Pensionato de loucos... você entra e viaja nas mais loucas aventuras criadas por nossos consciêntes! Baseado na história original de Ken Akamatsu ~ LOVE HINA XD Divirta-se!
 
HallInícioFAQBuscarMembrosGruposRegistrar-seConectar-se

Compartilhe | 
 

 Em busca das armas sagradas

Ir em baixo 
Ir à página : Anterior  1 ... 7 ... 11, 12, 13, 14, 15  Seguinte
AutorMensagem
Akane
Finalmente Adolescente o/
avatar

Peixes Cavalo
Número de Mensagens : 65
Idade : 16
Localização : Atualmente Pensão Hinata
Emprego/lazer : ...
Humor : ...
Data de inscrição : 16/01/2008

MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Qui Abr 02, 2015 8:13 am

"Tudo que Akane não queria era ser um peso para os dois rapazes que a estavam protegendo naquela parte do labirinto. Tanto Shuuji quanto Harima pareciam poderosos, e ela era uma simples humana inútil. Ela procurava fazer tudo o que eles pediam, e fazia seu corpo fraco chegar ao seu limite correndo dos vermes, tentando ficar longe dos ataques inimigos. Suas pernas já não aguentavam mais, e seu coração parecia que sairia pela boca a qualquer momento. Mas ela estava ali, aguentando ao máximo.

A cada passo, a cada esquina, Akane sentia aquele formigamento na sua nuca aumentar... o que será que era aquilo? Sentido aranha? Só se ela tinha virado mulher pulga, pois era assim que se sentia, uma total inútil. Algumas lembranças de sua vida passada vinham, como fragmentos de um sonho. Sabia que tinha sido uma guerreira, mas não lembrava de nada... nem luta, nem magia, nada...

Mas esses devaneios tiveram que ficar de lado, pois eles encontraram outro inimigo, mas dessa vez era uma mulher. Aquela mulher e Harima pareciam se entender, falavam de uma escola de magia, e sobre poder. Mas a revelação dela pegou a todos de surpresa, principalmente Shuuji, que ficou desnorteado.

Maya: Meu nome é Maya Tsuki Kenji! Eu sou a sua mãe, Harima e Shuuji!

Harima iria lutar com ela, não importando o vínculo de sangue que possuiam, Shuuji não sabia o que fazer. A mulher então lhe deu a resposta, mesmo antes de ele lhe perguntar se ela era boa ou má...

** Uma flecha mágica atravessa o peito de Shuuji, com uma baforada de sangue, ele tonteia e segue para o lado, olhando cético para sua mãe que o atravessara com uma sagita. **

Akane: - Não!!! - Ela vê Shuuji ser atingido por um raio, vindo daquela mulher, que falava e explicava coisas a Harima, que estava mais consternado que todos ali. - Desgraçada!! Maldita! - Akane estava morrendo de ódio dela.

Que mãe faria algo daquele tipo? Mesmo sua mãe, uma sucubus, tinha preferido ficar presa nas mãos dos piores demônios a entregar a própria filha... Ah sim! Sua mãe... (flashs da mãe de Akane surgem em sua memória)

A mulher olha bem para Akane e diz:

Maya: temos uma intrusa, meu assunto é entre eu e vc, Harima... Star Revolution!

Akane tem só um pensamento: "Se eu tivesse poderes para devolver essa magia, não precisaria morrer!" Mas não foi preciso fazer nada. Ela somente viu as costas de Shuuji na sua frente, fazendo-se de escudo para protegê-la do ataque da própria mãe.

Akane: - Shuujiiii-kuunnnnnnnnnnnnnnn - seu grito ecoa pelo lugar...

Shuuji ficou inerte no chão, aos pés de Akane, o sangue se misturando com a areia do lugar. Akane ajoelhou-se ao lado dele, tentando estancar o sangue do buraco em seu peito. Os pequenos dedos de nada serviam, sua inutilidade era irritante. Ela pegou de sua mochila uma toalha de rosto, que sempre levava consigo, e colocou no ferimento, instintivamente, querendo estancar o sangue.

Akane: - Shuuji não me deixe agora, por favor! - ela começou a tremer de desespero. Ele estava cada vez mais pálido. Ela sentiu os ouvidos zunindo, quando sua adrenalina chegou ao máximo no seu corpo, todo o seu organismo entrando em choque porque tinha certeza que nunca mais ouviria a voz de Shuuji, seu sorriso acolhedor, seu toque. Aquilo não podia estar acontecendo. Eles não podiam se separar daquela maneira. Minutos infinitos se passaram, e Akane sentiu como se algo quebrasse dentro dela.





Agora ela ouvia vozes de todos os lados, viu-se em um precipício na beira do que parecia um vulcão. Atrás de si ouviu gritos e virou-se. Muitos homens a cavalo, com metade do rosto desfigurado, vinham em sua direção. Todos armados com enormes clavas e espadas. Ela sentiu que eles queriam matá-la e começou a correr precipício abaixo. Cuidando para não cair no rio de lava, ela corria com todas as suas forças, mas ria, como se estivesse brincando com eles, mesmo que estivesse fugindo deles. Em um determinado momento, ela escuta alguém gritar-lhe.

???: - Se entregue Princesa, não adianta correr de nós.

Akane: - Se eu me render, de que adianta eu ser a princesa do meu reino?

Aquela força de vontade surgiu dentro de seu coração. Muitas e muitas lembranças de sua vida como meio-demônio finalmente começaram a surgir. Ela tinha vivido como uma princesa de um feudo japonês, há séculos, escondida dos demônios que a queriam no inferno. Quando sua mãe havia sido presa, ela tentara salvá-la, mas sem sucesso. Ela era uma meio-demônio, e mesmo com o sangue de Lola nas veias, ela ainda sentia aquele poder. Lembrou-se do pingente que não deixava ela sentir as dores em seu corpo, e não o sentiu mais. Pois bem! Está na hora de eu tomar as rédeas de minha vida novamente!

Deixando o poder surgir novamente em seu corpo, Akane começou a brilhar e sentindo dores horríveis, ela deixou seu corpo crescer até onde precisava.



Agora ela conseguiria controlar-se, não era o momento para ter um ataque de nervos, com o amor de sua vida morrendo a seus pés. Se não conseguisse curá-lo, o levaria no colo até o fim do labirinto, iria com ele até o céu se fosse necessário, para trazê-lo de volta!

Para quem via de fora, Akane estava crescendo, até que suas roupas não aguentaram a pressão e rasgaram...



Seu corpo cresceu, mas suas roupas, não...

Shocked Razz

Akane: - Gomena-sai!!! - rápida como um raio, Akane abre a mochila de Shuuji e pega a primeira camiseta dele que acha, e faz um vestido improvisado!

hi




Akane: - Bem melhor! Agora, vamos ver o que podemos fazer... - Akane ajeita a cabeça de Shuuji em seus joelhos, enquanto sentada em seiza no chão. Acariciando sua testa, ela chama por ele. Seu cérebro analisando a situação e tentando descobrir uma forma de ajudá-lo. Ela vê o desespero de Harima, e lhe fala a idéia que teve naquele momento. - Harima-sam, pelo que parece tenho poderes de demônio novamente. Eu tenho um fator de cura altíssimo. Se eu acordar Shuuji, e fazê-lo sentir esse meu poder, será que ele consegue, pelo menos, estancar essa hemorragia copiando meu poder? Sei que ele está muito debilitado, mas acho que é a única opção que temos... Vale a pena tentar! - Ela olha para Shuuji e chama por seu nome. - Shuuji-kun, acorde, por favor... Shujji-kun...

_________________
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Lola Chan

avatar

Escorpião Cabra
Número de Mensagens : 39
Idade : 26
Localização : Tóquio
Emprego/lazer : Treinar no dojo
Humor : ¬¬
Data de inscrição : 23/06/2009

MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Sex Abr 03, 2015 5:18 am

Off: Sem mais delongas, desculpe o atraso. Cris... Sem palavras a criatividade do audiopost! hauahauha Very Happy
__________________________________________________________________________________

THE SNAKE


Resumindo a bagaça...

Após chegar naquele deserto, sendo "bem" recepcionada, Lola já estava sem a mínima paciência para nada nem para ninguém. O desafio do tal labirinto foi o fim da picada. Para ela aqueles testes eram brincadeira de criança sem ter o que fazer. Sua roupa estava amarrotada, seus cabelos negros soltos ao vento, sua cara mais fechada que o normal, qualquer pergunta idiota sem sentido a faria explodir em raiva. Ainda mais, porque sua filha estava com...

- Shujji... - Começa a sussurrar. - Encostar um dedo em Akane, eu arranco cada centímetro do seu objeto de prazer. - Ela trinca os dentes.

Aquela separação era o fim, sabe-se-lá Deus o que mais, veria de surpresa do nada. Depois de algum tempo enfrentando vermes, sua expressão ainda não modificava, parecia uma energia negra ambulante, decidida apenas a matar o que viesse pela frente. Ela observa o grupo de relance, e depois avista um cara de nome mais, estranho que sua postura "viadícia".

- Thul... - Ela deu uma leve risada e olhou para o mesmo a certa distância.

A batalha contra o monstro fora um horror, erros de sua parte e tentativas desesperada de acabar com aquilo de uma vez, e logo que tudo terminou, ela havia se tornado uma "ONI" enrraivecida.

- O ESTRUME DE GENTE! VAMOS TER UMA PEQUENA CONVERSA DE PERTO... - Ela urrava de raiva procurando Thul.

Como ele havia se escondido por um breve momento, enquanto batalhavam com o "bichinho", ela resolveu usar uma de suas técnicas.

- Se estamos no deserto... - Seu sorriso fora sarcástico.

Lola começou falar em uma língua diferente, seu corpo começou a vibrar, e uma energia a cobrir o seu corpo, seus olhos ficaram amarelados como de uma cobra. Ela começou a invocar o seu Kami. Lentamente aquele ser se manifestava. O sangue em seu corpo era nítido mas, era pouco. De repente de sua pele, começou a se desprender uma enorme serpente branca enquanto ela falava a língua das cobras.


Enquanto aquela serpente surgia, seu corpo começou a automaticamente se curar, mesmo que as feridas ainda estivessem ali. A cobra por fim se materializou, saiu de uma forma em traço de tatuagem, para uma forma real. Ela dava ordens a cobra para que o caçasse, ao mesmo tempo, milhares de NAJAS apareciam e se aglomeravam em torno da serpente gigante branca.

Tema da Serpente

Ela começou a caminhar lado a lado entre as cobras, de repente o rastreamento os levou a outro ambiente, as cobras disparam na frente, Lola as persegue, e chama o grupo os encarando enquanto corria. A grande torre começava a ser vista, mas, será que era aquela? O kami de serpente espiritual se guiava pela vibração espiritual da terra, por tanto quem utilizava dobras ou magia era rapidamente detectado pelo ser. A serpente ao final chegou em um local, parecido com um tipo de santuário, haviam imagens de "santos" hindus, logo atrás estava o local onde deveriam chegar.


- Lá está! - Ela aponta.

Thul ressurge como se estivesse com o rei na barriga. Cuspindo e nos parabenizando pelo grande feito em derrotar seu "bichinho", Lola saca sua Katana e o encara mortalmente.

- Só vou lhe dar um aviso... Qualquer movimento seu, você será paralisado instantaneamente, pois, olhe a sua volta...

Haviam mais de 500 najas ao redor de todo aquele pequeno templo. As cobras esperavam o comando certo. A serpente branca se ergueu mostrando-se maior que todas as presentes, as outras abaixavam a cabeça enquanto ela passava, Thul poderia ver o inferno nos olhos daquela serpente; Enquanto isso Lola removia suas sandálias, o encarando a distância.

- Xysuke, Mokona, Zhero... Eu vou ficar aqui e estripar essa bicha... Vocês passem ao meu sinal... - Lola não deixou ninguém pensar antes, disparou como um raio em direção de Thul que se defendia com suas dobras das cobras que atacavam. Um mar de sangue das serpentes começava a deixar marcas para todos os lados, Lola escorregou por debaixo de uma das pedras que Thul erguia, deslizando para dentro do templo, e uma luta mortal se iniciava. Ele se defendia como podia, mas, ela era rápida como os ataques das serpentes. - AGORA!

Havia um caminho ao fundo do pequeno templo dourado hindu, a serpente branca se aproximou do grupo deu uma volta em torno deles, como se estivesse ali para guiá-los.


Thul se defendia sendo pressionado pela espada de Lola em sua face, quase. Ele arregalou os olhos diante da força bruta dela, não conseguia dobrar nada daquele jeito, ainda que a tentasse ferir com alguns cascalhos grandes; ela urrava trincando os dentes para ele, aquilo o assustava.

- QUE TIPO DE MULHER É VOCÊ? - Ele gritou.

- O TIPO QUE ACABA LOGO COM BAITOLAS COMO VOCÊ! - Ela dá uma cabeçada na testa dele depois que ele havia feito um movimento que havia lançado sua katana longe.

Lola inicia uma série de golpes, estilo Krav Maga, iniciando uma série direto na cara dele, acertando em pontos vitais de seus movimentos. Thul não fica para trás, lutava mano a mano contra Lola sem parar, mas, parecia apresentar cansaço. Lola nitidamente parecia exausta, enquanto aplicava os golpes ela imaginava Akane, sua conexão de sangue a fez sentir o sentimento de uma perda, Lola arregalou os olhos, e distribuiu diversos socos na cara de Thul sem parar, os dois se embolaram caindo por cima dos cascalhos, ele não conseguia se defender, ela gritava enquanto tomava socos dele, seu rosto sangrava, pedras vinham de todos os lugares.

Lola não queria ter que usar aquele golpe, mas, ela o fez, sentou por cima do corpo de Thul e aplicou as "Sete picadas da serprente" que consistia em atacar os pontos vitais inclusiva parar o coração por cinco minutos. Suas mãos eram ágeis depois de muito lutar ainda no chão Thul se rendeu ao último golpe, o sétimo ataque ia diretamente ao coração. E isso o fez dormir por um tempo.

Exausta, ela se jogou ao lado no chão, olhou para o rosto pálido do homem. E logo se levantou se arrastando sentada até ele, beijando sua testa.

- Daqui a pouco você acorda... Obrigada por me fazer suar... - Lola se levanta rapidamente, toda suada.

Seu corpo havia perdido sangue demais durante aquele tempo, ela caminha dois passos, e cai desmaiada no chão.

Off: Se Lana ouvisse isso ia ter um ataque de TARA.  

TO BE CONTINUED...

_________________
"Não importa o quanto eu caia, eu sempre irei me levantar!"


"Sua vida não pertence mais somente a você, divida comigo, e terás meu poder." - Kami Serpente.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Makie-chan

avatar

Peixes Galo
Número de Mensagens : 46
Idade : 25
Localização : Atualmente Pensão Hinata
Emprego/lazer : Estudante / Ginástica Ritmica
Humor : Sempre de ótimo humor!! ^.^
Data de inscrição : 25/08/2008

MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Seg Abr 06, 2015 10:46 am

*Makie estava apavorada com aquela luta toda, sentia na pele pela primeira vez o medo de uma luta de vida ou morte. Ela já tinha participado de embates, mas nada naquele nível. Sempre achou que seria fácil ser a protetora dos fracos e oprimidos, mas agora olhando para Talim, viu que era apenas uma simples ginasta sonhadora. Elas estavam a mercê daqueles homens que as ameaçavam com facas em seus pescoços.

Ela sentiu-se pequena, frágil, desprotegida. Era um sentimento de impotência. Não era uma covarde, mas tinha plena consciência agora de que poderia facilmente morrer naquele lugar, e esse era um medo real. Morrer ou ver pessoas queridas morrerem, era algo que ela não gostaria de ver. Antes de Ali sair lutando, ela queria ter perguntado a ele se não tinha a opção de não lutar. De ele e aquele homem parar para conversar e chegar a um acordo. Se naquela torre tinha um sábio, por que todos tinham que lutar? Ou o homem era somente sábio nas artes da guerra e da luta? Lembrou-se das palavras de seu avô: Urubu que já foi Rei, perdeu tudo e se jogou no abismo... Hum... bem... não era bem isso...  Razz  Como era mesmo... O sol nasce, a bicicleta anda, o lobo uiva e o urso panda... hum Bem... ele falou algo sobre sabedoria, assim Makie acreditava que com uma boa conversa uma guerra poderia ser evitada.

Era isso! Conversa!

Makie: - Sabe moços, já que vamos ficar aqui aguardando o final daquela luta, eu tava pensando, que o universo é uma coisa incrível não é mesmo? Temos tantas infinitas possibilidades de ....  - E Makie foi falando, e falando e falando... Só que Makie falava em japonês, e para aqueles homens, saia mais ou menos isso: - Suco de cevadiss, é um leite divinis, qui tem lupuliz, matis, aguis e fermentis. Interagi no mé, cursus quis, vehicula ac nisi. Casamentiss faiz malandris se pirulitá, Nam liber tempor cum soluta nobis eleifend option congue nihil imperdiet doming id quod mazim placerat facer possim assum. Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer Ispecialista im mé intende tudis nuam golada, vinho, uiski, carirí, rum da jamaikis, só num pode ser mijis. - Os dois se olhavam e não sabiam o que fazer. Talim se segurou pra não rir, e resolveu entrar na brincadeira. Estava esperando uma brecha para se desvencilhar, pois ela podia detonar com aqueles caras tranquilamente. Problema era Makie, que não era lutadora, e poderia se machucar.

O homem que estava segurando Makie falou algo. Makie sem entender continuou falando. Talim ouviu o homem mandar Makie calar a boca. Ele pediu umas 3 vezes e o colega dele disse:

Capanga: - Ela não está tentando fugir, então aguente. Nosso mestre não mandou matá-las.

Makie olhou pra Talim que piscou pra ela, e mostrou o que ela deveria fazer para livrar-se das garras do capanga. Makie entendendo piscou de volta e disse:

Makie: - Sabe que eu tenho alergia a areia? Eu acho que vou... esp.... espiiii.... aaahhhhhhh tchou!

Quando ela fez o movimento de espirro, enfiou o cotovelo no estômago do capanga, sendo seguida por Talim, que nocauteou o capanga que a segurava. Foi verificar como estava Makie com o capanga dela, e ficou sem saber o que fazer!

Com o espirro misturado com o soco no estômago, o capanga, ao invés de soltar Makie, acabou se desequilibrando e caindo pra trás. No caos da queda, os dois acabaram se embolando nos cactus próximos de uma das paredes do labirinto. Eles tinham caído em um cactus alucinógeno do deserto... Sentindo-se tomada de espinhos de cactus, Makie foi perdendo os sentidos...




Abriu os olhos de supetão e viu-se em um deserto aberto. Não estava mais no labirinto? De repente uma música começou a tocar...



Ela então percebeu que os cactus estavam dançando com aquela música...



Shocked Very Happy Smile

Aqueles cactus dançando hipnotizaram Makie de uma maneira, que ela começou a dançar junto com eles...

Makie: - Eu não sabia que dançar isso seria tão divertido!!! kkkkkk



Depois de 2 horas dançando, Makie estava quase desmaiando...

Makie: - Eu acho que preciso parar... PRECISO PARARRRR!!!!



E no chão do labirinto, Makie se contorcia em frente à planta, que inerte, não entendia o que acontecia com aquela humana louca na sua frente...


_________________
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Mokona
Auxiliar da Gerência ^.^
avatar

Leão Cabra
Número de Mensagens : 514
Idade : 27
Localização : Pensão Hinata
Emprego/lazer : Dai Suki Tea House/Namorar
Humor : >.<
Data de inscrição : 08/01/2008

MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Seg Abr 06, 2015 2:05 pm

*Depois de terem destruído o último monstro, Mokona sentia que algo não estava bem com ela. Quando ela tentara entrar em contato com a irmã, tinha visto somente imagens borradas. Algo como um coelho, corações vermelhos, não tinha entendido nada. Mas essa tentativa parecia permanecer, como se a magia usada para entrar em contato com a irmã estivesse trancada, sem finalizar (processo ficou trancado, só que ela não é o windows para finalizar no Gerenciador de Tarefas ^^ºººº ).

Que outros perigos eles iriam enfrentar ainda? Será que já não tinham se provados dignos de subir na tal torre? Mokona tomou um pouco de água, e foi sentar-se próximo de um dos muros. Lola tinha saído ao encalço do tal Túlio, e agora ela podia descansar um pouco. Estranho ela cansar assim...

Ela estava quase dormindo quando sentiu algo se mexendo embaixo dela na areia. Como estava sonolenta não conseguiu ter um reflexo rápido suficiente para sair dali. Foi rodeada em suas pernas e braços por tentáculos espinhentos, que começaram a apertar e machucar sua pele. Aos poucos o monstro que a atacava foi se revelando.




Esse monstro era um pouco menor que um carro, e seus tentáculos agora se enroscavam em seu pescoço, na cintura, embaixo dos seios, rasgando a roupa de Mokona, que estava sem armadura naquele momento.

Mokona: - Xy-kun... das... ke... te...

Xysuke olha para onde está Mokona, escutando seu pedido de socorro, porém algo gravíssimo acontece, o que lhe deixa totalmente sem ação...





Zero ao ver Xysuke impossibilitado de ajudar Mokona, lança um feitiço no monstro hentai, digo, com tentáculos, que faz com que ele folgue os tentáculos de Mokona, que consegue se desvencilhar. Assim que ela recupera o fôlego saca sua espada e divide o monstro em muitos pedacinhos...

Mokona: - Mas que droga! Olha minha roupa! - Mokona estava com a roupa toda rasgada.



Xysuke que estava colocando papel higiênico nas narinas, se vira para verificar como Mokona estava, depois do ataque, e quase morre de hemorragia, novamente...

Like a Star @ heaven  Like a Star @ heaven  Like a Star @ heaven  Like a Star @ heaven

_________________
 
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Harima Kenji
Sub-Gerente e Sub-Chefe da Guarda
avatar

Libra Dragão
Número de Mensagens : 160
Idade : 29
Emprego/lazer : Programador / Professor
Humor : O de sempre
Data de inscrição : 08/01/2008

MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Seg Abr 06, 2015 4:12 pm

OFF-TOPIC: Hoje to com um pocket-post pro pessoal poder desenvolver a história e pq vou começar a interagir diretamente com a galera(ao invés de somente com os kenji), o que exige de mim posts mais diretos, de acordo com a ação do anterior :)

Narração Padrão:
** Harima acabara de passar por dois momentos de pura tensão, matara sua própria mãe e vira seu irmão ser atacado e talvez morto, nada poderia lhe causar tanta dor em tão pouco tempo, só de pensar em perder Shuuji ele já sentia o desespero tomando conta de si, seu poder mágico estava saindo do controle e ao presenciar a transformação de Akane em uma outra forma (mais graciosa por sinal, apesar do momento ecchi, se Lana estivesse aqui ela teria a atacado) Harima se afasta e percebe que Shuuji por pouco tempo recupera a consciência. **

Shuuji: cof... **cospe sangue**, a..akane? **sente um calor**, entendi...

Narração Shuuji:
** Fechando meus olhos, ainda bem que recuperei a consciência, pelo menos. Akane parece estar diferente, ela está com poderes antes desconhecidos, e vejo um deles pode me ajudar a me recuperar, apesar de que estarei usando a energia dela, e assim a recuperação será lenta, bem, vamos tentar utilizá-lo, só espero que ela não se assuste, nem me bata, e que a Lola esteja longe daqui... Já sei! **


Narração Padrão:
** Shuuji escreve de maneira fraca no chão uma forma de estrela com um círculo, e com a unha a a palavra 'attractio' **

Shuuji: Gostaria... que fosse... diferente, Akane-chan, gomene...

Narração Padrão:
** Shuuji toca a estrela com a palma da mão e uma força 'magnética' começa a atrair Shuuji e Akane de maneira absurda, Akane tenta resistir a força mas Shuuji relaxa seu corpo de maneira a ser carregado pela atração e então... **

OFF-TOPIC: Please! Toque a música antes de seguir!

























































Narração Shuuji:
** Me desculpe, Akane-chan, roubar um beijo não é a maneira que gostaria de expressar meu amor, mas fico feliz de poder estar nessa situação, apesar de tudo, você está me salvando, e eu lhe deverei isto eternamente. **


Narração Padrão:
** Aparentemente o mundo havia parado naquele momento, e nada mais havia ali entre eles, no beijo, uma luz azul envolve os dois e Shuuji sente suas feridas fechando e o sangue retornando ao seu corpo, porém se sentia fraco demais para caminhar, e não pode deixar de escapar uma lágrima enquanto se afastava um pouco e olhava de maneira terna para Akane, então ele diz, ainda fraco. **

Shuuji: obrigado por me salvar, mas para usar seu poder, precisei fazer algo a mais, desculpe Akane-chan. Pactio!

Narração Padrão:
** Outra luz mais rosada surge, desta vez cobrindo a vila inteira( ou seja, todos viram, mas só quem manja das magias sabe que rolou um pacto ali ), Shuuji e Akane levitam e ocorre algo como que um som de explosão, sem nenhum efeito, então ambos voltam ao chão e uma carta desce até cair nas mãos de Akane onde estava escrito, juntamente a sua imagem:  Charta Magistralis, Akane, virtus Justitia Amore, Gladius Flamma(espada flamejante) **

Shuuji: Você não é obrigada a ser minha parceira, mas era a única maneira de me fazer sobreviver.

Harima: Eu ainda estou aqui!

Shuuji: hari-nii?

Harima: Akane!

Narração Padrão:
** Harima lança uma magia de contenção em Akane, mas erra por pouco, sua pele(Harima) toma vários traços negros(a lá homem de ferro infectado pelo paládio), mas em um momento de lucidez, Harima ordena... **

Harima: pegue Shuuji e sai daqui, agora! Não vou aguentar muito tempo e perseguirei vocês até matá-los, vá com Lola e Ali e avise-os! Jáaaaaaaarggh!

Narração Padrão:
** Shuuji olha Akane como quem diz: 'é melhor irmos logo', mas não sem antes prometer a Harima que voltaria para salvá-lo, Harima fica completamente tomado por aquela linhas e olhando para o céu, diz: **

Harima: eu sou Harima Kenji, e eu serei o novo LifeMarker!

**E agora, Harima se corrompeu? Akane fugirá com Shuuji? e por quê Harima pedir para ela ir com Lola? Mais no próximo post! **
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Akane
Finalmente Adolescente o/
avatar

Peixes Cavalo
Número de Mensagens : 65
Idade : 16
Localização : Atualmente Pensão Hinata
Emprego/lazer : ...
Humor : ...
Data de inscrição : 16/01/2008

MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Qua Abr 08, 2015 1:11 pm

*Shuuji se mexia, mas não parecia nada bem. Cuspindo sangue Shuuji parecia ter entendido a transformação de Akane e agora usaria seu conhecimento para tentar curar-se um pouco. Ele usou magia, mas Akane não fazia idéia do que estava por vir. A magia simplesmente impeliu Akane até Shuuji, de forma que os dois tocaram os lábios. Uma luz forte rodeou os dois, e Akane muito vermelha, deixou levar-se pelo beijo, sentindo o gosto do sangue de Shuuji, e pedindo às forças do Universo que fizessem com que ele melhorasse a ponto de não morrer. Sentiu-se quente, feliz, em um mundo só deles. Os dois voltaram à realidade, olhando-se profundamente, o amor parecia ainda mais forte entre eles naquele momento.*


Shuuji: obrigado por me salvar, mas para usar seu poder, precisei fazer algo a mais, desculpe Akane-chan. Pactio!



*Agora sim Akane sentia a magia fluindo por seu corpo e alma. Os dois levitando em meio à uma luz ainda mais forte que a primeira, elevando o poder mágico ao nível máximo. Shuuji estava fraco, mas parecia que se utilizava do poder que reaparecera dentro de Akane. Daquela união de poderes, a Carta Pactio de Akane surgiu no meio do dois...*



*Ela segura a carta que flutuava entre eles, e sorri ao olhar para ela.*

Shuuji: Você não é obrigada a ser minha parceira, mas era a única maneira de me fazer sobreviver.

Akane: - Serei sua parceira mesmo sem carta nenhuma, Shuuji-kun! E cada vez que eu usar a carta, vou ficar igual ao meu corpo de quando eu era mais demônio que hoje em dia... kkkk Nossa, estou me lembrando de quase tudo!!!!

Harima: Eu ainda estou aqui!

Shuuji: hari-nii?

Harima: Akane!

** Harima lança uma magia de contenção em Akane, mas erra por pouco, sua pele(Harima) toma vários traços negros(a lá homem de ferro infectado pelo paládio)...**

*Akane se levanta em modo de combate, mas lembra que além de estar sem sua espada, não sabia se conseguiria lutar com Harima (nem se queria fazê-lo) e tinha que proteger Shuuji! O que estava acontecendo com Harima-sama? Em um momento de lucidez, Harima ordena...*

Harima: Akane, pegue Shuuji e sai daqui, agora! Não vou aguentar muito tempo e perseguirei vocês até matá-los, vá com Lola e Ali e avise-os! Jáaaaaaaarggh!

Akane: - Mas que drogaaa! - Akane pega Shuuji no colo e corre o mais rápido que pode. Esperava sinceramente que seu poder demoníaco aguentasse o tranco! Agindo instintivamente, pois não poderia dizer o que tinha de poder nesse momento, Akane sorriu a perceber que estava enxergando o raio X do labirinto, indo parar aos pés da Torre.





Que os outros chegassem logo, senão, seria uma carnificina...

_________________
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Akane
Finalmente Adolescente o/
avatar

Peixes Cavalo
Número de Mensagens : 65
Idade : 16
Localização : Atualmente Pensão Hinata
Emprego/lazer : ...
Humor : ...
Data de inscrição : 16/01/2008

MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Qua Abr 08, 2015 6:12 pm

OFF: A música é ótima, mas melhor ainda aos 1:42 huhuuhuhu



*Ao mesmo tempo no Inferno, um Incubus chamado Marbas, com seu ódio por ter sido derrotado por meros humanos, conseguiu derrotar alguns demônios de nível maior, e agora tomava conta de um dos círculos do inferno. Seu nome...

Ex Inferis...




E ele estava querendo voltar...

Marbas pensando, sentado em seu trono: "Akane... minha cara irmã... Você está viva... me aguarde... agora você não tem mais tanto poder assim, e sua mãe... bem... a devorei no jantar... "

AUHAUHAUHAUAHUAHAUHAUHAUAHUAH  Laughing  Laughing  Laughing  Laughing

Uma risada insana ecoa pelos 5 cantos infernais, e a porta do inferno, aberta sob o anexo da pensão vibra intensamente...*

_________________
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Ali Al-Said Samir

avatar

Capricórnio Porco
Número de Mensagens : 40
Idade : 34
Data de inscrição : 14/08/2009

MensagemAssunto: Batalha Terrestre   Dom Maio 17, 2015 1:20 am

BATALHA TERRESTRE

OFF: Todas as falas foram traduzidas do Árabe (exceto as falas da Makie)

ON:



*As lutas entre nossos grupos e os Dobradores de Terra (e convidados inesperados...) continuavam. Makie tinha total razão de ficar apavorada com aquela violência: a luta entre mim e Kalil era muito mais do que uma disputa de artes marciais, uma briga ou mesmo um duelo, como meu oponente dissera; aquilo era uma verdadeira guerra, e iria ficar muito, muito mais sangrenta. Os inúmeros golpes que trocávamos haviam devastado aquela arena, com ataques violentíssimos, explosões, terremotos, tempestades de areia e pedra. Eu e Kalil sangrávamos e suávamos; cada golpe que um acertava no outro fazia espirrar tanto sangue que manchava as paredes, chão e teto. Algumas vezes, no calor da batalha, nós deixávamos a Dobra de Terra "normal" de lado e partíamos para o mano-a-mano, trocando golpes violentíssimos, deixando nossos corpos duros como pedras; seres humanos normais que recebessem golpes assim seriam transformados em carne moída, uma vez que aquela técnica só era conhecida por Dobradores (embora existissem técnicas similares, como a Veste de Ferro Shaolin e o Sino de Ouro Wudang, além da tal Defesa Jurai de Az para proteger o corpo). Mesmo nós dois tínhamos um limite, e nossos corpos estavam pagando o preço por aquela agressão: ambos já havíamos fraturado alguns dedos e costelas; um dos meus olhos estava fechado de tão inchado que meu rosto ficou depois de um soco de Kalil, e nós dois estávamos bastante ofegantes, mas nem pensávamos em parar, a batalha estava apenas no começo. Mesmo assim, ficamos nos encarando à distância, em nossas posturas de batalha.*


Kalil: Você nem hesitou em lutar, quando eu disse que desejava um duelo até a morte...


Ali: Puf... e que escolha eu tinha? Você já foi logo me atacando e aprisionando as garotas, é claro que eu precisava me defender! Seja como for, por me atacar desta forma duvido muito que você queira um diálogo...


Kalil: Tem toda razão. O tempo para palavras acabou. He... e eu pensava que você seria mais covarde... só um covarde para ter se escondido durante tanto tempo, enquanto os Dobradores eram massacrados e extintos!


Ali: Então eu tinha razão... mais do que um teste para determinar se somos dignos de subir a Torre, este é um teste para saber se eu realmente sou digno de ser o Avatar. E também uma punição pelo abandono dos meus deveres. Não vou ficar me desculpando, Kalil, como você disse o tempo das palavras acabou! Venha!


*Kalil sorri, bate o pé no chão, levantando algumas rochas e as arremessa contra mim, que faço a mesma coisa, contra-atacando. Fazemos uma rápida troca de golpes à distância e novamente partimos para o corpo-a-corpo. Nosso estilo de lutar, diferente de outras técnicas de Dobra Elemental, envolvia ataques diretos e bloqueios, praticamente não havia esquiva ou desvio de golpes, caso um golpe atravessasse nossas defesas o recebíamos diretamente no corpo e tínhamos que suportá-lo com a técnica de Dobra de Terra que endurecia o corpo como rocha, caso contrário nossos ossos se quebravam e nossas carne e órgãos viravam pasta. Eu já havia estudado aquele estilo de luta anos atrás através de pergaminhos e conversas com minhas encarnações passadas; diferente do estilo que Gogo me ensinara, aquele estilo de Dobra de Terra era muito mais agressivo e contundente, e por isso mesmo nunca o praticara muito nem utilizara contra um oponente. E Kalil era provavelmente o maior mestre vivo naquele estilo, sua força física era maior do que a maioria dos mestres de artes marciais que já havia enfrentado, equiparável talvez à do lendário Hirokazu Otohime. Mesmo assim, o beduíno estava surpreso; à medida que a luta prosseguia, cada vez menos ele conseguia me acertar, e meus golpes estavam ficando mais difíceis de defender ou suportar. Bloqueio com a mão fechada um soco dele e, aproveitando o impulso, giro o corpo e acerto um soco com as costas da mão tão rápido em seu rosto que ele não consegue bloquear; mesmo resistindo com seus músculos e ossos duros como pedra, Kalil sentiu aquele golpe e não conseguiu se restabelecer a tempo para contra-atacar. Desfiro uma saraivada de socos em sua barriga que ele mal tem tempo de enrijecer o tronco para aguentar; sem conseguir tomar fôlego, Kalil começa a deixar sangue escorrer pelo canto da boca e, num ato de desespero, desfere uma cabeçada contra mim que mal posso prever e por pouco não consigo enrijecer minha cabeça o suficiente para suportar o golpe. Sangue espirra de nossas testas e recuamos, os dois ofegantes agora, mas não baixamos nossas guardas. Kalil me olha de cima a baixo, tentando encontrar uma brecha em minhas defesas; o que ele não notava, porém, é que enquanto seus olhos me observavam, os meus praticamente o dissecavam, estudando cada passo, cada respiração, cada pulsação, cada pêlo dele que se movia. Kalil começou finalmente a notar que algo estava muito errado.*


Kalil(Pensando): C... como é possível? Há alguns minutos a técnica dele não era assim tão afiada... O que está acontecendo? E... ele está ficando mais forte?! É esse o poder do Avatar?!?


Ali: Não, esta é a minha habilidade única.


Kalil (saltando para trás e ficando em guarda): Você... você pode ler mentes?!


Ali: Não. Independente do poder de Avatar e de meus esforços pessoais, eu não posso dizer que sou um gênio das artes marciais ou coisa assim, mas esta é a minha maior habilidade, que me torna capaz de aprender qualquer tipo de luta: a capacidade de leitura.


Kalil: Leitura?!

Ali: Eu posso "ler" o corpo das pessoas como se elas fossem um livro com meus seis sentidos (incluindo a intuição), adivinhar instintivamente seus movimentos e, às vezes, até mesmo o que elas estão pensando, como agora. Meu corpo e minha mente aprendem rapidamente qualquer técnica, estilo ou movimento que eu veja ou enfrente; por mais habilidoso que meu oponente seja, posso aprender rapidamente seu estilo e técnicas e contrapô-los. Adicionado à minha técnica pessoal e, principalmente, à minha experiência de combate, posso enfrentar e derrotar qualquer oponente; quanto mais uma luta demora, maior a minha chance de vencer. Você com certeza é um guerreiro forte, Kalil, mas não posso dizer que seja um oponente digno de me enfrentar.


Kalil: Ugh...!


Ali (pensando): Mesmo assim, minha habilidade de leitura tem suas falhas... só consegui aprender rapidamente este estilo de luta porque eu já havia estudado ele antes, e acabei tendo que sofrer muitos ferimentos no começo desta luta para me adaptar. O estilo de Kalil é muito imprevisível, em comparação com outros estilos mais tradicionais, uma vez que ele o desenvolveu diretamente no campo de batalha, enfrentando os vermes de areia e outros monstros, mas mesmo assim, é direto demais, como toda Dobra de Terra. Se Kalil fosse mais experiente e tornasse sua técnica mais difícil de ler, como um "certo idiota", ou se eu já não tivesse treinado isto sozinho antes, com certeza eu não conseguiria aprender sua técnica a tempo e talvez tivesse quebrado um braço ou uma perna antes de conseguir... meu olho fechado me incomoda e anula minha visão periférica, mas não preciso enxergar para estudar seu estilo. Devo acabar com esta luta nos próximos golpes.

Kalil: O fato de você aprender meu estilo rapidamente não quer dizer nada. Eu ainda sou mais habilidoso na Dobra de Terra e muito mais forte do que você!

Ali: Será?

Kalil: Seu arrogante!



*Kalil bate o pé no chão e um imenso bloco maciço se destaca; ele arremessa esse bloco contra mim, mas eu domino a areia sob meus pés e formo uma lâmina, cortando o bloco ao meio. Kalil ainda controla os pedaços e tenta me esmagar com eles, mas eu enfio as mãos nos dois pedaços, segurando-os, bato um contra o outro como se fossem duas imensas luvas de boxe e avanço contra ele, mas ele gira como um pião e entra dentro da terra, escapando do meu golpe. Kalil surge atrás de mim e tento atacá-lo com a "luva-bloco" esquerda, mas ele contra-golpeia diretamente a luva com seu cotovelo, despedaçando-a, e vem me atacar de novo com um chute, que eu defendo usando a luva direita que também se despedaça; percebo que aquela era sua intenção desde que jogara o bloco: me atacar diretamente. Kalil puxa ar, se preparando para dar o golpe mais forte de sua vida, avança e desfere um soco contra meu rosto. Desta vez eu não me defendo,deixo que seu golpe penetre diretamente na minha guarda e me atinja em cheio. O resultado não poderia ser mais imediato: Kalil sente os ossos da mão e do braço trincarem, os músculos estalarem e recua novamente, mordendo os lábios até sangrarem para não gritar de dor, enquanto eu nem mesmo pisquei.*


Kalil: O-o quê...? Eu atinji diretamente seu rosto! Mas como que eu fiquei mais machucado...?!

Ali (um fio de sangue escorrendo do canto do lábio): Como eu disse, já dominei seu estilo de Dobra. Enrijecer membros e corpo como rocha, atacar e suportar, mover-se e ficar parado como uma pedra. Para tudo isso é necessário ter um controle do Ki específico. Entretanto, quanto mais Ki o Dobrador tiver, mais eficiente será a técnica... e querer comparar nossos Kis é bobagem. Você realmente é mais forte fisicamente, mas ao liberar meu Ki para me fortalecer, eu ultrapasso em muito o seu nível. Enquanto você é uma rocha, eu sou uma montanha, e querer me atacar diretamente é como se jogar do alto de um rochedo, esperando atravessar o chão, para acabar se espatifando nas pedras.

Kalil: Cale a boca!


*Kelil avança de novo contra mim e novamente não me mexo, ficando imóvel como uma montanha. Ele novamente entra debaixo da terra como uma broca, sumindo de vista, e eu posso sentí-lo se movimentando sob meus pés, da mesma forma que antes.*


Ali (pensando): Vai usar a mesma tática de antes...?


*Levanto o pé, ameaçando atacá-lo por cima, mas antes que possa fazer isso a mão dele surge de dentro da terra e agarra meu outro pé, para em seguida me puxar para dentro do solo. Aquilo sim era novidade; embora eu já tivesse treinado a "técnica toupeira" com Gogo, nunca havia lutado diretamente dentro da terra. Pelo pouco que eu havia enfrentado dos Vermes de Areia, aquela tática era similar à estratégia que os vermes faziam, de agarrar sua presa com a língua e puxá-la para debaixo da terra, imobilizando-a. Embora eu não estivesse imobilizado graças à Dobra Elemental, estava difícil me mexer e lutar, e embora eu já tivesse aperfeiçoado o sentido sísmico (que me permitia "ver" qualquer coisa debaixo da terra), não era capaz de me igualar a Kalil, acostumado com aquilo há anos. Debaixo da Terra não conseguia ler seus movimentos e prever seus golpes, e desta vez sim eu estava apanhando pra valer. Sem poder prever com previsão da onde vinham seus golpes, só me restava suportá-los com a Dobra de Terra; se eu usasse meu Estado Avatar, poderia escapar dali facilmente, mas este era justamente outro motivo para eu NÃO fazer isso: apesar de ser uma luta até a morte, aquilo ainda era um duelo e eu precisava derrotar Kalil apenas com minha Dobra de Terra natural, para me provar digno novamente. Uma mancha de sangue começou a brotar na areia acima da onde estávamos lutando.*


***

*Enquanto isso, Talim e Makie enfrentavam os outros dois Dobradores de Terra que as aprisionaram; ou melhor, apenas Talim lutava, Makie havia se espetado com os cactos venenosos, era como se tivesse bebido suco de peyote (cacto alucinógeno) e estava literalmente "viajando pra lá de Bagdá". Os dois dobradores de Terra estavam esbaforidos e cobertos de ferimentos; o que se espetara junto com Makie estava zonzo, mas não tanto quanto a jovem, e o que Talim nocauteara já havia acordado e estava em guarda. Quanto a Talim, com suas adagas empunhadas, rangia os dentes como uma fera acuada, tentando proteger a si mesma e à Makie, que alterada pulava de um lado pro outro tendo alucinações (o que tornava o trabalho de Talim ainda mais espinhoso).*


Beduíno 1 (pensando): Que força... apesar da idade...!

Beduíno 2 (pensando): Então este é o poder de um Xai Xeng...? Não é à toa que Kalil pensa que pode derrotar o Avatar...

Talim: O que foi? Venham! Vou fatiar os dois!


*Os dois olharam sério para Talim, em seguida olharam um para o outro, fizeram um aceno de cabeça e, em seguida, se ajoelharam com as mãos levantadas.*


Beduínos: Nós desistimos.

Talim: Heim?! ^.^' lol!

Beduíno 1: Você já passou no teste, Xai Xeng do Ar. De qualquer forma, não era nem mesmo nossa intenção testar você até à morte... ou a sua amiga. Só de sobreviver ao deserto e ao labirinto, você provou ser digna de subir a Torre.

Talim: Se é assim, então por que nos atacaram? Aliás, como você não sofreu os efeitos dos espinhos como a Makie?

Beduíno 2 (um pouco vermelho): Bom, eu não me espetei tanto quanto ela e nós da nossa tribo... estamos acostumados com esse veneno e nosso organismo é mais resistente... além de quê, eu usei a técnica de Enrijecimento da Dobra de Terra para me proteger e quase não fui espetado, enquanto ela levou praticamente uma overdose e vai ficar assim por mais algumas horas. Quanto ao ataque, simplesmente nos defendemos quando você e ela nos acertaram.

Talim: Não precisaríamos ter feito isso se vocês não tivessem nos agarrado!

Beduíno 1: Só fizemos isso para protegê-las.

Talim: Nos proteger? Do quê?

Beduíno 2: Você logo verá. Embora eu prefira que não veja.


***



*Dentro da terra, eu apanhava como raramente havia apanhado antes. Era impossível me defender completamente, contra-atacar ou mesmo estudar o estilo de Kalil. No auge da dor, por um instante meus olhos brilharam, e eu quase liberei o poder de meu estado Avatar; fazendo um esforço sobre-humano, resisto a isso e faço a única coisa que posso: bato em retirada. Concentrando a Dobra nos pés, ergo uma imensa coluna de pedra debaixo dos meus pés e saio de dentro da terra, ficando a uma altura considerável do chão; estou muito ferido, com várias costelas quebradas, o braço esquerdo e a perna direita sangrando muito, além também do meu nariz quebrado. Trincando os dentes, endireito meu nariz (sentindo MUITA dor; felizmente, eu já havia passado por aquilo no passado) enquanto vejo Kalil saltar de dentro da terra.*


Kalil: Volte aqui, seu covarde!


*Kalil chuta minha torre de pedra, arrancando uma rodela e a coluna desaba; eu manipulo o pedaço em que estou e aterrisso suavemente, ficando em guarda mas com um braço segurando as costelas, ofegante. Kalil também está bastante ofegante, apesar de estar acostumado foi um esforço muito alto usar aquela estratégia. Eu mordi o lábio inferior e tomei uma resolução*


Ali: Já chega Kalil. Você venceu este duelo.

Kalil: O quê...?

Ali: Você já provou a sua força. Eu só poderia enfrentá-lo daquele jeito se usasse o Estado Avatar. No momento que precisei recuar, sinto que perdi moralmente este duelo. Eu falhei na minha missão, e não poderei subir na Torre. Só me resta esperar que meus amigos vençam seus desafios.


*Kalil me olha espantado. De repente começa a rir. E então cerra o punho com tanta força que gotas de sangue caem no chão.*


Kalil: Seu idiota! Ainda não entendeu que isto já não é mais um desafio pela Torre, mas uma punição por seus crimes? E quanto a todas as pessoas que morreram por você ter renegado seus deveres?!

Ali: Eu sei disso. Por isso mesmo quero abrir mão da vitória, isto já não seria mais uma luta justa pra você. Enquanto estávamos debaixo da terra você tinha uma chance de me matar, mas por causa da minha fuga estamos em área aberta e você nunca mais vai conseguir me puxar de novo para dentro do solo. Você já não tem mais como me vencer.

Kalil: Eu rejeito sua rendição! Isto é uma batalha até a morte! Se está abrindo mão da vitória, então se deixe matar!


*Kalil avança e volta a me socar e chutar, desta vez muito mais rápido e com mais força. Mesmo assim, já estou adaptado a seu nível e seus golpes nem mesmo me movem do lugar. Vejo que ele vai me acertar um chute de baixo para cima, uso a Dobra para enrijecer a parte de baixo do meu corpo, mas Kalil novamente me surpreende: em vez de chutar, ele bate o pé no chão, abrindo uma larga fenda embaixo de nossos pés, obviamente para tentar nos prender de novo debaixo da terra, mas é a minha vez de surpreendê-lo: domino a areia sob meus pés e literalmente levito em cima de um "tapete" de areia (quase como se fosse meu tapete mágico); Kalil cai dentro da fenda que ele mesmo criou, eu estendo minha mão direita e, fechando com força os dedos, domino os lados da fenda, esmagando-o lá dentro. Pouso no chão fechado.*


Ali: Eu sei muito bem que eu mereço a morte... mas não posso morrer agora, Kalil.


*Com o Sentido Sísmico, sinto Kalil se movendo sob a terra. Movimento minhas mãos para cima e arranco Kalil do subsolo, preso em um bloco compactado de terra, apenas com a cabeça de fora.*


Kalil: Ugh...!

Ali: Se eu morrer, irei reencarnar como um Dobrador de Água, e o planeta ficará sem a presença do Avatar por pelo menos uma década... eu deixei coisas demais pendentes, cometi erros demais, e não posso deixar esta responsabilidade para minha próxima encarnação.

Kalil: Os Dobradores tiveram que suportar muitos anos sem a sua ajuda... é tarde demais para corrigir seus erros, não precisamos de você! Aaaaaarrrrrghhh!

Ali: Desista! Posso esmagar seu corpo como uma laranja dentro desse bloco! Não me force a te matar!

Kalil: Já disse que esta é uma luta até a morte! Aaaaaarrrrrghhh!


*Penso que Kalil está tentando se libertar, mas estou enganado. Mesmo à distância, ele domina a terra abaixo de mim e me acerta com uma coluna de pedra no queixo, me lançado pra cima como se eu fosse um foguete. Zonzo pela pancada, não posso manter a integridade do bloco de Kalil, que se liberta e, impulsionando através de um dos pedaços do bloco, se lança contra uma parede, onde ele pega mais impulso, como uma bola de tênis e se lança contra mim a toda velocidade. Kalil me atinge em cheio e me lança ainda mais para cima, em seguida ele toma impulso em outra parede e novamente se lança contra mim. Kalil repete o processo várias vezes em altíssima velocidade, eu me sinto como se estivesse dentro de uma bola de pinball. Kalil salta na parede de novo, se impulsiona mais uma vez e me ataca; mesmo desorientado, consigo segurar sua mão, mas Kalil gira o corpo e, aproveitando o Momentum, ele me lança ao solo, onde caio de costas, levantando uma nuvem de poeira. Ainda zonzo pela sequência de golpes, eu de repente sinto Kalil reunir uma quantidade imensa deKi; em meio à nuvem de poeira, vejo ele girando o corpo como se fosse uma roda de carro em pleno ar e percebo o perigo*




Kalil: Sinta meu golpe mais forte e morra, Avatar Ali! COMET STRIKE!!!





*Mal posso ver Kalil cair com os pés apontando em minha direção com a força e a velocidade de um cometa. O impacto é gigantesco, todo o imenso labirinto, ou melhor, todo o deserto treme com a força do golpe de Kalil, até mesmo a Torre de Karin é abalada pelo impacto que, embora não tenha sido afetada pelo golpe, as paredes do labirinto em volta desabam. Os Dobradores de Terra usaram seu poder para erguer muralhas de modo a proteger as pessoas, inclusive meus amigos da Pensão, no momento que viram Kalil à distância girando no ar e preparando o golpe. Os dois que estavam perto de Makie e Talim quase não conseguiram protegê-las e a si mesmos, forçaram suas barreiras ao máximo e, mesmo assim, o impacto jogou todos contra uma parede que ainda estava em pé. Talim foi a primeira que se levantou e viu que estavam agora dentro de uma imensa cratera, idêntica à de um meteoro.*

Talim: Ali...!


*No meio da poeira, no centro da cratera, estava Kalil, exausto e ferido pelo impacto do próprio golpe. Ele sorri em triunfo, ao ver um corpo despedaçado a seus pés.*


Kalil: Eu... eu consegui! Eu derrotei o Avatar! Hahaha! Espere... O que é isso?!



*Quando a poeira baixa mais, Kalil nota que o corpo a seus pés não passava de uma casca vazia, feita de areia, que se desmanchava. Ele então nota que eu saí do chão atrás dele.*


Ali: Armadura de Areia... uma das técnicas mais básicas da Dobra de Areia.

Kalil: C-como... como sobreviveu a esse golpe?!

Ali: No momento que você preparava seu golpe, entrei debaixo da terra deixando a Armadura de Areia para trás para que não desconfiasse. Debaixo da Terra pude me proteger do grosso do impacto, mas tenho que admitir, fazia tempo que não era atingido com tamanha força. Não fosse a Armadura de Areia e o fato de eu ter me enterrado em areia, que reduziu o impacto por ser "macia", realmente eu poderia ter morrido nessa.


*Kalil range os dentes com força, a ponto de sangrarem; a despeito da própria dor e exaustão, ele avança novamente, tentando me acertar. Ergo as mãos bloqueando seus ataques.*


Kalil: Então foi por causa disso que conseguiu aguentar meus golpes? Bem que estranhei, nem você poderia aprender meu estilo de Dobra tão rápido, se não fosse a Armadura de Areia você jamais teria conseguido aguentar meus golpes!

Ali: É verdade, usei a Armadura de Areia para complementar a minha defesa, já que não estou tão acostumado a usar seu estilo pra lutar. Mas isso não significa que "infringi as regras" deste duelo. Apenas usei um estilo avançado de Dobra de Terra para completar outro.

Kalil: Estilo avançado?! Não me faça rir! A minha tribo há séculos luta contra a areia do deserto, resistindo a seu avanço sobre as paredes de pedra desta cidadela, a Dobra de Areia nunca será mais poderosa que a Dobra de Pedra!


*Kalil me atinge com muito mais força que antes e desta vez eu acabo sendo empurrado para trás pela força de seu golpe. A nova armadura de areia que me envolvia racha, mas logo se restabelece.*


Ali: Você subestima a própria versatilidade da Dobra de Terra? Esse é seu problema, e porque nunca irá conseguir me vencer: a falta de adaptação. A Dobra de Pedra é poderosa, mas a Dobra de Areia é versátil. A fina areia aos poucos destrói a mais resistente rocha que existe. Em uma luta você é sempre direto e, apesar de mudar sua estratégia, sempre ataca confiando em força e técnica.

Kalil: Cale-se! Vou lhe mostrar o verdadeiro poder da minha Dobra! Aaaaahhhh!


*Kalil manipula as rochas à nossa volta; primeiro eu penso que vai me atacar, mas as rochas vão rapidamente cobrir o corpo dele. As rochas literalmente se cravam em sua carne, fazendo sangue escorrer entre as pedras.*



Kalil: Armadura de Rocha... Sua Armadura de Areia não vai poder suportar meus golpes agora!


*Kalil avança mas, desta vez, não fico esperando seu ataque, eu simplesmente desvio, rápido como o vento, Kalil derrapa alguns metros mas logo me encara novamente*


Ali: Agora você quer comparar o nível de nossas Dobras? Que seja, irei lhe mostrar a diferença e, principalmente, o poder da versatilidade da Dobra de Terra. Eu já disse, você é mesmo muito mais forte e mais rápido do que eu... mas eu tenho muito mais Ki, e minha técnica é mais refinada que a sua técnica bruta.


*Kalil não responde, ele avança novamente, as protusões afiadas de sua armadura de pedra resvalam na minha armadura de areia, sem me cortar. Ele balança o braço e várias estalagmites surgem do chão, tentando me perfurar, mas eu dou vários saltos mortais para trás, escapando dos golpes. Ele novamente avança, se movendo como uma locomotiva, mas eu pouso no chão no instante exato para segurá-lo com as mãos abertas. Ficamos forçando um ao outro, meus pés escorregando para trás sem que eu consiga me firmar direito.*


Kalil: Você acha... mesmo... que pode... me segurar...?

Ali: Eu... não acho... eu... SEI... que posso!


*Uso tanto minha força física quanto meu Ki e, principalmente, a Dobra de Pedra; com um urro, empurro Kalil com todas as forças, giro para o lado como que desviando e, usando seu impulso aliado ao meu, o arremesso para a direção que ele avançava e para cima, tirando-o do chão. Uso a Dobra de Pedra, controlo sua Armadura de Pedra como se fosse um único bloco sólido e o arremesso contra uma parede, onde ele se crava. Arranco ele da parede com um movimento e o arremesso contra outra. Repito isso várias e várias vezes, tratando o corpo de Kalil como se fosse um brinquedo bate-bate. Com um último movimento, arremesso ele contra uma das paredes que ainda estava intacta após seu Comet Strike e Kalil atravessa a rocha como uma bala de revólver... e mais dez paredes depois dela. Meus braços pendem, estou exausto, mas levanto a guarda rapidamente: à distância, vejo Kalil levitar TODAS as paredes que havia derrubado antes e agora, e arremessar aquele monte de rochas contra mim.*



Kalil: METEOR STORM!!!


*Os dois beduínos que estavam com Makie e Talim, sentindo o perigo, erguem um imenso domo de pedras para se protegerem das paredes e blocos que Kalil arremessara. Inspiro fundo, concentro meu Ki e, levantando toda a terra e areia ao meu alcance, tento abafar o impacto do golpe dele. Diante dos olhos de todos, uma gigantesca massa de terra se levanta do chão no formato de uma onda.*




Ali: EARTH TSUNAMI!!!





*A chuva de rochas e a massa de terra se chocam, com um impacto quase tão violento quanto o Comet Strike de Kalil. Mesmo assim, as duas são fortes o bastante para anular uma à outra e, por alguns instantes, tudo fica coberto de areia, terra e blocos. Como uma maré vazante, a onda de terra se esvai, mostrando novamente o campo de batalha. Talim, Makie  e os dois beduínos saem de dentro do iglu de pedra e olham estupefatos a destruição. Ou melhor, só os três olham, pois Makie ainda estava sob efeito do veneno de cacto e continuou dançando a Macarena em meio aos pedaços de pedra e cactos que tinham lá.*


Talim: E... e o Ali...?


*Um pequeno redemoinho surge no meio da areia e eu emerjo de dentro dele, sem mexer os braços e as pernas. Talim nota que meu olhar está fixo na mesma direção de antes e, embora tenha mais alguns machucados devido a este ataque e ainda esteja com o olho fechado pelo inchaço, estou focado como nunca. Kalil me encara à distância, ainda vestindo sua Armadura de Pedra, ileso após a colisão de nossos golpes. Ele salta e começa a girar no ar. Eu sorrio com o canto da boca*


Ali: Acha mesmo que vai conseguir me acertar de novo com esse ataque? Vou lhe mostrar então a força da areia que você desprezou.


*Faço vários movimentos com os braços e a areia "dança" à minha volta e eu assumo uma postura firme, com as mãos à frente, fazendo a areia circular entre elas. Kalil pára de girar e literalmente voa na minha direção (desta vez horizontalmente), com os pés pra frente, desferindo seu ataque mais forte novamente.*


Kalil: COMET STRIKE!!!


*Eu contra-ataco: a areia é conduzida dos meus pés às minhas mãos como se meu corpo fosse uma mangueira, e um jato de areia concentrado é disparado das minhas mãos pela força da minha Dobra*


Ali: CANHÃO DE AREIA!!!




 
*Meu golpe atinge o corpo de Kalil, que avançava com ainda mais velocidade que antes. À princípio, a velocidade de Kalil não muda, mesmo levando em cheio meu ataque; para Kalil era como se um jato de água de uma mangueira de jardim atingisse um míssil balístico. Minha areia se chocava com seu corpo e rebatia na Armadura de Pedra com tanta violência que destruía tudo em volta; mesmo a muralha que os dois beduínos novamente ergueram para se protegerem e a Talim e Makie do impacto estava sendo destruída pela areia que rebatia. Kalil chegou a poucos metros de mim, quando notou que sua velocidade estava diminuindo; à distância de quase um metro, ele parou em pleno ar e, para seu espanto, foi arremessado de novo contra uma parede. Sem diminuir a pressão, mantive o jato de areia contra ele que gritava, enquanto sua Armadura de Pedra era dissolvida pelo jato de areia e sua carne era cortada até seu sangue manchar a parede onde ele estava. Kalil usava o que lhe restava de forças para suportar a violência do meu ataque, até que a parede onde ele estava foi completamente esmigalhada pela força do meu golpe. Kalil caiu no chão quando eu finalmente parei de atacar, e os dois beduínos abaixaram sua muralha. Mesmo assim, ele fez um esforço descomunal e se levantou, no meio de uma poça do próprio sangue, olhou na minha direção e viu que eu não estava mais lá.*


Kalil: O... onde...?

Ali: Estou aqui, atrás de você.


*Kalil se vira na minha direção, ainda tentando me atacar, mas eu o seguro... com um dedo. Ele fica completamente imobilizado.*


Kalil: N-não... m-me... m-mexo...!!

Ali: Você experimentou a resistência da Terra. Sentiu na própria carne a força da Areia. Mas agora você está sentindo o poder de uma técnica de Dobra de Terra que apenas eu e Gogo conhecemos, pois esta técnica foi ela quem criou.

Kalil: O-o... quê...?!

Ali: Dobra... de Carne!

Kalil: I-impos... sível...!

Ali: No passado apenas os Dobradores de Água eram capazes de dominar um corpo vivo através da rara e proibida Dobra de Sangue. Entretanto, Allah fez o ser humano a partir de sete punhados de barro que o Anjo Asra'il recolheu para ele de sete partes da Terra. Nossos corpos não passam de pedaços de terra, colados com água, que respiram ar e são imbuídos com o fogo da Vida. Mas quando morremos, voltamos a ser pó. Foi isso que os mestres de Dobra do passado falharam em perceber. Mas Gogo, como a Xai Xeng da Terra, e a mais poderosa Dobradora de Terra que existe, não apenas desenvolveu, mas também me ensinou. Eu errei em te comparar com ela antes... embora você seja realmente mais forte e mais rápido, sua técnica é restrita à Dobra de Pedra e você não foi capaz de perceber todo o potencial que tinha. É uma pena. Mas como prometi, vou lhe mostrar do que a Dobra de Terra realmente é capaz. Se não passamos de montes de terra animada por Allah, prepare para sentir em seu corpo a força de um terremoto: ONDA SÍSMICA!!!



*Toco em Kalil com a palma da mão aberta e gero em seu corpo uma onda de choque tão forte quanto um abalo sísmico de magnitude 7.5. Kalil sente cada célula de seu corpo impactada por aquela força medonha, mais intensa e, ao mesmo tempo, mais sutil que seu golpe mais forte. Sangue espirra de todos os seus poros, respinga em meu rosto e Kalil cai no chão, como uma marionete sem fios. Limpo um fio de sangue seco do canto da boca e seguro minhas costelas quebradas. Mas mal tenho tempo para respirar quando a mão de Kalil agarra meu pé.*



Ali: !!!

Kalil: A... versatilidade... da Terra...?

Ali: Kalil, pare... você já esgotou demais seu Ki e seu corpo está muito ferido... você não tem mais condições de lutar...

Kalil: Eu disse... que esta é... uma luta... até a... morte... Eu vou... lhe mostrar... o verdadeiro... poder... da Pedra...  BASILISCUS POTESTATE INVOCO!!!



Beduínos (que estavam com Makie e Talim): Não!!!


*Visivelmente assustados, os dois erguem um imenso domo de rocha sólida, com paredes dez vezes mais largas do que todas as que ergueram antes. É a vez de Talim se assustar.*


Talim: O-o que está acontecendo? Por que fizeram isso agora?

Beduíno 1: Não acredito que ele chegou a esse ponto...

Beduíno 2: Quando ele disse que estava pronto para enfrentar o Avatar, ele nos alertou que poderia ter de usar essa técnica proibida, que combina Dobra de Pedra com magia, mas não imaginei que ele realmente iria usá-la...

Talim (segurando o beduíno pelo colarinho): Do que estão falando!?




*Os olhos de Kalil emitem um brilho sinistro. Mal tenho tempo de soltar meu pé, quando um raio sai dos olhos dele e por pouco não me atinge. Kalil fica de pé, cambaleando, o brilho em seus olhos ficando mais forte, quando ele dispara outro raio e atinge a barreira de areia que ergui; a porosa barreira não consegue segurar o raio, que o atravessa como se fosse uma peneira, e passa a poucos centímetros da minha cabeça, atingindo em cheio um cacto que estava ali (um dos poucos que restara após toda aquela destruição) e imediatamente o cacto se transforma em pedra! Não apenas ele, mas a própria barreira de areia que eu havia erguido também se petrifica, como se tivesse sido coberta por cimento! Kalil se prepara para disparar de novo, eu tento erguer uma parede de pedra para me proteger, mas a parede sobe apenas alguns centímetros e desaba. Fico surpreso com aquilo, Kalil aproveita, dispara outro raio e atinge minha camisa de raspão; consigo rasgar a camisa e arremessá-la longe, que cai no chão petrificada e se quebra.*


Beduíno 1: Gorgonous... a magia de petrificação...

Talim: Ali!!!


*Talim bate desesperada nas paredes do domo.*


Tali: Abram essa coisa! Eu preciso ir lá!

Beduíno 2: Ficou louca?! Se você for, também irá se transformar em pedra!

Beduíno 1: E se abrirmos, todos nós também iremos! A única coisa imune ao raio de Kalil é rocha sólida! Nem com a Armadura de Pedra é possível se proteger, pois ela tem dobras e poros que permitem a movimentação. Agora, ninguém mais pode ajudar o Avatar... torçamos para que ele consiga resolver isso, antes que Kalil transforme todos no labirinto em pedra!

Talim: Vocês não entendem?! Não é só o Ali que está lá, a Makie também está! Vocês fecharam esta coisa rápido demais e esqueceram dela, zonza por causa daquela coisa daqueles cactos!

Beduíno 1: Por Allah...!

Beduíno 2: N-não... não podemos fazer nada...


*Talim encosta a lâmina de suas adagas no pescoço dos dois beduínos*


Talim: Abra! Eu preciso salvar o Avatar! Eu preciso... eu preciso salvar... o Ali...!

Beduíno 2: P-pode me matar... eu prefiro morrer assim do que arriscar virar uma estátua...

Beduíno 1: Você não imagina o terror que isso é...

Talim (chorando): Abram! Abram!!! Abram... por favor...


*Do lado de fora, eu conseguia escapar mais uma vez, por pouco, do ataque petrificante de Kalil. Sinto meus joelhos trêmulos, mas não era de medo*


Ali (Pensando): D... droga... usei energia demais no Canhão de Areia e não estou conseguindo dominar direito as pedras para me proteger... e como meu Ki está fraco, também está difícil me mexer... o golpe dele era mesmo muito forte... por outro lado, Kalil está ainda mais fraco, é um milagre que esteja de pé e usando esse poder hediondo. Já tinha ouvido falar disso antes, é a magia Gorgonous que apenas Dobradores de Terra podem usar... mas achava que não passava de uma história pra assustar crianças!


*Kalil se concentra e dispara novamente, eu desvio com um pouco mais de facilidade. Ele começa a gritar e vejo que, além do brilho, sangue está saindo de seus olhos.*



Ali: K-Kalil...! Pare com isso! Essa magia esgota ainda mais o pouco Ki que lhe resta! E estou vendo que faz um estrago imenso no seu corpo também! Pare, antes que...!


Kalil: Eu já disse... que vim aqui... pronto pra morrer... não me importa o que irá acontecer comigo, não queria ter de chegar a este ponto... mas você não me deixou escolha... Não sei se você irá morrer ou se será preso para sempre em forma de pedra, e neste caso será o fim do Ciclo do Avatar... mas você merece!


*Kalil tensiona os músculos, solta um rugido e o brilho fica ainda mais forte. Ele dispara novamente, um raio maior e mais forte que os outros, e novamente eu escapo por pouco, desta vez saltando, enquanto seu raio petrifica tudo em seu caminh: areia, madeira, cactos e até parte do ar! Caio rolando no chão, mas fico em pé rapidamente. As palavras dele me pesam e fazem analisar friamente a situação.*



Ali (pensando): Pelo visto ele só pode fazer disparos diretos e em linha reta... estou cansado demais e com Ki de menos para atacá-lo com a Terra, e só posso usar a Onda Sísmica em contato direto com ele... dane-se, o jogo acabou, já desisti desta luta antes e posso fazê-lo de novo, não é hora de ser orgulhoso, não posso arriscar que o Ciclo do Avatar termine desse jeito... por minha culpa e carregado com meus erros. Um ataque com o Ar seria inútil e um ataque com a Água é inviável já que tem pouca água aqui. Só me resta um ataque com fogo... na melhor hipótese, posso lançar três jatos de chamas, na pior apenas um. Tenho de arriscar então um relâmpago, é o único ataque forte e rápido o suficiente, no estado que estou, para superar seu raio e acabar com ele de uma vez. Edu Az conseguiu sobreviver ao meu relâmpago e continuou lutando, mas duvido que Kalil resista.


*Kalil dispara mais uma vez; eu dou outro salto mortal para o lado e escapo por um triz novamente, caindo em pé, meio cambaleante por causa da dor, e começo a mover meus braços, separando as energias negativa e positiva. Um relâmpago começa a se formar na ponta dos meus dedos. Quando ele tentasse atacar de novo, seria o fim.*





Kalil: Então, eu finalmente fiz você usar suas outras Dobras? O grande Avatar Ali está com medo de virar pedra?

Ali: Não tenho medo de perder a vida... mas depois do que você disse, eu não tenho escolha! Não faço isto por mim mesmo, mas pelo mundo... Não posso arriscar que o Ciclo do Avatar acabe! Nem que eu tenha que te matar!

Kalil: Hahaha, não importa mais, vou te transformar em pedra, mesmo que seu relâmpago me frite vivo!

Ali: Você não mede mais as consequências de seus atos?! Que seja então, Kalil! Prepare-se para morrer!




*Aponto os dedos carregados com relâmpago para ele e me preparo para o golpe final, quando de repente sinto duas mãos nos meus ombros e uma voz familiar (mas bem alterada)*


Makie: É issho aíh Alhi! Notcha deiz e medalha de ouro pelo sheu shalto mortal! Moshtra pra êli a força da gináshtica!

Ali: MAKIE?!? Kalil, espere! Ela está muito perto! Você vai atingir ela também!


*Tarde demais. Kalil disparara seu raio mortal na nossa direção. Sem escolha, tomo uma decisão rápida: abandono meu ataque, disperso meu relâmpago, agarro Makie e me jogo no chão com ela, o raio petrificante passa a poucos centímetros de nós dois. Kalil corre na nossa direção e se ajoelha em cima das minhas pernas.*


Kalil: Não vai conseguir escapar agora, Avatar! Lhe darei um tiro à queima-roupa! Transforme-se em pedra!


*No exato instante que Kalil vai disparar seu raio, eu faço um esforço sobre-humano, giro o corpo para trás fraturando ainda mais minhas costelas e enfio os dedos da mão esquerda em seus olhos (o indicador e o médio no olho esquerdo e o anelar e o mínimo no olho direito), endurecendo-os com a Dobra de Pedra. O sangue espirra das órbitas de Kalil, enquanto minha mão vai aos poucos enrijecendo e se transformando em pedra.*



Kalil: AAAAAAAAARRRRRRRGGGGGHHHH!
Ali: GUAAAAAARRRRR!



*Kalil cai para trás, se contorcendo e rolando no chão, desesperado. Eu também rolo no chão, aterrorizado enquanto sinto cada nervo, cada célula, cada átomo da minha mão, perdendo a sensibilidade e se transformando em rocha, com uma dor excruciante. Eu penso em cortar fora meu braço, antes que todo meu corpo se transforme em rocha sólida, mas a dor é tanta que não consigo; graças a Allah, entretanto, a petrificação pára antes de chegar a meu cotovelo. Porém, minha mão e meu pulso estão totalmente transformados em pedra.*


Ali: Gh! Mac Allah...! Que... dooooooor!


*A dor era mais psíquica do que física, já que na verdade eu não conseguia mais sentir a mão. Desesperado, eu olho para Makie e consigo soltar um suspiro aliviado, apesar dos pesares.*


Ali (Pensando): Pela graça de Allah... ela está bem... não foi atingida nem afetada... tsc... pelo visto, devo ter sido atingido por muito pouco do poder, senão meu corpo inteiro viraria pedra... me diga, por favor Altíssimo, este é o meu castigo? Sei que eu mereço isso, mas...


*Entretanto, meu suspiro de alívio durou pouco. Vejo Kalil em pé, com os olhos fechados e uma expressão ameaçadora*




Ali: Kalil...!

Kalil: Sua dor está apenas começando...

Ali (com lágrimas nos olhos): Chega! Chega! Pare com isso de uma vez! Não basta tudo o que fez, comigo e com você mesmo?! Sua vingança vale tanto assim pra você?!?

Kalil (as manchas de sangue em seus olhos parecendo lágrimas): Não é apenas a minha vingança... é a de todos os Dobradores que morreram por sua causa!


*Kalil levita rochas em volta com a Dobra de Terra e as arremessa contra mim. Apesar de muito enfraquecido, ele ainda conseguia fazer aquilo! Kalil estava no fim de suas forças, ele literalmente estava queimando a própria vida para obter Ki para me atacar*


Ali (Pensando): Kalil está completamente cego (literalmente!) pela raiva... e eu ainda estou fraco demais, ainda mais depois de perder a energia do relâmpago; meu corpo está absorvendo meu Ki para se curar dos ferimentos... Tsc, que ironia... agora sim eu consigo imaginar como Eduardo Azrael se sentiu quando lutou comigo... até a situação da falta de controle do meu oponente é parecida. Preciso pôr um ponto final nisto, de uma vez por todas.


*Salto por cima de Kalil e, usando parte do pouco Ki que me resta, faço uma pedra rolar pelo chão, para tentar confundir seus ouvidos sobre meu deslocamento. Entretanto, quando vou pousar no chão após o salto, Kalil move os pés e faz estacas surgirem no chão. Surpreso, não consigo escapar, e as estacas me perfuram e me prendem. Cuspo sangue, por causa de uma estaca que me perfurou a barriga.*


Ali: Cof! Ungh! Como...?

Kalil: Eu vejo você. Vejo tudo que está em contato com o solo. Graças ao Sentido Sísmico, consigo enxergar como os Vermes de Areia. Não preciso dos meus olhos, ouvidos ou nariz, posso ver você apenas pelos meus pés. EU VEJO VOCÊ!!!


*Kalil me agarra pelo pescoço com as mãos, me arranca das estacas que se quebram e me levanta no ar.*


Kalil: Eu poderia ter te esmagado com as rochas. Ou então feito as estacas atravessarem seu coração e cérebro. Mas prefiro te matar desta forma, sentindo  sua carne nos meus dedos, com a minha técnica de Dobra de Pedra que deixa meus braços duros como rocha!

Ali: Ro... rocha...?


*Outro déja vu passa pela minha mente. Eu relaxo o corpo, como que entregando os pontos. Mas de repente, usando a Dobra de Pedra, enrijeço minha mão ainda viva, abro os olhos e quebro os braços de Kalil com um golpe.*


Kalil: Yaaargh!

Ali (pensando): Nossa... quase cortei fora os braços dele! É mais difícil de controlar do que eu pensava... Obrigado, Az... você me salvou... quando quebrou meu braço desta mesma forma.


*Os braços quebrados de Kalil me soltam, eu vejo então que não teria outra chance. Toco no peito dele com a palma da mão e uso novamente a Dobra de Carne*


Ali: É agora! ONDA SÍSMICA!!!


*Gero um sismo tão forte quanto o anterior, mas desta vez Kalil não tem condições de se defender e seu corpo é quase feito em pedaços pelo meu golpe. Seu corpo jorra sangue novamente e ele cai para trás, finalmente derrotado. Mas inacreditavelmente, ainda vivo. Vejo ele se mexer e, deixando minha mão espalmada como uma lâmina, me preparo para continuar... mas páro. Finalmente acabara. Kalil jaz, imóvel, a meus pés; era difícil acreditar que alguém naquele estado continuara lutando até aquele momento, por mais de duas horas. Eu olho para meu braço petrificado e me assusto quando penso no que fizemos, enquanto seguro minhas costelas fraturadas com o braço vivo. Ao perceberem que tudo estava calmo, os dois beduínos abrem uma pequena janela no domo de pedra, e depois o desfazem, quando se certificam que tudo realmente acabou (e depois de levarem umas tamancadas da Talim). Talim vem correndo em minha direção e, ao ver o estado do meu braço, ela me abraça em prantos.*



Talim: Ali...! E-eu... eu sinto... muito...

Ali (acariciando o cabelo dela): Ssh, calma, Talim... acabou.

Talim: Mas... o seu braço...

Ali: Graças a Allah não foi minha cabeça... ou meu corpo inteiro.

Beduíno 1: Por Allah...

Beduíno 2: Kalil...


*Talim novamente saca suas adagas e coloca no pescoço deles. Desta vez não era uma ameaça, ela realmente iria degolá-los.*


Talim: Tudo isso... tudo isso por culpa de vocês! Eu vou...

Ali: Talim, pare! Yallah! Acabou!

Talim: Mas...

Ali: Já foi derramado sangue demais aqui. Seja como for, esses dois não são culpados pelas ações de Kalil.

Talim: Como assim?


*Antes que eu possa responder, Kalil começa a tossir e cuspir sangue. Nos aproximamos dele.*


Kalil: Depois... depois de... tudo que... eu fiz... você ainda... os poupa...?

Ali: Eu já matei antes, Kalil, mas Allah, o Misericordioso, é minha testemunha de que nunca matei alguém que não merecesse.

Kalil: ...

Ali: Me diga, Kalil, afinal, por que você lutou até este ponto?

Kalil: Eu já... disse... pra vingar... os Dobradores... e todos que morreram... por sua causa...

Ali: Mas teve algo mais, não é?

Kalil: Eu... sempre que pensava em... me segurar... algo me impulsionava... e eu sentia... minha raiva e... meu ódio... aumentarem... era como se... não fosse eu... como se algo... ou alguém... me empurrasse...

Beduíno 1: O quê?! Como isso é possível?

Talim (pensando): É a mesma coisa que aconteceu com os monges no Templo da Água!

Ali: Como eu suspeitava.

Kalil: Quando fomos avisados... que você vinha para cá... eu pensei na vingança... mas no começo... não era assim... tão intensa... e só aumentou o... desejo... quando vi você...

Ali: Vocês foram avisados?! Por quem?

Beduíno 2: Pela irmã de Kalil, a monja Dobradora da Água Jian Cham.

Talim e Ali: !!!

Beduíno 1: Meia-irmã, na verdade, filha do mesmo pai. Dias antes de vocês chegarem, ela enviou uma mensagem para nós, dizendo que sabia que sua busca os conduziria para cá.

Ali: Ela pediu para você me matar?

Kalil: De jeito... nenhum... muito pelo... contrário... ela pediu... para que... eu te poupasse... e te ajudasse... esquecesse a... mágoa... mas quando encontrei... vocês no deserto... dez dias atrás... algo mudou... na minha cabeça... comecei a sentir um ódio incontrolável... e só conseguia pensar... em te matar...

Ali (pensando): Ele não está mentindo, posso medir seus batimentos através do Sentido Sísmico. Eu tinha razão. O que quer que tenha afetado os Dobradores da Água, afetou também a Kalil. Afetou apenas ele ou também os demais? Estes dois aqui parecem estar controlados, diferente dele... por que será...? E quanto aos outros?

Kalil: Não vou pedir... desculpas... eu mereço... tudo isto... no fundo, eu sempre quis... te matar... Ali... que Allah... me julgue... só peço à... menina de... cabelo rosado... que me perdoe... realmente não a vi... quando ataquei vocês...

Ali: Tudo bem, Kalil, não fale mais... você está...

Kalil: Estou... morrendo... digam a Thul... que ele é o líder agora... por favor... Avatar Ali... cuide de minha... irmã... e do meu... povo... os Dobradores... não os abandone... de novo... GH!


*Kalil dá mais um suspiro, vomita muito sangue e sua cabeça pende para o lado. Talim cobre os olhos, os dois beduínos se abraçam e eu sinto o pulso dele no pescoço diminuindo. Fico com a cabeça baixa.*

***

*Em outro lugar, sentado em seu trono de pedra, o "chefe" dos imps observava tudo pelo seu espelho e sorria. Embora seu plano não houvesse dado completamente certo, meu braço esquerdo tinha se transformado em pedra. Ele então fez o espelho mostrar Harima, afetado pelo matricídio e se transformando e seu sorriso aumentou mais; dois acontecimentos inesperados, mas muito aproveitáveis, no futuro. Ele fez o espelho então mostrar Marbas, sentado em outro trono, e seu sorriso diminui.*


?????: Então, essa criança acha que pode brincar de governar? Huhuhu, vejamos como poderei usá-lo a meu favor... espelho, mostre-me novamente o Avatar Ali... será que a "marionete" já morreu?

***

Ali: NÃO!!!!




*Um brilho azul característico surge em meus olhos e a Marca do Avatar surge na minha testa. Talim, os dois beduínos e Makie (que estava ali perto) são jogados para longe quando eu entro no Estado Avatar. Aponto a palma da minha mão viva para o peito de Kalil.*


Ali: POR ALLAH! EU NÃO VOU DEIXAR!!


*Talim segura minha mão e começa a irradiar o Ki dela junto com o meu*


Talim: Eu sei que ele ainda está vivo, mas você está muito fraco, não vai conseguir sozinho, mesmo com o Estado Avatar!


*Um verdadeiro furacão se forma à nossa volta, enquanto nossos Kis irradiam o corpo de Kalil, e o poder espiritual do Avatar alcança sua alma, que ainda não ascendera. Inexperiente naquilo, Talim se esforça para me ajudar, os demais tentam desesperadamente se segurar nas rochas, mas até elas são arrastadas pela força do vento. Aquilo dura algum tempo, com o corpo de Kalil brilhando com a força de meu Ki passando por ele até que... tudo pára. O brilho some de meus olhos e o vento diminui. Kalil começa a tossir.*


Beduíno 1 e 2: Kalil!!

Ali: Ele vai... viver...

Talim (ofegante e pensando): Mas a que preço, Ali? Quanto do seu Ki você usou para reanimá-lo.. e praticamente dar-lhe uma vida nova? Você já estava fraco antes, e mesmo com o Estado Avatar...


*Caio ajoelhado no chão, e Talim me ajuda a ficar de pé. Kalil vira o rosto na minha direção.*


Kalil: P-por... quê...?

Ali: No passado, eu teria te deixado morrer sem ressalvas *seguro meu braço de pedra* ainda mais depois disto... mas... Meses atrás, eu enfrentei um homem que me ensinou o valor de lutar pela vida, não pela morte; um homem que, mesmo lutando à beira da morte, não desistiu de proteger seus amigos e mais, de tentar salvar até a mim, que tentava matá-lo. Pior de tudo, por minha omissão, quase deixei que ele morresse, numa situação parecida com esta (claro que, daquela vez, achei que ele tinha morrido e não podia fazer mais nada)... Esse homem me fez ver todos os erros que eu cometi... Por minha causa, milhares de Dobradores morreram; eu prometi que nunca mais iria deixar que isso acontecesse e que iria lutar para corrigir os erros do passado. Não posso honrar essa promessa matando alguém como você, Kalil; não tenho como trazer de volta todos que morreram por minha causa... mas se eu puder... se eu conseguir salvar ao menos UM... que seja alguém como você. Apesar de suas ações, você é um guerreiro valoroso, que sempre protegeu seu povo... e que deve continuar protegendo.

Kalil: Avatar... Ali...!

Ali: Além disso... eu sei a dor que é perder um irmão... e não quero que sua irmã também passe por isso.


*Os olhos cegos de Kalil começam a verter lágrimas, pela primeira vez em toda aquela luta. Os dois beduínos se aproximam e, tirando uma bolsa com equipamentos de primeiros-socorros, começam a fazer os procedimentos no corpo de Kalil. Eu penso em me sentar, mas olho para a Torre de Karin e noto que o caminho até ela, menos de trezentos metros, estava completamente aberto, devido à toda a destruição da luta que derrubou as paredes; penso em tudo que aconteceu até agora, se valeu mesmo a pena tudo aquilo. É quando Kalil fala comigo novamente.*


Kalil: Tem mais uma coisa... que eu preciso dizer...

Ali: Você precisa descansar e conservar suas forças, Kalil... mesmo com todo o Ki que lhe dei, seu estado é muito frágil.

Kalil: É... é importante...


*Com um pouco de dificuldade, mesmo apoiado por Talim, me aproximo dele para ouvir melhor*


Kalil: Declaro encerrado o teste... você passou... e pode subir a Torre de Karin.


*Uma expressão de surpresa e um sorriso de felicidade surgem em meu rosto. Eu caio sentado no chão e respiro aliviado. Mas eu sabia que o verdadeiro desafio iria começar a partir de agora. Olho novamente para a Torre de Karin, e noto duas portas se abrindo na base dela. Era hora de descansar e esperar o resto dos Hinata Warriors se juntarem a nós, para juntos superarmos mais aquele desafio.*


Continuem...

_________________


"Mac Allah(Poderoso é Deus)... eu sou apenas Seu humilde servo."
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Xysuke
~ Chefe da Cozinha ~
avatar

Leão Coelho
Número de Mensagens : 489
Idade : 31
Data de inscrição : 10/01/2008

MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Dom Jul 05, 2015 6:48 pm

VOLTAMOS A APRESENTAR...

https://www.youtube.com/watch?v=qWFxT5H53Bg&t=4s



--

Alguns minutos após a batalha entre Lola e Thul terminar, Xysuke, Mokona e Zhero voltaram ao local onde os dois estavam desmaiados, para buscar a companheira. Apesar de Lola ter insistido que eles fossem na frente, Xysuke não concordava com a separação do grupo. Mas tentar argumentar alguma coisa com uma parente de Lety era a mesma coisa que dar soco e ponta de faca; então o trio apenas permaneceu em um lugar mais afastado da batalha, esperando que ela terminasse e aproveitando a oportunidade para mapear a melhor rota para prosseguir naquele labirinto.

Ao voltarem, depois de sentirem que a batalha tinha acabado, pela normalização das ondas de energia e pelo silêncio, Xysuke se ajoelhou ao lado de Lola e prontamente analisou sua situação.

- Ela perdeu muito sangue, e algumas de suas feridas ainda estão sangrando muito. Se não tratarmos isso logo, ela vai morrer de hemorragia.

Xysuke posicionou as mãos sobre os ferimentos mais críticos e se concentrou...

- HEAL!!!

As mãos de Xysuke emitiram um brilho intenso, mas que logo se dispersou; seu chi estava escasso depois de ter usados suas técnicas de cura e aperfeiçoamento seguidas vezes nas batalhas contra os vermes da areia e o Basilisco.....outra coisa que contribuiu foi a perda de sangue momentos antes, causada pelo "momento fan-service tentacle rape" de Mokona.

- Droga, estou sem chi....Mo-chan, pode chegar aqui um minutinho? Preciso de uma força...

Sem entender muito bem, Mokona se aproximou olhando para o que Xysuke ia fazer a seguir, e...



(Sim, na frente de Zhero, sem o menor pudor ou cerimônia)

Depois de alguns segundos, Xysuke se afastou e olhou pra Mokona sorrindo, com o rosto um pouco vermelho.

- Pronto, isso já deve ser suficiente. Obrigado, flor, eu precisava de uma provisão imediata. Lola corre risco de vida.

O metabolismo de Xysuke logo tratou de processar o mana recebido de Mokona, e transformá-lo em chi.

- Vamos tentar de novo.

Xysuke posicionou as mãos sobre o corpo de Lola e se concentrou.

- HEAL!!!

Dessa vez, as feridas começaram a se fechar, e a hemorragia parou.

- Essa foi por pouco. Se ela perdesse mais sangue, não haveria volta. Ela não corre mais risco de vida, mas ainda está muito fraca. O ideal era que pudéssemos fazer uma transfusão ou algo parecido, mas não temos tempo nem equipamento pra isso...se nos reunirmos novamente com o pessoal, talvez alguém saiba o que fazer. Zhero, pode levá-la?

Enquanto Zhero ajeitava Lola em suas costas, Xysuke olhou por alguns minutos para Thul, a alguns metros dali, que estava em uma situação semelhante, apesar de não ser tão grave quanto a de Lola. Após hesitar por alguns minutos, Xysuke franziu o cenho e foi até lá.

- Tch...

Mokona não entendeu por que Xysuke estava indo para a direção oposta à correta.

- Mokona: Xy-kun, onde você vai? É pra cá! - apontando

Xysuke se ajoelhou perto de Thul e fez a mesma coisa, tratando seus ferimentos mais graves. A expressão no rosto de Thul não demonstrava dor ou sofrimento...se não fossem os ferimentos, qualquer um pensaria que ele estava dormindo.

- Lola pelo visto não teve intenção de matá-lo. O golpe final foi dado não com esse objetivo, mas apenas o de acabar a luta.

Xysuke voltou para o grupo.

- Desculpe a enrolação, pessoal. Também não temos motivos pra deixar o cara todo arrebentado daquele jeito. Mas é melhor irmos logo, antes que ele acorde e chame mais Basiliscos pra nos fazer de "obento".

E assim, o grupo seguiu pelo que restava do labirinto, enfrentando mais alguns vermes de areia e golens montados pela dobra de terra usada por alguns beduínos que assistiam o percurso deles de cima das paredes. Xysuke e Mokona abriam caminho através dos inimigos com golpes de suas armas, para que Zhero, logo atrás deles, pudesse passar, com Lola a tiracolo.

Em questão de mais alguns minutos, os 4 já estavam reunidos novamente com Ali, Talim e Makie.

- Relatório de danos, capitão "Alirk". Estamos todos bem, menos Lola. Ela perdeu muito sangue na batalha contra Thul, o segundo-no-comando de Kalil. Não corre risco de vida, mas seu corpo está débil. Thul não foi morto, Lola o deixou desmaiado lá pra dentro.

Após informar a situação do grupo para Ali, Xysuke observou ao redor os destroços causados pela batalha entre ele e Kalil. Os que tinham ferimentos mais graves eram justamente os dois malucos que quase se mataram momentos antes.

Xysuke observou os dois beduínos tratando os ferimentos de Kalil e se aproximou.

- Eu posso ajudar vocês.

Sem esperar por uma reação ou mesmo aprovação deles, Xysuke fechou os ferimentos mais profundos do corpo de Kalil, que estava em um estado ainda mais frágil que o de Lola. Depois, se afastou, deixando que eles terminassem o restante de seus procedimentos de primeiros socorros, e se aproximou de Ali.

- Ali, você também está muito ferido, deixa eu te ajudar.

(OFF: Trecho previamente combinado)

Mas Ali segurou o braço dele antes que Xysuke pudesse fazer qualquer coisa.

- Ali: Guarde suas energias, sahib Xysuke. Não se preocupe comigo.

Xysuke suspirou de olhos fechados. Aquela recusa em receber ajuda dos outros lhe era muito familiar.

- Estou com uma estranha sensação de deja vú ¬¬ a propósito...tsundere raivosa em 6 horas...

- Ali: O q...

Mas a pergunta de Ali foi interrompida quando mais uma vez um dos tamancos de Talim descreveu um arco descendente até o ponto de aterrissagem, que foi sua nuca.

- Talim: Pára de bancar o idiota e deixa ele te curar!

Aparentemente, esse pedido tão gentil que só Talim sabia fazer convenceu Ali a aceitar a ajuda. Xysuke começou a curar os ferimentos dele, incluindo o galo que a tamancada causou na cabeça dele, por cima do turbante (OFF: não, não é pra fazer nenhum sentido). Enquanto tratava Ali, Xysuke observou seu braço petrificado.

- Foi o Kalil que fez isso com seu braço? Receio que não vou poder ajudar muito quanto a isso...

Enquanto tratava as feridas de Ali, Xysuke percebeu que Akane, com uma aparência diferente, mais adulta, mas ainda jovem, já tinha chegado e se reunido com o restante do grupo, e cuidava de Shuuji.

- Akane-chan? É você mesma? O que aconteceu com Shuuji? Peraí, o Harima não estava com vocês?
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Azrael_I
Chefe da Guarda
avatar

Capricórnio Porco
Número de Mensagens : 186
Idade : 34
Data de inscrição : 11/01/2008

MensagemAssunto: O Retorno do Rei (ou quase)   Seg Jul 06, 2015 6:32 pm

O Retorno do Rei (ou quase)

OFF: Como ninguém postava, eu tinha escrito este post pra encher linguiça e mostrar a chegada de Az e Lety em Jurai, mas o post do Xy acabou ficando pronto primeiro. Seja como for, espero que todos voltem a postar logo... curtam aí:


ON:



*Muito longe da Terra, há poucos anos-luz do centro da Via Láctea, Rai-Ohkih cruzava o espaço, mais rápido do que seu próprio nome poderia indicar (Imperador dos Espíritos dos Relâmpagos). Lety-chan tomava um demorado banho, enquanto eu estava bastante ofegante; deitado no chão da ponte de comando de Raioh-Kih, meu corpo estava coberto de suor, como há muito tempo eu não suava por causa de um treino. Eu treinei apenas quinze minutos, desde que saí da cama junto com Lety-chan (ela foi direto pro banho, após mais uma noite romântica nossa) e parecia que eu havia treinado naquele curto espaço de tempo mais do que em todo o ano passado. Levantei minha mão com dificuldade e olhei para a palma, coberta de arranhões e cicatrizes. Em seguida, olho para o controle de gravidade da Ponte, onde está bem claro: 1G. Me lembro de quando Hirokazu-Sensei foi me visitar no meu dojo (off: pra quem não lembra, tá aqui: http://hinata.forumeiros.com/t25-quarto-403-eduardo-azrael ). Fecho minha mão com tanta força que saem algumas gotas de sangue.*





Az (Pensando): Se apenas na gravidade normal da Terra... este treinamento já me esgota deste jeito... o que vai acontecer quando eu começar a treinar com a gravidade aumentada...?


*Sorrio. De repente, o rosto de Raoh-Kih aparece num cristal flutuando a meu lado.*



Raioh-Kih: Miah?

Az: Ei! Já disse para você não aparecer assim de repente! E se eu estivesse com a Lety-chan aqui comigo?

Raioh-Kih: Miaah...!

Az: Tá, eu sei que você consegue sentir que ela e eu estamos em partes diferentes de dentro de você... *um brilho sinistro surge no meu olhar* e espero que você se lembre o que eu vou fazer com você se por acaso você espiá-la...


*Uma tarja preta surge na frente dos olhos de Raioh-Kih*


Raioh-Kih: Miaah!

Az: Calma, só se lembre de não aparecer assim de repente, sem ser chamado, a menos que seja uma emergência.

Raioh-Kih: Miah...

Az: Estava preocupado comigo? Ora, eu só estava treinando. Nada que você nunca tenha visto.

Raioh-Kih: Miaaah?!

Az: Tá, eu sei que você nunca me viu treinar "desse" jeito... é um treino e uma técnica nova que estou desenvolvendo, se der certo eu vou ficar muito, mas muito mais forte...

Raioh-Kih: Miah...?

Az: Como por quê? E você ainda pergunta? Agora, mais do que nunca, eu preciso ficar forte para proteger a Terra, minha família da Pensão Hinata, minha esposa... e nosso bebê.


*Rai-Ohkih já sabia da novidade e ficou muito empolgado com a criança que viria. Sua sonda revelou que era verdade, Lety-chan realmente estava grávida. Um bebê era novidade para ele também, ainda mais que, pelo tempo de vida dos cabbits (raça do Rai-Ohkih), ele próprio ainda era um bebê e não iria mais se sentir tão sozinho, teria finalmente alguém com quem brincar.*


Rai-Ohkih: Miaah?

Az: Se o treino vai dar certo? Ora, é lógico que vai! Eu já estou mais forte, não percebeu? Aliás, nós estamos, não é mesmo? Ou esqueceu da nossa ligação?

Rai-Ohkih: Miaaah.

Az (ficando de pé): É, sei que tô acabadaço, mas isso é em parte porque esgotei minhas reservas de ar. Por mais que eu aumente meu Ki, meu corpo ainda depende de certos elementos para viver. Porém...

Rai-Ohkih: Miah?

Az: Estou trabalhando em uma forma de superar até mesmo minhas limitações físicas. Aliás, é uma boa hora para eu treinar isto. Rai-Ohkih, prepare-se para purificar o ar.

Rai-Ohkih: MIAAAH?!

Az: Não, pô! Já fui no banheiro hoje! Eu só vou treinar uma nova técnica de Kokiuh (respiração)... e com isso, irei consumir o oxigênio de duas horas.

Rai-Ohkih: !!!


*Fico em base com as pernas abertas na largura dos ombros e as mãos à frente do corpo. Relaxo completamente todos os músculos e fecho os olhos. Expiro todo o ar dos meus pulmões pela boca e, depois de um leve tranco, começo a inspirar, com os olhos abertos, puxando o ar pelo nariz. Rai-Ohkih se assusta com o que vê: eu ultrapasso em muito o que seria possível para um ser humano puxar ar para dentro dos pulmões, meu diafragma se expande e meu corpo inteiro começa a inchar, como se de repente eu tivesse virado um balão! Seguro aquela massa de ar dentro do meu corpo por alguns instantes, inflado como se fosse um obeso, e de repente começo a diminuir de tamanho; parte do ar eu simplesmente expiro pela boca, devagar, mas quase todo o oxigênio que suguei permanece dentro do meu corpo. Sinto minha circulação sanguínea melhorar, meu cérebro está mais leve e meus músculos já não estão tão doloridos, quando termino de expelir o ar. Cerca de 1/3 do ar que suguei ainda está no meu corpo, sendo processado. Em seguida, com um suspiro mais forte, expiro todo o gás carbônico que meu corpo produziu e meu corpo volta ao tamanho normal (mas com os músculos um pouco mais inchados). Estou bem mais descansado. Mas não muito satisfeito.*


(imagens meramente ilustrativas)


Az: Tsc... confesso que estou surpreso com o quanto consigo controlar meu corpo, agora, mas ainda não consigo controlar totalmente suas funções. Queria ter expelido apenas gás carbônico, mas sinto que expeli boa parte do oxigênio que inspirei também. Seja como for, em breve eu serei capaz de fazer coisas realmente impressionantes (off: como se inchar como um balão já não fosse impressionante o bastante!), e talvez possa controlar completamente a estrutura do meu corpo.

Rai-Ohkih: Miah?

Az: Como assim "pra que serve isso"? O fôlego e o domínio do corpo é um dos aspectos mais importantes de um mestre de artes marciais, Rai-Ohkih. Após a batalha com os anjos, eu senti que fiquei mais forte, mas ainda não era capaz de controlar minha força adequadamente. Se eu tivesse o controle que tenho hoje, Ali não teria nem mesmo conseguido tocar em mim, quando lutamos. Escaneie meu corpo com sua sonda, Rai-Ohkih, e vai entender melhor.


*Rai-Ohkih aciona sua sonda e ela rapidamente me escaneia. O cabbit arregala seus olhos.*


Rai-Ohkih: M-miahh...!!!

Az: Sim, exatamente. E você também.


*Rai-Ohkih desativa sua sonda e seu cristal me segue, enquanto caminho até a interface da Ponte. Pego uma garrafa de água no frigobar e bebo, meu corpo ainda está coberto de suor.*


Az: Necessidade de ar, necessidade de água, necessidade de comida... será que, com o tempo, conseguirei superar de vez estas limitações...? Bom, ainda é cedo pra pensar nisso, faz pouco tempo que comecei meu treinamento, antes quero aproveitar mais a lua-de-mel... como a Lety-chan está no banheiro ainda, acho que vou aproveitar, me divertir e pilotar um pouco a nave no manual, já faz muito tempo que não faço isso...


*Vou sentar na poltrona da interface, quando de repente o cristal de Rai-Ohkih começa a circular muito rápido à minha volta, gritando comigo; outros cristais monitores se acendem, também mostrando o rosto do meu cabbit, e ele parece muito zangado. À princípio penso que é uma emergência, mas só então entendo e sorrio.*


Az: Hahah, calma meu velho...

Rai-Ohkih: Miaaah, miaaah, $%#@¨&, miaah, MIAAAAH!!!

Az: Tá bom, tá bom, já entendi, não precisa dar bronca e me xingar... vou tomar banho antes de sentar na poltrona de comando, ok? Será que a Lety-chan já terminou...?


*Caminho até o banheiro da nave e, quando abro a porta, me espanto com aquela visão maravilhosa: Lety-chan, num canto da banheira, com as pernas de fora, olhando pra mim com um olhar tanto de "Por que demorou tanto?" e "Vem que tem lugar". Solto fumaça pelo nariz (ainda bem que aprendi a controlar minhas hemorragias nasais...), vaporizo minha roupa com meu Ki e mergulho na banheira (era bem larga), onde eu e Lety-chan ficamos por mais algumas horas...*




*Alguns dias depois a nave está numa zona mais iluminada da galáxia; a luz das estrelas entra pelas janelas de Rai-Ohkih com uma intensidade que parece um show de luzes numa festa rave. Eu saio do quarto, meio cambaleante, ofegante e me sento na poltrona de comando. Penso em chamar Rai-Ohkih, mas estou tão cansado que prefiro apenas apertar um botão num braço da poltrona. O rosto dele aparece na forma da tela de cristal.*



Rai-Ohkih: Miah?

Az (quase sussurrando): Sim... puf... eu te chamei... puf...

Rai-Ohkih: Miaah??

Az: Não, não foi o treino que me deixou cansado desta vez... puf... foi a Lety-chan...

Rai-Ohkih: Miaaah...?

Az: Como?! "O que a gente andou fazendo"?


*Acerto um tapa no cristal, que gira como se fosse um pião*


Az: Não seja indiscreto, nem intrometido!

Rai-Ohkih: Miaaah!

Az (pensando): Se bem que, se eu conseguisse transformar amor num novo tipo de treino, só com estas semanas de lua-de-mel eu já seria o homem mais forte do Universo... e a Lety-chan, a mulher mais forte, hehehe... hum?




*Me lembro da primeira vez que a Lety-chan me acertou um Narutoko, meu rosto inteiro dói e sinto um calafrio*


Az(pensando): Melhor não, ao menos por enquanto... affraid

Rai-Ohkih (parando de girar): Miahh?  cherry

Az: Ah sim, chamei você porque queria que me dissesse quanto mais falta para chegarmos.

Rai-Ohkih: Miah.

Az: Calculando? *coloco a mão no queixo* Ô droga, acho que deveria ter instalado Linux no seu computador, Rai-Ohkih...


*Enquanto Rai-Ohkih calcula a trajetória, eu olho pelas janelas e vejo o Universo passar naquele belo show de luzes. Olho para as minhas mãos, e de novo para a janela*


Az (pensando): É, eu estou mais forte... nem pareço o mesmo homem de dias atrás, quando comecei meu novo treinamento. Fico pensando no quanto eu posso ficar forte... e se eu realmente quero uma coisa dessas.


*Olho para o quarto, onde Lety-chan dormia tranquilamente. E me lembro novamente de nosso bebê.*


Az (pensando): Não é uma questão de querer ou não. Eu PRECISO ficar mais forte.

Rai-Ohkih: Miaah!

Az: O quê?! Falta só isso? Rai-Ohkih, ative os controles manuais, quero pilotar um pouco, pelo menos até a fronteira!



*Rai-Ohkih faz surgir alguns controles na poltrona de comando. Coloco o capacete de comando, enfio as mãos nos controles e ativo o controle manual. Acelero. Rai-Ohkih cruza o espaço três vezes mais rápido que antes. A sensação de pilotá-lo em Dobra Espacial é indescritível; nos anos que fiquei na Pensão Hinata eu havia sentido muita falta de pilotar e foi esse um dos motivos pelos quais insisti na lua-de-mel (ou de chocolate, como insistia a Lety-chan) no espaço. E também aproveitara para ensinar ela a pilotar um pouco, caso precisasse. Nossa "lua-de-chocolate-quente" teve adrenalina de sobra. Por quase uma hora eu piloto, até que Rai-Ohkih apita: estávamos próximos da fronteira. Lety-chan acordara com o apito e foi me ver; eu diminuo a velocidade e desativo a Dobra, religo o piloto automático, desativo a interface (e a tela de cristal que mostra o rosto de Rai-Ohkih) e retiro o capacete. Ela vem, senta no meu colo e nos beijamos carinhosamente.*


Az: Estamos quase chegando. Pra comemorar, quero tentar aquilo de novo.


*Ela me olha com dúvida, eu aperto um botão e desligo a gravidade artificial. Começamos a flutuar na gravidade zero, ela sorri e eu rapidamente tiro minhas roupas, que ficam flutuando aleatoriamente. Seguro ela pela cintura.*

Az: Que tal aproveitar que meu sangue está fervendo dessa corrida pelo espaço?


*Nos abraçamos, nos beijamos e logo o interior da nave é que está fervendo.*




*Uma ou duas horas depois, ainda estamos flutuando na gravidade zero, descansando, quando Rai-Ohkih dá o sinal de que alguém está tentando se comunicar com a gente. Com dificuldade, eu "nado" pelo ar até os controles e ligo o rádio.*


Voz no rádio: Repetindo: aqui quem fala é Zuran, Oficial da Guarda Imperial de Jurai e comandante deste quadrante da fronteira para nave desconhecida. Vocês estão entrando no espaço navegável restrito de Jurai. Identifiquem-se.

Az (se segurando no microfone): Aqui quem fala é o comandante Eduardo Ioris da Costa, também conhecido pelo nome de Azrael, piloto da Espaçonave Tecnobiológica Tipo Cabbit nº47910101/Raioh-Kih, com dois, ou melhor, três tripulantes. Desculpe a demora. Peço permissão para adentrar ao espaço navegável de Jurai e autorizo a inspeção de segurança da fronteira.

Voz no rádio (após alguns minutos de demora): A-Azrael-sama!? É-é o senhor mesmo?

Az: Sim, sou eu, Zuran. Já faz tempo que não ouço sua voz. Parabéns pela promoção. Não receberam meu recado que enviei por ondas de táquions, semanas atrás?

Voz no rádio: S-sim, o-obrigado senhor! Recebemos sim seu recado, mas não tínhamos certeza de quando o senhor viria. Iniciaremos imediatamente a inspeção, se nos permitir.

Az: Já disse que está autorizada a inspeção. Câmbio e desligo.


*Seguro Lety-chan e religo a gravidade artificial; caio em pé no chão, com Lety-chan no colo e vamos rapidamente nos vestir, enquanto um cruzador espacial gigantesco, com quase dez vezes o tamanho de Rai-Ohkih em sua forma de nave aparece na janela desligando sua camuflagem (que eles usam para vigiar a fronteira, invisíveis). O cruzador abre uma comporta, na qual Rai-Ohkih entra, e logo estamos dentro da nave. A comporta se fecha e Rai-Ohkih abre a sua comporta, da onde Lety-chan e eu saímos, vestidos com nossas roupas de espaço, para a transição segura na antecâmara, onde nossas roupas e nave são esterilizadas de microorganismos e radiação por uma fumaça própria.



*Após a limpeza, um grupo de oficiais da Polícia Galática vem nos receber. Todos tiramos nossos capacetes, quando a nave policial indica que está pressurizada e limpa de radiação espacial; um dos oficiais se aproxima de nós com um aparelho, um scanner manual, para confirmar minha identidade e nossas planetariedades. Em seguida, ele faz uma continência para depois se ajoelhar, sendo seguido pelos demais.*




Zuran: É uma honra tê-lo entre nós novamente, Azrael-sama. Perdoe-nos por termos de escaneá-los mas...

Az: Levantem-se, todos. Em primeiro lugar, não precisavam ter se ajoelhado, não há a menor obrigação disso.

Zuran: Mas...

Az: Em segundo lugar, não precisava pedir desculpas pelo escaneamento. Este é um procedimento de segurança padrão, que eu mesmo estabeleci, lembra-se?

Zuran: Eu...

Az (abraçando Zuran e quase quebrando suas costelas): E em terceiro lugar, acredito que um velho amigo mereça um abraço, não é mesmo?


*Solto Zuran, que fica espantado, mas logo começa a rir, e logo todos estão rindo.*


Zuran: Hahah, você não mudou nada mesmo! Fico feliz de saber isso Az... digo, Azrael-sama.

Az: Hehe, pode esquecer o "-sama", Zuran. À propósito, esta é minha esposa, Letielle Cardoso Ioris.

Zuran: S-sua esposa?! Finalmente decidiu se amarrar? É uma honra conhecê-la, Letielle-sama! P-Perdoe minha grosseria...! (Off: Já deu pra notar que o Zuran é mais nervoso que eu...)

Az: He, "me amarrar"... a verdade é que eu decidi me libertar, isso sim. Se bem me lembro, já até disse isso para você, um casamento não existe para nos aprisionar, e sim para nos libertar da solidão. Desde claro, que seja com a pessoa certa.

Zuran: M-mais uma vez, perdoe minha falta de delicadeza, Azrael-sama, mas permita-me oferecer algo a vocês enquanto os outros inspecionam sua nave.

Az: Normalmente eu não aceitaria, mas admito que sinto um pouco de falta das bebidas daqui... *sussurro no ouvido de Zuran* mas não ofereça nada à minha esposa além de água, por favor... o paladar dela ainda não está preparado para a comida daqui, hehe.


*Seguimos Zuran até sua sala, onde ele abre uma garrafa de um líquido escuro e serve uma taça para mim e uma para si próprio, além de um copo de água para Lety-chan. Bebo o líquido e sinto minha boca queimar como se estivesse gargarejando com asfalto quente misturado com limão, vinagre, pimenta-do-reino e wasabi. Apesar de eu "sentir falta" da comida e bebida de Jurai, era puro saudosismo; um dos motivos pelos quais eu voltei para a Terra foi o fato de a maioria dos temperos, condimentos e demais realçadores de sabor daquele planeta serem completamente intragáveis para o paladar humano. Com a experiência de quem já havia tido a necessidade de comer carniça de gambá com urina, eu afirmava com toda a certeza que até a pior gororoba que já foi servida na Terra era melhor que uma única gota daquela bebida, uma das MENOS PIORES entre o variado cardápio de Jurai (não que roda a comida Jurai fosse ruim, mas era difícil achar uma que não maltratasse o paladar humano, além dos doces...). A inspeção de Rai-Ohkih fora rápida, ele já havia se transformado em sua forma de cabbit (após muito tempo) e repousava no colo de Lety-chan, enquanto eu e Zuran conversamos por mais de três horas, trocando detalhes do que acontecera nos últimos anos e relembrando várias coisas da época em que eu fora da Polícia Galáctica e depois quando governei Jurai. Enquanto isso a nave deles nos levava diretamente para Jurai; não era o procedimento padrão, mas Zuran fizera questão para justamente relembrar os velhos tempos e eu achava que seria uma boa ideia Lety-chan conhecer um pouco mais da minha vida pré-Pensão Hinata pela boca de outra pessoa.


Zuran:... e você se lembra da vez que brigou com o Comandante por se recusar a usar a arma no combate? Todo mundo achava que você iria murchar as orelhas, mas a cara que ele fez quando você acertou em cheio a barriga dele com um soco e o jogou contra a parede é impagável!

Az: Haha, e como eu poderia esquecer? Peguei três dias de cadeia a pão e água. Sinceramente, foram as melhores refeições que comi, na época que servia na Polícia Galáctica!

Zuran: Hahaha! Só você mesmo... A foto que tiraram da cara dele na hora até hoje é famosa em todo o Império:



*Zuran mostra a foto numa espécie de celular e todos caímos na gargalhada, eu mais por vergonha por aquele detalhe do meu passado*


Zuran: À propósito, Az-sama, eu tenho uma dúvida...

Az: Qual?

Zuran: Quando conversamos pelo rádio, você disse que haviam três tripulantes em sua nave. À princípio, pensamos que você falava de sua esposa e de seu cabbit. Era isso mesmo?

Az: Ah, não... embora Rai-Ohkih seja um ser vivo inteligente, ele não é tecnicamente um "tripulante", já que ele é a própria nave. Eu quis dizer que os tripulantes éramos nós três: eu, minha esposa e nosso bebê, que ela está esperando.

Zuran (engasgando com a bebida): Cof! B-bebê?! É sério?!

Az: Eu nunca brincaria com isso, meu amigo.

Zuran: Ora, viva, pela árvore sagrada! Meus parabéns! Já sabem o que vai ser?

AZ: Talvez médico, ou Engenheiro, ou bombeiro...


*Todos rimos, até Rai-Ohkih.*


Az: Na verdade, sabemos há apenas alguns dias. Chegando em Jurai, ela precisa ir imediatamente ao médico. Sabe se a Washu-san ainda é líder da equipe de Pesquisa e Desenvolvimento?

Zuran: Com certeza... aquela lá é outra que nunca muda.

Az: Ótimo, eu não confiaria em ninguém mais para cuidar da vida do nosso filho.

Zuran: Que bom, Az-sama. Agora, temos motivos redobrados para a recepção.

Az: Que recepção?

Zuran: Ora, a recepção que todos estão preparando para vocês em Jurai.

Az: Que história é essa?!

Zuran: Az-sama, o povo ainda o vê como seu herói e salvador. Foi graças a você que a Guerra Milenar acabou. Foi você quem salvou Jurai e seus habitantes da aniquilação. E quem ajudou a unir os planetas do Império. Foi você quem salvou a miha vida. O mínimo que podemos fazer é honrá-lo com uma pequena recepção, não acha?

Az: Tsc... por essa eu não esperava.


*De repente, um aviso no intercomunicador: estávamos próximos de chegar. Olhamos pelas janelas e vemos um imenso planeta verde-azulado, com dois pequenos anéis circulando-o: Jurai. Meu coração bate mais forte e me levanto.*



Az: Jurai... meu segundo lar... seja bem-vinda, Lety-chan.


*Enquanto a nave entra na atmosfera de Jurai, eu e Lety-chan trocamos de roupa, nos preparando para a recepção. Felizmente eu ainda tinha algumas das minhas roupas reais, armazenadas num compartimento secreto de Rai-Ohkih; achava que nunca mais iria precisar usar aquele trambolho todo, mas se teria uma recepção, tinha que estar pelo menos vestido a rigor. Para Lety-chan, eu acabei tendo que adiantar um presente que eu deixara escondido e que só pretendia dar a ela em Jurai: um conjunto nobre, feito pelo alfaiate pessoal da princesa regente de Jurai que eu havia encomendado meses antes, quando pedi Lety-chan em casamento (e não me perguntem como eu consegui que entregassem essa roupa na Terra...).*




*Em seguida, a nave não pousa no espaçoporto de Jurai, ela se dirige até uma certa área da Capital, a Praça Estrelada, um belíssimo parque que eu mandei construir para comemorar o fim da Guerra, e que onde seria a recepção. A nave pousa no centro da praça e os guardas da Polícia Galáctica escoltam Lety-chan e eu até a imensa comporta, por onde saímos sempre seguidos pelos guardas.*


Az: Santo Deus... "pequena recepção"? Como esse povo todo veio para cá em apenas algumas horas, desde que vocês anunciaram que estavam nos escoltando pro planeta?!

Zuran: Ora, Azrael-sama... permita que o povo saúde nosso maior herói com as honras que lhe são merecidas! *se dirigindo ao povo* Atenção, povo do Império Jurai! Recebam a visita do ilustre Ex-Rei de Jurai e atual Embaixador da Terra, o herói da Guerra Milenar, Eduardo Azrael, e sua esposa, Letielle-sama!!





*Uma multidão realmente gigantesca se acotovelava e espremia na Praça; embora a Praça fosse maior que qualquer praça que houvesse na Terra, ela parecia pequena para os literalmente milhões de habitantes de Jurai e adjacências que haviam ido lá para nos recepcionar. A multidão gritava como se estivesse num show de Rock, como se cada cidadão quisesse que eu ouvisse sua voz, e os membros da Polícia Galáctica nos protegiam como seguranças, afastando a multidão. Completamente envergonhado, eu acenava timidamente para a multidão enquanto sorria forçadamente e com o canto da boca sussurrava para Lety-chan.*


Az: Hã... eu prometo, vou deixar nossa estadia aqui o mais curta que for possível...


*Até penso em fazer um discurso, mas me limito a algumas saudações e agradecimentos, senão iríamos ficar ali o dia inteiro. Após algum tempo, a multidão se acalma e uma limusine aparece para levar a mim e à Lety-chan para o Palácio Imperial, onde nos hospedaríamos (segundo Zuran foi cortesia da princesa, que insistiu pelo comunicador que ficássemos lá), enquanto a nave de vigia da Polícia Galáctica retornava à Fronteira Espacial. Nos despedimos de Zuran e dos demais e imediatamente entramos na limusine, antes que a multidão trancasse a passagem de vez. Rapidamente chegamos ao palácio imperial; uma série de lembranças invadiu minha mente, desde a primeira vez que havia visto aquele lugar até quando eu me despedi de todos para voltar à Terra. Tantos anos haviam se passado... Ao entrar no palácio, era quase como se eu voltasse no tempo. Eu e Lety-chan caminhávamos tranquilamente pelo palácio; as pessoas que nos viam imediatemente nos cumprimentavam, como se nós fossemos o casal imperial, e aquilo me deixava sem jeito. Mas Lety-chan logo pôde notar que, à medida que as pessoas pareciam ter cargos maiores no palácio, nos olhavam de modo diferente; em momento algum faltaram com o respeito a nós ou mesmo deixaram de nos saudar, mas pelo olhar deles era claro que, diferente do povo, a aristocracia parecia realmente incomodada com minha presença naquele lugar. Perguntei sobre a Princesa a um dos membros da Corte que nos recebeu, e ele disse que ela estava fora do planeta, resolvendo questões políticas na fronteira, mas que havia pedido que nos acomodássemos pelo tempo que quiséssemos. Evitei maiores comentários e nos dirigimos imediatamente ao quarto para o qual os carregadores levavam nossa bagagem (que não estava dentro de Rai-Ohkih, que nos seguia em sua forma de bichinho), um quarto extremamente luxuoso, logo abaixo apenas dos aposentos da própria Princesa. Agradeci a eles, que se curvaram e nos deixaram a sós. Me joguei na cama.*


Az: Uff... tinha me esquecido do quanto eu ficava nervoso diante de multidões... heheh. Querida, me desculpe, eu só queria mesmo que você conhecesse Jurai (afinal, não é qualquer ser humano que pode levar a esposa pra uma viagem de férias em outro planeta), nem de longe eu imaginava toda essa confusão. Quanto ao olhar dos membros do palácio, não é nada demais, acontece que a aristocracia não gosta muito de mim pelo simples fato de eu ser humano e não ser um cidadão Jurai nativo; durante alguns anos eu sofri um sério preconceito por isso e mesmo quando ascendi na carreira militar e depois ao Trono de Jurai, continuei sendo mal visto pela aristocracia por causa das minhas origens (preconceito existe mesmo em uma sociedade evoluída como aquela...) e por muitos me considerarem, na época, um mero usurpador do trono. Prometo lhe contar tudo isto em detalhes (além do que já contei) mas depois de...


*Alguém toca a campainha do quarto. Pergunto quem é e meu rosto se ilumina com a resposta. Fico em pé imediatamente e vou abrir a porta*


Az: Como eu dizia, logo depois de vermos a pessoa que está na porta agora.


*Abro a porta e Lety-chan vê uma menina de cabelos vermelhos, usando um jaleco. Parecia ser nova, não mais do que uns doze anos, mas Lety-chan pôde perceber que ela tinha um ar e uma postura bem adultos, apesar da aparência.*


Az: Muito bom dia, Washu-san. Há quanto tempo!

Washu: É uma alegria revê-lo, Azrael-san. E uma honra conhecer sua esposa.

Az: He, as notícias voam rápido por aqui, não? *Me viro para Lety-chan* Querida, esta aqui é Washu, cientista-chefe de Jurai e uma das maiores gênios da Galáxia.

washu: Aham... "A" maior gênio de toda a Galáxia, por favor.

Az: ^_^'



*No ombro dela pulou um outro cabbit, marrom; quando Rai-Ohkih viu esse outro cabbit ele quase pirou: saiu correndo pelo quarto, dando voltas e voltas e, em seguida, pulou no ombro de Washu e abraçou o outro cabbit, fazendo os dois bichinhos caírem no chão. Os dois ficaram esfregando seus rostos.*



Az: Ah, que bom que você trouxe a Rih-Ohkih... fazia muito tempo que Rai-Ohkih não via a mamãe dele.

Washu: É, por sorte a Ryoko deixou ela aqui para uma revisão. Aliás, por falar nisso, seria bom examiná-lo também. Mas vim aqui avisar você que o laboratório está pronto.

Az: Lety-chan, Washu-san é a maior especialista em medicina que poderíamos encontrar em qualquer parte da Galáxia (era ela quem remendava meu corpo sempre que eu voltava da Guerra...) e seria bom se você fizesse os exames pré-natais com ela. Se você quiser, é claro... mas garanto que a medicina de Jurai é muito mais avançada que a da Terra e aqui poderemos fazer exames que talvez só sejam inventados daqui a mais de mil anos lá.

Washu: E quero examinar você também, senhor Azrael.

Az(ficando verde): E-eu?!

Washu: Já faz anos que não faz um check-up, não é? Posso olhar pelas suas cicatrizes que andou abusando do limite do seu corpo, e seria bom saber se você está tão bem quanto acha... ou tão ruim quanto eu acho que está.

Az(pensando): Tsc...

Continuem...

_________________






"Queira o melhor... mas prepare-se para o pior do pior."

"Que Deus tenha piedade da sua alma... pois eu não terei!!!"
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Conteúdo patrocinado




MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   

Voltar ao Topo Ir em baixo
 
Em busca das armas sagradas
Voltar ao Topo 
Página 12 de 15Ir à página : Anterior  1 ... 7 ... 11, 12, 13, 14, 15  Seguinte
 Tópicos similares
-
» 4º Alteração à Lei das Armas acaba de ser aprovada
» ABC das armas
» Transporte de armas.
» almas das armas desportivas e de caça: quais são as diferenças
» Cofres para Armas

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
Hinata Sou ~ Wellcome :: ~ Navegando Na Pensão ~ :: *~* Aventuras Aqui *~*-
Ir para: