalhar? Poderia deixar a Casa de Chá sob responsabilidade de outra pessoa? Confiaria nessa pessoa? Se ela quisesse ir junto, Xysuke iria aceitar? Ela iria aguentar ficar tanto tempo longe dele? Não sabiam quanto tempo levariam para achar alguém... Parecia até a busca do Santo Graal!!

Enquanto eles falavam, Mokona pensava que eles poderiam conversar com Youko. Era bem provável que ela conhecesse algum mestre de armas. Foi pensando nisso que ela foi para o quarto buscar as armas que Xysuke pedia. Soul Calibur, e o Kali-yuga...

Pobrezinho... do Kalizinho... Ela tinha tentado dar um jeitinho nele...  tap  Mas sem sucesso. Nem mesmo suas 108 habilidades tinham ajudado.



Enquanto Xysuke contava a historia do Rei Macaco, Mokona ficou cuidando Talim e Ali, observando um e depois o outro. Os dois estavam muito próximos um do outro, e ela tinha as faces coradas. Os olhos dela, ao olhar para ele, eram pura admiração, mas não só isso. Eles brilhavam intensamente, parecia que ela gostava mesmo dele, dava pra sentir. Ele ao contrário estava muito engajado na busca da cura de sua espada para prestar atenção a isso. Uma pena.

Mas agora o que mais incomodava Mokona era o que ela faria a partir dali... Será que poderia usar sua mais secreta habilidade?  Crying  Crying  Crying

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Última edição por Mokona Chan em Qui Jun 05, 2014 10:01 am, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Sab Maio 17, 2014 6:15 pm

*Seguro muito o riso ao ver a "bela" tentativa de conserto do Kali-Yuga. Ouço então a história de Xysuke sobre o tal mestre de Az e me espanto em certo momento*





Ali: MAIS DE OITO MIL?! Digo... continue...


*Xysuke prossegue em seu relato, enquanto eu observo a melancolia de Mokona. Por fim:*

Xysuke: Az muitas vezes reclamava dizendo que era impossível, que apenas o rei Macaco poderia manipular aquela arma, mas o rei Macaco retrucou dizendo que não era o único. E que, certa vez, o bastão até mesmo quebrara e tinha sido uma grande dificuldade ACHAR QUEM CONSERTASSE.Mas pelo visto, foi achado alguém...mas a identidade desse alguém, o rei macaco, pelo visto, não revelou ao Az. A questão é: essa pessoa, que conseguiu consertar o bastão do Rei Macaco, se estiver viva, pode ter uma chance de consertar as nossas armas...essa informação que temos não é muito, mas já pode nos dar uma idéia de por onde começar. Se pudermos encontrar o Rei Macaco e fazê-lo nos contar quem consertou sua arma, podemos matar a charada. Não vai ser nada fácil, obviamente. Mesmo que achemos o rei macaco, de acordo com palavras do Az, o que ele tem de forte, tem de teimoso. É certo que ele não vai nos dar a resposta assim, na boa. Sem falar que temos um problema maior ainda antes mesmo desse. Onde encontrá-lo? Perguntar ao Az sobre seu paradeiro está fora de questão, ele e a Lety-nee estão a anos-luz da Terra. Qualquer comunicação com eles é impossível. Entretanto, o Az me disse uma vez que o Rei Macaco pode estar em qualquer lugar do planeta que quiser, mas que prefere ficar na região entre a Índia e a China. Podemos começar nossa busca por ali...o que você acha, Ali?

*Eu fico ponderando alguns instantes, tentando assimilar tudo que Xysuke disse. Muitas coisas pareciam não fazer sentido. Mas por fim, eu finalmente falo*

Ali: Às vezes, eu acho que falta um parufuso na cabeça do Az... e às vezes eu tenho certeza disso.

*Tomo outro gole de chá, enquanto, Xysuke, Mokona e Talim caem pra trás com a minha frase.*

Ali: Certa vez, Edu me disse que foi treinado por um mestre alienígena no espaço... e agora, você me diz que ele disse que foi treinado pelo próprio Rei Macaco? Eu acho isso tudo bem improvável.

Talim: Mas Ali...

Ali: Calma, Talim, eu disse improvável, não impossível.


*Termino meu chá, me levanto e olho pela janela, com as mãos atrás das costas.*

Ali: Na minha vida, eu vi muitas coisas que pareciam impossíveis... raios, eu mesmo sou o Avatar! Apesar de achar meio exageradas as histórias que o Az conta, não estranharia se uma parte delas fossem verdadeiras... só assim pra explicar por que aquele maluco é tão forte.

Talim (tomando um chá e falando em tom de deboche): Mais forte do que você né?


*Fico vermelho de raiva e várias veias saltam na minha testa. Mas aquilo era um fato, Eduardo Azrael realmente era mais forte do que eu, como ele próprio havia falado, aliás... eu havia negligenciado meu próprio treinamento, embora nos últimos anos tenha treinado bastante meu corpo, jamais poderia imaginar que um ser humano pudesse chegar naquele nível (mesmo conhecendo Gogo e seus poderes). Eu olhava para Xysuke e imaginava que, talvez, ele também fosse tão poderoso quanto Az (talvez mais). Quantas pessoas neste mundo conseguiam superar o poder do Avatar? Por um lado isto era ruim, já que o Avatar deveria ser o protetor da Terra (função que eu não havia me omitido, embora eu tivesse rejeitado meu status de avatar), mas por outro, impediu justamente que o Avatar se tornasse uma criatura das trevas sob comando de Abubu. Me sento novamente no sofá.*

Ali: Bem, embora eu esteja um tanto cético quanto ao treinamento do Az, acho possível que realmente seja verdadeira essa história do Bastão do Rei Macaco, então talvez seja a melhor pista que tenhamos. Como você disse Xy, talvez seja um bom lugar para começar.

Talim (pensando): Ele acredita que um macaco falante com superforça e um bastão mágico exista mas não acredita que Az tenha treinado com esse macaco?! Calma Talim, olha a primeira impressão na frente das pessoas, nada de tamancada ainda... deixa só esse idiota fazer ou dizer só mais uma besteira...

Ali: Bom, então acho que está tudo certo, só temos que nos preparar para ir à China. Aliás, seria uma boa se começássemos visitando meu mestre de Dominação da água Lo Meng, num templo próximo a Wudan. 

Xy: Mas como nós vamos? No seu tapete voador?
Ali: Não, isso não é possível... depois que minha espada quebrou eu perdi meu status de Cavaleiro das Arábias e não consigo usar nem o tapete nem minha faixa... mas eu já imaginava que teríamos que viajar, então conversei com um amigo para nos emprestar seu avião.

Xy: Um amigo?
Ali: Sim, foi alguém que conheci há alguns anos e, aliás, ele é até mesmo um conhecido de vocês da Pensão Hinata. Pedi para ele vir nos encontrar aqui na Pensão e acredito que ele deva chegar a qualquer...


*Nem bem falo isso e de repente todos ouvimos um imenso barulho na frente da Pensão. Um avião havia colidido e, apesar de danificado, ainda parecia inteiro. Três pessoas saíram de dentro dele, para espanto de todo mundo da Pensão*




Todos: HARUKA, SETA-SAN E SARAH?!
Haruka (chutando as costelas do Seta): Olha onde aterrissa, seu idiota!
Seta: Hahaha! Me desculpe, já fazia tempo que eu não pilotava...

*Todo mundo faz cara de O.o e Talim me acerta um peteleco na orelha*

Talim: Tem certeza que foi uma boa ideia isso?

Ali: Tenho cá minhas dúvidas agora...


*Seta (sangrando) se aproxima de nós junto com Haruka e Sarah*

Seta: Haha! Olá, príncipe Ali! Me desculpa a demora, é que acabei me perdendo quando vinha pra Pensão, mas taí o avião, pode usá-lo como quiser.
Ali: Humm... obrigado, sahib Seta. Só espero que o avião ainda voe... posso pilotá-lo, desde que ainda esteja inteiro...

Seta: Não se proecupe, basta ajeitar um pouco a asa, colocar um pouco de chiclete nas juntas e...



*Haruka e Talim acertam eu e Seta, nos mandando pra longe. Só então Haruka se dirige à Mokona.*

Haruka: Olá, Mokona-chan, como andam as coisas na Casa de Chá? Tudo tranquilo ou precisa de ajuda?

Continuem...

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