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 Em busca das armas sagradas

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Xysuke
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MensagemAssunto: Em busca das armas sagradas   Dom Abr 13, 2014 11:08 pm

"Transcending history and the world...

A tale of souls and swords...

...eternally retold."

--
Música de introdução: https://www.youtube.com/watch?v=PKMM-RRKR8s
--

A batalha contra Abubu terminou, com a vitória dos Guerreiros Hinata, e o mundo estava a salvo mais uma vez.

Nos dias que se seguiram o confronto entre o tirano de Israel e as forças da luz, o irmão de Abubu, Ali, assumiu a responsabilidade de estabilizar novamente o país após a perda de seu governante.



Além disso, havendo quitado as dívidas da pensão Hinata, Ali automaticamente se tornou detentor de uma considerável fatia de suas ações. Um parte da pensão Hinata agora pertencia ao Cavaleiro das Arábias.

Lety e Az se casaram...



Mokona abriu seu próprio negócio, com o apoio de Xysuke e outros moradores...



E os Hinata Warriors experimentaram um período de relativa paz e estabilidade, para poderem viver suas vidas.

Entretanto, diante de Xysuke, surgiu o presságio de uma nova batalha que estava por vir, na forma de uma carta que ele recebeu.

--

(Templo Ling Sheng Su, China)

- Tem certeza, mestre Kilik?
- Tenho.
- Mas nem ao menos nós conseguimos. O que o faz pensar que ele irá?
- Se eu o conheço bem, ele acabará dando um jeito. Também sei que ele é do tipo que procura consertar seus erros. Também pode ser uma maneira de lhe dar mais uma chance. Além disso, tem algo me incomodando, e, deixando as coisas acontecerem dessa forma, posso confirmar minhas suspeitas...

--

(Pensão Hinata, Japão)

Xysuke está em seu quarto, lendo a carta que acabara de chegar para ele, acompanhada de um pacote.

"Han-Fao

Se quiser ser aceito de volta, ou, pelo menos, se redimir de seus pecados, conserte-o.

Kilik"


Xysuke termina de ler essa breve mensagem e olha para o conteúdo da caixa.

Spoiler:
 
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Ali Al-Said Samir

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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Ter Abr 22, 2014 9:46 pm

Em nome de Allah, Clemente e MIsericordioso!

*A batalha, o desenrolar dos fatos e a cerimônia de casamento haviam ocorrido há alguns dias. Dois  dias atrás, meu pai, eu e os demais realizamos a cerimônia fúnebre para Abubu; embora tecnicamente meu irmão não houvesse morrido, para nós seu destino era pior do que a morte, e o mínimo que poderíamos fazer, apesar de tudo que ele havia aprontado, era seu enterro (ainda que não houvesse sobrado nada para enterrar...). Tudo havia acabado, mas aquilo na verdade era um novo começo. As ações de meu irmão trouxeram graves consequências à minha vida, e tudo porque eu não havia sido forte o bastante para impedí-lo, nem tampouco para resistir a seu controle. Por minha causa (ainda que indiretamente) muito sangue havia sido derramado, muitas pessoas se feriram,e muitos inocentes quase morreram, além claro do fato de eu ter perdido meu irmão. Quanto a mim, eu agora estava pagando o preço de minhas ações: a Cimitarra Sagrada havia se quebrado. Sozinho em meu quarto eu olhava, em cima de uma mesa, a empunhadura que era a única parte ainda inteira e os poucos fragmentos da lâmina que eram grandes o bastante para serem recolhidos; a maior parte da lâmina havia se transformado em pó fino como areia e estavam amontoados ao lado do cabo. Sobre a mesa também estavam minha faixa elástica e meu tapete mágico. Aqueles itens eram a prova de que eu havia sido o Cavaleiro das Arábias... mas não mais. Minha irresponsabilidade destruíra a Cimitarra Sagrada, uma vez que o poder dela nunca pode ser usado para fazer o mal; não foi a força do meu golpe ou a resistência dos grilhões de Az que fez a espada se partir, foi o fato de eu ter atacado alguém bom... e inacreditavelmente, justamente um dos anjos de Alá! Ainda me era difícil acreditar que aquele homem desbocado e desrespeitoso era o próprio Azrael mas... Afastando isso da mente, peguei o cabo e os pedaços da lâmina e os embrulhei com a minha faixa, tomando o cuidado de amarrá-la de forma a não perder nada. Foi então que Gogo e Talim entraram no meu quarto.*

Gogo: Príncipe Ali, é verdade que irá viajar de novo?
Ali: Ainda estou decidindo isso, Gogo. Preciso consertar a minha cimitarra.

*Talim tira um de seus sapatos e me bate com ele na cabeça, uma legitima tamancada, como dizem os brasileiros*


Ali: Huh?!?
Talim: Ainda está decidindo? Que papo é esse? Não foi você mesmo quem disse que o próprio anjo Metraton lhe disse para ir consertar sua espada?! Não tem que ficar decidindo nada, vai logo consertar e acabou!
Ali: Tem muitas coisas que precisam ser resolvidas aqui, Talim. Não posso simplesmente abandonar este lugar, agora que meu irmão morreu alguém precisa governar estas terras.
???: De fato. Então, acho que é melhor eu fazer isto em seu lugar.

*Era meu pai, o sultão Kaleb, quem havia entrado. Ele colocou uma mão no meu ombro.*

Kaleb: Ali, sua missão é mais importante do que cuidar deste ou de qualquer lugar. Você é o guardião de Zulfiqar, sua responsabilidade para com a Cimitarra Sagrada é maior do que qualquer outra.

*Olho para os pedaços da espada enrolados na faixa. Uma sensação de abatimento fica clara em meu rosto.*

Ali: Mesmo com tudo que o próprio Metraton me disse, meu pai, eu não estou completamente seguro.
Kaleb: Você?! Inseguro? Hahaha, que coisa mais rara!
Ali: Não brinque pai... Zulfiqar é a espada do grande imam ‘Alī Ibn Abi Taleb (com ele esteja a Paz), nosso ancestral; as tradições dizem que foi o amado Profeta Muḥammad (S.A.A.S.), quem presenteou Zulfiqar para o jovem Imam na batalha de Uhud. Mas mais do que isso, foi dito que ela é a espada destinada a ser usada no dia do Juízo Final, e que ela teria sido dada pelo próprio Allah ao Profeta.
Kaleb: E daí?
Ali: Como e daí?! Eu quebrei um dos nossos símbolos mais sagrados! Não sei se ainda posso ser digno desta espada... ou mesmo da fé islâmica. Não sei se sou o mais adequado a consertá-la...

*Talim me acerta outra tamancada, com tanta força que me derruba no chão. Gogo fica tensa, mas não faz nada a Talim, pois a própria Gogo teve vontade de me acertar a cabeça.*


Talim: Você é burro ou o quê?! Por acaso você removeu seus miolos quando tirou o selo da sua cabeça (off: o selo que selava os poderes de Avatar) ou a minha pancada fez eles saírem pela sua orelha? Não foi o próprio Metraton quem disse que VOCÊ deve consertar a espada?! Se um dos anjos de Allah disse isso, quem é você para contestar?
Ali: Mas...
Gogo (me ajudando a levantar): Talim tem razão, príncipe Ali. Além disso, quem mais poderia?

*Eu estava inseguro, não só pela vergonha de minhas ações e pela quebra da espada, mas também porque eu pressentia que a tarefa seria quase impossível. A luta contra Az e o fato de meu irmão ter me dominado haviam gerado muito pesar e insegurança no meu coração. E também... medo... de não ser capaz de conseguir. Mas meu pai foi quem me trouxe à razão.*

Kaleb: Ali,lembra-se quando você era criança e eu lhe contei a história de um cavaleiro bretão chamado Arthur e de sua espada, a lendária Excalibur?
Ali: Sim, era uma das minhas histórias favoritas... o Rei Arthur ganhou a espada tirando-a de uma rocha e provando que era o filho legítimo de Uther, que havia fincado a espada na pedra para que apenas seu filho pudesse retirá-la...
Kaleb: Sim, Arthur havia herdado a espada de seu pai, uma espada que deveria ser usada apenas em nome da Justiça. Entretanto, certa vez, Arthur desafiou seu amigo o rei Pelinor para um duelo e, durante a luta, Excalibur quebrou-se ao meio, muito provavelmente por aquela ser uma luta por um motivo injusto. Desiludido e arrependido por suas ações, Arthur lançou os pedaços de Excalibur em um lago; foi quando a Dama do lago, que havia feito a poderosa bainha de Excalibur, apanhou os pedaços da espada e consertou-a, oferecendo-a novamente a Arthur, em reconhecimento à nobreza de coração do cavaleiro.


Kaleb: Sinceramente, Ali, você sempre me lembrou muito o Rei Arthur... nobre de coração e de origem, guerreiro, com uma espada sagrada... e ambos também acabaram perdendo suas espadas por causa de um erro.
Ali: O que está dizendo, pai? Que eu por acaso devo jogar os pedaços de Zulfiqar num lago que uma Djinn aparecerá para consertá-la?!

*Talim acerta outra tamancada na minha cabeça*




Talim: Não, seu tonto! Seu pai está dizendo que você tem que buscar um jeito de consertá-la, em vez de ficar se lamentando e desistir de tudo!
Ali: Como...?
Kaleb: Ali, Allah lhe deu uma vida. Uma vida cheia de privilégios que muitos nem sonham em ter, na verdade, e mesmo assim você lutou e trabalhou muito a maior parte dela. Você lutou para se tornar um Avatar realizado, você lutou para ser o Cavaleiro das Arábias... eu não deveria nem precisar lhe dizer nada, você está muito mais acostumado com o esforço do que eu, e já deveria saber que, enquanto há vida, há esperança. Enquanto a vida que Allah lhe deu estiver queimando em seu corpo, você sempre poderá continuar lutando. Se Zulfiqar é assim tão importante não apenas para você, mas para o mundo inteiro, então em vez de apenas jogar fora sua vida e sua própria fé, use-as para tentar encontrar uma forma de consertá-la. Se não puder, pense que o esforço que despenderá nisto servirá como uma punição para você; não vou enganá-lo, talvez ninguém além do próprio Deus possa consertar a espada que, segundo nossa fé, foi dada por Ele ao Profeta, mas isto é algo que você deve descobrir.

*Eu olho estarrecido para minhas mãos. Como pude ser tão ingênuo? Será que algum dia eu iria finalmente crescer? Me lembro novamente das palavras de Metraton: "Nunca dê as costas a quem você realmente é. Mas confie em si mesmo e em sua fé. Tudo é possível para aquele que acredita." Não posso ficar dependendo de meu pai e das outras pessoas para me colocarem de pé sempre que eu levar um tombo... mas graças a Allah, meu pai ainda estava ali comigo. O brilho voltou a meus olhos e abracei meu pai.*

Ali: Obrigado pai. Quisera eu ter a sua sabedoria (mas Allah é mais sábio!).
Kaleb: Você tem, Ali. Só falta saber usá-la com maturidade.
Ali: É, seria bom se eu já soubesse... nem sei por onde começar minha busca.
Kaleb: Se a espada foi forjada por Deus em pessoa, sugiro que comece procurando-o. E também que procure alguém que esteja numa busca similar. Juntos vocês terão mais chance.

*Pondero um pouco. E me lembro que, entre os membros da Pensão Hinata, havia um que sofrera uma perda parecida. No dia seguinte, eu e Talim chegamos ao Japão. Mais precisamente ao Bairro Hinata. Era estranho aquilo, eu agora era dono de boa parte da Pensão, mas nunca a havia visitado pessoalmente. Talim por outro lado já estivera ali e pôde me guiar. Após passarmos pela grande escadaria do balneário, finalmente chegamos àquele enorme prédio. Eu podia sentir a imensa energia que fluía daquele lugar.*

Ali(pensando): Incrível... as coisas que me disseram sobre este lugar devem ser mesmo verdade. Não é à toa que há tantas pessoas incomuns que vêm daqui. E foi justamente uma dessas que eu vim encontrar.
Talim: Puxa, tinha me esquecido como esse lugar é bonito... pode não ser tão grande quanto o seu palácio ou o do Abubu, mas ainda assim é impressionante.
Ali: Obrigado por me trazer até aqui, Talim. Acho que você já pode voltar para ajudar meu pai e Gogo com os afazeres do palácio e do orfanato.
Talim: O quê? Mas de jeito nenhum! Seu pai consegue cuidar sozinho daquela burocracia toda, além de ter a Gogo para ajudá-lo, e a Sarina pode cuidar sozinha do orfanato por mais alguns dias. Ou você acha que eu vou perder uma aventura destas?
Ali: Mas pode ser perigoso...
Talim: E daí? A Gogo já te ajudou da última vez e, como futura moradora da Pensão que você é dono agora e uma de suas futuras esposas, é meu dever acompanhá-lo em suas aventuras também.  Laughing 
Ali (engasgando): Q-QUE HISTÓRIA DE FUTURA ESPOSA É ESSA HEIM?!?

*Talim me mostra a língua e entra correndo na Pensão, sendo seguida imediatamente por mim. Lá dentro procuramos por Xysuke.*

Continuem...

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Xysuke
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Ter Abr 22, 2014 11:47 pm

OFF: É muito dificil achar o azul correto que eu usava antes, então, com essa nova paleta de cores de fonte, vou mudar a cor das falas de Xysuke pra vermelho, a cor que o representa melhor

#########################################################################


- Agora, tu vai, o filha da mãe...

Xysuke, usando uma máscara de proteção e um ferro de solda, tentou, inutilmente, juntar as duas metades do bastão mágico que um dia já foi sua arma sagrada.

- Ah, droga!

Após mais uma tentativa frustrada, tirou o equipamento e o jogou junto a uma pilha de coisas no canto do quarto, onde já tinha um tubo de cola super bonder, fita adesiva durex, grampeador, um tubo de poxi pol, o último volume da saga Crepúsculo, entre outras coisas bastante pegajosas.

- É inútil, eu não vou conseguir consertá-lo com coisas assim...

Xysuke se sentou no chão para fazer uma pausa, e aproveitou para refletir. Como tudo aquilo tinha acontecido...

Foi na batalha final dos anjos....poucos instantes antes dele enfrentar seu pai, Sao Kumi, que havia feito um pacto maligno para trazer Metraton ao nosso plano, colocando em risco a humanidade inteira...

Em um dado momento, Xysuke viu uma imagem...



Depois disso, tudo ficou branco...e a próxima coisa da qual se lembra é de estar parado, com o Kali-Yuga manchado de sangue, e dezenas de cadáveres em volta, capangas de Sao Kumi, que ele havia assassinado implacavelmente, após ter perdido a razão, ao ver um lampejo da imagem de Mokona agonizando...

Como se isso não bastasse, ao haver se engajado em uma batalha contra seu pai, que portava nada menos do que a espada maldita Soul Edge, Xysuke não conseguiu evitar que o Kali-Yuga fosse destruído por um poderoso golpe da espada maldita.

Era como se o Kali-Yuga tivesse se sacrificado, para que Xysuke pudesse viver...não fosse o bastão, Xysuke teria sido desintegrado sem deixar rastros...

Havia a hipótese do bastão ter se enfraquecido, por ter sido usado da maneira incorreta (usado para matar, ao invés de proteger, seu propósito original) e estar manchado com sangue.

No final, tudo acabou bem. A Soul Calibur de Mokona se transformou em um bastão para ajudar Xysuke, e a Soul Edge foi selada (aparentemente). Sao Kumi libertado de sua influência maligna (apesar dele, por algum motivo, ainda tratar Xysuke com desprezo e indiferença) e os demais guerreiros Hinata fizeram sua parte para salvar o mundo mais uma vez.

Entretanto, como resultado de sua falha, Xysuke foi afastado definitivamente do templo Ling Sheng Su, por seu mestre Kilik em pessoa, e o Kali-Yuga foi levado de volta para o templo.

O motivo de Kilik ter voltado atrás em sua decisão, deixando para Xysuke essa responsabilidade, quando os próprios monges do templo não conseguiram, ainda é um mistério.

- Como eles querem que eu faça isso, se nem eles próprios conseguiram? - Xysuke partia do pressuposto de que os monges do templo já tinham feito inúmeras tentativas, antes de passar a ele uma responsabilidade tão importante.

Haviam outras questões e dúvidas que ocupavam a mente de Xysuke.

Até onde iriam as visões da vida passada de Mokona, que ele estava vendo em seus sonhos recentemente?
Por que seu pai ainda o desprezava?
O que é a Iniciativa Hinata Warriors?
Até que ponto é possível dizer que todos os eventos pelo qual a pensão passou até agora, e as batalhas enfrentadas pelos guerreiros Hinata, fazem parte de algo maior, arquitetado por alguém, com algum objetivo específico?
O que o futuro reserva para Xysuke, Mokona, Larg, Az, Lety, Ali, os demais, e a próxima geração?
Os peitos da Rangiku Matsumoto são mesmo de verdade?

Foi quando ponderava sobre essas coisas importantíssimas, que Xysuke abriu a porta de seu quarto e se deparou com dois rostos conhecidos...



- .....eh????

Xysuke hesitou por alguns instantes. A visita de Ali e Talim era inesperada naquele momento. Mas tratou de se recompor e saudá-los da melhor maneira possível, erguendo a palma da mão na direção deles, como se fosse um indígena dizendo "HAOH!!"

- Sha.....Shalom!!! Ala Minuta!!! Mussum!!!  a13 (o que quer que isso signifique) ........digo, bem vindos à pensão Hinata, onde os sonhos tornam-se realidade, em que posso ajudá-los? Posso oferecer a vocês uma xícara de chá? Querem um quarto?

Observa melhor Talim e Ali...

- Etto....têm certeza de que vieram ao lugar certo? Aqui não é um motel, se é o que procuram - ri meio sem graça - você, hein, Ali...e eu jurando que ia se casar com a Gogo, quando conversamos aquela vez, hahaha - rindo animadamente, sem fazer idéia da(s) vida(s) que colocava em perigo com isso. - Mas hein, vamos conversar lá embaixo.

Xysuke guia os dois até a sala de estar, no térreo, e os convida a ficarem à vontade, se sentando em um dos sofás. Na mesinha do centro, havia uma bandeja com chá quente e biscoitos.

- Sirvam-se. Pois bem, o que os traz do deserto até aqui?
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Makie-chan

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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Qua Abr 23, 2014 6:18 pm

*Uma gota escorria pela pele branca e delicada da menina de cabelos rosas. Ela estava saindo do terraço onde estendera a roupa, e se deparara com aquelas pessoas estranhas na porta de Xysuke-kun. Ela estava tremendo... COMO ASSIM AQUELE CARA TROUXERA A NOIVA DE XYSUKE PARA O CASAMENTO? Xysuke não era namorado dA Mokona? O que Mokona iria fazer? Makie tinha que ouvir mais. Ela esperou eles descerem, e foi atrás. Na sala Xysuke falava... COMO ASSIM PRESA NO DESERTO??? Alguém estava presa no deserto? Eles eram terroristas? Estavam chantageando Xysuke com um casamento arranjado para que ele não ficasse preso no deserto?*

................
 Question 

 cherry cherry cherry 


 confused 

*Ela era Makie Sasaki, a defensora dos frascos e comprimidos, e não deixaria que isso acontecesse! Se preparou para entrar na sala, porém um vento muito forte fechou a porta de comunicação direto no rosto dela, batendo contudo no seu nariz. Ela sentiu-se tonta e não viu mais nada...*

...
........
.............

*O vento era forte, muito forte. A areia estava machucando seu rosto. Makie levantou-se com dificuldade e teve problemas para manter os olhos abertos devido ao brilho do sol escaldante do deserto. Aqueles feiticeiros tinham-na enviado para um deserto. Ela estava certa, tinha descoberto a tramoia deles. Mas não iria desistir. Começou a caminhar e algum tempo depois avistou um oásis... mas era um oásis feito de.... Parque de diversões?  What a Face  Ao longe ela podia ver a roda gigante e o grito das crianças. Ela foi para lá, mas não conseguiu entrar pois não tinha dinheiro. Os guardas, que eram dois Transformers, só falavam uma linguagem de bips. Ela resolveu então contornar o oásis e tentar entrar por outro lado. Mas foi atacada por formigas gigantes marcianas, vestidas como odaliscas. Porém Makie conseguiu defender-se graças ao seu incrível nariz latejante... Ele doía muito, estava inchado, mas era muito feio e as formigas saíram correndo. Ela colocou as mãos na cintura, rindo, vitoriosa, e ao longe viu um vulto se aproximando. Esse vulto chamava por ela:*


???: - Makie... Maaaaakiiieeee.... Makkiieeeeeeeee...
Makie: - É você Deusa do Deserto! Me tire daqui!! Preciso salvar Xysuke, Mokona do Deserto e...
???: - Makie, acorde... Makie você está bem?

*Makie abriu os olhos e viu Mokona parada ali, olhando para ela, preocupada. Sentiu o nariz doendo muito.*

Makie: - Eu... ai ai eu... preciso... defender Xysuke do deserto e...


Mokona: - Vamos para o seu quarto, seu nariz está horrível, acho que não quebrou!

Makie: - Mas eu tenho certeza que Xysuke vai casar com outra mulher, lá no deserto...


*Mokona parou no meio do caminho... o.ô Ela tinha ouvido a voz de Ali, lá, acolá, e de uma moça, por trás da porta da sala, mas não tinha entrado para ajudar Makie antes... Como assim... CASAMENTO COM OUTRA MULHER????  What a Face Mokona segurou firme nos ombros de Makie e a balançou pra todos os lados...  clown 

Mokona: - COMO ASSIM MAKIEEEE?????????????  pale  pale  pale 

*Makie ficou ainda pior, e foi escorregando pro chão...  blood  Seu nariz começou a sangrar.*

Mokona: - Gomene Makie, esquece... vamos pro quarto ver esse nariz.

*Depois que Mokona deixou Makie no quarto, com uma compressa de gelo no nariz, ela desceu pra dar um oi pra quem quer que estivesse lá querendo casar no deserto com Xysuke... ¬¬ *

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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Qui Abr 24, 2014 11:40 am

*Mokona vinha descendo as escadas, depois de deixar Makie no seu quarto, com o gelo no nariz. Vinha relembrando das palavras da sua mestra Youko no último encontro. Saber que ela e Larg tinham almas, e que essas almas estavam interligadas era no mínimo gratificante. Algumas imagens se confundiam na sua mente, sem ela saber se eram lembranças ou somente sua mente imaginando coisas. Daria um olá aos visitantes, e iria para o seu quarto. Se ela realmente tinha a alma de Arthuria dentro de si, e as lembranças dela estavam aflorando em sua própria mente, tinha dois sentimentos quanto a isso. Queria muito saber mais, mas estava com medo. Medo de perder sua própria individualidade. Medo de esquecer quem era, e de que essa supra-consciência dentro de si tomasse conta do seu corpo. Quais seriam os tais artefatos que tinham "acordado" na casa de Youko? A mestra disseram que eles viriam até elas no momento certo... Mokona sentiu uma pontada na sua cabeça, e mais uma, e outra. Ela parou no meio da escadaria do 2º andar, levando sua mão direita até sua têmpora. Um facho de luz surgiu na sua mente... como um holofote ajustando a intensidade. No fundo dessa luz ela conseguiu vislumbrar alguma coisa...*



*A dor estava tão forte, que Mokona foi resvalando até o chão, e ficou sentada em um dos degraus. Mas o que era aquilo? Seria o artefato? Não... agora não era o momento...*

???: - Não tenha medo... Mokona... Não tenha medo... aceite seu destino... - uma voz feminina ecoava em sua mente - Lembre-se que o amor é algo muito forte e nem mesmo o tempo é capaz de apagá-lo... aceite... aceite...



*A luz ficou ainda mais forte e Mokona sentiu-se flutuar, como se não estivesse no seu corpo. Era como se ela viajasse entre dimensões, mas não como conhecia. Existiam milhares de estrelas brilhando e explodindo ao seu redor. Ela tocou em uma delas e viu-se flutuando sobre um lindo castelo em uma manhã de verão. Os pássaros cantavam, o vento balançava as árvores verdes da floresta próxima, e no alto do castelo, um homem e uma mulher beijavam-se, apaixonadamente, sofregamente, num misto de amor e paixão, como ela nunca vira antes. O amor irradiava deles, eles não percebiam mais nada a seu redor, simplesmente existiam somente os dois no universo todo. Mas como ela podia saber daquele sentimento? Como podia entender? Ao chegar mais perto ela viu a moça loira (Arthuria) e um rapaz ruivo (seria ele Gwen?) Ao chegar mais perto ela percebeu que o rosto de Arthuria estava molhado, ela chorava. Mokona sentiu também o desespero da mulher, que não sabia o que fazer com o seu amor, dividida entre o dever de reinar, e o prazer de amar. Não poderia ser completa somente com um deles, mas sabia que deveria escolher... Sabia que seu coração já havia feito a escolha há algum tempo, e de nada adiantaria fugir de seu destino. Estava arruinada pelo amor que sentia por aquele homem. Porque o destino lhe era tão cruel? Como ela iria adivinhar que seu amor por um único homem iria arruinar seus sonhos de liderar um reino? Se soubesse disso teria tirado a espada da pedra? Teria mesmo assim tentado ser uma rainha e ajudar seu povo a crescer? Que destino cruel para alguém que somente queria fazer o bem, mas que por ser humana, arruinou tudo? Merlin lhe mentira sobre sua humanidade ser obliterada no momento em que aceitasse a dádiva do poder de Excalibur. Velho mentiroso, se alguém tinha culpa naquilo tudo era ele, que lhe enganara, fazendo-a aceitar algo que nunca conseguiria cumprir... Mokona aproximou-se, viu que os dois amantes discutiam. Ele parecia desesperado. Arthuria havia se afastado dele novamente, balançando a cabeça negativamente, colocando suas mãos no rosto molhado. Gwen tentava tocar Arthuria, sem entender o que acontecia. Mokona viu-o balbuciar silenciosamente, pois o som de suas palavras não chegaram até ela: - Meu amor não lhe é suficiente, minha rainha?

A dor no coração de Arthuria ressoou no coração de Mokona. Ela levou a mão em seu coração sentindo o desespero de não saber o que fazer. De estar presa e sem esperança de ter alguma felicidade na sua vida. Se fosse Mokona ela teria dado um fim diferente àquela situação? Teria ela tido a coragem de deixar tudo pra trás de viver o seu grande amor? Mokona sentiu as próprias lágrimas escorrendo pelo seu rosto, e um momento depois abria os olhos úmidos sentada na escada da pensão. Ela respirou fundo, limpando os olhos. Precisava abraçar Xysuke... precisava vê-lo... Ela levantou, ainda cambaleante e foi em direção a sala. Abriu a porta de comunicação e conteve-se, já que na presença de Xysuke estavam duas pessoas não muito conhecida deles. Mokona resguardou seus sentimentos, e tentou aparentar o mais normal possível.

Mokona: - Olá... hum... - ela olhou para Xysuke - Posso me sentar do seu lado? - ela disse isso, já indo em direção a ele, sentando no sofá, e segurando sua mão com força - Desculpe-me interrompê-los, podem continuar de onde pararam! - Assim aos poucos o coração de Mokona foi acalmando sentindo o calor da mão do amor de sua vida. Agora ela iria ser feliz, muito feliz. Se aquele tinha sido um destino cruel, agora ELA ERA DONA DO SEU PRÓPRIO DESTINO, e faria o melhor para que tudo fosse perfeito!

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Última edição por Mokona Chan em Qui Jun 05, 2014 9:54 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Qui Abr 24, 2014 12:41 pm

Xysuke percebeu que havia algo diferente em Mokona, ela não estava no seu estado de espírito normal. Mas, por mais que quisesse saber o que houve, aquele não era o momento. Tinham visitas, e Ali e Talim estavam ali por algum motivo. Depois conversaria com ela, a sós. Limitou-se a apertar de volta a mão de Mokona na sua, e apresentá-la adequadamente aos visitantes (não que ela própria não pudesse fazer isso, mas Xysuke achou correto fazê-lo, como o homem da relação).

- Essa é Mokona Soel, minha namorada, minha princesa, minha rainha, minha bellydancer, minha gostosa, minha safada, minha....ok, acho que já fui claro...

Quando se tratava de Mokona, Xysuke ostentava mesmo, sem nenhuma moderação. Se sentia o cara mais sortudo do mundo, em ter uma namorada linda e especial como ela.

- Vocês devem ter passado perto da casa de chá quando vieram. Ela é a gerente, e eu a ajudo como posso. Se quiserem conhecer....temos ótimos doces e bebidas, e lindas maids para atendê-los. Ali, vocês já se conhecem, apesar de que foi em circunstâncias complicadas naquela época. Mas o importante é que tudo acabou bem...

Baixou um pouco o tom de voz, em pesar e reconhecimento das vítimas...Abubu, etc

- ...apesar das fatalidades.

Um minuto de silêncio...

- Espero que Mo-chan e Talim-chan se tornem boas amigas...mas acho que estou tirando o foco da reunião. Ali-senpai?


Olhou para Ali, aguardando o que ele tinha a dizer.
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Sab Maio 10, 2014 1:49 am

Off: desculpa a demora... então eu vou usar a cor azul para o Ali

On:

*Após entrarmos na Pensão, enquanto esperávamos alguém no lobby, eu ainda discutia com Talim.*

Ali: Talim, me diga, Gogo realmente disse que não queria vir?

Talim: Ora, não acredita em mim?

Ali: Não é isso... é que da última vez que a vi ela estava indo para o banheiro e parecia muito empolgada com a viagem.

Talim: Pois é, acontece que ela começou a passar mal lá dentro e disse que não teria mais condições de viajar de jeito nenhum.
Ali: Por quê?

Talim: Ela está "naqueles dias". Nada de viagem então.

Ali: Ah sim... problemas femininos.


*Mal sabia eu que Gogo havia sido acorrentada, amordaçada e escondida pela Talim dentro de um dos boxes do banheiro e que só seria encontrada daqui a três dias... Foi então que, enquanto pensávamos em procurar pela Pensão, encontramos logo de cara no lobby com o próprio Xysuke, que era quem nós queríamos encontrar ali.*

Xysuke: Sha.....Shalom!!! Ala Minuta!!! Mussum!!!  a13 (o que quer que isso signifique) ........digo, bem vindos à pensão Hinata, onde os sonhos tornam-se realidade, em que posso ajudá-los? Posso oferecer a vocês uma xícara de chá? Querem um quarto?


*Observa melhor Talim e Ali...*

Xysuke: Etto....têm certeza de que vieram ao lugar certo? Aqui não é um motel, se é o que procuram - ri meio sem graça - você, hein, Ali...e eu jurando que ia se casar com a Gogo, quando conversamos aquela vez, hahaha - rindo animadamente, sem fazer idéia da(s) vida(s) que colocava em perigo com isso. - Mas hein, vamos conversar lá embaixo.


*Por um instante, eu fico vermelho e até penso em ir embora (ou arrancar a cabeça do Xysuke por considerar que eu cometeria pedofilia), mas me lembro que minha missão é mais importante, que meu caráter é mais descontraído e que Talim está com seus tamancos de ferro... e simplesmente ignoro o comentário. Meio que forço um sorriso, que enganaria até meu pai(mas nunca Gogo ou Talim)*

Ali: Sallahm Alleikham, Xysuke, que a benção do Todo-Poderoso recaia sobre você, sua família e sua casa... mas você não precisa ser tão formal ou ficar tão nervoso na nossa presença, sei que nos conhecemos há pouco tempo e, devido aos fatos ocorridos, dificilmente possamos ser chamados de "amigos", mas quero que saiba que considero vocês meus aliados na batalha contra o Mal, agora que sei que os assim chamados "Hinata Warriors" também são, a seu modo, uma força a serviço das obras de Allah. Quanto a minha relação com Talim... bem, ela ainda é menor de idade e não teria chance de eu desonrá-la, tornando-a imprópria e impura para um casamento.


*Talim havia ficado calada o tempo todo, com o rosto bem vermelho, em parte por causa da vergonha do comentário e em parte por causa da felicidade ao ouvir o mesmo, mas algumas veias saltaram em sua testa ao ouvir minha resposta. Mesmo assim, ela manteve-se calada; por mais rebelde e impulsiva que fosse, ela ainda respeitava os Dogmas e sabia que eu nunca a forçaria a nada... infelizmente, na opinião mais interna e secreta dela. Xysuke guia-nos dois até a sala de estar, no térreo, e nos convida a ficarmos à vontade, se sentando em um dos sofás. Na mesinha do centro, havia uma bandeja com chá quente e biscoitos.*

Xysuke: Sirvam-se. Pois bem, o que os traz do deserto até aqui?


*Antes que pudéssemos nos servir ou falar, outro rosto familiar aparece na porta: Mokona. Ela de forma sucinta nos cumprimenta*

Mokona: - Olá... hum... - ela olhou para Xysuke - Posso me sentar do seu lado? - ela disse isso, já indo em direção a ele, sentando no sofá, e segurando sua mão com força - Desculpe-me interrompê-los, podem continuar de onde pararam! -

Xysuke: Essa é Mokona Soel, minha namorada, minha princesa, minha rainha, minha bellydancer, minha gostosa, minha safada, minha....ok, acho que já fui claro... Vocês devem ter passado perto da casa de chá quando vieram. Ela é a gerente, e eu a ajudo como posso. Se quiserem conhecer....temos ótimos doces e bebidas, e lindas maids para atendê-los. Ali, vocês já se conhecem, apesar de que foi em circunstâncias complicadas naquela época. Mas o importante é que tudo acabou bem...apesar das fatalidades. - Um minuto de silêncio - Espero que Mo-chan em Talim-chan se tornem boas amigas...mas acho que estou tirando o foco da reunião. Ali-senpai?


*Solto um riso abafado, mas controlo meu humor espontâneo (em parte graças à tristeza de lembrar involuntariamente da tragédia de meu irmão*

Ali: He, já disse que não precisa ser tão formal comigo, sahib Xysuke; não posso ser considerado seu "senpai", já que mal nos conhecemos, mas agradeço suas gentilezas. E antes que eu perca as minhas, sei que já nos conhecemos, bela Mokona, mas permita-me apresentar-me adequadamente: eu sou El-hadj Ali Al-Said Samir...


*Talim aperta minha boca, espremendo meus lábios*

Talim (sussurrando): Chega disso, tá? Já esqueceu o que aconteceu na alfândega do aeroporto?!


**

Ali: Aham... como eu ia dizendo... sei que já nos conhecemos, mas como disse ao Xysuke ainda não podemos ser considerados todos amigos, mas isto é algo que eu espero que mudemos em breve, uma vez que minha presença nesta Pensão deverá ser uma constante. Mesmo assim, gosto de pensar em vocês como meus aliados. Talim, por favor, faça as gentilezas.


*Talim tirou um embrulho de dentro da mochila e o abriu após colocá-lo em cima da mesa: era uma fruteira de prata e cristal, finamente decorada com entalhes de ouro e com várias tâmaras frescas dentro*

Talim: Este é um presente que trazemos, em honra a esta nossa visita e intromissão nos seus assuntos cotidianos. As frutas podem ser consumidas agora, junto com o chá, e a fruteira, bem, poderá ser adicionada à decoração desta sala ou de outro cômodo.

*Talim não esperou eu dizer nada, e foi logo servindo o chá, para mim e para os outros dois, e por fim para si mesma; embora eu não a considerasse assim, era função de uma legítima muçulmana saber agradar ao marido mesmo nas tarefas cotidianas e Talim estava se esforçando neste sentido. Sem saber se Xysuke e Mokona haviam reparado na profundidade desse gesto (ou na minha cara vermelha de vergonha), peguei minha xícara e provei, achando-o ótimo. Finalmente, após tantas frivolidades, eu me sentia disposto a revelar o motivo de minha visita aquele local.*

Ali: Eu vou ser direto, Xysuke, vim aqui porque soube que você é o detentor de uma arma poderosa, a Kali-Yuga... e que, assim como minha Cimitarra Sagrada Zulfiqar, também teve sua arma destruída. Ah sim, antes que me pergunte, foi seu amigo Edu Az (meus dentes trincam ao pronunciar o nome dele) quem me contou, pouco antes dele e da esposa saírem em lua-de-mel naquele bicho esquisito que se transforma num avião estranho (obs.: Rai-Ohkih, Ali ignora que Az e Lety tenham saído da Terra), quando nós dois tivemos uma, uh, conversa.





*Tomo mais um gole de chá, Talim se serve de duas tâmaras e me oferece uma.*

Ali: Eu não sei se você sabe, Xysuke, mas armas como as nossas são muito difíceis de serem encontradas, e mais ainda, fabricadas. Sei disso muito bem porque meu irmão era um colecionador ávido de armas e itens com propriedas extraordinárias.


*Coloco minha xícara na mesa e respiro fundo, enquanto me recomponho das tristes lembranças. Talim me serve mais chá sem que eu peça, mas não pego a xícara, fico com os dedos cruzados embaixo do queixo e os cotovelos apoiados nos joelhos*

Ali: Enquanto eu viajava em minhas missões como Cavaleiro das Arábias e em minha... jornada Avatar, meu irmão viajava pelo mundo atrás das peças que ele tanto adorava. Vez ou outra nossos caminhos se encontravam ou mesmo seguíamos juntos, então sei de muita coisa que ele fez nessa época, embora eu desconheça os meios sujos e profanos que ele deve ter visto e usado em muitas de suas desventuras. Não sei até onde ia a coleção de meu irmão, mas sei que ele tinha artefatos poderosos em seu acervo, alguns que até mesmo rivalizariam com minha espada, que era... digo, que na cultura árabe era considerada a espada mais poderosa de todas. Acredito que as algemas que Edu Az usou em nossa luta eram parte desse acervo, pois só algo assim teria poder para resistir à minha espada, que foi quebrada não pela resistência das algemas mas sim pelos meus próprios atos indignos, uma vez que a cimitarra só pode e só deve ser usada para o Bem e...

Talim: Ali, está fugindo do assunto...

*Pego a xícara e tomo um gole*

Ali: Tem razão, Talim, me desculpem. A questão aqui é a seguinte: convivi o bastante com o hábito de meu irmão para conhecer muita coisa a respeito de itens místicos... e o que sei é que nem mesmo eu, com todos os meus poderes, nem mesmo meu irmão com todo seu conhecimento e experiência, jamais fomos capazes de fabricar algo do tipo. Claro, eu não me aprofundei muito, cheguei a ser capaz de fazer fracos amuletos, mas meu irmão nunca foi capaz de forjar um item que poderia ser chamado de "lendário", embora houvessem muitas peças do tipo na coleção dele. Talim?

*Sem precisar ser ordenada, Talim saca suas adagas; antes que Xysuke ou Mokona possam reagir, entretanto, ela as coloca em cima da mesa suavemente, as duas emitiam um brilho pálido como uma brisa.*




Talim: Estas são as adagas Syi Salika e Loka Luha; são a herança do meu povo, os Trabalhadores do Vento, que me foram confiadas, assim como a Ali foi confiada a Zulfiqar e a você foi confiado o Kali-Yuga.

Ali: Como podem notar estas armas são muito melhor trabalhadas que qualquer arma forjada por um artesão ou ferreiro convencional. Embora as adagas em si não tenham nenhuma habilidade extraordinária, elas são mais fortes, afiadas e resistentes que qualquer arma feita numa forja tradicional, uma vez que elas foram forjadas durante os rituais do povo de Talim, em cerimônias há milhares de anos. São artefatos únicos, insubstituíveis, que embora sejam tecnicamente apenas um pouco melhores do que adagas normais, os anos de uso não as enferrujam ou tiram seu fio, ao contrário, tornam elas mais fortes, de acordo com o portador. Eu penso que, embora tenham sido forjadas por uma única pessoa, levou centenas de gerações até as adagas terem o poder que têm atualmente.

*Mokona e Xysuke com certeza sentem uma sensação de Dèja Vú; afinal, a história das adagas de Talim era de certa forma similar a uma certa lâmina maldita, a Soul Edge, embora fossem muito mais benignas.*

Ali: Muitos itens são fabricados já com seu poder total (como foi o caso de minha Zulfiqar), enquanto outros acumulam poder com o tempo. A lendária espada Soul Edge, que eu e Talim já tivemos o desprazer de confrontar em determinadas situações, é uma espada que foi amaldiçoada por inúmeras gerações de usuários malévolos. A espada em si herdou parte do poder de seus usuários até ganhar vida própria... mas acredito que vocês dois já sabem disso. Gogo me contou do combate contra vocês, em que ela se transfomou no seu pai, Sao Kumi. Ela retém parte das lembranças de suas transformações.

*Enquanto Xysuke e Mokona processam as informações que acabo de lhes contar termino meu chá e pego um biscoito, fazendo um gesto para Talim não me servir mais chá, já estava satisfeito. Continuo então a falar*

Ali: A questão que está em jogo, entretanto, não são as nossas armas em si. E sim, o meio de consertá-las. Como eu disse, meu irmão e eu jamais fomos capazes de fabricar algo sequer próximo ao poder de nossas armas mais poderosas, ou mesmo do nível das armas de Talim, que se encontram na região mediana entre o poderoso e o lendário. Ou seja, eu mesmo não poderia consertar as armas de Talim caso algo acontecesse a elas, então sequer posso sonhar em ser capaz de consertar minha Zulfiqar.


*Termino o biscoito e novamente cruzo os dedos embaixo do queixo.*

Ali: E acredito que você também, não seria tolo o bastante para tentar consertar seu Kali-Yuga sozinho.

*Fico de olhos fechados, sem deixar transparecer a Xysuke que havia notado as mãos chamuscadas e o cheiro de ferro de solda que saía dele.*

Ali: Eu acredito que os únicos capazes de consertar uma arma destas seriam justamente os que sejam capazes de fabricá-las.


*Silêncio na sala. Talim termina seu chá e, enquanto oferece mais a Xysuke e Mokona, eu me encosto para trás e cruzo uma das pernas.*

Ali: Se for deste jeito, então a coisa é muito séria. Armas e itens poderosos são muito raros de se achar, como eu disse meu irmão chegava a passar anos atrás de uma única peça da qual ele apenas havia ouvido falar, e muitas vezes não passava de um engano ou pior, de uma fraude. Às vezes ele encontrava o item em posse de alguém que podia ou não conhecer seu real valor, e tentava negociar com essas pessoas, mas hoje eu não duvido nada que ele tenha se valido de meios escusos para se apossar de várias de tais peças... Mas se os itens são raros, seus forjadores são mais raros ainda. Afinal, o que tem mais valor: o item poderoso ou alguém capaz de forjar vários como ele? Tente imaginar o que faria alguém como... alguém como meu irmão... se ele tivesse a posse de um ferreiro capaz de forjar-lhe quantas armas místicas quisesse? Poderia armar um exército com tais armas. Poderia pesquisar formas de criar armas e itens mais fortes ou fortalecer os que já existem. Poderia, quem sabe, tentar dominar o mundo...? Não é meu objetivo, lógico, Zulfiqar é uma arma sagrada destinada a lutar pelo Bem.


*Respiro fundo. Tinha jogado todas as minhas fichas ali*

Ali: O que eu quero dizer é que... preciso da sua ajuda para encontrar um mestre armeiro, sahib Xysuke. Até entendo que, depois do que aconteceu, vocês não confiem em mim mas... Seguindo um conselho de meu pai, quando finalmente decidi por bem consertar minha espada, eu sabia que sozinho não conseguiria e precisaria da ajuda de alguém na mesma situação; além disso, minha intenção era além de Talim também trazer Gogo comigo, mas ela não pôde devido a certos problemas pessoais.


*Talim abafa uma risada que eu não noto, por dentro estava morrendo de gargalhar*

Ali: Entretanto, essa não será uma jornada fácil, por isso estou lhes contando tudo isto. Forjadores místicos são o tipo mais raro e bizarro de pessoa que alguém poderia imaginar. Em geral, são eles próprios mestres de artes marciais, magia, Ki, alquimia e sabe-se lá o que mais... e muitos deles provavelmente nem são humanos... Devido a seu valor, eles são cobiçados por... pessoas como meu irmão e outros. Eles devem levar a vida mais reclusa e isolada possível, ou se esconderem ou disfarçarem tão bem e ocultarem suas habilidades de modo que nunca sejam alvo da cobiça dos outros. Eu mesmo conheci poucos (que aliás, já morreram), e  nenhum capaz de forjar algo do nível das adagas de Talim. É só parar e pensar: quantas milhares de vidas humanas não foram perdidas apenas em busca da Soul Edge ou da Soul Calibur? Tentar encontrar alguém capaz de forjar ou consertar uma arma sagrada ou mística seria uma jornada muito mais perigosa do que tentar encontrar as armas em si. E isso, sem garantias de não apenas não encontrar alguém capaz, mas também de esse alguém não querer ajudar.

*Pego uma tâmara. Afora servir o chá e a risada contida, Talim havia se mantido quieta, afinal a maior parte daquilo eu já havia conversado com ela. Mas agora ela finalmente se manifestava, vendo a minha dificuldade em pedir ajuda*

Talim: Sahib Xysuke, o que Ali quer dizer é que a busca de vocês dois é exatamente a mesma: uma forma de consertar suas armas. Portanto, seria menos arriscado se vocês seguissem o mesmo caminho em sua busca, uma vez que ele é o Avatar e o Cavaleiro das Arábias, enquanto você é um dos já lendários Hinata Warriors.

Ali: Para ser sincero, eu não tenho ideia de por onde começar, nem de que perigos poderíamos enfrentar, só sei que nós dois teríamos mais chance juntos do que separados. Como eu disse, os poucos mestres armeiros que conheci já estão mortos ou completamente inacessíveis, e não conheço ninguém ligado a algum do nível que procuramos, nem sequer tenho alguma pista. Por outro lado, meu pai me contou sobre a lenda de Excalibuir *resumo a lenda para os dois*, mas sinceramente duvido que encontrássemos a Dama do Lago ou que ela nos ajudasse...mas a ideia de meu pai pode ser aproveitada de outra forma: teríamos que encontrar alguém que também teve uma arma consertada, seria um bom meio de começar nossa busca, convencendo essa pessoa a nos dizer quem a consertou... mas na verdade estou me adiantando, o que quero saber é se você, Xysuke, aceitaria se arriscar a meu lado nesta busca.


Continuem...

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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Sab Maio 10, 2014 4:46 pm

Sem dúvida, era bastante informação pra processar em pouco tempo.

A cobiça de Abubu por itens lendários (o que fez Xysuke se lembrar da lenda de um poderoso rei chamado Gilgamesh, o mais antigo rei da história da humanidade, que chegou a ter sob sua tutela todos os tesouros já existidos).
O que Abubu seria capaz de fazer para satisfazer sua cobiça (Xysuke se sentiu mal consigo mesmo, por, pela primeira vez, ter dado graças a Deus por Abubu ter morrido....apesar de que existem e sempre existirão outros como ele)
As poderosas adagas de Talim...sem dúvida, eram armas impressionantes.
O fato de Ali e Talim já terem tido seus caminhos cruzados com a Soul Edge.
A quase impossibilidade de consertar armas como a Zulqifar e o Kali-Yuga, já sendo extremamente difícil achar alguém capaz disso.
Entre tantas outras revelações que Ali estava confidenciando a Xysuke naquele momento, mais difíceis de digerir que um pedaço de tâmara que ficou preso na sua garganta, quase o fazendo se engasgar.

Mas, mesmo com tudo isso, haviam coisas que Xysuke já tinha bem claro em sua mente.

- De boa. Eu aceito.

Xysuke responde como se fosse a coisa mais natural do mundo, enquanto enfia mais uma tâmara e um biscoito na boca ao mesmo tempo, em seguida os diluindo com mais um gole de chá.

- Não apenas nossa missão é semelhante, mas o que fizemos para virmos parar nesse buraco também.

Após ouvir com atenção a história de Ali, Xysuke compartilha a sua.

- Eu também quebrei o Kali-Yuga de forma irresponsável, devido ao mau uso dele.

Xysuke resume brevemente o flashback do post anterior.

- Também tenho contas a acertar...com meu mestre, com o Kali-Yuga, comigo mesmo, com meu pai, com o Serasa...ops, esqueçam essa última parte. Mas enfim, sei que será uma jornada extremamente difícil, que não temos nenhuma garantia de sucesso, que vamos arriscar nossas vidas com certeza, que pode levar semanas, meses, anos, etc. Mas, se eu posso contar com a ajuda de um aliado poderoso como o mestre dos 4 elementos, já faz muita diferença, e aumenta as chances de ambos. E, apesar da minha vida aqui na pensão, da minha vida junto com a Mo-chan ser tão importante quanto isso, consertar o Kali-Yuga é simplesmente uma obrigação minha que eu TENHO que cumprir, a qualquer custo. Não existe outro caminho pra mim. Já que estamos no inferno, partiu encoxar o capeta.

Xysuke fica satisfeito com a refeição e olha pro lado, se certificando que Mokona também estava. Os dois juntam as palmas das mãos, fecham os olhos e agradecem como os japoneses fazem após comerem.

- Gochisou sama deshita.

Haviam agradecido antes também, com o Itadakimasu.

- Obrigado pelas frutas e pelo presente caríssimo, Talim-chan. Estavam realmente deliciosas.

Aquela reunião não apenas estava servindo como preparação para a jornada, como também para compartilhamento e integração entre culturas distintas.

Xysuke lança apenas um olhar de canto para Mokona.

Olhar de Xysuke: Flor, pega lá pra gente?

Mokona sobe e traz, além das 2 metades do Kali-Yuga, que Xysuke pega e coloca em cima da mesa, para que Ali visse, a sua própria arma também; já que Talim revelou a dela, seria justo não ficar escondendo que temos uma também.



- Como podem ver, Mokona também tem, sob sua tutela, uma arma lendária. Esta aqui é nada menos que a espada espiritual Soul Calibur, que escolheu minha flor como sua mestra. Talvez Talim-chan já a tenha visto uma vez...agora, aqui, ela não está na sua forma verdadeira; está na forma de uma espada britância de 2 mãos, que parece ter sido forjada na era arthuriana. Soul Calibur toma a forma da arma com a qual seu escolhido tem mais afinidade. No caso de Mokona, por algum motivo, parece ser essa. Parece que nossas mulheres cuidam das armas melhor do que nós, Ali...

Xysuke solta uma risada meio sem graça após a brincadeira.

- Mas, voltando ao tópico principal...o problema da minha disposição e vontade de participar da jornada foi resolvido. Vamos ao próximo, não saber por onde começar...enquanto você falava sobre os armeiros místicos, seus costumes e suas peculiaridades, me veio a mente uma coisa que o Az me disse uma vez...que talvez possa nos ajudar.

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Trilha sonora: https://www.youtube.com/watch?v=CQ_a4cZF8i0
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Após uma batalha contra seu mestre de Karatê, Hirokazu Otohime-sensei, que culminou em Az sendo eleito como o sucessor do estilo, ele vagou durante algum tempo pelo mundo para aperfeiçoar mais suas habilidades e enfrentar oponentes fortes. Ele tinha cerca de 20 anos, na época.

Durante suas andanças, conheceu, por puro acaso, aquele que viria a se tornar o seu segundo mestre...




O Rei Macaco, Sun Wu Kong. Uma estranha criatura com a aparência de um macaco humanóide, e um dos guerreiros mais poderosos da história da humanidade, segundo os boatos, debochado, sarcástico e egoísta.

Depois de tirar muito sarro e brincar muito com o Az, o Rei Macaco lhe deu a honra de lhe dar umas porradas e mostrar pro moleque que ele não era o cara mais forte do mundo, que ainda existia um longo caminho.

Mas o rei macaco andava entediado na época e resolveu não matá-lo ou transformá-lo em um vaso de flores pro resto da vida. Em vez disso, achou que seria divertido ensinar àquele humano um segredo essencial, que poucos conhecem...

Como superar o limite humano...

Como ir além das forças que impedem os seres humanos de serem mais fortes...

Cada um de nós, moradores da Pensão, Hinata Warriors, aprendeu isso de uma forma diferente, alguns até inconscientemente.

Mas no caso do Az, ele teve que ser ensinado justamente por não ter nenhum talento fora do comum; ele nasceu sem nenhum "poder mutante x-men", dom, talento, ou qualquer coisa que o valha. A única coisa que ele tinha era sua força de vontade.

Foi por isso que o Rei Macaco achou que seria divertido ensiná-lo, será que um "reles humano normal" seria capaz de superar os limites?

E o que isso tem a ver com o nosso problema? Bem, uma das partes do treinamento consistia em o Az erguer a arma do Rei Macaco: seu bastão mágico, uma das armas mais poderosas de todos os tempos, capaz de crescer até ficar do tamanho do planeta Terra, e de encolher até ficar do tamanho de uma agulha, e com o poder de controlar as ondas e as marés. Esse bastão pesava mais de 8 mil toneladas.

O Rei Macaco zoava com o Az, alterando o peso.

Az muitas vezes reclamava dizendo que era impossível, que apenas o rei Macaco poderia manipular aquela arma, mas o rei Macaco retrucou dizendo que não era o único. E que, certa vez, o bastão até mesmo quebrara e tinha sido uma grande dificuldade ACHAR QUEM CONSERTASSE.

Mas pelo visto, foi achado alguém...mas a identidade desse alguém, o rei macaco, pelo visto, não revelou ao Az. A questão é: essa pessoa, que conseguiu consertar o bastão do Rei Macaco, se estiver viva, pode ter uma chance de consertar as nossas armas...essa informação que temos não é muito, mas já pode nos dar uma idéia de por onde começar. Se pudermos encontrar o Rei Macaco e fazê-lo nos contar quem consertou sua arma, podemos matar a charada. Não vai ser nada fácil, obviamente. Mesmo que achemos o rei macaco, de acordo com palavras do Az, o que ele tem de forte, tem de teimoso. É certo que ele não vai nos dar a resposta assim, na boa. Sem falar que temos um problema maior ainda antes mesmo desse. Onde encontrá-lo? Perguntar ao Az sobre seu paradeiro está fora de questão, ele e a Lety-nee estão a anos-luz da Terra. Qualquer comunicação com eles é impossível. Entretanto, o Az me disse uma vez que o Rei Macaco pode estar em qualquer lugar do planeta que quiser, mas que prefere ficar na região entre a Índia e a China. Podemos começar nossa busca por ali...o que você acha, Ali?
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Seg Maio 12, 2014 3:35 pm

*Aquele casal inusitado não estava na Pensão por pouca coisa. Eles tinham percorrido esse longo caminho das arábias até ali por algo muito importante. Quando Ali começou a contar a história de sua espada, a falar sobre a possibilidade de consertá-la, Mokona imaginou que ele viera até ali por saber que Xysuke também tinha o mesmo problema. Aquele jovem principe era muito sábio, e provavelmente estava engolindo o seu orgulho pedindo ajuda de outrém para conseguir concluir seus objetivos. Eram objetivos nobres, e agora, depois de todo aquele horror ter passado, Mokona podia dizer que aquele homem a sua frente era um homem íntegro e de bom coração. Porém, Xysuke não tinha encontrado ninguém para resolver seu problema, e não tinha como ajudá-lo.

Quando Talim ofereceu o presente, Mokona visualizou imediatamente aquela fruteira de prata e cristal com os seus mais luxuosos e deliciosos cupcakes...



Quando ela viu as tâmaras *VINDAS DAS ARÁBIAS*, vizualizou todas as possíveis receitas com elas: Biscoitos de tâmaras... Bolo Húmido de Tâmaras e Mel... Tâmaras com chocolate e Pistache... Tâmaras com Queijo e Amêndoas... Bolo de pêra e tâmara...  dãã  Porém todos começaram a comê-las... Mokona ficou sem jeito quando Talim assumiu o bule de chá. Era estranho alguém serví-la, mas achou legal. Provou os biscoitos, e comeu uma das tâmaras maravilhosas.  

Ali contou tudo que tinha no coração, seus medos e esperanças. E no final de tudo, foi Talim que falou a Xysuke quais as verdadeiras intenções de Ali. Ele queria convidar Xysuke para sair em busca de alguém que curasse suas armas. Mokona ficou muito feliz no início, se tivesse uma esperança de encontrarem uma forma de arrumar o Kali-yuga, ela faria de tudo para ajudar Xysuke nessa empreitada!! Mas um aperto no coração a fez ficar triste ao lembrar-se de sua casa de chá. O que ela iria fazer? Iria junto? Ficaria pra trabalhar? Poderia deixar a Casa de Chá sob responsabilidade de outra pessoa? Confiaria nessa pessoa? Se ela quisesse ir junto, Xysuke iria aceitar? Ela iria aguentar ficar tanto tempo longe dele? Não sabiam quanto tempo levariam para achar alguém... Parecia até a busca do Santo Graal!!

Enquanto eles falavam, Mokona pensava que eles poderiam conversar com Youko. Era bem provável que ela conhecesse algum mestre de armas. Foi pensando nisso que ela foi para o quarto buscar as armas que Xysuke pedia. Soul Calibur, e o Kali-yuga...

Pobrezinho... do Kalizinho... Ela tinha tentado dar um jeitinho nele...  tap  Mas sem sucesso. Nem mesmo suas 108 habilidades tinham ajudado.



Enquanto Xysuke contava a historia do Rei Macaco, Mokona ficou cuidando Talim e Ali, observando um e depois o outro. Os dois estavam muito próximos um do outro, e ela tinha as faces coradas. Os olhos dela, ao olhar para ele, eram pura admiração, mas não só isso. Eles brilhavam intensamente, parecia que ela gostava mesmo dele, dava pra sentir. Ele ao contrário estava muito engajado na busca da cura de sua espada para prestar atenção a isso. Uma pena.

Mas agora o que mais incomodava Mokona era o que ela faria a partir dali... Será que poderia usar sua mais secreta habilidade?  Crying  Crying  Crying

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Última edição por Mokona Chan em Qui Jun 05, 2014 10:01 am, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Sab Maio 17, 2014 6:15 pm

*Seguro muito o riso ao ver a "bela" tentativa de conserto do Kali-Yuga. Ouço então a história de Xysuke sobre o tal mestre de Az e me espanto em certo momento*





Ali: MAIS DE OITO MIL?! Digo... continue...


*Xysuke prossegue em seu relato, enquanto eu observo a melancolia de Mokona. Por fim:*

Xysuke: Az muitas vezes reclamava dizendo que era impossível, que apenas o rei Macaco poderia manipular aquela arma, mas o rei Macaco retrucou dizendo que não era o único. E que, certa vez, o bastão até mesmo quebrara e tinha sido uma grande dificuldade ACHAR QUEM CONSERTASSE.Mas pelo visto, foi achado alguém...mas a identidade desse alguém, o rei macaco, pelo visto, não revelou ao Az. A questão é: essa pessoa, que conseguiu consertar o bastão do Rei Macaco, se estiver viva, pode ter uma chance de consertar as nossas armas...essa informação que temos não é muito, mas já pode nos dar uma idéia de por onde começar. Se pudermos encontrar o Rei Macaco e fazê-lo nos contar quem consertou sua arma, podemos matar a charada. Não vai ser nada fácil, obviamente. Mesmo que achemos o rei macaco, de acordo com palavras do Az, o que ele tem de forte, tem de teimoso. É certo que ele não vai nos dar a resposta assim, na boa. Sem falar que temos um problema maior ainda antes mesmo desse. Onde encontrá-lo? Perguntar ao Az sobre seu paradeiro está fora de questão, ele e a Lety-nee estão a anos-luz da Terra. Qualquer comunicação com eles é impossível. Entretanto, o Az me disse uma vez que o Rei Macaco pode estar em qualquer lugar do planeta que quiser, mas que prefere ficar na região entre a Índia e a China. Podemos começar nossa busca por ali...o que você acha, Ali?

*Eu fico ponderando alguns instantes, tentando assimilar tudo que Xysuke disse. Muitas coisas pareciam não fazer sentido. Mas por fim, eu finalmente falo*

Ali: Às vezes, eu acho que falta um parufuso na cabeça do Az... e às vezes eu tenho certeza disso.

*Tomo outro gole de chá, enquanto, Xysuke, Mokona e Talim caem pra trás com a minha frase.*

Ali: Certa vez, Edu me disse que foi treinado por um mestre alienígena no espaço... e agora, você me diz que ele disse que foi treinado pelo próprio Rei Macaco? Eu acho isso tudo bem improvável.

Talim: Mas Ali...

Ali: Calma, Talim, eu disse improvável, não impossível.


*Termino meu chá, me levanto e olho pela janela, com as mãos atrás das costas.*

Ali: Na minha vida, eu vi muitas coisas que pareciam impossíveis... raios, eu mesmo sou o Avatar! Apesar de achar meio exageradas as histórias que o Az conta, não estranharia se uma parte delas fossem verdadeiras... só assim pra explicar por que aquele maluco é tão forte.

Talim (tomando um chá e falando em tom de deboche): Mais forte do que você né?


*Fico vermelho de raiva e várias veias saltam na minha testa. Mas aquilo era um fato, Eduardo Azrael realmente era mais forte do que eu, como ele próprio havia falado, aliás... eu havia negligenciado meu próprio treinamento, embora nos últimos anos tenha treinado bastante meu corpo, jamais poderia imaginar que um ser humano pudesse chegar naquele nível (mesmo conhecendo Gogo e seus poderes). Eu olhava para Xysuke e imaginava que, talvez, ele também fosse tão poderoso quanto Az (talvez mais). Quantas pessoas neste mundo conseguiam superar o poder do Avatar? Por um lado isto era ruim, já que o Avatar deveria ser o protetor da Terra (função que eu não havia me omitido, embora eu tivesse rejeitado meu status de avatar), mas por outro, impediu justamente que o Avatar se tornasse uma criatura das trevas sob comando de Abubu. Me sento novamente no sofá.*

Ali: Bem, embora eu esteja um tanto cético quanto ao treinamento do Az, acho possível que realmente seja verdadeira essa história do Bastão do Rei Macaco, então talvez seja a melhor pista que tenhamos. Como você disse Xy, talvez seja um bom lugar para começar.

Talim (pensando): Ele acredita que um macaco falante com superforça e um bastão mágico exista mas não acredita que Az tenha treinado com esse macaco?! Calma Talim, olha a primeira impressão na frente das pessoas, nada de tamancada ainda... deixa só esse idiota fazer ou dizer só mais uma besteira...

Ali: Bom, então acho que está tudo certo, só temos que nos preparar para ir à China. Aliás, seria uma boa se começássemos visitando meu mestre de Dominação da água Lo Meng, num templo próximo a Wudan. 

Xy: Mas como nós vamos? No seu tapete voador?
Ali: Não, isso não é possível... depois que minha espada quebrou eu perdi meu status de Cavaleiro das Arábias e não consigo usar nem o tapete nem minha faixa... mas eu já imaginava que teríamos que viajar, então conversei com um amigo para nos emprestar seu avião.

Xy: Um amigo?
Ali: Sim, foi alguém que conheci há alguns anos e, aliás, ele é até mesmo um conhecido de vocês da Pensão Hinata. Pedi para ele vir nos encontrar aqui na Pensão e acredito que ele deva chegar a qualquer...


*Nem bem falo isso e de repente todos ouvimos um imenso barulho na frente da Pensão. Um avião havia colidido e, apesar de danificado, ainda parecia inteiro. Três pessoas saíram de dentro dele, para espanto de todo mundo da Pensão*




Todos: HARUKA, SETA-SAN E SARAH?!
Haruka (chutando as costelas do Seta): Olha onde aterrissa, seu idiota!
Seta: Hahaha! Me desculpe, já fazia tempo que eu não pilotava...

*Todo mundo faz cara de O.o e Talim me acerta um peteleco na orelha*

Talim: Tem certeza que foi uma boa ideia isso?

Ali: Tenho cá minhas dúvidas agora...


*Seta (sangrando) se aproxima de nós junto com Haruka e Sarah*

Seta: Haha! Olá, príncipe Ali! Me desculpa a demora, é que acabei me perdendo quando vinha pra Pensão, mas taí o avião, pode usá-lo como quiser.
Ali: Humm... obrigado, sahib Seta. Só espero que o avião ainda voe... posso pilotá-lo, desde que ainda esteja inteiro...

Seta: Não se proecupe, basta ajeitar um pouco a asa, colocar um pouco de chiclete nas juntas e...



*Haruka e Talim acertam eu e Seta, nos mandando pra longe. Só então Haruka se dirige à Mokona.*

Haruka: Olá, Mokona-chan, como andam as coisas na Casa de Chá? Tudo tranquilo ou precisa de ajuda?

Continuem...

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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Ter Maio 20, 2014 12:39 am

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Música: http://www.youtube.com/watch?v=rYmsjocHajI
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FLASHBACK

A provação havia terminado, e Xysuke havia passado no teste.
Tinha conseguido cumprir a missão que seu mestre havia lhe dado, como condição para receber a guarda do Kali-Yuga.
...exorcizar o próprio mestre, que havia, intencionalmente, se corrompido com as energias malignas, e se transformado num lunático enlouquecido com sede de sangue e destruição, uma besta descontrolada.
Após uma cruel e feroz batalha, que quase culminou em uma tragédia, Xysuke conseguiu passar no teste mais difícil, e trazer seu mestre de volta à razão.

- Meus parabéns, Han-Fao. Kali-yuga o reconhece como seu novo guardião.

Xysuke olhava para aquele bastão, que, nas suas mãos, parecia tão leve, como se tivesse mesmo se entregue e aceitado aquele novo usuário.



- Mas lembre-se. O bastão é um artefato da justiça. Deve ser usado única e exclusivamente para proteger a vida e a paz, e nunca, jamais, por motivos pessoais.

Xysuke sentia a energia do bastão se sincronizando com a sua, como se os dois, a partir daquele momento, tivessem se tornado uma coisa só. O bastão emitia uma energia e aura fortes e intensas, estava realmente vivo. Xysuke sentia isso mais intensamente do que nunca.

- O Kali-Yuga é capaz de absorver qualquer forma de energia. Com essa habilidade, você irá usá-lo para exorcizar os demônios, entidades e energias malignas que vêm ao nosso mundo para corromper o coração das pessoas para o lado do mal. A partir de hoje, você é um monge exorcista do templo Ling Sheng Su, um guerreiro a serviço da justiça, e o futuro da humanidade está em suas mãos. Lembre-se, com grandes poderes, vem grandes responsabilidades. Continue treinando, aperfeiçoando cada vez mais seu kung fu e seu chi kung, e jamais se desvie do seu caminho da justiça. O Kali-Yuga acredita em você.  Eu, seus irmãos do templo e May também vemos o seu grande potencial, como campeão da justiça. Só resta você descobrir a si próprio, encontrar sua verdadeira força e descobrir até onde é capaz de chegar. Mas essas coisas, o templo não pode ensinar a você. Isso você tem que aprender sozinho. Você entendeu?


- Sim, mestre!

Xysuke respondeu sem hesitar, fazendo a saudação secreta do templo para seu tutor. Imediatamente, os outros monges, organizados em duas filas ao redor deles, repetiram a saudação, seguidos por May, que estava mais afastada observando, e por fim, Kilik.

FIM DO FLASHBACK

--



Não só o Kali-Yuga, mas Xysuke havia quebrado também a confiança que seu mestre e seus companheiros haviam depositado nele, e a esperaça que carregava como guerreiro da justiça. May foi a única exceção, que jamais saiu de seu lado, e jamais deixou de acreditar nele. Mesmo quando Kilik bateu o martelo, que Xysuke seria afastado do templo, May não hesitou em largar tudo para ficar com o que restava de sua família.

Aquela era a oportunidade de Xysuke se redimir de seus erros, e fazer aquilo que é certo.
Uma nova batalha estava para ter início. E, dessa vez, Xysuke tinha ao seu lado, não somente May, mas também Mokona, que acredita nele com todas as suas forças, além do novo aliado que surgiu, com um objetivo semelhante ao seu.

--

Aparentemente, o ódio e a antipatia que Ali sentia por Az permanecia, mesmo após a poeira (ou seria areia?) da batalha anterior ter baixado. Ali recebeu as informações de Xysuke com ceticismo e nariz torto, mas pareceu considerar, no fim.

Xysuke ficou surpreso ao ver que, após Talim ter comentado que Az era mais forte que Ali, este não fez nada para contestar, como se realmente assumisse isso.

Enquanto Ali se levantou e ficou olhando pela janela, a sala permaneceu em silêncio por alguns minutos.

Xysuke tinha os olhos no Kali-Yuga, quebrado em cima da mesa.
Mokona estava de cabeça baixa, como se estivesse recolhida em seus pensamentos.

Xysuke aproveitou o silêncio para refletir sobre o que ele sabia a respeito de armas e itens lendários.

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Música: http://www.youtube.com/watch?v=BIgGzeNOjqc
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Armas e artefatos lendários.

Itens excepcionais, com habilidades muito acima do comum em relação às demais armas...e, em determinados casos, dotados de poderes sobrenaturais.

Sua origem é muitas vezes desconhecida, dando lugar às suas lendas e boatos, que se espalham rapidamente.

Alguns são obras dos deuses, demônios, manifestações da vontade do Universo, materializações do desejo da natureza. Algumas até recebem denominações estranhas, como Fantasmas Nobres...

Outras são obra do homem, fruto de sua dedicação e imortalizadas por suas batalhas.

Ao longo das eras, esses artefatos sempre escolheram guerreiros dignos de serem seus portadores. Ou, muitas vezes, o acaso assim quis...que determinadas pessoas tivessem seus caminhos cruzados com essas misteriosas ferramentas tanto de ordem quanto de destruição.



Não era à toa que os armeiros místicos, os maiores eruditos no assunto que toca às armas e artefatos lendários serem pessoas reclusas e solitárias, como Ali disse. Pelo bem e pela segurança da humanidade, era melhor que o ser humano não soubesse da existência de tais itens, ou do que seria possível fazer com eles.

Tais itens podem tanto proteger o mundo quanto destruí-lo...só depende de quem põe as mãos neles.

Xysuke voltou de seus devaneios ao ouvir novamente a voz de Ali, quando este continuou falando.

Então Ali tinha um mestre chinês, que o ensinou a dobra d'água...em um dado momento, Xysuke se perguntou se seria ele capaz de aprender a dobrar algum elemento algum dia...

Pelo visto, da mesma forma que Xysuke deixara de ser um monge carregando o nome do templo Ling Sheng Su consigo por ter quebrado um dos 3 itens da Trindade Sagrada (a saber, Krita-Yuga, Kali-Yuga e Dvapara-Yuga), Ali também havia perdido sua característica de Cavaleiro das Arábias por quebrar sua espada....de uma forma bem pior, pois além de perder o nome, perdeu os poderes sobre seu tapete mágico e sua faixa....Xysuke ao menos ainda sabia executar sua técnica de chi kung da cura, e fazer seus rituais.

Xysuke chegou a cair do sofá com o baque causado pelo "acidente aéreo" de Seta-san. Quando viu que era o próprio Seta pilotando o avião, ficou mais tranquilo, era apenas mais um "dia normal" na pensão, mesmo com a lesão profunda em sua cabeça fazendo jorrar sangue o suficiente para Seta morrer em alguns minutos caso não fosse tratado, mas aparentemente, ele estava acostumado com isso. Então Ali e Seta-san já se conheciam...

Aparentemente, a decisão estava tomada. Xysuke e Ali iriam para a China, como uma primeira parada em sua busca por um mestre armeiro capaz de restaurar suas armas. Pelo visto, Talim os acompanharia.....entretanto, havia uma variável que ainda não estavam bem definida, nisso tudo. Xysuke olhou para o lado...

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Música: http://www.youtube.com/watch?v=KmAkr6Ls700&index=16
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O "elo" que existia entre Xysuke e Mokona nunca mentia.
Xysuke percebeu que Mokona tinha dúvidas em sua mente, sobre o que fazer, ao saber que ele iria viajar.
Se sentia mal por Mokona....de repente, do nada, ele estava prestes a viajar, sem previsão de retorno.
Essa notícia deve ter atingido Mokona de uma forma muito rápida, sem dar a ela a chance de se acostumar com a idéia.
A última coisa que Xysuke queria era deixar sua namorada preocupada...mas dessa vez, ele simplesmente não tinha escolha.
Talvez esse seja um dos muitos preços a serem pagos por ele e Mokona serem portadores das armas sagradas.
O seu amor por Mokona era a coisa que Xysuke tinha mais certa em sua vida, e queria viver uma vida feliz com ela, casar, ter filhos, uma família normal.
Mas seria muito egoísta esperar que eles pudessem viver como um casal como os outros, sem nunca precisar tomar decisões difíceis como esta, sendo que a ambos foi confiada tamanha responsabilidade (além do fato de Mokona não ser totalmente humana, apesar de Xysuke nunca ter dado muita importância pra isso).
Inclusive, esse era um dos principais motivos pelos quais Xysuke ainda não tinha pedido Mokona em casamento.
Como guerreiros Hinata, eles poderiam estar vivendo em paz em um dia, e lutando e uma batalha mortal para defender a Terra em outro.
Entre pessoas "comuns", casamento já é uma coisa complicada...no caso deles, é mais difícil ainda encaixar uma mudança grande como um casamento, que requer muito planejamento, tempo e espaço, em uma rotina tão incerta e caótica como essa.
Xysuke queria muito conversar com Mokona a sós, mas haviam momentos adequados para as coisas...e haviam coisas que Mokona precisava decidir sozinha, sem a interferência de ninguém.
Xysuke teve uma idéia...talvez ajudasse se...

- Talim-chan, você e Ali fizeram uma longa viagem, devem estar cansados. Por que não descansam um pouco?

Xysuke se vira para Mokona.

- Flor, quem sabe você mostra a onsen pra Talim-chan, e tomam um banho juntas. De repente Haruka-san e Sarah-chan podem até se juntar a vocês, enquanto Ali e eu ajudamos Seta-san com o avião.

Xysuke acreditava que o melhor para Mokona, nesse momento, fosse conversar com outras mulheres. Existem determinados assuntos nos quais mulheres se entendem melhor entre si do que ninguém. Além disso, embora Ali tenha deixado claro que não havia nada entre ele e Talim, não era difícil de observá-los e chegar à conclusão que só ele pensava assim, que Talim tinha outro "ponto de vista". Em um cenário como esse, Mokona e Talim teriam muito para se entender...sem falar em Haruka-san, que ninguém sabia se tinha realmente se resolvido com Seta-san ou não. O que era aquilo? Uma batalha ou encontro de casais com problemas no programa da Márcia?

Xysuke se aproximou de Seta. (partindo do pressuposto que ele estava de volta, de onde quer que Haruka o tivesse feito aterrissar)

- Seta-san, posso ajudar a consertar o avião?

Enquanto isso, esperava por Ali, para ver o que fariam até a hora de começar a viagem.
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Ter Maio 20, 2014 9:32 am

*Voltando do espaço, que era sua mente, para a Terra, Mokona voltou-se para Haruka que lhe perguntava como estava a Casa de Chá. Ela ficou com as bochechas vermelhas, pois lembrou que Haruka tinha sido a gerente da Casa de Chá da Pensão por muitos anos.*

Mokona: - Es... está indo bem, Haruka-san. É... eu tenho muitas meninas de maid, e a irmã de Xysuke, a May, é minha ajudante mais talentosa, então as coisas estão indo de vento em popa!

*Xysuke falava com Ali e Talim, e virou-se para Mokona dando a idéia de convidar as meninas para um banho na onsen.*

Mokona: - Ótima idéia Xy-kun. Então meninas, topam um banho hiper relaxante na melhor onsem no planeta? ^.~

*Mokona tentou mostrar uma animação que não tinha, mas não queria somente enviar ondas de preocupação aos hóspedes. Deu um sorriso e começou a caminhar em direção ao local do banho. Ela deu uma olhada em Xysuke, que estava de costas pra ela, e seu coração apertou. Quanto tempo ficaria sem vê-lo, ele indo para esta viagem? O que ela poderia fazer para estar com ele, mesmo não saindo do controle da Pensão e da Casa de Chá? Poxa, ela ainda era um ser mágico, será que não tinha nada que lhe ajudasse nisso? Ela foi pensando na situação, enquanto conversava com as outras mulheres, lhes ajudando a guardarem suas roupas, trocar pelas toalhas, tomarem o banho e depois entrar na onsen. Enquanto todas relaxavam nas águas, parecia que despontava uma idéia na mente de Mokona para melhorar essa situação toda. Sarah fazia a maior bagunça ao redor de Haruka. Talim estava em um canto, olhando a tudo e apreciando a água, e Mokona aproximou-se dela, tentando afastar um pouco suas preocupações da cabeça.*

Mokona: - Talim-chan, estou feliz que o Ali tenha voltado ao normal. Aquela luta no deserto não foi nada boa. - Ela fez uma pausa, e foi direta. - E não demore muito para mostrar seus sentimentos para ele, os homens tem dificuldade em notar essas coisas... Pelo menos foi o que aprendi até agora, vivendo como humana...
Razz

*Mokona fechou os olhos e tentou relaxar.  onsen  Muitas imagens passaram por sua mente, e seu coração palpitou.



*O primeiro dia em que ela descobrira que gostava de Xysuke. Sentir o corpo de Xysuke junto ao seu, enquanto ele a protegia. O coração de ambos descobrindo que se amavam. O primeiro beijo à luz do por do sol. As lutas que travaram lado a lado. Os momentos de ciúmes. Aqueles dias em que ficaram separados por tantas dificuldades que passaram. Ele era o homem de sua vida, era ele que ela queria ao seu lado para sempre. Ele a entendia, assim como ela o entendia. Eles se completavam. Ela levou a mão ao seu coração, sentindo-o pulsar muito rápido. Eles tinham passado por tantas coisas, e ainda estavam juntos. Ela iria sentir muita falta dele, mas eles iriam viver juntos ainda. Seriam muito felizes. Teriam uma família. Ela iria sentir muita falta dele, seria doloroso, mas sabia que conseguiria suportar. Sentiu seus olhos molhados pelas lágrimas, mas eram lágrimas doces, cheias de amor e saudade. NADA iria separar seus corações e almas, mesmo que a distância os mantivesse separados por algum tempo. Iria lembrar de todas as coisas boas que passaram, e isso daria forças para ela continuar. Não sería egoísta a ponto de não deixar ele fazer algo que PRECISAVA fazer. Era para o amadurecimento dele, e nada nem ninguém poderia atrapalá-lo. Ela virou para Talim, seus olhos brilhando, cheios de amor ao lembrar de Xysuke. Somente a lembrança do sorriso dele já acalentava sua alma.*

Mokona: - Aprendi que ser humana é poder amar. Amar incondicionalmente alguém. Amar os amigos, amar a nós mesmos. Ser humana é ter amor. Ser levada para o lado do ódio, da tristesa, do egoísmo e do ciúmes, são somente os obstáculos dos caminhos que devemos trilhar para nos aperfeiçoarmos, e termos somente o amor no coração.

*A alma de Mokona brilhava de emoção e junto dela havia a consciência de alguém que por muito tempo ficou perdida entre ódio e amor. Agora entendia o que deveria fazer nesse momento, aproveitar a oportunidade de sentir somente o amor dentro de seu coração. Com isso Mokona vislumbrou uma forma de estar perto de Xysuke, assim não sentindo tanto a sua falta.*

Mokona: - Espero que consigam arrumar o avião de vocês... - Mokona falou para Haruka... - Só ainda não sei porque Seta-san resolveu pousar um avião aqui na Pensão... não temos pista de pouso... estamos em uma elevação que somente um helicóptero poderia pousar por aqui, e olhe lá!  Razz Coisas de Seta-san!  cherry 

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Última edição por Mokona Chan em Qui Jun 05, 2014 10:02 am, editado 1 vez(es)
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Lola Chan

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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Qua Jun 04, 2014 12:33 am

.: Lola Naruza :.


Em uma noite de chuva...

Nem sempre a vida fora fácil para ela. O ronco do motor a despertava de seus pesadelos internos. Pensava em como sua vida havia dado uma reviravolta, hoje como uma mulher líder e representante de sua família, ontem uma simples mulher apaixonada por sua arte com espada... O que ainda não se perdeu.

Recolocando o capacete, ela escondia sua face, aquela noite mais uma vez havia cumprido mais um contrato. Mais uma vez voltou a inclinar a cabeça para o lado, tendo a certeza de que o sangue da vítima escorria pelo asfalto. Ela não mais se importava, sua missão se tornara pela paz.

Hoje e sempre a encarnação da justiça era ela, e nada nem ninguém poderia controlar a sua sede pela vingança contra os impuros.

Caçada...
Odiada...
Desejada...


Tanto tempo depois, se redescobrindo; ela volta a deslizar rapidamente pelo asfalto, deixando para trás sua ingenuidade, mas, tendo a certeza de sua próxima missão.


Percorrendo entre os carros, desviando de vidas arruinadas ou sadias, sua próxima missão era chegar em casa e descansar de mais um dia de trabalho. Ninguém sabia, apenas seu velho companheiro Kuranosuke Sagara. Por dentro sentia raiva, em suas costas sua katana de fibra de carbono ainda continha o odor de sua caça, ela teria que disfarçar ou seria alvo de perguntas. Desceu de sua moto, o dia amanhecendo parecia golpear seus olhos cansados, ela percebia uma certa agitação na grande pensão, mas, não deu importância, afinal, um descanso lhe seria mais conveniente.

No dia seguinte...

Lola acordara muito tarde, procurava por alguém que lhe pudesse dar explicações do porquê de tanto falatório, vestiu uma roupa leve, e caminhou pela velha pensão, indo diretamente ao onsen.

- Por que não... *Falou para si mesma* ¬¬ To fedendo ainda... *Tirou sua roupa e entrou no lugar* - desde que a Lety casou este lugar ficou monótono... -.-... *Massageando o próprio corpo, sentindo dores sob as cicatrizes extras que ganhara com seu trabalho novo.* - Espero que ninguém entre aqui para me atazanar... ¬¬*** *Havia fumaça por toda a parte, o lugar realmente estava quente.* - Engraçado... -.- sinto falta de companhia... ¬_¬ Lola cala essa boca se não aparece... ¬_¬ *falando sozinha*

Continuem...

off: Voltei gente ^.~ Lolinha vai me representar nessa aventura! Por enquanto...  

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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Sex Jun 06, 2014 10:52 pm

Return to life

Trevas, tudo que podia se ver ou sentir era apenas as trevas tocarem sua alma, querendo devora-lo inteiro, olhares sedentos por sangue e  gritos para todos os lados. Seria um pesadelo ? Poderia ser, mas tudo que estava em sua volta era real demais para ser apenas um pesadelo.


- Não deixarei que levem a minha alma! - Gritou o guerreiro tentando afastar os males em sua volta enquanto procurava algo para se defender, apalpando o ar. - Ainda tenho contas a acertar com certas pessoas... - Disse ele, pegando algo que parecia estar preso em um suporte de madeira. - " Uma espada ? " - Pensou ele enquanto suas mãos apalpavam o objeto estranho. - " Só testando para saber se é ou não... " - Logo, pôs as duas mãos para frente enquanto as seguravam, e rapidamente com um puxão, desenbanhou a espada . - Não sei que tipo de espada você é, mas por enquanto, quero que me empreste a sua força para que nós possamos escapar desse lugar. - Disse ele fitando a lamina sobre a escuridão em sua frente.

- " Lhe darei uma chance... Mero humano..." - Uma voz do além sugia em sua volta. - " Beba o frasco que se encontra amarrado sobre a bainha desta espada... se suportar a dor, deixarei que use a minha espada... mas lhe digo que se beber, não terás volta... seus amigos, sua família e seus conhecidos não vão te aceitar de volta... " - Disse enquanto a voz fraquejava e desaparecia sobre o nada.

O rapaz procurou pelo frasco apalpando a bainha e logo encontrou algo preso em uma corda. Rapidamente ele o pegou, retirou a rolha que trancava o líquido que estava dentro e respiroi fundo . - " O que ele quis dizer com dor ? as pessoas não vão me aceitar ? por que ? nada disso faz sentido... O que essa bebida pode ter afinal... ? Que seja, espero que seja um blefe. " - Rapidamente, ele injeriu o líquido grosso e tossiu . - " Que merda era essa ? Tem um gosto forte de... " - Ele congelou por alguns segundos. - Sangue...

Rapidamente, todas as luzes se ascenderam como um passe de mágica, o local parecia ser um escritório antigo, com armários e mesas de madeira, o chão era coberto por um tapete vermelho, iluminado por lustres feitos com um material idêntico ao diamante.
Seus olhos se arregalaram para observar o local, supreendido, ele caminha lentamente para a mesa, como se estivesse procurando algo que diga a sua localização, mas é interrompido por uma dor forte em seu peito, uma dor que rapidamente crescia e se alastrava por todo o seu corpo, suas mãos e sua face suavam frio, logo, começava lhe faltar ar até trancar seus pulmões.

- Que... merda...é essa ? - De seus olhos, sangue escorriam no lugar de suas lágrimas. Com as mãos, ele tocou em uma que estava preste a cair e logo revirou os olhos a ponto de ficarem brancos e seu corpo desabar sobre o chão.

Misteriosamente, a porta do local se abre e dela entra uma mulher mais misteriosa ainda, usando um vestido vermelho escuro, seus longos cabelos negros e cedosos, deslizavam sobre suas costas enquanto ela caminhava lentamente sobre o corpo caído no meio daquela sala.

- Mas vejam só... - Ela se agaixa e toca sobre o pescoço do mesmo, sentindo o pulsar de suas veias. - Este deu sorte... - Ela sorriu enquanto levantava o corpo e o colocava em seu colo de forma que seu pescoço ficasse a mostra . - Lhe darei uma nova vida... para que possa terminar o que tens de fazer..., mas a vida lhe castigará enquanto você viver.

Delicadamente, a mulher levou seus lábios até o pescoço do rapaz, abriu levemente a boca, deixando os caninos crescerem e com gentileza, os cravou no mesmo. Aos poucos, o corpo ia perdendo sua cor, ficando levemente pálido, enquando ela deixava escapar um pouco de sangue nas laterais de seus lábios.

- Agora... O pecado vai consumir seu sangue e sua mente, seu corpo vai renascer e sua alma apodrecer... mas dependendo do caminho, sua alma ainda terá salvação... - Sorriu enquanto ela mordia o próprio pulso deixando o sangue correr sobre o seu braço e cair sobre os lábios do semi-morto.

Tomando o sangue, o corpo começa a se mecher, os olhos mortos e brancos se tornam um vermelho rubi enquanto seus lábios pediam em desespero por mais daquele líquido sagrado. Sem se dar conta da quantidade que ele havia tomado, ele para e se afasta rapidamente daquela mulher enquanto o sangue escorria sobre a lateral de seu lábio inferior.

- Qu... quem é você ? O que... o que fez comigo ? - Ele olha para as próprias mão em desespero.

- Quem eu sou ? - Ela se levanta mas por perder muito sangue alimentando-o, ela tomba e se apoia sobre seu joelho esquerdo. - Sou quem você menos imagina... - Ela ri com um sorriso fraco.

- Por que me salvou ? - Diz ele, limpando o rastro de sangue no canto de sua boca.

- Achei que você seria útil para mim..., não és um mero humano qualquer...- Ela passa a fitar os novos pares de olhos escarlates que a encarava com rancor.

- Mero humano ? o que quer dizer com isso ?! - Diz enfurecido .

- Me procure...- Ela se levanta aos poucos. - Me culpe por renascer e então vai descobrir do porque de estar vivo... Aliás, meu nome é Katarina... Meu querido Ryujin - Rapidamente, uma cortina de fumaça aparece e logo Katarina desaparece.

Sem saber o que fazer, Ryujin tenta abrir a porta da sala, mas sem sucesso, tenta forçar a marçaneta puxando-a contra si, e que por acaso acaba destroçando o mesmo sem mero esforço físico. Assustado, ele olha para seus proprías mãos  sem acreditar em sua força e logo sem pensar muito, corre sobre um corredor longo em direção a saída mais proxima. Saindo de lá, ele percebe que era uma pequena casa de fazendeiros, que aparentemente aparecia em seus sonhos.

- Essa casa... por algum motivo, ela me traz nostalgias... - Ele olha rapidamente para a casa e então volta a caminhar para fora daquele lugar, pegando o primeiro ônibus que passasse sobre a estrada de barro, em direção a tokyo.

Algumas horas se passam e então Ryujin desenbarca do onibus, e com passos lentos, caminha em direção a uma pensão perto de la, esperando poder descansar um pouco. Chegando ao local, ele bate delicadamente três vezes sobre a porta de madeira para que alguém possa atende-lo.

Off: Não se preocupem se não entenderam muita coisa, depois eu posto a continuação e ai vão entender tudo isso mais pela frente  (vitoria)
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Ali Al-Said Samir

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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Dom Jun 08, 2014 1:15 am

*Após o acidente de avião e enquanto Seta e Ali aterrissavam após um breve vôo por cortesia de Haruka e Talim, Mokona e Xysuke dão a eles a melhor oferta do dia*

Xysuke: Talim-chan, você e Ali fizeram uma longa viagem, devem estar cansados. Por que não descansam um pouco?
Mokona: Ótima idéia Xy-kun. Então meninas, topam um banho hiper relaxante na melhor onsem no planeta? ^.~

Talim: Vocês têm uma onsen aqui?! Obaaaaaaa! Mas é claro que eu aceito!

Ali (se levantando do tombo): Ai... calma Talim, não precisa se empolgar tanto...

Haruka: Huhu, não se preocupe Ali-san, pelo visto todos já estão bem familiarizados aqui.

Ali: ... tudo bem então, acho que é melhor mesmo as mulheres tomarem banho primeiro e nós homens consertamos o avião, como sahib Xysuke sugeriu.


*Então as garotas foram para a onsen, sendo arrastadas por Talim e Sarah, enquanto eu, Xysuke e Seta apagávamos o fogo e consertávamos a sucata, isto é, o avião de Seta. Eu olho as chamas do avião e solto um suspiro; há muitos anos não usava meus poderes de Avatar para uma coisa "rotineira", e se não fossem os fatos dos últimos meses eu nem sequer cogitaria em usá-los agora. Entretanto, eu já havia perdido meu status de Cavaleiro das Arábias, minha honra como Avatar e quebrado minha promessa para Gogo; não havia então nada que me impedisse de usar a Dobra Elemental. Com um movimento suave dos braços faço todo o fogo do avião e proximidades flutuar até minhas mãos no formato de uma bola e, em seguida, disparo um imenso jato de chamas para cima, extinguindo-as. Fico em base e faço outro movimento com as mãos, movimentando o chão e colocando o avião na posição normal, de forma que pudéssemos trabalhar nele de forma adequada. Seta arregaça as mangas e pega uma caixa de ferramentas.*




Seta: Haha, fazia muitos anos que não o via fazer uma coisa assim, Ali. Sempre me espanto com seus poderes, apesar de saber o tabu que são para você.
Ali: Eram um tabu, agora não são mais, sahib Seta.

Seta: É, mas posso notar que ainda não está completamente à vontade com isso.

Ali: É difícil, depois de tantos anos... e depois do que eu fiz.

Seta: Como eu disse dois anos atrás pra você, tudo a seu tempo. Eu nunca vi culpa em você pelo que aconteceu a Gogo, apesar do que você sente.

Ali: Tsc... escutei muito isso já. Mas não importa agora, eu fiz uma nova promessa, de que não iria me esquecer de quem eu sou, e isto inclui o fato de eu ser o Avatar.


*Continuamos consertando o avião; neste caso, estávamos usando apenas as mãos mesmo, já que eu não havia aprendido a dominar plásticos... era engraçado, como príncipe eu havia tido uma infância cheia de regalias e minha mãe jamais sonharia (ou permitiria) que eu fizesse trabalho braçal; no entanto, com a vida que eu tive há muito tempo eu havia deixado de lado as "frescuras" da realeza e não me importava de pegar no pesado. Na verdade, era até um alívio, fazia eu me sentir mais humano.*


Ali: Me diga, sahib Seta, sabe alguma coisa sobre o bastão do Rei Macaco?

Seta: Pergunta estranha... conheço a lenda, mas fora boatos não sei de nada concreto sobre ele.

Ali: Entendo... 

Seta: Bom, não sei se ajuda, mas ouvi histórias de que o bastão chegou a passar de mão em mão durante anos, mas que teria encontrado seu legítimo dono nas últimas décadas. Não sei se essa pessoa é o Rei Macaco, mas a lenda diz que o bastão reconheceu o macaco como seu dono e brilhou quando os dois se encontraram pela primeira vez.

Ali: Falando nisso, como surgiu esse bastão afinal?

Seta(enxugando o suor da testa e acendendo um cigarro): Longa história... segundo a Jornada ao Oeste, o livro que conta a lenda do Rei Macaco, o bastão foi encontrado pelo macaco no palácio submerso de Ao Guang, o Rei Dragão do Mar do Leste. O macaco estaria procurando por uma arma à sua altura, e após testar várias armas divinas que, infelizmente, se dobravam ou partiam com sua força, ele se aproximou de um pilar feito de ferro negro por sugestão da esposa de Ao Guang, e o pilar começou a brilhar para ele. Foi dito que aquele pilar era originalmente um bastão que fora usado pelo Grande Yu para medir a profundidade do Oceano, mas que agora ajudava a sustentar o próprio. Porém, o rei macaco disse que aquele pilar seria melhor na forma de bastão e o pilar prontamente o obedeceu, encolhendo e indo para suas mãos, apesar dos protestos do rei dragão. Mas o rei macaco disse que o Oceano deveria sustentar-se por si mesmo, como havia sido desde a Criação do mundo e se apossou do bastão, que se chamava Ruyi Jingu Bang e outros tesouros mágicos do rei dragão. Após todos os eventos da Jornada ao Oeste, sempre acreditou-se que o bastão esteve na posse do Rei Macaco, exceto os 500 anos em que ele foi petrificado pelo Guerreiro de Jade... porém, ouvi boatos anos atrás de que o bastão foi visto sendo usado por um garoto, com rabo de macaco...

Ali: Difícil distinguir o que é lenda do que não é nesse caso, sahib Seta.

Seta: Verdade. Mas se quer a minha opinião, se eu acreditasse em reencarnação, poderia jurar que o tal garoto seria a reencarnação do rei macaco Sun Wunkong.


*As palavras de Seta me atingiram como um raio. Embora as coisas estivessem ficando ainda mais lendárias com a história que ele nos contou, sua última frase abalou bastante meu ceticismo. Afinal, reencarnações sempre eram uma coisa constante para... o Avatar.*


***

*Enquanto isso, na Onsen, as mulheres relaxavam. Haruka fumava tranquilamente, enquanto Sarah brincava e Mokona falava com Talim.*


Mokona: Talim-chan, estou feliz que o Ali tenha voltado ao normal. Aquela luta no deserto não foi nada boa. - Ela fez uma pausa, e foi direta. - E não demore muito para mostrar seus sentimentos para ele, os homens tem dificuldade em notar essas coisas... Pelo menos foi o que aprendi até agora, vivendo como humana...


*Talim estufou as bochechas e levantou os braços, como que se desabafando*


Talim: E você acha que eu não tentei já, sahib Mokona? Bah! Eu tenho só 14 anos, mas sou bem mais madura do que aquele moleque pré-adolescente... Ali já poderia ter se casado comigo há muito tempo, mas prefere seguir as convenções. Desse jeito, vou acabar perdendo para... ela...

*O olhar de Talim ficou obscuro e um vento forte começou a soprar na Onsen. Mas logo tudo se acalmou. Talim soltou outro suspiro*


Talim: Sabe, apesar de todos os problemas, de certa forma a luta no palácio do Abubu foi uma boa experiência para o Ali, e para mim também. Ali amadureceu bastante, e perdeu parte da inocência que ele sempre teve. Descobrir o tipo de pessoa que o irmão realmente era e também do que ele próprio seria capaz, serviu para mostrar a Ali que, apesar de toda sua boa vontade, o mundo não é feito só de preto-e-branco. Há tons de cinza também... e cores. Eu também fiz certas coisas, mas pelo menos não fico... como dizem no Ocidente, "encanada" com isso.



*Haruka usou seu cinzeiro, enquanto imaginava quanto tempo seu marido, Xysuke e Ali levariam para consertar o avião SETA-03. Talim olhava com uma ponta de inveja os corpos de Mokona, Haruka e Sarah; ela era a mais nova das quatro (embora Sarah se comportasse como criança, já era praticamente adulta) e seu corpo ainda não se desenvolvera por completo. Se lembrou do corpo verdadeiro de Gogo, e sua inveja só aumentou; ajeitou sua toalha protegendo seu cabelo e continuou conversando com Mokona.*


Talim: À propósito de declaração, e quanto a você e ao sahib Xysuke? Ele apresentou você como sua namorada, mas quando pretendem se casar? Sei que nossos costumes são diferentes mas... bem, acredito que a gente poderá discutir isso melhor na viagem. Você vai vir conosco, não?


*Antes que Mokona pudesse responder, Sara jogou água na cara de Talim e Mokona e ficou rindo delas.*


Talim (rindo): Ah, é assim né? Eu te pego!



*As duas saíram correndo na borda da Onsen, rindo muito e se distanciando de Mokona e Haruka e indo próximo de Lola, que estava alheia a tudo aquilo, até que Talim alcançou Sarah; com a força e agilidade das duas combinadas, elas saltaram e se embolaram no ar, caindo em alta velocidade.*

Talim e Sarah: BALA DE CANHÃO!!!


*As duas pularam dentro da Onsen, espalhando água pra todo lado; um dos espirros de água foi direto na cara de Lola, que só então notou elas, quando uma bacia caiu em sua cabeça. Talim e Sarah saíram debaixo d'água e viram que Haruka, chateada porque o jato d'água apagou seu cachimbo, resolveu entrar na brincadeira, pegou uma pistola d'água e começou a atirar nas duas, que só então viram a cara de Lola e caíram na risada enquanto recebiam tiros de água.*





Talim: Hahaha... me desculpe, sahib...
Sarah: Haha! Ué, Lola-chan, por que está sozinha aí? Venha aqui pro outro lado da Onsen se divertir junto com a gente!



Continuem...

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Harima Kenji
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MensagemAssunto: Fogo e Sangue   Seg Jun 09, 2014 10:40 am

**Pra cada divisão é uma ação independente do char, vou tentar manter isso**
______________________________________________________________________________________________________

** pra quem não viu meu post de retorno no tópico 'apresente-se', minha entrada na aventura é a continuação deste post **

**Harima buscava encontrar seus amigos, ora, a casa estava tranquila demais, apesar de tudo, sentia-se mal por ter abandonado seus amigos na batalha contra Ali, mas acontecera algo fora de seu controle, em um súbito momento, ele e os seus familiares foram transportados para uma dimensão mágica, onde ele deveria permanecer ali por 4 anos, treinando e expandido sua magika até se tornar um Millenium Master completo**

**FLASHBACK**

Harima: Nós não podemos ficar aqui, eles precisam de nós!

Voz: Eles vencerão, e podem fazer isto sozinhos, preciso de vocês aqui até o tempo certo, há coisas piores do que Ali, e você deverá estar lá quando o estranho aparecer.

Harima: ué, estranho, mais do que a gente?

Voz: você entendeu, engracadinho, ainda descubro qual lado de você possui esse humor negro, alguém desconhecido chegará, e desestabilizará todo o Hinata-Sou, vocês são fortes, mas se manterão fortes se todos se odiarem? Aguente Harima, isto não é um treino apenas de força, mas de purificação!

**FIM DO FLASHBACK**

Harima: hm... bem, aparentemente ninguém estranho chegou, acho que devo desencanar. Ih, além do mais, desde que saí do treinamento tive meu cajado confiscado, pois o cajado do millenium master se encontra dentro do sagrado templo da luz, mas não tenho condições de ir, e antes disso eu preciso.... COMEEEEEEEEER!

Harima: Ué... ali na varanda tem uma movimentação. Oooooooi! Ore wa Harima-san desu! ** Agita os braços **
___________________________________________________________________________________________________________

HIkaro: ah, não encontrei ninguém, acho que vou mesmo é sentar no nosso velho sofá e dar uma descansada.
Hikaro: se alguem me ouve, só pra avisar que voltamos e 'tamo cheio da fomi', tchê!
___________________________________________________________________________________________________________

Shuuji:  bem, já procurei em tudo, acho que só faltou o onsen pra procurar, vamos ver...
** coloca o rosto nas toalhas do onsen e espia, após isso sua espinha gela **
Shuuji: ah, eu mal cheguei e já vou levar porrada....
___________________________________________________________________________________________________________

**Daphne nunca tinha andado por toda a pensão, e não seguiu a orientação de seu Irmão para não sair da casa, bem ela resolveu dar uma volta e acabou chegando a velha pensão abandonada.**

Daphne: Engraçado, a tranca está aberta, acho que vou dar uma espiadinha, hihihi, Hari-nii nem vai saber.

**Ao entrar via o estado de abandono, afinal das contas, desde que DeadLine foi derrotado pela 1ª vez, ninguém havia colocado os pés lá novamente, mas ainda assim, era um lugar acolhedor para ela.**

Daphne: gosto de lugares escuros, ué o que é aquilo?

** Um velho baú, um misto de excitação e ansiedade toma conta dela, será que deveria, uma etiqueta diz que pertencia a Cristiano, deveria mexer, talvez envelhecesse imediatamente após isso (folclore nihon) , mas ainda assim, toma coragem e abre, seus olhos brilham... **

Daphne: Hari-nii não pode saber disto, vou vir aqui todo dia, até descobrir o que fazer com isso, vou vasculhar o resto do lugar...
___________________________________________________________________________________________________________

É isso aí, continuem!
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Xysuke
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Ter Jun 10, 2014 7:47 pm

OFF: mudando novamente a cor da fonte das falas de Xysuke, pra que ninguém aqui fique cego...

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Xysuke observa Ali usar seus poderes de Avatar para ajudar Seta no conserto do avião.

- Yosh! Vamos dar um trato nesse avião! E, dessa vez, não me refiro a uma mulher gostosa!

Após receber algumas instruções de Seta sobre o que e como fazer, Xysuke pega as ferramentas adequadas e começa a trabalhar. Enquanto dava algumas marretadas nas partes amassadas, para endireitá-las, começa a cantar uma música ridícula, da sua cabeça.

- Jingle Bell, Jingle Bell, acabou o papel....não faz mal, não faz mal, pega no meu...

Dá uma marretada no próprio dedo.

- ITTAAAAAAIIII!!!!!

Ali faz um comentário.

Ali: Parece que alguém lá em cima não gostou da sua blasfêmia, sahib Xysuke.


- Bobagem ¬¬" foi só azar mesmo - chupando o dedo

--

Enquanto isso, "lá em cima"

Raphael: Vamos ver se aprende, idiota...¬¬

--

Enquanto Xysuke, Seta e Ali trabalhavam, Xysuke se lembra dos bons momentos de antigamente...

- Não é a primeira vez que eu saio em uma jornada ao lado de um companheiro. Nos meus primeiros dias de pensionista, fiz algo parecido. E, naquela época, eu tinha o Kali-Yuga ao meu lado.

(Citação da aventura "Ilusão de Harima" da antiga pensão do Orkut. Não lembro todos os detalhes, nem tenho como resgatá-los, pois deletei minha conta, mas vou citar os mais importantes.)

Nosso companheiro Harima, hoje casado com Lana, irmã gêmea de Lety, saiu em uma jornada para derrotar a escola de magia Kansai, que era rival à dele. A muito contragosto, seu irmão mais novo, Hikaro Kenji, hoje casado com Luna, prima de Lety, ficou na pensão, após Harima ter batido o pé de que iria sozinho.

Sentindo algo estranho, Hikaro não aguentou esperar pelas notícias do irmão e foi para Londres, atrás dele. Fui convidado a acompanhá-lo, e demos início a nossa viagem. Em diversas ocasiões no meio do caminho, fomos vítimas de algumas sabotagens arquitetadas pela própria Kansai, e alvos de assassinos, mas derrotamos os inimigos e seguimos em frente.

Ao longo da batalha, outros de nossos companheiros se juntaram a nós. Neji, Kyo, Kei, entre outros, nos ajudaram no confronto final contra Torimaru, líder da escola Kansai. Enfrentei um inimigo chamado Jin Saotome, e, apesar de derrotá-lo, quase morri, mas Kyo e Kei salvaram minha vida. Nos momentos finais da batalha, enquanto Hikaro e Harima acertavam as contas com Torimaru, Neji e eu enfrentamos seus guarda-costas, dois espadachins assassinos e mortais, conhecidos como Ryoko, o forte, e Kohaku, o veloz. Neji enfrentou Ryoko, e eu fiquei com Kohaku. A muito custo, conseguimos vencer.

Lembrar de batalhas como essa e muitas outras, me causa nostalgia. Eram bons caras, todos eles: Neji, Kyo, Kei, Nagi, Carlos, Harima, Hikaro, Shuuji, Dark, Lucian, Kira, JP....e o Az, né, hehe.

Xysuke sabia que a simples pronúncia do nome de Az causava quase uma urticária em Ali.....era melhor nem cogitar a possibilidade de mencionar que eles dois são mais parecidos do que imaginam.

Lutamos o bom combate juntos. Mas, infelizmente, nem todos os que passam pela pensão Hinata ficam nela, por mais que haja fundamento no suposto rumor de que quem se hospeda aqui, tem seus sonhos realizados.


Me pergunto o que terá acontecido com Harima e o seu pessoal...Sinto como se ainda pudesse ouvir a voz dele...

- Oooooooi! Ore wa Harima-san desu!

Haha, assim mesmo! ^^.........epa....hein??????????

Xysuke olha na direção da voz, e não acredita no que vê...

- HA....HA....HA....HARIMA?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!

Mas, no momento em que Xysuke pensou em correr até o velho amigo, cumprimentá-lo e perguntar por onde tinha andado, uma pessoa bateu na porta da recepção, como se esperasse por atendimento, alheio à muvuca toda que ele, Ali e Seta estavam fazendo. Era Ryujin.

E agora, o que Xysuke deveria fazer?




Após pensar por alguns instantes, achou que, por mais que quisesse conversar com Harima, era mais correto receber a pessoa nova que estava prestando uma visita a eles....Harima, pelo menos já era de casa e ficava à vontade facilmente. Ali já o conhecia, apesar de TAMBÉM ter sido naquela época conturbada da batalha contra Abubu. E Seta-san também estava por ali.

Da próxima vez, Xysuke iria pedir para Mokona ensinar a ele a sua técnica Thousand Mokona Clone no Jutsu, para que ele pudesse estar em vários lugares ao mesmo tempo. Mas, por hora, tinha que receber o novo camarada....embora não pudesse esquecere de dar prioridade à missão dele e de Ali...a previsão era eles partirem dali a algunas horas, quão logo o avião ficasse bom.

- Malz ae, Harima-truta. - se vira para Ali - 1 minuto, Ali. Vou ali receber o cara novo - Xysuke junta as palmas das mãos, como em uma prece, e faz uma saudação bizarra e forçada para Ali - Jafiz, Cacildis, Mussumzis! - se afasta


Xysuke baixou novamente as mangas de sua camisa, limpou o suor da testa e se dirigiu ao estranho, aparentemente um novo hóspede, para se apresentar e o receber adequadamente.

- Olá, parceiro. Seja bem vindo à pensão Hinata. Me chamo Xysuke Uchiniwa. Nossa gerente está fora atualmente, por motivos pessoais. Posso ajudar em alguma coisa? Você é um hóspede à procura de um quarto?

Xysuke estende a mão para o estranho, com a intenção de cumprimentá-lo.
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Seg Jun 23, 2014 5:55 pm

Mokona tinha esquecido como era bom ver a bagunça de muitas pessoas na Pensão. Ultimamente todos estavam tão atarefados, que mal se viam entre uma refeição e outra, entre um banho e outro. A vida corrida dos humanos adultos não era nada fácil. Se espantou ao ver Lola ali, quieta como sempre, e estava feliz em pode conhecer Talim. Esta moça, que era nova, mas parecia bem ciente de seu corpo e de suas tradições, já se imaginando casada com Ali Babá e os 40 ladrões...

Mokona lembrou da pergunta não respondida que Talim lhe fizera. Quando Xysuke a pediria em casamento? Ela não sabia. Por ela eles já tinham casado há muito tempo, porém lendo sobre a cultura dos humanos, na maioria delas, era o homem que pedia para casar com a mulher, então ela não iria constrangê-lo e mudar as regras das quais ele estava acostumado. Estava aguardando quando ele se sentisse bem para fazer isso, quando achasse que já era o momento. Quando essa data chegasse, seria a data mais feliz da vida dela, pois seria mais uma prova de que, mesmo ela não sendo humana, Xysuke iria amá-la sempre!!

Saindo da onsem e dirigindo-se para seu quarto a fim de trocar de roupa, Mokona foi pensando no que faria para que pudesse ajudar a todos nessa nova aventura. Ela TINHA que ir com eles, não só para estar próxima de Xysuke, como também para ajudá-los nas viagens entre dimensões. Se iriam atrás de seres mágicos, não necessariamente iriam encontrá-los neste mundo. Conhecedora como era do misticismo, sabia que existiam reinos e dimensões dotadas de magia poderosa, e que melhor lugar do que esses para localizar um ferreiro mágico?

Se pedisse a Haruka para tomar conta da Casa de Chá, ela ficaria ali? E se usasse seu poder de desdobramento, será que a criatura que surgiria, seria capaz de comandar tudo?? Mokona sentou na sua cama de toalha ainda, e mordeu o lábio inferior. Quantas dúvidas, aquilo estava lhe matando!!
 haa 

 *Calma minha querida, olhe para dentro de si e encontrará a resposta!*

A voz de Youko apareceu em sua mente. Por que ela vinha sempre com essa mesma frase?? Olhar para dentro de si?? Mokona fechou os olhos, concentrou-se e viu uma luz muito forte, que foi diminuindo aos poucos.



Ela viu uma espada brilhando ao longe. Aproximou-se vagarosamente e viu seu próprio reflexo na longa lâmina. Ela estava usando um vestido azul, cabelo preso em um coque. Lembrava a mulher de cabelos loiros que vira na varanda aquela vez. Então era por causa dela que Mokona tinha escolhido esta forma no final de todas as suas transformações?

Voz vinda da espada: - Mokona, é você?

Será que era a centelha de consciência de Arthuria? Aquela só podia ser Arthuria, ou o que ainda existia de sua existência na alma que agora habitava Mokona.


Mokona ajoelhou-se para ver melhor através do reflexo da lâmina: - Arthuria, é você?




Arthuria: - Mokona... Sim sou eu... mas eu sou você, portanto tu podes contar comigo...


Era como ver seu próprio reflexo no espelho.


Mokona: - Você ainda tem consciência? Eu... não sei o que dizer... eu...
Arthuria: - Não se preocupe, não quero tomar conta do seu corpo, nem pegar sua vida para mim, já tive minha época, agora quero somente paz e descanso. Porém, vejo que precisas de ajuda, e eu posso ajudar-te.


Mokona ficou pasma. Então Arthuria estivera ali o tempo todo! Adormecida... como ela nunca percebera antes...

Arthuria: - Agora não é o momento para divagações, acredito que seja de bom tom informar que você vai ajudá-los na viagem, para que todos se organizem, inclusive Gwen... - ela baixa o olhar - digo, Xysuke-sama...
Mokona: - Tá, peraí, deixa ver se entendi direito. Tu quer que eu use o meu poder de desdobramento e coloque a tua centelha de consiência na criatura desdobrada, para que tu possa ficar cuidando da Casa de Chá pra mim?
Arthuria: - Era essa minha idéia inicial...
Mokona: - Nossa! Olha, boa idéia. Se não for incomodo você me ajudar!
Arthuria: - Seria um prazer, até porque poderei viver em um corpo novamente, por algum tempo. O tempo suficiente para pedir perdão à minha filha, Mordred. Sei que ela ainda existe dentro de sua irmã gêmea. Então, o que me diz?
Mokona: - Ok, farei o desdobramento, e você ficará responsável pela Casa de Chá! Não sei quem ficará cuidando da Pensão nesse meio tempo, mas posso encarregar Larg, você e mais alguém para isso! Vou falar com o que restou da guarda da Pensão! Obrigada... Arthuria...


Mokona abriu os olhos, feliz, por ter encontrado uma solução. Esta noite mesmo faria o desdobramento, e antes de tudo, iria falar com Xysuke para avisá-lo. Vestiu-se rapidamente, e foi atrás dele, para lhe contar as boas novas.

Ao chegar no hall de entrada para sair pela porta da frente, pois Mokona acreditava que Xysuke ainda estivesse ajudando no conserto do avião, ela o vê falando com um cara estranho, muito branco, estilo vampirão...  Question 

*Droga, logo agora que eu queria falar com ele...*  Rolling Eyes 

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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Ter Jun 24, 2014 9:04 am

**Ora, Xysuke ainda morava aqui? Será que ele e Mokona finalmente 'andaram' com sua relação?, queria conversar com ele mais tarde, mas como ele foi atender um novo hóspede, achei melhor voltar pra dentro, vou dar uma vasculhada nos quartos pra ver se encontro alguém**

Harima: hmm...tudo tão tranquilo, isso é anormal, depois de tanta coisa acontecer, calmaria demais chega a ser tedioso.

**subo as escadas, o velho corredor dos quartos ainda tem aquela brisa suave do início do inverno (minha estação favorita!) e indo em direção ao meu quarto, reparo numa porta entreaberta**

Harima: oooi, alguém ai?

**sem resposta**

Harima: ora, se me lembro este quarto é da...

**Entro no quarto, está vazio, mas com a janela aberta, a decoração e tudo o mais ainda estava ali, até alguns presentes dele estavam ali, ele ficou feliz, pois faziam muitos anos que não se viam, vou até a janela, me debruço e olho para fora, e mesmo sem ninguém por perto, converso sozinho**

Harima: Ling-chan, sempre gostei da vista do seu quarto... Mas você continua desatenta, sair e deixar a janela aberta assim, alguém pode subir pela árvore...hunf...

**apreciando a vista**

____________________________________________________________________________________________________________

Hikaro: ué, tem alguém na porta...

** Xysuke chega antes para atender, ele também vê Mokona chegando perto dele para falar algo, mas parece que desistiu, então ele se aproxima pelas costas dela, se aproxima e sussurra **

Hikaro: Não se preocupe, Moka-chan, daqui a pouco vocês conversam. :)

______________________________________________________________________________________________________________

** Shujji repara que não havia ninguém no onsen, então, decide que era a hora de um banho, mas ele ainda tinha uma dúvida, claro que só pensou nisso depois que já estava nas termas **

Shujji: será que eu mudei a placa de Feminino para Masculino? reparei que o onsen masculino está com problemas, acho que estão reformando, ah deixa pra lá, se já viram, não vão se assustar, se não, não sabe o que é.

**relaaaaaaaxa e dorme*

______________________________________________________________________________________________________________

**Daphne, mais saltitante que lambari de sanga, continuava a vasculhar o anexo abandonado**

Daphne: com certeza deve ter mais coisas como a que eu achei, só preciso procurar com atenção, já sei! Vou fazer o caminho inverso, vou correndo ao 3º andar e vou descendo, assim minha busca termina na saída!

**Daphne corre desvairadamente escada acima, no 2º lance de escadas, um degrau se quebra**

Daphne: aaaaaaai!

**Mas ela apenas prendeu a perna**

Daphne: Droga de degrau velho, melhor eu ir andan... o que é isso? Estava dentro do degrau, será que caiu aqui? Uma aliança, bem bonita por sinal... ainda está nova, brilhante, mas as inscrições estão velhas, gastas, ah mas é tãaao bonita! Vou usar e mostrar para o Hari-nii! Hora de voltar!

**Sai do anexo, não fecha a porta e vai em direção a pensão**

Daphne: meu braço está meio dolorido...
____________________________________________________________________________________________________

Continuem!
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Qui Jun 26, 2014 10:19 pm

Apenas um sorriso no canto da boca - Provocativo.
Seu corpo parecia querer descrever o que sentia... Queria falar...
Suas palavras poderiam sair tremidas...
Mas, o que ela poderia fazer, ao encontrar aquela figura que amava...
Incondicionalmente?


- Harima... - Aquelas palavras saiam como sussurros, seus lábios carnudos ainda revelavam o poder de sua sedução. Enquanto ela se aproximava, entrava aos poucos dentro do quarto e ligava aquele velho toca cd's. Não houve mais condições dela falar apenas, demonstrar o que sentia ao bater a porta do quarto e trancar os dois ali dentro.


Sua pequena apresentação, nostálgica, lhe rendeu um suspiro de alívio e um misto de desespero. Lana sorriu, com lágrimas nos olhos, correu na direção de Harima e o beijou como se o mundo fosse acabar naquele dia. Ali mesmo foi arrancando a roupa de seu corpo, sem conseguir respirar direito, o jogou na cama e então...

...
...
...

Off: O que se passou depois no quarto da Ling... Ou o que sobrou dele no final de todo aquele ataque violento advindo de matar a saudade de Lana... Fica para o próximo post... huhuhuhuuhuhhu...

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Xysuke
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Qui Jun 26, 2014 11:19 pm






Willam Boner: Interrompemos nossa programação normal para um comunicado urgente.

Os provedores de internet de todo o planeta acabam de comunicar um estado de calamidade a nível global em suas redes de comunicação.


Aparentemente, o tráfego mundial de internet acaba de atingir picos inimagináveis de intensidade. São bilhões de pessoas, isso mesmo, bilhões de homens e mulheres, acessando a internet enlouquecidamente ao mesmo tempo. Isso está causando superaquecimento nos equipamentos de internet, congestionamento nas redes e inundação de tráfego.

As causas exatas ainda são desconhecidas, mas especialistas no assunto suspeitam que o problema está relacionado a um misterioso site publicado na web cujo endereço é http://hinata.forumeiros.com.

Aparentemente, uma informação muito importante, envolvendo a intimidade de um casal que há muito tempo não se via, foi divulgada recentemente nesta página web, e isso atraiu a atenção de bilhões de pessoas, que compartilharam o ocorrido com todos os seus contatos nas redes sociais, e congestionaram os servidores.

Voltaremos a qualquer momento, com mais informações.

*Música de encerramento do plantão*

#########################################################################################


Enquanto isso, na recepção, acontecia algo semelhante a isto...



Enquanto Xysuke era deixado no vácuo por Ryujin, ainda com a mão estendida pra ele, esperando que ele respondesse sua saudação, ou simplesmente decidisse ignorá-lo de vez (qualquer um dos dois era melhor que um atrofiamento e uma necrose no seu braço, por ficar tanto tempo parado), ele resolveu observar as coisas que aconteciam ao redor, com os outros pensionistas.

Mokona havia descido as escadas de sopetão, depois do seu banho....

- Droga, perdi a chance de convidar o Ali pra dar uma espiadinha  a2 

Ela parecia feliz e radiante, como se tivesse tido uma grande e genial idéia, ou uma epifania. O que seria? Ela parecia querer falar com ele, mas se conteve ao vê-lo dando atenção ao novo colega.

Harima havia subido. Será que foi em direção ao quarto de Lana para eles...sabe como é...tirarem o atraso?





Fazia muito tempo que a pensão não tinha algum movimento assim. Enquanto observa a movimentação ao redor e espera que Ryujin olhe pra ele, Xysuke vê o próprio braço, ainda levantado, e percebe que não sente mais nada do ombro em diante.

- Hm...se isso continuar, pode ser um problema u.u'....vou ficar que nem o tiozinho indiano aquele...

Xysuke observa Hikaro chegar e dizer algo pra Mokona. Então, ele se dá conta de que não tinha visto Shuuji e Daphne ainda. Será que também estavam de volta?

A JORNADA CONTINUA...

##################################################

Trazemos de volta para vocês o quadro mais inútil da pensão...

----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
MOMENTO EDUCATIVO DE XYSUKE, CAPÍTULO............sei lá eu a quantas anda essa porra xD
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------



O indiano de quem Xysuke fala, no caso, é Sadhu Amar Bharati, devoto seguidor de Shiva que, insatisfeito com uma vida confortável em um país onde a maioria vive na pobreza, e com a ligação que tinha com as coisas materiais, resolveu abandonar seus bens, viver como um mendigo e manter o braço levantado por mais de 38 anos, em um sinal de protesto e devoção ao seu Deus. Isso causou atrofiamento dos músculos e calcificação das juntas.

E tem gente que reclama se ficar muito tempo se segurando na barra de cima dentro do ônibus  a21
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Harima Kenji
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Sex Jun 27, 2014 4:14 pm

** Harima fora pego de surpresa, finalmente depois de tantos anos, entregue ao amor e ao desejo, matando a saudade outrora grande, agora transformada em alegria, apesar de estar em quarto alheio Very Happy**

**Vou deixar os cometários do que aconteceu para a Lana :)**
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** Não vou movimentar o hikaro agora pq ele está esperando a ação da Moka ou Xy-san **
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**Shuuji dormia relaxadamente nas termas quando sentiu uma pontada no pé, que o acordou**

Shuuji: Aaai! ué, o que foi isso?

**A água da piscina começa a descer, no ímpeto de sair das termas, ele tenta chegar na borda, mas ela se solta, e ele vai junto com a água**

Shuuji: waaaaaaaaa!

**A onsen está seca, com um buraco no meio dela**

Shuuji: Nossa! tem um subterrâneo embaixo do onsen! isso deve ter sido coisa da kaolla-san! vai dar o maior trabalho pra consertar e colocar água aqui de novo!

**Shuuji tem um lapso**

Shuuji: ué, cadê minhas roupas?

**Mal sabia ele, mas estava olhando tristemente para o buraco vendo sua camisa, ultima peça visivel, caindo no buraco, se sumindo com o resto de água que escoava, o que lhe fez ter a incrível dedução...**

Shuuji: M&rd@! Eu estou nu no onsen seco! (trava lingua, ha!)

**Se ele tivesse ficado quieto tudo bem, mas o alarde da água e seus berros não iriam passar desapercebidos, e ele começa a ouvir uma certa movimentação em direção ao onsen**

Shuuji: Preciso me esconder, mas onde? waaaaaaaaaa!
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Daphne: aaai, meu braço realmente está pesado, o que tem esta aliança, chumbo? o que tem bonita tem de estranha...

**Ao entrar na pensão, ela topa com um novo hóspede, além de Xysuke, Mokona e seu irmão, mas por algum motivo, sentiu um impetuoso e incontrolável desejo de estar perto de Xysuke (plz, mokona-san! dont kiil me, its good for you on the end, i promise! Onegai!), ela era uma mulher agora, e de fato ele não era tão mal ass...**

Daphne: o que estou pensando? ele já tem a mok...**lingua travada**..gah...gah....gaaah...**olhar maléfico** ele tem... a mim!

**senta-se e puxa Xysuke, que estava olhando, a movimentação, e diz:**

Daphne: diga pra mim, eu sabia que meu irmão tem saudades da esposa, mas já que eles não se veem e o tempo é longo, ele resolve investir na mulher do amigo? nunca confiei no meu irmão tanto assim, mas é só por comentar...

**Levanta-se e sai**

Daphne: ele vai dizer que não tem nada a ver, mas a semente está lançada, eu vou dividir... e conquistar!

**Sua aliança estava negra, não mais dourada, mas sua aparência logo se normalizou**

Daphne: hmmm, hora de comer um lan...

**Barulho vindo do onsen**

Daphne: ué, que estouro foi esse no onsen?
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Continuem!
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Ali Al-Said Samir

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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Seg Jul 07, 2014 9:51 pm

*Eu, Xysuke e Seta continuávamos consertando o avião, seguindo as orientações de Seta, enquanto Xysuke contava um pouco da história da Pensão. Quando ele falou em Harima, uma sombra de tristeza passou por meus olhos; da mesma forma que eu havia tentado matar Edu Az quando estava sendo controlado por meu irmão, eu também tentara matar Harima.

*Flahshback*

**Uma quantidade de armas absurdamente grande vão ao ataque de Ali, juntamente, Harima, com a força do Seika-No-Itten prepara seu golpe para logo após o ataque, as armas se chocam..**

Harima: LANA! ONDE VOCÊ ESTA!? STAR REVOLUTION!!!

*A poeira começa a abaixar, e só então Harima nota que eu não estou mais lá, mas sim atrás dele, no alto; no último instante, consegui aparar seu ataque e saltar, mas os resultados não foram muito bons.*

Ali(Pensando): Este último ataque foi perigoso... como pode alguém ter tanta energia no corpo? E quem será esse "Az" de quem ele falou...? Mesmo com a cimitarra, muito de seu golpe me atingiu... Se tivesse me acertado em cheio, eu estaria morto! Preciso acabar com ele...

*Hesito por um instante, mas então algo me ocorre. Minha cimitarra descreve um novo arco, de cima a baixo*

Ali: Harima! Não vou perder para você... mas irei privá-lo da vitória! Saiba apenas que meu próximo ataque será usando exatamente a sua própria força! O desfecho deste combate... será pelo seu golpe! STAR REVOLUTION!!!

*Eu desfiro meu golpe, redirecionando toda a energia que minha cimitarra havia absorvido de todos os ataques de Harima, mas o ataque concentrado é direcionado não a ele, e sim à torre onde estávamos, há aproximadamente quinze andares de altura. Quando a lâmina atinge a parede, toda a torre simplesmente vira poeira instantaneamente com o impacto, e esses escombros desabam como se o prédio houvesse sido implodido. Não apenas a torre, mas parte do palácio também desaba, fechando o acesso a muitas câmaras. Eu estou flutuando em cima do meu tapete mágico, vendo o que sobrou da torre.*


*Fim do Flashback* (obs.: Esta foi a última aparição  do Harima, lá na aventura de Israel)



*Ele havia desaparecido depois de nossa luta e, apesar de procurarmos nos escombros quando toda a crise passou, não encontramos sinais de que ele houvesse sobrevivido. Eu ouvia as palavras de Xysuke com um misto de tristeza e culpa, quando de repente sinto uma presença e uma voz familiares; olho na direção dessa voz e é então que eu o vejo: Harima!

Harima: Oooooooi! Ore wa Harima-san desu!

*Eu nem posso acreditar no que vejo, e antes que eu possa entender, Harima entra de novo na Pensão e logo é "arrebatado" por Lana (essa parte eu não vi, mas sentia a presença dos dois em seu quarto). Ao mesmo tempo, ouvimos outras pessoas na Pensão e na porta, Xysuke pede licença e vai atender. De minha parte, eu ainda fico um pouco "estuporado", até que Seta toca em meu ombro*

Seta: Sei que alguma coisa lhe preocupa com relação ao Harima-kun, mas pelo visto não é uma boa hora para falar com ele.
Ali (sorrindo): Tem razão. Seja como for, é bom ver que ele está vivo, e com certeza está muito melhor que nós dois... hehe.
Seta: Ok, vamos trabalhar então, que este avião não se conserta sozinho! Força, só mais um pouco e terminamos!

*Voltamos a trabalhar no avião, mas uma outra coisa ainda me preocupava: além dos Kis de Harima e sua família, eu havia sentido uma outra presença, bem diferente... será que era a de um ser humano? Eu sabia que ali na Pensão haviam todo tipo de seres, mas aquela presença não parecia ser familiar à Pensão. Seria um amigo ou... uma nova ameaça?*

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*Muito longe dali, em um lugar que nenhum de nós sequer podíamos imaginar, dois pequenos "imps" se ajoelhavam diante de uma figura sinistra que estava sentada em um trono de pedra.*

imp1: Meu senhor, pelo visto os boatos são verdadeiros, a Cimitarra Sagrada foi destruída.
imp2: Sim, ela estava sendo protegida pelo Avatar humano, o atual Cavaleiro das Arábias, mas pela manipulação de seu rival, o Avatar e a encarnação do Anjo Vingador se enfrentaram... nenhum dos dois morreu, mas o resultado da luta foi a total destruição de Zulfiqar, a Cimitarra Sagrada.

*A figura sinistra colocou uma das mãos no queixo e ponderou um pouco.*

?????: Onde está o Avatar humano, neste momento?
imp2: Ele foi para o Japão, acompanhado de uma pretendente.
?????: A garota que eu amaldiçoei, acredito...?
imp2: Não, aquela que os humanos chamam de Xai Xeng.

*A figura sinistra solta fumaça pelas narinas, mas parece estranhamente calmo.*

?????: Sem a Cimitarra Sagrada, o Avatar não é uma ameaça a mim ou a meus rivais... mas eu não sou tolo de subestimá-lo. Quero que vocês dois vão pessoalmente vigiá-lo. Mas não se aproximem dele mais do que alguns quilômetros se prezam suas existências... mantenham-me informado sobre os movimentos dele e de qualquer um que ele encontrar.

*Os dois fazem uma reverência, ficam invisíveis e voam para longe. O ser se recosta em seu trono e acaricia os pêlos de seu cavanhaque.*

?????: Ali... há quanto tempo não o vejo... será que devo brincar mais um pouco com sua pobre e infeliz existência, servo de Deus...?


*Ele descobre um espelho e, dali, consegue ver a minha imagem, consertando o avião. Se ele pudesse, um sorriso apareceria naquilo que ele chama de rosto.*

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*De volta à Pensão, onde nem sonhávamos com o perigo que nos espreitava, Talim, Sarah e Haruka retornavam à onsen, ainda enroladas em suas toalhas. Haruka com uma voz um tanto zangada dava bronca nas duas*

Haruka: Se não fosse a brincadeira de vocês eu não teria derrubado meu cachimbo na água.
Sarah: Desculpe, Haruka-san... mas ainda bem que a Kaolla instalou esse dreno na onsen, podemos procurar nela seca ou no buraco de drenagem que vamos encontrá-lo.

Talim: Isso mesmo e... Hã?! Tem alguém na Onsen! E é um homem estranho e sem roupa! Deve ser algum tarado! Deixa ele comigo!
Haruka: Ué, mas aquele ali não é o...

*Antes que qualquer um possa dizer ou fazer qualquer coisa, Talim já vai logo atacando Shuuji, que tentava se cobrir. Ela saca suas adagas e desfere um golpe*

Talim: KILLER WIND!!!

*O ataque de Talim voa na direção de Shuuji e provoca uma explosão, um barulho tão alto que todos na Pensão escutam e sabem da onde veio.*


Continuem...

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Harima Kenji
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Ter Jul 08, 2014 9:20 am

**Só um comentário muito OFF, postar aqui ao som de Glasgow Kiss - John Petrucci, é no minimo, épico, ainda to vendo uma música que combine mais com o momento do que essa! Vale o som!**



**Após um momento um tanto quanto 'intenso', e um descanso, é claro, Harima resolve dar uma descida e para ir até a cozinha, então ele vê...dentre todas as pessoas do mundo, o tal de Ali, que já fora um inimigo, ali(há!), sentado na sala, Harima com certeza não estava a vontade, mas quisera ter se controlado mas não conseguira, seu ímpeto foi mais forte e antes mesmo de eles se levantarem para consertar o tal avião Harima já estava com um pé no sofá e outro no pescoço de Ali**

 Mad 

Harima: O QUE VOCE(coloque bastante ênfase nesta palavra) FAZ AQUI?! E me de um bom motivo pra eu não te arrebentar....
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Hikaro: Harima! O que está fazendo! Você tá maluco! Se ele está aqui deve ter mudado! Olhe o que está fazendo!

Harima: Saia daqui Hikaro!

** Hikaro tenta apaziguar os ânimos, mas não está tendo muito sucesso, todos sabem do gênio difícil do Harima **
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** O golpe de Talim com certeza lhe rendera alguns cortes, mas em detrimento da porrada faz tempo que ele tambem não passava por esta situação e começa a rir, até que se esquece de sua condição nudista e ri sozinho**

Shuuji: HAHAHAHAHA! Eu tava com saudade disso! Escuta, eu não te conheço, mas pelo visto tem um tipo de dreno ai embaixo que estourou, e minha roupa foi junto, ou você me empresta a sua toalha e me mostra o que tem aí embaixo (uh la la), ou alguém busca as minhas roupas, fazendo o favor, aí eu saio de boa.
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**Reparando que fora Shuuji o 'problema' do onsen, Daphne resolve voltar a sala, mas antes ia no andar de cima, em seu quarto, buscar algo pra arrumar seu cabelo, que estava um mafuá(giria de bagunçado), no seu quarto,(o agora descrito ocorre em segundos) começa a sentir um mal estar fora do normal, seu anel, negro novamente, estava mais quente, quase entrando em fase de derretimento, seu corpo, agora dominado pelo medo, tentava retirar o anel a todo custo, e em seu nervosismo, nem lembrara de outras pessoas na casa, seu corpo se tornava vermelho, como o ferro em momento de fundição, mas não sentia dor, e em um súbito momento, POOOOOF! Daphne literalmente vira fumaça,o anel cai no chão, suas roupas também, e ela se mistura com a brisa da rua, podendo estar em qualquer lugar, porém aparentemente ela materializou-se novamente, tinha consciência e tato, mas estava aparentemente presa dentro de uma grande caixa escura, havia apenas uma tocha acesa e um medo gigante**

Daphne: Que loucura é essa!? Minhas roupas! Onde estou? preciso achar a saída logo...

**Ao pegar a tocha, e vasculhar o local, nota que não pode sair dali, não pelas próprias forças**

Daphne: eu achei que só existia um, não uma sala cheia deles, as mãos do macaco! Se eu me mover, ou desejar sair daqui, me verão como mestre e estarei morta, com certeza, o que eu faço?!

** MOMENTO EDUCATIVO DO HARIMA, QUE COPIA DESCARADAMENTE DO XY E NAO TA NEM AI PRO COPYRIGHT **

A mão do macaco é uma conto que brinca com os desejos humanos, e como pedimos sem medir as consequências, basicamente, a história conta sobra uma familia que recebe este 'amuleto' que concederia 3 desejos, eles precisavam de 200 libras e então pediram para a mão do macaco, no outro dia, seu filho que era militar, fora morto em combate e como ajuda de custo inicial a familia recebe... 200 libras, arrependidos, eles pedem seu filho de volta, na mesma noite, ouvem resfolegos e portas batendo, com medo de que seu filho tivesse se tornado um morto vivo, eles pedem que tudo suma e a mão volte para onde veio, então só sobra o silêncio.

Quem viu XXX Holic sabe também que tem um episódio sobre ele e os perigos que ele traz, por isso Daphne não pode desejar nada aí dentro! E ninguém faz nada sem desejar fazê-lo antes!

É isso aí, continuem!
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Ali Al-Said Samir

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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Ter Jul 08, 2014 2:43 pm

OFF: Me desculpem "pular a vez", mas já que o Harima postou desse jeito acho melhor dar continuidade; à propósito, a música adequada para a primeira parte deste post é esta:


ON:

*Eu e Seta praticamente havíamos acabado de consertar o avião, então resolvemos fazer uma pausa até o retorno de Xysuke; ele então me convidou para sentar no sofá da sala e beber outro chá. Seta fumava tranquilamente e eu bebia meu chá, quando de repente o inesperado aconteceu: eu consegui prever o golpe, mas ao sentir o Ki de quem atacava, simplesmente não reagi, e Harima me derrubou no chão, pressionando meu pescoço com um dos pés e me ameaçando mortalmente com as mãos.*

Harima: O QUE VOCE(coloque bastante ênfase nesta palavra) FAZ AQUI?! E me de um bom motivo pra eu não te arrebentar....

*O pé de Harima na minha garganta doía; sua força era incrível, comparável à do próprio Az... e talvez maior do que a minha. A cicatriz no meu braço, resultado do  Star Revolution que ele havia disparado contra mim muitas semanas antes, também doía. Mas nada doía mais do que meus pensamentos, a lembrança de que aquele homem inocente, que eu quase matei, estava ali me atacando, era como a punição que eu merecia por tudo que havia feito, ainda mais por eu não fazer ideia de tudo que Harima sofrera por minha causa (e de meu irmão). Mesmo que eu pudesse falar com seu pé pressionando minha traquéia, eu havia decidido entregar minha vida ao meu destino. Era aquela a vontade de Alá? Que eu morresse pelas mãos de uma de minhas próprias vítimas? Teria eu sobrevivido a tudo aquilo, apenas para encontrar meu destino final no Japão? E que eu não pudesse redimir meus erros e consertar Zulfiqar? Se essa era a punição escolhida por Alá...*



Ali (pensando): ...seja a Sua vontade, ò Supremo e Verdadeiro Cádi (juiz)...

*Eu não reagiria. Se era o destino de Harima me matar, que acontecesse. O ar começava a acabar em meus pulmões e obviamente não conseguia inspirar mais. Seta apenas olhava a cena e fumava tranquilo. Ele deixaria que sangue fosse derramado ali na Pensão?*

Seta: Não sei o que houve entre vocês dois, Harima-kun. Mas tem certeza que é isso que você quer fazer? Ali já poderia ter reagido e contra-atacado facilmente, mas está deixando que você o ataque. Pretende realmente atacá-lo dessa forma covarde?
Ali: ...

***

*Enquanto isso, na Onsen, Talim se espantava por Shuuji ter sobrevivido a seu Killer Wind com apenas alguns arranhões. Ela se pôs em guarda, até que ele cometeu um erro e falou o que não devia.*

Shuuji: ...minha roupa foi junto, ou você me empresta a sua toalha e me mostra o que tem aí embaixo (uh la la)...
Talim: ...!!



Talim:... vou te matar.


*Talim não escutou mais nada, e o vento à sua volta começou a soprar MUITO forte em toda a região. Haruka pressentiu o perigo, ela já tinha visto aquilo acontecer no passado, então pegou Sarah e a arremessou pro telhado da Pensão*

Haruka: FUJA DAQUI, SARAH!! Vá procurar o Ali, só  ele vai conseguir acalmar a Talim se eu falhar!



* Um turbilhão se formou na Onsen; Talim apontou suas adagas contra Shuuji, enquanto Haruka tentou impedí-la, mas sem conseguir se aproximar por causa da força do vento; do alto do telhado, Sarah e Kuro (a gata de Kanako, que havia aparecido ali do nada) observavam tudo, enquanto um verdadeiro tornado se formava em volta da Pensão.*



Haruka: Talim-chan! Pare!!!
Talim (apontando uma adaga para o meio das pernas de Shuuji): Alguma última palavra antes de eu fatiá-lo em pedaços, sahib hentai...?
Haruka (pensando): Droga.... esse pesadelo de novo... será que veremos novamente o poder da Xai Xeng liberado...? Eu sei que Shuuji tem poder o bastante para enfrentá-la e talvez até sobreviver, mas desse jeito a Pensão inteira será destruída de novo! Preciso acalmá-la antes que seja tarde demais...




Continuem...

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