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 Em busca das armas sagradas

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Akane
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Ter Mar 22, 2016 6:21 pm

“Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito.”
― Aristóteles

=====================================================================================

*Akane abraçava Shujii como alguém abraça um bote salva-vidas. Ela tremia de cima a baixo, sem conseguir controlar o sentimento de horror ao ver a luta de Xysuke com Harima. Algumas lembranças muito ruins de sua vida anterior como meio-demônio estavam aflorando, e ela não estava gostando nada. Depois de perder controle e sentir-se invadida por aquela energia poderosa, antiga e má, Akane sabia que a partir daquele momento deveria continuar sua existência aperfeiçoando-se. Mas agora ela sentia-se frágil, impotente e inútil. Ela estava balbuciando, como um mantra: - Não deixe Shujji morrer... Não deixe Shujji morrer... - lágrimas estavam prestes a rolar por suas faces, quando ela sentiu uma mão puxando seu corpo, e um abraço apertado. O cheiro de sua mãe encheu-lhe as narinas, e ela deixou todas as lágrimas rolarem silenciosamente pelo seu rosto.

Depois do abraço Akane explicou a mãe o que tinha acontecido enquanto ela estava desmaiada. Enquanto os acontecimentos continuavam a sua volta, uma certeza do que queria fazer depois que isso tudo terminasse surgiu no âmago de seu ser.

Para proteger àqueles que amava, precisava ficar mais forte... e era isso que buscaria... e já sabia até para quem pediria ajuda!*




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Azrael_I
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MensagemAssunto: Testando, 1, 2, 3   Seg Out 03, 2016 1:49 am

Testando, 1, 2, 3

Assim os maridos devem amar as suas mulheres, como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. (Efésios 5: 28)

Em todo o tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão (Provérbios 17:17)


OFF: Meu primeiro post no ano!! Êta ano difícil esse...

ON:


*No laboratório de Washu, diante dos olhares arregalados da cientista e de seus assistentes, as máquinas rangiam. Assustada, Washu monitorava seus equipamentos diante dos gráficos absurdos que surgiam nas telas holográficas: pele, ossos, músculos, órgãos internos e externos, frequência cardíaca, sinapses cerebrais, fluxo de sangue e enzimas, peso, cor, níveis hormonais, energia intrínseca, aura kiriliana e outras centenas de dados que as máquinas mais modernas da Terra não seriam capazes de medir... e que agora até as máquinas de Jurai estavam sendo forçadas ao máximo para medir. Washu nunca havia visto dados como aqueles em um ser vivo, muito menos um humano. Flutuando confortavelmente na sonda que a levitava e ao mesmo tempo examinava dentro de umcampo de luz à prova de som, Lety-chan olhava para os aparelhos (sem poder entender o idioma, logicamente), preocupada com o que ela, Washu e os demais viam: pela janela do laboratório, num imenso hangar, duas máquinas do tamanho de prédios exerciam uma pressão imensa em um pequeno ponto entre elas. A pressão era tamanha que boa parte da cidade tremia com o esforço das máquinas. Era como se duas botas gigantescas tentassem esmagar uma pequena pulga; no meio das duas máquinas, sem camisa e com eletrodos em diversos pontos da minha pele, eu sentia meu corpo sendo forçado. Mas apenas sentia; para espanto de todos, até para mim mesmo, aquelas máquinas não conseguiam mover um milímetro sequer minhas mãos. Washu olhava os gráficos, quase incrédula, enquanto uma de suas assistentes robóticas se aproxima dela.*




Washu (pensando): Pelo Império...! Se não fosse eu mesma quem construiu todas estas máquinas e sensores, não acreditaria! Cada um daqueles rebocadores tem potência o bastante para arrastar algo com a massa de uma Lua! E ele está segurando DOIS de uma só vez!!

Assistente: Washu-sama... Eu sei que estes dados estão corretos, afinal já verificamos cinco vezes, mas... A quantidade de energia no corpo de Azrael-sama... meus registros indicam que a única coisa próxima a isso na Galáxia foi quando o Conselho utilizou o OMEGA...

Washu (tampando a boca da assistente): Sch! Não fale! Ouça bem! Todos estes dados são confidenciais! NINGUÉM pode saber o que descobrimos aqui hoje, entendeu? Estou selando com senha o conhecimento no seu HD e dos seus "irmãos" para que ninguém possa vazar as informações! E se tentar, vou reciclar todos vocês!


*A assistente faz sinal de afirmativo com a cabeça, Washu retira a mão de sua boca e, com uma reverência, a assistente foi em direção às outras máquinas. Todos os assistentes robóticos de Washu fizeram o sinal de que haviam entendido a ordem e começam a cifrar os dados. Ela e Lety-chan, ainda no scanner corporal de luz, continuavam a olhar meu "duelo" com as máquinas.*


Washu: Azrael-sama... o que você está se tornando...?


*De repente, eu contraio os braços, como se fosse ceder à pressão, mas simplesmente dou um tranco mais forte e as duas máquinas quebram e desmoronam como dois imensos castelos de cartas. Pego minha camisa e caminho tranquilamente em direção ao laboratório, enquanto outras máquinas são acionadas para consertar os rebocadores. Nem uma gota de suor havia escorrido do meu corpo, minhas pulsação e respiração estavam tranquilas como as de um homem de quarenta anos descansando. Entro no laboratório, uma das assistentes rapidamente me oferece uma garrafa com bebida isotônica, enquanto todos ali me olhavam, ainda estupefatos, mesmo os andróides*


Edu Az: E então, Washu-san? Estou mais forte do que da última vez?

Washu: T... tá brincando né?!


*Dou um gole na bebida e vou para perto de Lety-chan, olhar as máquinas que a sondavam.*





*Washu se aproximou de mim com um aparelho semelhante a um tablet feito de luz nas mãos*


Washu: Anos atrás, uma única daquelas máquinas teria espremido você como uma espinha, mas agora... eu não entendo, como você conseguiu isso?!

Az (terminando a bebida): Aconteceu muita coisa comigo nesses anos na Terra. Mas tenho que admitir, nos últimos meses, minha força praticamente dobrou. Ou até mais.

Washu: O tal treinamento que você desenvolveu...?

Az (colocando a garrafa vazia numa lixeira auto-recicladora): Em parte sim. Mas não foi só isso, a maior parte foram as batalhas que lhe contei.

Washu: Mesmo assim...

Az: E então? Qual é o resultado dos exames?

Washu: Hehe, direto heim? Sorte sua que minhas máquinas dão resultados instantâneos. Seja como for, os resultados são incríveis... e um pouco assustadores. Pelo visto ambos tínhamos razão, você está mesmo tão bem quanto achava, e tão ruim quanto eu achava.

Az (preocupado): Como assim?

Washu: Nunca vi dados como estes antes, resumidamente você é de longe o ser vivo mais forte que já vi. Até mesmo um Devorador de Estrelas ou um Cruzador Vivo não se comparam! A quantidade de energia (que você chama de Ki) em seu corpo seria suficiente pra ofuscar o nosso Sol! Por outro lado... como você pôde fazer tamanho estrago em seu corpo? Como conseguiu forçar assim suas células, suas próprias moléculas, com isso que você chama de treinamento... e ainda sobreviver?!


*Me sento num banco que estava ali, ainda olhando os monitores de Lety-chan*


Az: É um preço pequeno a se pagar, Washu. Eu descobri coisas. Coisas realmente terríveis. Se tudo for como eu descobri, talvez nem dez vezes... talvez nem cem ou mesmo mil vezes a minha força atual... sejam suficientes...

Washu: Para o quê?

Az: Proteger minha família, meus amigos, meu planeta, Jurai... e o resto do Universo.

Washu (coçando a cabeça): Az-sama, eu realmente não estou entendendo do que você está falando... poderia me explicar melhor?

Az: É claro. Mas antes, quero que me diga os resultados dos exames.

Washu: Como assim? Eu já falei... a menos que queira os dados técnicos.

Az: Hehehehe, vou querer sim, mas estava me referindo aos exames de minha esposa e nosso bebê.

Washu: Ah sim, hahahaha! Tinha quase esquecido!





*Mais descontraída, Washu pede a uma assistente que lhe traga os dados. Eu termino de tirar os eletrodos e visto minha camisa, enquanto Washu me mostra a tela de luz.*


Washu: Como pode ver (OFF: eu entendo o idioma Jurai), tanto a sua esposa como o feto estão bem. A viagem pelo espaço não os afetou em nada. Ainda faltam alguns exames, por isso ela ainda está no campo de luz, mas a saúde de ambos está perfeita. Gostaria de saber o sexo do bebê?

Az: Eu e Lety ainda não conversamos sobre isso, mas se for pra saber, quero que saibamos juntos.

Washu: Entendo. Já pensou em um nome?

Az (sussurrando): Ten-no-Ryu...

Washu: Como?

Az: Ryu. Se for menino, lógico. Se for menina, talvez algo que comece com M.

Washu: Ryu? Se meus conhecimentos de geografia terráquea não falham, não é um nome muito comum no seu país natal.

Az: Mas é um nome forte e é adequado pro país da minha esposa, onde nós moramos.

Washu: Entendo, hehe.  

Az: E quanto aos exames de Raioh-Kih?

Washu: Ainda vão demorar um pouco. O organismo tecnorgânico dele é bem mais complexo. Teremos tempo para você olhar os dados dos seus exames e conversar sobre as tais "coisas" que você descobriu e que te fizeram arrebentar seu organismo a nível molecular.

Az: E ainda irei arrebentar mais.

Washu: COMO ASSIM?!

Az: Meu treinamento só está no início, Washu.

Washu: M-mas... Azrael... você vai acabar morrendo! Isso se seu corpo não se despedaçar antes! Há muito mais chance de você morrer ou ficar completamente incapacitado ou mesmo aleijado do que de ficar mais forte!

Az: Talvez. Mas se eu sobreviver, e SEI que vou, com a graça de Deus irei conseguir a força necessária.

Washu: Chega, Eduardo Azrael! Chega! Você já é mais forte que qualquer coisa, viva ou articial, que eu já vi! E diz que ainda PRECISA ficar mais forte?! Afinal, onde você quer chegar?

Az: É, realmente eu preciso. Vou precisar muito da sua ajuda, Washu-san.

Washu: Minha ajuda? Para o quê?

Az: Antes de eu contar, me responda uma coisa: você acredita em anjos... e demonios?

Washu: Heim? Que tipo de pergunta é essa? Eu sou uma cientista! Esse tipo de coisa...

Az: Acredita ou não?

Washu: ...não tenho certeza. Mas há coisas que nem a Ciência pôde descobrir ainda, então sou aberta a certas crenças com pouco ceticismo. Por quê?

Az: Porque dois deles vieram me visitar recentemente. Há poucas semanas. No começo da minha Lua-de-Mel. Num momento que minha esposa estava dormindo. A começar pelo anjo...


*Prossigo na minha história, contando a ela um resumo de minha história e de Lety-chan, dos anjos Azrael e Lelahel, mas também contando detalhes que ninguém da Pensão Hinata sabia sobre nosso passado, presente... e o futuro não muito distante. Washu ficou boquiaberta.*


Washu: Quando... quando você pretende contar tudo isso à sua esposa...?

Az: Mais tarde, depois do jantar. Queria ter certeza que ela e o bebê estão bem. Sei que no mínimo ela ficará chocada.

Washu: "Chocada"...? Só isso? Azrael-san, meus sensores indicam que você está falando a verdade e duvido muito que tenha alucinado... embora eu esteja um tanto cética com tudo isso, eu pude observar o fenômeno daqui, quando pediu ajuda de todos para reunir energia (OFF: ela está falando dos fatos da Aventura "A Última Vez"). E mesmo assim... é realmente difícil acreditar nessa história.

Az: Eu sei. Mas garanto que é verdade.

Washu: SE for verdade... e não estou dizendo que é... eu finalmente entendo porque está maltratando seu corpo desse jeito. Embora não tenha certeza se concordo.

Az: Se entende, então sabe porque preciso tanto de sua ajuda, não é?

Washu: Não exatamente. Por quê?

Az (suspirando): Preciso de sua ajuda para fazer uma progressão do meu treino, melhorar a rotina de modo a aumentar a minha chance de sobrevivência, um modo científico de melhorar meu treino; pensei em todas as possibilidades e você é uma das poucas pessoas que conheço em toda a Galáxia que pode me ajudar neste sentido. E também *enfio a mão no bolso e tiro uma pequena esfera* preciso da sua ajuda para aperfeiçoar um de seus melhores trabalhos.

Washu (arregalando os olhos): M-mas isso é... a Sala de Treino Portátil Simuladora Ambiental Quadridimensional! Você trouxe isso com você, da Terra?!

Az: Claro. Que tipo de mestre de Karatê eu seria se deixasse meu dojo pra trás? Aproveitei pra vir treinando nela, à bordo de Raioh-Kih, embora só tenha tido tempo de treinar umas duas ou três vezes (afinal, tinha coisas mais importantes a fazer, hehe...). Quero que você a melhore um pouco.

Washu (irritada): Como assim melhorar?! Por acaso está dizendo que eu não fiz um bom trabalho?

Az: Ao contrário, é ótimo. Mas tive umas ideias e queria estudar com você as possibilidades.


*Coloco a esfera brilhante na mão de Washu, que ainda estava zangada*


Washu: Me diga, Azrael-san, por acaso esse foi o motivo pelo qual insistiu com sua esposa para ter uma Lua-de-Mel aqui em Jurai? Pedir minha ajuda?

Az: Na verdade não. Eu já havia decidido convidar ela pra vir aqui antes mesmo do casamento, queria muito rever Jurai e queria que ela conhecesse. Mas é extremamente conveniente que tudo tenha acontecido, de modo que eu precisasse da sua ajuda, não é mesmo?

Washu: Coincidências não existem, bem dizem os sábios de seu planeta. Mas mesmo assim...

Az: O quê?

Washu: Ainda não tenho certeza se devo ajudar você.

Az: Por quê?

Washu: Por que você tem que passar por tudo isso? E sozinho, ainda por cima?

Az: Não estou sozinho. Eu tenho minha esposa. E também nossos amigos.

Washu: Já contou a eles?


*Me levanto e volto a olhar Lety-chan dentro da cápsula de luz, ela agora estava descansando, devido à demora dos exames. Eu havia sido examinado dentro de uma cápsula igual, antes dela, para mostrar que era seguro.*





Az: Ainda não.

Washu: Não confia neles?

Az (irritado): Como pode dizer isso?! Confio neles mais do que em mim mesmo! Tanto é que me dei ao luxo de sair da Terra por tanto tempo, porque SEI que eles podem cuidar sozinhos de qualquer problema que aconteça lá!

Washu: Até do que me contou?

Az: Não. Nem eu, nem eles podemos... não sozinhos. Mas juntos talvez... TALVEZ tenhamos uma chance. É por isso justamente que preciso me fortalecer, para ser capaz de ajudá-los. De todos na Pensão Hinata eu sou o único que não usa armas, minha única arma é meu próprio corpo, e é por isso que preciso ficar mais forte.

Washu: Então por que não contou a eles?

Az: Eu ia, no mesmo dia... mas aí me lembrei de um detalhe importante: Xysuke e Ali devem estar, neste momento, arrumando um jeito de consertar suas armas, se eu contasse poderia mudar as prioridades deles. Eles têm sua própria missão agora e não quero ser o responsável por prejudicar eles. Seria contrariar o que o anjo me disse também, irei contar a eles assim que retornar. Sei que a Terra estará segura com meus amigos... com minha família que ainda está lá! Eu posso estar sendo egoísta, não sei... mas minha esposa merece esse tempo só para nós, ela já passou por tanta coisa...

Washu: E você também merece, Azrael-san. Deve descansar um pouco.

Az: M-mas...! Depois de tudo que eu lhe contei... eu preciso continuar meu treinamento!

Washu: Sim, mas não imediatamente. Pelo que me disse, a coisa é grave mas não tão urgente. Se seus amigos podem esperar, você também pode. Pelo menos até eu estabelecer a rotina adequada e melhore a sala de treino como você deseja, visando a sua integridade.

Az: Mas...

Washu: Sem "mas". É a condição que eu imponho para te ajudar. Aproveite sua Lua-de-Mel e relaxe um pouco. Dê esse tempo a si mesmo e à sua esposa. Ou então não irei ajudá-lo.

Az: Hehehe, OK, você venceu. Bom... tem mais uma coisinha que eu queria pedir pra você.

Washu (revirando os olhos): Aff... o quê, agora?

Az: Queria sua ajuda pra fazer um presente para minha esposa.


Continuem....

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Zhero Kuratami

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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Sex Out 28, 2016 10:15 pm

OFF: Eita ! Tanto tempo sem postar... xD Se eu me perdi em algo ou algo do tipo, me avisem... eu to meio perdido ainda na aventura ! Falous !

Sangue por sangue


- Momento Flashback -

- Kuratami, se concentre mais nisso, se quer mesmo ser um mestre Shaman. - Dizia Ryuku, um dos mestres de Zhero, apontando-lhe a ponta inferior de seu cajado no nariz do aprendiz.

O pequeno Shaman então dá uma pequena risada e volta a conjurar uma magia estranha em um pequeno esquilo que aparentemente estava morto. Da mão do garoto, surgia uma luz estranha, uma luz de cor dourada, que cada vez mais crescia e crescia, aumentando seu brilho e sua intensidade.

- Ryuku-sama! Ryuku-sama! Estou conseguindo! - Dizia o pequeno aprendiz enquanto o pequeno esquilo começava a se mexer, voltando a vida.

- Olha! ele está vivo novamente! - Então o esquilo se levanta assustado sem saber como aquilo aconteceu, olha para o pequeno garoto e então caminha em direção a sua mão.

O esquilo parecia grato pela tal atitude, ele subia na mão do garoto e coçava o nariz com ambas as patas. Ryuku estava assustado, seus olhos estava totalmente abertos enquanto seu cajado caía lentamente de sua mão direita no qual estava se apoiando.

- Z...Zhero... ! - Ryuku solta de vez o cajado e então afaga os cabelos do aprendiz. - I...Isso é... maravilhoso... - O velho dava risada sem acreditar que o pequeno já havia aprendido uma magia um tanto raro um tanto que difícil de se usar.

Diziam que grandes Shamans tinham o poder dar devolver a vida daqueles que se foram para o outro mundo, outros diziam até que os mesmos podiam visitar o mundo astral, ou mais conhecido como a Terceira dimensão em um corpo espiritual. Religiosos de todo o mundo se revoltavam contra isso, diziam que não se podia devolver a alma de quem ja foi para o outro mundo, pois era pecado e contra as regras do ciclo da vida.

O velho mestre queria que aquela pequena criança que tinha um sonho, pudesse realizar qualquer desejo que ele pudesse ter, queria ter alguem para passar seus conhecimentos e um alguém para compartilhar seus segredos e histórias. Zhero havia sido escolhido por nada mais que Ryuku Yamato Jyin, o maior Shaman que o mundo real e espiritual  já conheceu, que nos dias atuais é apenas um senhor de idade que mora em uma casa na árvore em uma montanha isolada e distante da capital do Japão.

Os anos se passam e Zhero decide então partir para o seu destino traçado, em busca de sua arma espiritual. Ryuku então lhe dá algo enrolado em um lenço branco, algo que era pesado de tamanho médio, parecia algo como um medalhão ou algo do genero.

- Zhero... Você cresceu, aprendeu tudo que eu posso te lhe ensinar, agora é hora de conhecer o mundo, use tudo que aprendeu aqui com sabedoria... - O velho então tosse algumas vezes. - Eu já não vou durar muito tempo, mas fico feliz que não vou morrer em vão... consegui passar meus conhecimentos a ti e não me arrependo disso. - Ele dizia enquanto um sorria surgia de seus lábios enrugados e secos.

- Ryuku-sama... - O aprendiz então abaixa sua cabeça em forma de respeito diante do Mestre. - Muito obrigado por tudo que fez por mim, pelos ensinamentos, por passar seu conhecimento a mim e o mais importante... por confiar em mim. - Zhero então o olha com um sorriso estampado na cara.

- Zhero.. Use esse medalhão que lhe dei apenas em caso de extrema emergencia, não o abra... jamais! Pois isto so pode ser usado em caso de necessidade, caso ao contrário... - O velho balança a cabeça para a esquerda e depois para a direita, negando algo - Apenas... tenha cuidado!

- Fim do Flashback -

Em um labirinto sem fim, Zhero seguia os dois jovens que acabara de conhecer em sua frente. Uma mulher Loira com armaduras leves, forte porem com elegancia, ela tinha uma aura doce, mas também agressiva, uma mistura do Ying e do Yang. O rapaz ruivo tinha uma aura forte, podia ser um bom lider de guerra em tempos antigos, sua força e sua aura se parecia uma mescla de um dragão serpente e um macaco chines. Os dois formavam um bom casal de guerreiros.
Enquanto Zhero admirava o casal em sua frente, um grupo de dobradores de terra " Sumonavam " monstros para atrapalhar o caminho.

- Ahm... Pessoal será que... po... - O Shaman era interrompido com o barulho do saque das armas de ambos. - Ok... hehe... valeu.

Alguns minutos e pedaços de ogros de pedras pelos cantos do labirinto, o grupo chega ao local aonde haviam mais três pessoas ali, dois pareciam ser de outro pais, seria do árabe ou eram apenas uma nova moda de roupa ? Ele ficou ali, viajando, tentando acertar se era um ou outro enquanto sentia uma respiração estranha em sua orelha.

- Lola ? Acor... - Sem conseguir terminar a pergunta, depois do grito " - AH " Zhero é lançado a uns 300m pra frente com o empurrão da mesma, dando de cara em uma pedra.

- É assim que se trata as pessoas que te carregam para lá e para cá enquanto se dorme toda suada? - Dizia ele limpando o sangue que escorria pelo canto da boca - Argh... ainda comi areia. -

Enquanto ele cuspia os grãos de areia mistura com o sangue de seu ferimento, ele percebia que uma das três pessoas que estavam ali, se movia em sua direção, logo o Shaman se ajeita dando uma ultíma guspida no chão.

"Makie: - Hum... Nesses momento difíceis, é bom mantermos o bom humor, não é? Bem... O que o tomate foi fazer no banco? " - Zhero ficou olhando para a garota, esperando uma resposta por um bom tempo, ate que ele descide reponder.

- Foi pagar cont... - Até ser interrompido - "(2 horas depois sem resposta) Foi tirar extrato."

Sem reação, Zhero ficou paralizado, um de seus olhos começou a dar xiliques estranhos enquanto um vento vazio e frio batia em seus cabelos.

...

Depois de ser atingindo pelo poder da poderosa piada PRASÓDIA, Zhero se recupera com um grito e uns barulhos estranhos que ecoava aonde o grupo estava. O Shaman se vira pra trás e então vê mais três pessoas correndo, um doido que corria atrás de outras duas garotas.

- Meu Deus, um tarado... Alguém aju...! - Zhero se cala após ver o " Tarado" conjurar uma magia em volta de todos, uma magia de alto rank e então golpear uma das garotas e a jogar longe. - Mas pra que tanto ? - Em um instante, o Shaman corre em direção da garota em uma velocidade absurda atravessando a parede de vento usando uma magia de cancelamento de alto conjuração pegando-a antes que ela pudesse tocar o chão, fazendo um barulho imenso enquanto tentanva freiar a sua velocidade até então dar de costas em uma das paredes do labirinto.

- Argh... ! - Ele da um grito de dor - Pelo menos não te deixei quebrar os teus ossos, menina. - Zhero então a deixa perto da Guerreira loira, - Ahm...Pode cuidar dela por favor? Ja que seu marido deu uma de saltador Olimpico... - Ele olha Thul com um sorriso no canto do lábio e então volta a prestar atenção em todo os acontecimentos, enquanto o tarado era espancado pelo jovem ruivo.

- Eita... esse ai so faltou dar um Azura para acabar com ele - Ele dizia enquanto parecia estar desenhando com sangue alguns simbolos estranhos em um pergaminho. -


- Já que não posso dar golpes tão fortes assim... - Então ele joga o papel para cima e com uma faca estranha retirada de sua bainha grudada em sua cintura, ele perfura o pergaminho no meio -  Healgrammaton Miguel ! - Então uma luz forte surge do céu e cái sobre o jovem ruivo, curando todos os corte fundos e ossos fraturados, deixando-o novo, como se algo divino tivesse o curado.

- Uff... Faz tempo que não uso isso... - Então ele se senta sobre o chão de areia e então olha novamente para a guerreira loira - Aquele que ta caido no chão, parece que é conhecido de vocês... Mas parece que ele não é ele... algo de fora, fora dessa dimensão está o pertubando-o... Posso amenizar isso por um tempo... mas um dia isso vai voltar novamente... Quer que eu tente ? - Dizia ele se levantando novamente enquanto ele guardava a faca novamente em sua cintura.

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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Sex Fev 23, 2018 9:29 pm

Heroísmo Verdadeiro

"A religião que Deus, o nosso Pai, aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo." Tiago 1:27

OFF: Hora de Ressuscitar a Pensão!

ON:

*O acampamento militar improvisado do Exército Imperial Jurai no planeta Zaran. Muitos anos atrás, ainda durante a Guerra Milenar. Dois dias após uma campanha de meses, meu corpo ainda doía. Meu braço quebrado estava imobilizado com talas, até eu ter acesso a uma das cápsulas médicas, as quais eu abdiquei para dar prioridade aos meus soldados e demais feridos. Todos no meu agrupamento estavam seriamente machucados, eu era o único que ainda conseguia me mover. Mesmo assim, estava em posição de sentido na sala do Coronel Lorne, meu superior imediato, ouvindo-o gritar asneiras nos meus ouvidos.*



Lorne: Vou perguntar mais uma vez, Oficial Eduardo: QUAIS ERAM AS SUAS ORDENS?!

Az: Esterilizar o planeta Zaran de quaisquer ameaças a Jurai, Coronel.

Lorne: Exatamente. ENTÃO POR QUE HÁ QUASE UM MILHÃO DE REFUGIADOS DESSE PLANETA SELVAGEM?!

Az (suspirando): Porque eles não são ameaça. Não são membros da Coletividade, não estão infectados com esporos, nem sequer têm quaisquer armas. Não passam de nativos deste planeta, que foram devidamente escaneados pelos sensores de Esporos criados por Washu. São pessoas que perderam tudo o que tinham, inclusive o próprio planeta, nesta guerra que estamos lutando. E agora são refugiados do Império Jurai.

Lorne: Errado, são apenas um peso, que custará bilhões ao Império! As suas ordens eram claras, oficial: deveria tê-los exterminado junto com todos os zangões da Coletividade! Tem ideia do risco e dos custos que eles são para nós?!


*Aquelas palavras me faziam sentir uma raiva imensa. Era em momentos assim que eu não sentia tanta diferença entre Jurai e a Terra: em ambos haviam idiotas. Pior, idiotas com poder. O valor de vidas era insignificante para pessoas como Lorne, exceto a vida dele próprio. Mesmo assim, mantive a calma e a frieza na voz.*


Az: Sim, eu tenho, Coronel. Mas primitivo ou não, Zaran e seus poucos sobreviventes ainda são parte do Império. E o dever do Exército Imperial é cuidar de seus cidadãos.

Lorne: Não venha me ensinar meus deveres! No que me tange, você é um mero oficial graduado há poucas semanas, que teve sucesso em sua missão, mas a deixou incompleta!

Az: E o que você quer que eu faça? Que eu vá lá fora e mande meus soldados matarem um milhão de pessoas?!

Lorne: Deveria.


*Minha raiva aumentou ainda mais. Eu sentia que ia explodir. Mas ainda me segurei.*


Az: Nunca ordenei a ninguém que tirasse uma vida e nunca tirei a vida de ninguém deliberadamente, Coronel. Se quer me prender por insubordinação, vá em frente. Mesmo que meus soldados ainda estivessem em condições, prefiro ser preso do que cumprir ou ordenar uma ordem absurda dessas.


*Desta vez foi a raiva de Lorne que aumentou. Aquele escritório improvisado parecia um caldeirão fervente. Ele sabia muito bem que não podia mandar me prender. Não depois dos motivos que me levaram a ser promovido a oficial. Se bobeasse, o Comandante ou o Conselho iriam chamar Lorne para prestar explicações da mesma forma que eu estava fazendo ali. Lorne tomou um gole da bebida que tinha em seu copo e voltou a falar. As palavras que saíam fediam tanto quanto seu hálito.*


Lorne: Muito bem então, Azrael. Não ordenarei a execução dos zaranianos. Você tem razão, eles ainda são cidadãos do Império Jurai, ainda que não façam parte do Conselho. Entretanto, deixarei a responsabilidade deles sob seus cuidados.

Az: Tudo bem, como eu disse, todos os sobreviventes já foram escaneados, e os sensores de Washu são infalíveis, estão todos limpos.

Lorne: Não é disso que estou falando, será sua responsabilidade cuidar deles até a chegada de suprimentos, daqui a dois meses.

Az: O quê?!

Lorne: O que você queria? Você os salvou, você que cuide deles.


*Aquilo tinha sido uma sacanagem das grossas, ele sabia que meu desejo era estar no front de batalha para tentar terminar aquela guerra o mais cedo possível, antes que houvesse outra invasão a Jurai. Por outro lado, lembrei que meus soldados e eu mesmo merecíamos um descanso das batalhas e me conformei.*


Az: Tudo bem. Mais alguma coisa?

Lorne: Nada. Pode se juntar aos "seus" refugiados. Afinal, no que me tange, você é tão primitivo quanto qualquer um deles.

Az: O que quer dizer?

Lorne: Seu planeta - como se chama mesmo? -, a Terra, é um dos planetas mais primitivos do Império Jurai, tanto que quase nenhum de seus habitantes sabe que faz parte do Império. Para mim, olhar para você é como olhar um animal selvagem vestido com uniforme. Toda a sua espécie deve ser do mesmo jeito. Vocês andam de quatro patas no seu planeta?


*O sorriso na boca de Lorne foi o pavio que faltava para a minha raiva explodir. Quase agarrei o desgraçado pelo pescoço. Ele ainda sorria, desafiador. Me imaginei levantando ele no ar, meus dedos apertando sua garganta. Ele ainda sorria. Seria fácil, muito fácil. Eu pensei em mil jeitos de aleijar, desmembrar, fazer em pedaços, pulverizar Lorne. Bastaria apertar um pouco mais meus dedos e a cabeça dele cairia rolando no chão; embora fosse muito forte, Lorne era bem mais fraco do que eu. Foi só quando ele viu o vermelho do sangue nos meus olhos que ele percebeu que talvez tivesse ido longe demais e seu sorriso diminuiu. E foi aquilo que me salvou. Engoli novamente a raiva, prestei continência à moda Jurai e saí, batendo a porta, sem tocar nele. Furioso, Lorne arremessou sua mesa, que atravessou a parede. Ele QUERIA que eu perdesse o controle. Ele queria que eu o agredisse. Por um lado, ele tinha esperança de me derrotar e, quem sabe, matar em combate (embora morresse de medo sempre que lembrava das coisas que me viu fazer em batalha). Por outro lado, se eu o agredisse, seria um crime militar e ele moveria Céus e Terras para um julgamento em que eu perdesse minha patente e privilégios; quem sabe ser mandado de volta à Infantaria, seria o mesmo que ser condenado à morte. Lorne apanhou a garrafa de bebida do chão e a esvaziou na garganta, enquanto tentava pensar em outra forma de me destruir, toda aquela missão em Zaran tinha sido na verdade uma armadilha à qual ele havia me enviado; uma armadilha que fracassou em seu propósito, que era destruir minha carreira militar (ou quem sabe a minha vida), ele tinha certeza que eu e meu pelotão não conseguiríamos limpar um planeta inteiro... mas conseguimos, para raiva de Lorne. Alheio aos riscos que eu correria mais tarde pelas maquinações daquele oficial, eu andava pelas ruínas de Zaran; boa parte do que sobrara do planeta ainda ardia em chamas, ao mesmo que ironicamente nevava no planeta inteiro, devido às cinzas que cobriam a atmosfera, gerando praticamente um Inverno Nuclear.*



*O acampamento improvisado havia sido erguido em um dos poucos prédios que ainda estavam de pé (não por acaso, Lorne pegou a melhor sala para si mesmo...), mas naquele instante eu andava pelo acampamento de refugiados, próximo às instalações militares improvisadas. Um Milhão de zaranianos, sobreviventes de quase 3 Bilhões. Um planeta inteiro quase esterilizado naquela Guerra, como milhares de outros que tiveram destino parecido ou até pior. Uma cultura quase erradicada. Eu olhava os refugiados, muitos deles feridos, aleijados; crianças sem pais, pais e mães segurando os corpos dos filhos, muitos em macas improvisadas, os soldados de outros pelotões de Jurai correndo de um lado para o outro para tentar atender a imensa demanda...*



*Fechei os olhos de dor. Imaginei uma situação daquelas chegando à Terra. Meu planeta Natal sendo devastado como Zaran foi. Foi por isso que eu havia aceitado entrar para o Exército Imperial de Jurai, para tentar impedir que aquela guerra alcançasse a Terra... mas também para tentar salvar outros planetas, como Zaran. No que me dizia respeito, eu havia fracassado. Não conseguia enxergar como vitória uma tragédia daquelas. Se eu fosse mais forte, muito menos gente teria morrido. Foi quando alguém tocou no meu ombro.*


Az: Você? Zuran de Zaran?!

Zuran: Eu e meu irmão Zartan.


*Os dois zaranianos não eram soldados nativos de Jurai, assim como eu, e eram membros da Polícia Galática (à qual eu também havia servido, pouco tempo antes de ser promovido). Eles não estiveram na batalha final pelo planeta, mas fizeram questão de estar ali para ajudar com os refugiados.*


Zartan: Az, nós viemos aqui para lhe agradecer.

Az: Me agradecer pelo quê?

Zuran: Como pelo quê?! Por salvar nosso planeta e nosso povo, lógico!

Az: Eu... sinto muito. Quase 3 bilhões de pessoas morreram, não fui forte o bastante e eu não pude fazer...


*Zuran e Zartan me abraçaram. Os dois choravam*


Zuran: Deixe de bobagens! Você conseguiu salvar nossa espécie e nossa cultura da extinção!

Zartan: Sem você... e seus soldados... talvez todos nós tivéssemos morrido!


*Os dois me soltaram e, ainda em lágrimas, me saudaram prestando continência, sendo seguidos pelos outros soldados. De repente, um dos refugiados se levantou da maca e veio imitar os dois. Outros o seguiram. Centenas deles. O agradecimento nos rostos sofridos daquele povo me fez perceber que tudo aquilo ainda valia a pena. Apesar do alto preço que pagávamos, aquela Guerra precisava ser encerrada.*




*TEMPO PRESENTE*


* No Salão dos Heróis da Guerra, Lety-chan e eu olhávamos a estátua de Zartan, enquanto eu lhe contava essa história. Estávamos aproveitando ao máximo nossa Lua-de-Mel em Jurai e eu havia levado ela para conhecer alguns dos lugares mais interessantes; depois de tomarmos um doce, levei ela para o Salão dos Heróis da Guerra para contar um pouco de meu passado ali em Jurai.*


Az: Essa foi apenas uma de muitas histórias que aconteceram, na época que eu morei em Jurai, Lety-chan. E algumas da maiores lições da minha vida que eu tirei foram dessa época. No caso, o fato de que existem pessoas boas e ruins, seja neste ou em qualquer mundo. Também o fato de que existe egoísmo, mas também gratidão. O que é heroísmo legítimo. Mas também... *cerro meu punho direito* ...o fato de que existe raiva e ela precisa ser controlada.

Lety: Você também tem uma estátua aqui neste salão?


*Aponto para o local onde estava minha estátua: quase no centro do imenso salão, cercada de milhões de outras estátuas, aquele salão não podia se comparar a nada que existia na Terra. Caminhamos tranquilamente até a minha estátua: feita de uma liga metálica duríssima, quase inquebrável, a estátua tinha quase duas vezes a minha altura verdadeira e era pouco distinguível das outras estátuas ali, exceto por eu estar com o capacete recolhido na armadura e ser a única estátua sem uma arma; a estátua me retratava vestido com o Uniforme de Combate, uma das poucas vezes em que vesti esse uniforme completo foi justamente para posar para essa estátua; "um presente para o Herói de Jurai", me disse seu escultor, anos atrás. Olhei para aquele pedaço de sucata e fiquei mais triste do que eu achava que ficaria*



Lety: Olha só, você novinho e de armadura, que bonitão heim? Hehehe.


*Aquela gracinha me fez sorrir, mas só um pouco, enquanto eu olhava a estátua. Várias vezes eu tinha pensado em destruí-la, e a vontade tinha voltado, mas me contive. Só toquei com o punho fechado o peito da estátua.*


Az: Tsc... gostaria que tivessem tirado essa coisa daqui.

Lety: Ué, por quê? Não gosta da sua estátua, querido?

Az: Não é bem isso, linda. Sou grato pelo presente, mas esta estátua não é digna de estar aqui, neste salão.

Lety: Por quê?

Az: Porque este salão é dedicado aos soldados que morreram na Guerra.


*A expressão no rosto de Lety-chan foi indescritível. Por um instante, eu senti que ela entendia o peso que eu carregava. Voltei a olhar para a estátua de Zartan, de longe.*


Az: Quando colocaram a estátua de Zartan aqui, eu jurei para mim mesmo na cerimônia, na frente de todo o Império, que não permitiria que mais nenhum soldado fosse morto naquela guerra. Que eu iria acabar com ela, nem que fosse sozinho. Que se algum dia fossem colocar mais uma estátua neste salão, seria a minha. Não consegui cumprir nenhuma dessas promessas, exceto a de acabar com a Guerra, portanto resolveram me homenagear, colocando minha estátua aqui como que "encerrando" o salão. Quase dois bilhões de estátuas, algumas delas dedicadas a povos inteiros que foram para a guerra e acabaram dizimados (meio que o "Túmulo do Soldado Desconhecido").

Lety: Nossa, morreram tantos assim?

Az: Estas são estátuas de soldados mortos apenas nos últimos cem anos, meu amor. O número de mortos ultrapassa 20 bilhões de soldados, sem contar os civis.

Lety: !!!

Az: Esta foi uma guerra que durou milhares de anos, Lety-chan. É praticamente impossível fazer estátuas para tantos soldados, mas os nomes de todos estão gravados nas paredes e no teto do salão. Seu artista contou com máquinas avançadíssimas que esculpiam as estátuas em imensa velocidade, e mesmo assim levou décadas para terminar. A Princesa Aeka começou a fazer este salão cerca de 50 anos atrás e milhares de máquinas e trabalhadores foram empregados nisto.  

Lety: 50 anos? Ela é tão velha assim?

Az (abaixando o tom de voz): Hã... na verdade, ela é muito mais velha. Graças ao poder da Família Imperial Jurai, mesmo tendo mais de 400 anos ela parece ser uma adolescente *abaixo ainda mais a voz e pisco o olho para a Lety-chan* e às vezes parece ter a cabeça de uma, hehehe.


*Voltamos a olhar as estátuas. Eu faço um carinho em Lety-chan*


Az: Querida, vou contar a você um segredo sobre este lugar que ninguém mais, além de mim, sabe: existem duas estátuas de mim aqui.

Lety: Heim?

Az: Eu sou dono da última estátua a ser colocada neste salão... mas também sou dono da primeira.

Lety: Como assim?!

Az: A primeira estátua é de um soldado que inspirou Aeka a querer construir este Salão, um herói que deu sua vida na Guerra para impedir que o Planeta-Capital fosse invadido. Esse homem também foi... minha encarnação passada.

Lety: Oh... meu... Deus...!


*Lety-chan tem uma queda de pressão e acaba precisando se sentar. Me arrependo de ter contado essa história de supetão para ela. Mesmo assim, felizmente ela havia se sentado e um pequeno drone trazia água para ela. Eu precisava continuar, senti que finalmente chegara a hora de contar o que eu sentia vontade desde o começo de nossa Lua-de-Mel.*


Lety: É sério isso? Outra de suas encarnações? Ou é uma que eu já tenha visto?

Az: Não, é uma outra. Mas não é dele que quero falar agora, prometo contar sobre ele outro dia. Só mencionei isso porque precisava falar de uma encarnação conhecida.

Lety: Qual?

Az: Azrael, o Arcanjo.

Lety: O que tem ele?

Az: Ele veio me visitar, alguns dias depois do nosso casamento, quando estávamos viajando no iate do Ali.

Lety: O quê?! E você só me conta isso agora?

Az: Eu não queria ter escondido, mas acabei  enrolando sem querer com tudo o que aconteceu; além de ter descoberto sua gravidez e me preocupar com sua saúde, eu precisava muito pensar sobre certas coisas e esta viagem a Jurai me incentivou a pensar nelas. Mas mais do que isso... você também precisava desse tempo e não queria incomodar o seu descanso, achei melhor contar agora depois de ver que estava tudo bem com você e com nossa criança. Ainda mais porque... *hesito um pouco* não foi só Azrael quem me "visitou" nesse dia.

Lety: Quem mais?

Az: Azazel. O Lorde Demoniaco da Fúria.


*Lety-chan tomou mais água*


Lety: O que ele queria? Aliás, o que eles queriam?

Az: Azazel queria me provocar. Já Azrael queria me alertar... ele queria me falar de uma premonição que teve.

Lety: Premonição? Tudo isso por causa de uma premonição? Sobre o quê?

Az: Bem, não é nada tão sério a curto prazo mas... O Universo inteiro poderá estar correndo risco de novo, daqui a alguns anos. É praticamente um pressentimento dele, mas não custa começarmos a nos preparar. E se as previsões de Azrael estiverem corretas, desta vez os anjos irão precisar de nossa ajuda. Mais do que nunca. E eu quero estar preparado para ajudá-los. E, mais do que tudo, proteger você... aliás, vocês.

*Faço um carinho no rosto e na barriga de Lety-chan, torcendo para que agora ela entendesse o porquê de eu me dedicar tanto a treinar. E também do quanto eu confiava em nossos amigos para cuidarem da Terra, mesmo sem nós por perto.*

Continuem...

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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Dom Fev 25, 2018 7:51 pm

SALVAÇÃO, PURIFICAÇÃO... OU MORTE?

"E se alguém salvar uma vida, será como se tivesse salvo toda a humanidade" O Alcorão

"Todo bem que te acontece vem de Allah, e todo mal que te acontecer vem de ti mesmo." O Alcorão



*FLASHBACK*

*Eu olhava o corpo calcinado, se é que aquilo realmente podia ser chamado de "corpo" a essa altura. Gogo e eu conseguimos prender o portador do Code of Lifemaker. Meu irmão então usou uma de suas armas mágicas e reduziu seu corpo a cinzas.*



Ali: Irmão... puf... em nome de Allah... puf... por que fez isso?! Eu e Gogo... puf... já o havíamos selado!

Abubu (guardando sua arma): Vocês selaram o corpo dele, mas sua mente ainda estava ativa. Ele poderia ter ativado o Code of Lifemaker mesmo preso e todo o esforço que tivemos aqui teria sido em vão. Além claro de, no mínimo, nós três sermos mortos.

Ali: Eu poderia... puf... ter tentado entrar no Mundo dos Espíritos e...

Abubu: E o quê? Não sabemos se isso daria certo, não dava pra arriscar. Aliás, que piedade é essa agora Ali? Não foi você mesmo quem fritou aqueles cultistas seguidores do Culto do Lifemaker?

Ali: É diferente! Os cultistas sabiam o que estavam fazendo! Mas esse coitado...

Abubu: Esse "coitado" foi enganado, seduzido e corrompido por eles. Além de necessário para salvar a Terra e uma punição por seus erros, sua morte foi também um ato de piedade a essa pobre alma atormentada. Que Allah tenha piedade.

Gogo: E agora? O que fazemos?

Abubu: Agora devemos destruir o Code of Lifemaker. Que Allah nos proteja se essa coisa cair em mãos erradas. Com a Ordem das Trevas extinta, duvido que possam recriar o Code of Lifemaker... Rápido, Ali e Gogo, preparem o Círculo, seguindo as minhas indicações!

Ali: Certo, meu irmão. Vamos, Gogo! Yallah!

*FIM DO FLASHBACK*


*Eu vejo Talim caminhar em direção a Harima, enquanto me lembro de toda minha jornada com meu irmão e Gogo contra os cultistas do Lifemaker. Então percebo que teríamos que fazer um esforço muito maior, se quiséssemos salvar nosso amigo. Harima então se movimenta, tão rápido que mesmo eu tenho dificuldade para acompanhar, usando algo parecido com o Shundô (passo-relâmpago) de Az. Ele aparece ao meu lado*

Evil Harima: oh, não! não vou te matar agora, relaxa. Mas me diga, Ali? Qual a virtude de sua busca mesmo? Acha que salvar uma unica alma de alguém não mais valioso do que você vai saldar uma dívida tão grande? - Sussurra próximo a ele - Porque você nunca será como ele, han? hihi....

*Ele desaparece de novo e provoca Shuuji e Akane. Eu reflito*

Ali (pensando): Ser igual a ele? Está falando do Az? Tsc... Realmente, eu nunca poderei ser igual a ele, Harima, minha carga de pecados é muito grande para se comparar... De qualquer forma, se você não notou, meu objetivo é um dia ser MELHOR do que ele! E vou começar salvando o amigo dele da loucura!

*Harima se aproxima velozmente de Talim e aponta pra ela*

Evil Harima: FLANS SALTATIO PULVEREA!

*Uma quantidade grande de vento mágico ataca Talim. Entretanto, a jovem apenas sorri e, com um movimento de sua mão, usa sua adaga e corta o ataque de Harima ao meio; as duas partes do ataque passam ao lado de Talim sem machucá-la.*

Talim: Usar vento contra uma Dominadora de Vento? Permita-me deixar as coisas bem claras para você, sahib Harima...

*Talim movimenta a outra adaga e um forte rodamoinho de vento ataca Harima, arremessando-o para o alto. Talim salta e fica cara-a-cara com Harima*



Talim: Eu sou a Xai Xeng do ar! Nem mesmo o Avatar domina o vento tão bem quanto eu!

*Talim acerta um chute de cima para baixo e arremessa Harima contra o chão. Em seguida, movimentando as duas adagas, Talim desfere seu ataque*

Talim: Tome isto! KILLER WIND!!!

*Uma massa de ar cortante avança contra Harima no chão e levanta uma nuvem de poeira. Talim pousa no chão, mas não vê sinal de Harima*

Talim: O que...?

Evil Harima: Agora foi você quem foi ingênua, menina...

*Talim ataca Harima às suas costas, mas atinge apenas uma imagem residual. Ele havia usado um shundô para escapar do Killer Wind, e agora usou outro para aparecer do lado de Talim*

Harima: ...o Killer Wind que eu vi Ali usar parecia ser bem mais forte que esse seu pé-de-vento! SAGITTA MAGICA FULGURALIS!!!

*Harima dispara uma flecha de raio contra Talim. Por ser à queima roupa, Talim é atingida em cheio e arremessada pra longe. Mesmo assim, ela cai em pé. Nessa hora eu agradeço a Allah por não ter pegado leve com ela nos treinos e feito ela suportar o poder de um dos meus raios, apesar de poderosa a flecha que Harima disparou ainda era mais fraca. Ainda com os nervos faiscando, Talim reúne forças e desfere um arco com uma adaga, disparando uma lâmina de vento contra Harima*

Talim: Blade Wind!





*A lâmina de vento avança velozmente contra Harima, que novamente usa seu shundô e desvia, apenas para ver Talim novamente cara-a-cara com ele; desta vez é ela quem ataca, e com uma das agadas corta o peito de Harima. O mago corrompido sente a dor do corte, mas a suporta e ataca novamente com outra flecha de energia, mas Talim é mais rápida e desvia a mão de Harima, fazendo-o atingir uma parede com a flecha. Talim dá uma chave em Harima e o joga pra longe, Harima gira no ar, se apoia com os pés na parede e arremessa desta vez vinte flechas contra Talim. Girando o corpo como se dançasse, Talim usa suas adagas para se defender das flechas mágicas, a eletricidade delas se acumula nas lâminas, queimando as mãos da garota, mas ela suporta e com um movimento brusco arremessa a eletricidade pra longe. Talim "dança" novamente, desta vez ataca com um de seus ataque mais fortes*

Talim: BLADE BLOW!



*Uma centena de lâminas de ar avança contra Harima, gerando uma verdadeira "parede" de ar, que o impede de usar o shundô. O ataque o acerta com tudo, "cravando" Harima na parede de pedra do labirinto. Talim respira fundo*



Talim: Será que...

Ali: Talim! Tome cuidado!

*Harima havia atingindo ela com uma flecha de luz disparada de seu dedo, mas a flecha não sumira, estava cravada no ombro dela como um arpão. Harima sorria*



Harima: He... isso foi tudo, Xai Xeng do ar? Você me disparou cem lâminas de ar, vamos ver se você aguenta uma dose do seu próprio remédio? Centum spiritus Fulguralis, coeuntes inimicum sagitent. Sagitta Magica, Convergentia Fulguralis!!!



*Harima dispara cem flechas de relâmpago com uma conjuração completa. Imobilizada pelo braço, Talim é atingida por todas as flechas e cai no chão, sangrando.*

Ali: Talim!!!

*Harima dispara uma flecha de luz do lado da minha cabeça, atingindo a parede*

Harima: Calminha aí, já vou cuidar de você... ainda temos contas a acertar desde aquele dia!



*É neste instante que Harima quase não consegue desviar de uma lâmina de ar que corta o chão, a parede e até mesmo a parede de vento (esta, só por um instante, ela logo se fecha). Harima cai ajoelhado no chão, seu braço pingando sangue e encara Talim, bastante ferida, mas em pé.*


Talim: Puf... já disse que... puf... sua oponente sou eu...

Harima: Tsc... você é mesmo resistente, merece ser a Xai Xeng. Mas também merece que eu te mate! Prepare-se para morrer, menina!

*Harima invoca novamente suas flechas mágicas, as carrega na mão e avança contra Talim com o shundô; ele salta cntra ela que, ferida do jeito que estava, provavelmente não ia conseguir desviar. É neste instante que Xysuke aparece e desfere um chute em Harima, o jogando pra longe e salvando Talim. Xysuke aterrissou e imediatamente se pôs em guarda. Xysuke bradou para todos que estavam por perto.*

Xy: OK, PESSOAL, TODO MUNDO PRA TRÁS!!!!!


*Talim à princípio se pretende ajudar Xysuke, mas eu surjo a seu lado e coloco a mão em seu ombro e a puxo dali.*

Ali: Talim, Harima é um dos melhores amigos de Xysuke... se alguém deve detê-lo esse alguém é ele.

Talim: E nós não vamos fazer nada?!

Ali: Claro que não. No momento, precisamos usar o Jing neutro... e aguardar.

Talim: Aguardar o quê?!

Ali: O momento certo. Eu vou precisar que você me proteja, Talim.

Talim: Do que está falando...?

*Após nos afastarmos um pouco, eu sneto de pernas cruzadas no chão e Talim entende o que vou fazer. Ela fica em posição de guarda. Xysuke e Harima começam a lutar, uma das batalhas mais horrendas que eu já havia visto na vida (e olha que eu já tinha visto MUITA coisa horrenda!). Era aterrorizante ver dois amigos lutando daquele jeito. Em um momento, depois de ser esfaqueado dviversas vezes, parecia que Xysuke ia morrer, mas quando Evil Harima vai atacar Akane e Shuuji, Xysuke reaparece e enche Harima com MUITA pancada. Os dois parecem exaustos, quando Xysuke acerta um gancho no queixo dele, o pondo de pé e, em seguida, um "croquinho" na cabeça.*

Xy: Saí dessa, véi! ^^/

*Harima fica olhando para o nada, em seguida olha para nós e, depois, para Xysuke*

Harima: Eu... e-eu... ARG... AAAAAAAARRRGHHHHHH!*

*Harima cai ajoelhado no chão, gritando com as mãos na cabeça. Sua voz parecia a de duas pessoas gritando juntas. Eu percebo que era a última chance.*

Ali: AGORA!!!!

*Kalil, à distância, domina a pedra do chão e "embrulha" Harima num tipo de casulo de cristal duríssimo, mais duro do que a pedra do chão, deixando só parte da cabeça dele de fora. Eu me aproximo dele*



Xysuke: Ali-san... o quê...

*Com minha mão viva eu seguro a mão de Xysuke e o faço segurar na testa de Harima. Nós três voltamos ao Mundo Espiritual. E o que vemos é horrível: o corpo espiritual de Harima estava com duas cabeças e dois troncos, como se alguém estivesse tentando se fundir a ele... ou como se ele estivesse se dividindo em dois. Era como se seu corpo fosse feito de massa, se dividia e reunia, constantemente*




Xysuke: O q-que está havendo com ele...?!

Ali: O ritual está quase completo, Harima está quase se transformando no Life Maker...

Evil Harima: Matar... eu vou matar... todos vocês!
Harima: Me... me matem... Ali... Xysuke... me matem... antes que seja tarde...por favor...

*Eu olho o estado em que ele está e levanto minha mão viva (mesmo no Mundo Espiritual, minha outra mão ainda aparecia petrificada), mas Xysuke me impede*

Xysuke: Não vou deixar!

Ali: Acalme-se, Xysuke... não irei matá-lo.

*Faço um movimento e várias faixas de luz saem do chão e envolvem Harima/Evil Harima. Estacas de luz surgem em seu(s) corpo(s). As faixas e as estacas impedem que eles se movam e falem, mas também impedem que se fundam ou se separem, imobilizando-o completamente.*




Xysuke: Dobra de energia...?

Ali: Não, Dobra Espiritual... não estou acostumado a usar, mas é também um dos poderes do Avatar. Tive que aproveitar que ele estava enfraquecido graças a tantas lutas físicas e mentais para rpisionar seu espírito antes que fosse tarde demais... *Olho para Harima e falo com sua parte boa* Sahib Harima, é como Xysuke disse, ninguém além de você mesmo pode deter esse mal. Eu não tenho o direito de matá-lo, mas também não posso deixá-lo solto enquanto isso não se resolver. *falo então com o evil* E não posso permitir que você se torne o LifeMaker. *falo com o bom de novo* O que farei então será selar seu corpo e seu espírito, até que você mesmo consiga derrotar esse mal... ou morra tentando. Sinto muito por não poder fazer mais nada, mas rogarei a Allah para que lhe dê forças. Adeus, meu amigo.





*Faço mais alguns movimentos. Evil Harima se debate, querendo se soltar, enquanto uma lágrima escorre dos dois olhos de Harima, indicando tanto tristeza quanto gratidão. Mais faixas e estacas o(s) circulam e de repente ele é selado com um ruído oco, no formato de uma árvore seca no Mundo Espiritual. Xysuke me olha*




Xysuke: Isso... isso é  horrível! Precisamos ajudá-lo!

Ali: Infelizmente, não há mais nada o que possamos fazer. O processo de transformação de Harima estava quase completo, se eu não o impedisse agora, em mais alguns minutos ele se transformaria completamente. Selando seu espírito, demos a Harima a chance de descansar, se recuperar e reunir forças para subjugar o mal que está tentando controlá-lo. Esta é uma batalha que apenas ele pode enfrentar... Esta árvore ficará aqui, no Mundo Espiritual, e representa o espírito selado de sahib Harima. Se ele se livrar do mal, a árvore irá florescer... caso contrário, se tornará completamente negra como carvão, indicando a morte de seu lado bom.

*Conto a Xysuke minha experiência com o Culto do Lifemaker (obs.: O flashback no começo da história), como eu falhara em salvar outra pessoa que passara pela mesma coisa que Harima. Ainda contrariado, Xysuke acaba aceitando que não há o que fazer, por enquanto. Conduzo nós dois de volta ao mundo físico, onde a barreira de vento que Harima invocara já desaparecera e falo para Kalil terminar seu selamento. O dobrador cego fecha completamente o corpo de Harima num casulo de cristal e os beduínos o acorrentam. Eu e Xysuke explicamos aos outros o que acontecera. Shuuji começa a chorar*



Shuuji: E... e agora? O que vai ser do meu irmão...?

Ali: O destino dele pertence a Allah, Shuuji, mas só quem pode escolher seguir o próprio destino é Harima. Ele está lutando agora dentro de si mesmo. E eu sei que ele tem força o bastante para superar esse mal. Mas se mesmo assim ele falhar...

*Não completo a frase. Todos ficamos alguns instantes em silêncio. Sou eu quem quebra o silêncio*

Ali: De qualquer forma, esta missão acabou para você, Shuuji. Você (e Akane, se ela quiser) deve ficar aqui e cuidar de seu irmão até nós voltarmos da Torre.

Shuuji: O quê?! Você ainda não desistiu dessa missão, mesmo depois de tudo que aconteceu?!

Ali: Muito pelo contrário. Agora sim é que devemos encontrar o tal Sábio que mora nesta torre. Além de tudo que passamos para chegar aqui, se existe alguém na Terra que deve saber uma forma de ajudar Harima é ele. Já perdemos muito nesta missão *aperto meu braço petrificado* para desistir agora. *Olho para Xysuke, Mokona e os demais* De qualquer forma, não posso obrigar ninguém a me seguir. Eu irei subir a torre, se ainda quiserem me acompanhar agradecerei de coração. Mas a escolha é de vocês.

*Shuuji também se resigna. Apesar de tudo, ele sabia que eu tinha razão; sem Harima, seria necessária a força de todos nós e de nossas armas para continuar protegendo a Terra. Todos olhamos as portas da Torre se abrirem novamente. Uma nova etapa da missão pelas Armas Sagradas começava agora...*



Continuem...


OFF: Como podem ver, fiz este post meio forçado para deixar a questão do Harima em aberto. Não sei se nosso amigo Cris um dia irá voltar a postar conosco, mas se um dia ele quiser (e puder), seus personagens estarão vivos e à disposição, como sempre.

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Akane
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Seg Mar 12, 2018 8:02 am

"Akane segurava a mão de Shuuji tão forte que ficou com medo de quebrar seus ossos. Soltou um pouco, olhando-o nos olhos.

Shuuji: - Você tem certeza que deseja mesmo fazer isso?

Akane: - Acredito que seja o melhor.

Ele baixa a cabeça olhando para os próprios pés.

Shuuji: - Nisso você parece mais forte do que eu, pois não sei se conseguiria... - ele olha para ela novamente, e procura não demonstrar o quão triste estava.

Akane: - Você sabe o que vai no meu coração, e isso não vai mudar nunca. Não importa quanto tempo passe ou quão longe estivermos, eu vou sempre amar você.

A sinceridade de Akane tocou o coração de Shuuji, assim como suas bochechas que ficaram extremamente vermelhas.

Shuuji: - Eu sei... eu também... err... eu também te amo... - ele deu um sorriso de lado, colocou a mão na cabeça e de nervosismo começou a rir alto. - hahaha como que eu vou ficar sem você aqui agora... sou um pedaço de mau caminho, as garotas vão cair em cima de mim...

Eles estavam no meio da vila onde no subsolo seu irmão estava sendo cuidado, preso e acorrentado.

Homem da vila: - Não se preocupe meu jovem, todas as mulheres daqui ou tem 3 anos de idade, ou são casadas...

Shuuji: - dãã dãã dãã

Akane: - Bem, eu devo me aprontar para partir, vou avisar a Xysuke-kun que vou com eles. Logo voltaremos... não se preocupe. - Akane, tirando coragem do fundo da alma, com bochechas coradas, deu um selinho demorado em Shuuji e saiu correndo em direção ao acampamento do grupo.

Tinha certeza que estava tomando a decisão certa. Antes de ver Xysuke-kun, mesmo sem poderes, lutar contra Harima, ela tinha certeza que iria ficar com Shuuji não importasse para onde ele fosse. Vendo aquela luta sanguinolenta, com a diferença de poderes, e vendo o quão a força de vontade e treinamento poderiam mudar o resultado, que ela tomou a decisão. Se ficasse na vila nunca atingiria seu propósito, que agora parecia mais firme ainda. Para proteger àqueles a quem amava, ela precisava ser forte, muito mais forte. E para isso sacrifícios precisavam ser feitos. O amor que ela sentia por Shuuji não ia mudar, e mesmo que mudasse, ela sabia que seu futuro não era ali com ele.

Akane: - Xysuke-kun... - Akane se aproximou do grupo e puxou a roupa de Xysuke, chamando sua atenção. - Eu... eu vou com vocês... já avisei Shuuji-kun...


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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Qua Mar 14, 2018 9:05 am

(A primeira parte deste post acontece ANTES da decisão de Akane)

--

O casulo de cristal era arrastado para longe deles, enquanto Xysuke observava.

Alguns instantes atrás, aquilo era seu amigo em estado de loucura e sede de sangue, querendo matar a todos. Agora, era puxado por meio das correntes que se enroscavam ao redor dele como serpentes, por dois beduínos. Estava sendo conduzido em direção à vila mais próxima do local onde o grupo se encontrava, onde pudesse ser mantido em algum lugar seguro enquanto o restante da equipe prosseguia.

- Harima...

Sentiu vontade de perguntar uma segunda vez a Ali, se isso foi realmente necessário e inevitável, mas sabia da obviedade da resposta, então conteve-se de voltar a perturbar com esse assunto. Precisava ser prático. Se havia tempo para se sentir mal pelo amigo, devia usar esse tempo e essas energias para fazer o que pudesse por ele, mesmo que isso envolvesse deixá-lo para trás. Franziu o cenho e cerrou os punhos com determinação. Aproximou-se de Shuuji e Akane, que também observavam Harima ser levado dali.

- Shuuji.

O irmão de Harima, com os olhos e rosto ainda inchados devido às lágrimas, virou-se para ele. Xysuke estendeu a mão.

- O cajado de Harima. Vamos levá-lo.

Concedeu a Shuuji dois segundos para processar e se acostumar com o que acabara de dizer, e então se explicou melhor.

- Harima iria querer que seu cajado fosse consertado acima de tudo, independente das circunstâncias. Por hora, o melhor que podemos fazer por ele é isso. Além disso, concordo com Ali. Você deveria ficar junto do seu irmão.

De súbito, virou-se para Akane, sem se permitir uma pausa dessa vez. Pensou: "Se eu perder este momentum de resolução, estou perdido."

- Akane-chan, talvez nem todos concordem, mas meu voto é que você também deveria ficar e dar seu apoio a Shuuji, enquanto cuidam de Harima.

Tomou o cajado das mãos de Shuuji, que, surpreendentemente, ofereceu-o sem verbalizar objeções, apesar da expressão carregada em seu rosto ter deixado claro que a idéia não era necessariamente agradável também.

Compreendia aquele sentimento de insuficiência acompanhando da ciência de que não tinha nada melhor a oferecer no momento. Mas que caralhos! Era a porra de um monge exorcista, aquele escolhido pelo Kali-Yuga. Ainda assim, tinha acabado de ser obrigado a assistir impotentemente Ali neutralizar e prender seu amigo. E isso depois de ter enchido a boca para falar, durante a batalha, que iria dar um jeito de exorcizar Harima de um jeito ou de outro, nem que fosse na base da porrada.

A missão de consertar as armas começava a se tornar pessoal, uma questão de honra. Se não fosse capaz de fazer nem isso também, era melhor desistir da vida de uma vez, pois significaria que não é capaz de fazer nada. Justamente o que Xysuke aconselhara Ali a não fazer, quando Harima quase o matou na pensão. Riu sozinho com a ironia. Iria fazer algo a respeito, iria ajudar de qualquer forma que fosse possível. Harima, bem como Az ou qualquer outro dos seus companheiros, teria feito o mesmo, se qualquer um deles estivesse em uma situação semelhante. Por fim, se dirigiu ao casal dessa vez.

- De minha parte, prometo que farei tudo o que estiver ao meu alcance para ajudar Harima.

Não precisava perguntar, nem sequer olhar, para saber que essas também eram as palavras de Mokona, Ali, Talim, Makie, Lola e Zhero. Com o bastão replicado na mão direita, e o cajado de Harima na esquerda, deu meia volta, finalmente encarando a torre, enquanto ouvia os passos silenciosos de Shuuji e Akane afastando-se atrás de si, indo na mesma direção que os beduínos que arrastaram Harima dali.

A torre erguia-se alta e majestosa diante deles. Era um gigantesco e colossal monumento de pedra e argila em formato de cone, de um amarelo acastanhado que harmonizava com as cores da cidadela do deserto que a abrigava. Ascendia em direção aos céus em algumas dezenas de andares, cada um deles mais estreito que o de baixo. De aspecto circular, cada andar, visto de fora, era circundado por aberturas que lembravam versões menores do Arco do Triunfo dispostas lado a lado. A arquitetura, simetria e acabamento da torre eram impecáveis.

Quem fizesse um esforço para estreitar e aguçar a visão poderia ver, projetando-se além do último andar, quase invisível devido à altura e distância, uma estrutura vertical muito mais estreita do que a torre em si, lembrando um poste ou mastro, que continuava erguendo-se em meio às nuvens até perder-se de vista a olho nu.

- Caraca, como esse bagulho é alto - comentou Xysuke.

Mokona, a seu lado, olhava na mesma direção, enquanto segurava o ombro ainda dolorido e ferido, cortesia de Evil Harima, com uma mão enfiada na manopla prateada de sua armadura mágica, enquanto a mão do ombro machucado segurava Soul Calibur, que Xysuke já devolvera.

- Conforme Kalil-kun disse antes, o que hoje é conhecida como a Torre de Karin, já foi nada menos que a Torre de Babel, construída pelos humanos para tentar chegar ao lugar onde estão os deuses. É de se esperar que seja algo de uma magnitude equiparável à das Pirâmides.

Xysuke esticou tanto o pescoço para cima, tentando delimitar até onde o poste acima da torre se erguia, que sentiu uma pequena vertigem, dando um passo para trás para recuperar o equilíbrio. Suspirou.

- Quando Ali disse que os sábios e eremitas que poderiam nos ajudar em nossa missão eram o tipo de pessoa que escolhe como habitação o lugarzinho mais olho do c*, onde Judas perdeu a bota esquerda, de acesso praticamente impossível, não estava brincan...pera aí...

De repente, ao baixar os olhos de volta para a torre e focar mais a visão, percebeu que havia algo a mais para se ver na sua parte superficial.

Após percorrer com o olhar os três primeiros andares, de baixo para cima, o quarto exibia, entalhada nas suas quatro faces apontadas para norte, sul, leste e oeste, uma ilustração que lembrava vagamente os traços de um camundongo.

- Rato - balbuciou Xysuke.

Continuou erguendo a visão. Após mais três andares, o oitavo também exibia uma inscrição, só que esta estava no formato de um touro.

- Touro. - no que terminou de falar, imediatamente compreendeu do que se tratava, e corrigiu-se - Não. Boi.

Xysuke continuou percorrendo o olhar para cima, e identificou, conforme sua visão permitiu, o padrão segundo o qual um determinado andar, separado do de baixo e do de cima por três níveis normais, possuía uma espécie de legenda ou inscrição entalhada na sua superfície lateral. E, em cada uma dessas ocorrências, a inscrição mudava, nunca era a mesma duas vezes. Olhou para Kalil, que aproximou-se, com um braço sobre os ombros de Thul, uma vez que estava cego e ferido.

- Kalil, isso são...

- Os doze andares do desafio - grunhiu Kalil, devido à fraqueza e ferimentos.

https://www.youtube.com/watch?v=w-eu5WQZzWw

Kalil prosseguiu, apontando o dedo para cada andar especial, de baixo para cima, até seu braço estar quase completamente na vertical.

- Rato. Boi. Tigre. Coelho. Dragão. Serpente. Cavalo. Carneiro. Macaco. Galo. Cão. Javali. Nos níveis normais da torre, vocês enfrentarão ondas de monstros e armadilhas comuns, não muito mais difíceis do que enfrentaram no labirinto. Nestes doze níveis especiais, entretanto, serão apresentados a vocês desafios além da capacidade da maioria das pessoas. Desafios físicos, mentais e espirituais que só podem ser superados por aqueles que demonstrarem ser realmente dignos de avançar para a segunda parte de torre: a escalada.

Apontou com o queixo arranhado e sujo para o poste longínquo. Xysuke deixou cair os ombros.

- Então, realmente teremos que escalar aquele baita poste, cujo fim sequer conseguimos ver. E isso depois de subir as dezenas de andares antes dele.

- Se está duvidando da minha palavra, use isso que está em sua mão.

Kalil apontou para o bastão falso, na mão direita de Xysuke, que franziu o cenho.

- Você está cego. Como sabe o que tenho na minha mão?

O líder dos beduínos torceu a boca em um sorriso de deboche, como se Xysuke tivesse feito a pergunta mais ignorante do mundo.

- Isso se chama Sentido Sísmico. Uma das primeiras coisas que um dobrador de terra aprende a fazer é sentir a terra, através de seus pés. Tudo o que há para saber sobre o que está ao nosso redor, a terra nos diz, através das vibrações que cada coisa viva emite, e viaja pelo solo. Um dos maiores dobradores de terra de todos os tempos, que inclusive foi um Xai Xeng da terra, foi uma mulher com cegueira de nascença que aprendeu sua técnica com toupeiras gigantes. A terra era seus olhos com perfeição, e sua ajuda foi vital para uma das encarnações anteriores do Avatar.

Fez um gesto brusco na direção de Xysuke, como se estivesse censurando-o por mudar de assunto.

- Agora, use o bastão. Feche os olhos, concentre-se, imagine-se tornando-se um só com a arma e...

Xysuke ergueu a mão esquerda.

- Pode deixar, eu já fiz isso antes - declarou casualmente, sem perceber o olhar arregalado de Thul ao ouvir isso, provavelmente devido a alguma interpretação errônea que tivesse feito, enquanto Kalil permaneceu inexpressivo.

Segurou o bastão com ambas as mãos, à frente do corpo, fechou os olhos, concentrou-se e recitou seu mantra.

- Chave que guarda o poder das trevas, mostre os seus verdadeiros poderes sobre nós. E ofereça-os ao inconsequente Xysuke, que entrou de cabeça feito um pato neste buraco. LIBERTE-SE!!!!

Após alguns instantes de silêncio, o primeiro sinal foi ouvido nitidamente por todos. O ruído de uma estrondosa flatulência se libertando de fato das entranhas de Xysuke. Quem estava mais próximo dele teve a higiênica atitude de afastar-se alguns metros, para em seguida capotar de cara no chão como os demais.

- Ué, que estranho. Não aconteceu nada...só sinto meu corpo mais leve. Deve ser um mantra de relaxamento, este. Vamos tentar outro, pera aí...

Xysuke voltou a fechar os olhos e a se concentrar, alheio aos praguejamentos que Thul, Lola e Talim lhe lançavam, que saíam de forma nasal devido a seus narizes, bem como os dos demais, estarem cobertos com as mãos. Dessa vez, recitou o mantra que sempre utilizava com o Kali-Yuga, em momentos de dúvida e descrença, mas com uma pequena alteração.

- Versão shareware do poderoso Ruyi Jingu Bang, me mostre o caminho. - falou isso no seu idioma natal, o mandarim.

Após alguns instantes de silêncio e nenhuma reação, Xysuke conseguiu sentir, quase que imperceptivelmente, as fracas vibrações que vinham da sua arma provisória. Aos poucos, as vibrações foram se tornando mais intensas, em determinado momento sendo acompanhadas de um silvo estridente, apesar de baixo. De uma forma semelhante a um súbito espasmo, o bastão falso, como se tivesse vontade própria, moveu-se nas mãos de Xysuke, de maneira que uma de suas extremidades ficasse apontada para o topo não delimitável da parte estreita da torre, que sumia em meio às nuvens. Abriu novamente os olhos e analisou a mensagem que seu mais novo companheiro lhe transmitia.

- Pra variar, é verdade. O que queremos, o que quer que seja, está lá em cima - segurou o bastão na horizontal, à frente do corpo, para que seus companheiros pudessem vê-lo - estou pegando o jeito para ler a pouca quantidade de chi que tem dentro deste cara, do mesmo modo como eu fazia com o Kali-Yuga. Apesar das leituras serem bem mais fracas e imprecisas, por este bastão ser uma réplica da coisa real, pode nos ser útil como uma bússola, nas partes labirínticas ou confusas que encontrarmos no interior da torre.

Encarou a torre novamente. A pesada porta de pedra da entrada principal, composta de duas folhas que se abriram para dentro, aguardava por eles. Por se abrir para dentro, ninguém viu quem as havia puxado, dando uma sugestão e aparência de que a torre possuía arbítrio próprio, e os chamava.

Xysuke ia dar o primeiro passo na direção da torre, quando sentiu um puxão no flanco direito de sua camisa. Virou-se e olhou para baixo, para ver Akane, que havia retornado, e estava com uma expressão mais resoluta que a de antes.

- Xysuke-kun... Eu... eu vou com vocês... já avisei Shuuji-kun...

Aquilo foi tão inesperado que Xysuke ficou boquiaberto, olhando para Akane como se ela tivesse falado em russo com ele, sem conseguir falar, por não conseguir decidir o que dizia primeiro. Acabou sendo Ali quem conseguiu manifestar suas objeções, ao aparecer diante deles.

- Sinto muito, Akane-chan. Mas não posso permitir isso. Mesmo que você seja filha de Lola, não posso permitir que uma menina tão jovem que não seja Talim se coloque em risco dessa forma.

Com seu único braço saudável, segurou um dos ombros de Akane, fê-la dar meia volta e começou a conduzí-la de volta, pelo mesmo caminho de onde ela viera. Xysuke se permitiu um momento de alívio, convencido de que Ali, com sua retórica quase tão eloquente quanto a de certo alguém, conseguiria convencer Akane a esquecer a idéia infantil e carente de reflexão que teve. E então, um violento estrondo no chão sobressaltou todos os que estavam por perto. Até mesmo Kalil, Thul e os beduínos mais distantes se assustaram.

Xysuke virou o rosto rapidamente na direção do ruído, que pareceu uma explosão, para ver Akane, que estava com um pé enfiado para dentro do solo, como que enraizada nele. Do local onde dera o violento pisão, deviravam-se várias rachaduras longas, que serpenteavam em todas as direções pela terra e rocha dura, e uma área de aproximadamente dois metros quadrados ao redor de Akane e Ali havia se tornado um monte de pedregulhos pequenos.

- Eu também vou lutar - disse Akane, virando o rosto para Ali, com o cenho franzido e as bochechas cheias de ar.

https://www.youtube.com/watch?v=Kwz5B5SY1TM&t=18s

Xysuke se limitou a observar à distância e baixou os ombros, derrotado. Definitivamente, nem ele, nem Ali com seus sermões e beliscões, nem mesmo Lola conseguiria mudar a mente de Akane agora. Era realmente filha de sua mãe.

- E quanto a você, Makie-chan - perguntou Xysuke, virando-se para ela.

- Alguém tem que tomar conta de Akane-chan enquanto vocês lutam - respondeu com uma imediatez até estranha, e um pouco nervosa.

O fato dela dar essa resposta olhando não para Xysuke, nem para Akane, mas sim para Ali, sugeria que, quem fosse sensível ao Sentido Sísmico, conseguiria ler, através do solo sob os pés de Makie, outra motivação, escondendo-se sob as camadas desta resposta superficial.

Finalmente, tomadas as decisões, terminados os preparativos, curados os ferimentos mais graves e reunidas as tralhas, o grupo se despediu da luz e do calor do exterior da torre, e se embrenhou para dentro das paredes de rocha e argila.

Como que para substituir Harima e Shuuji, Kalil e Thul haviam se juntado a eles. Muito contra a vontade de Thul, Kalil insistiu em acompanhar e guiar o grupo pelo menos na primeira parte do desafio da torre. Queria fazer algo para compensar seu momento de fraqueza, que permitiu que tivesse sido usado como uma marionete daquela misteriosa força superior que o havia compelido a tentar matar Ali. Devido ao estado débil no qual se encontrava, Thul acho por melhor acompanhá-los também, para ficar de olho no seu comandante.

A temperatura mais amena no interior do primeiro nível da torre, quase fresca, proporcionou uma grande sensação de alívio a todos. Apesar da iluminação escassa, provida por umas poucas tochas acesas aqui e ali, logo o grupo percebeu que seu primeiro desafio seria atravessar uma longa série de corredores, curvas e passagens. O caminho era estreito e apertado, além de pouco iluminado, de maneira que Ali ia na frente, usando dobra de fogo para iluminar o caminho, sendo seguido por Kalil, Thul, Talim e Makie. Atrás desta, vinha Mokona, provendo uma segunda fonte de luz com a Soul Calibur. Na sequência, vinham Xysuke, Akane e Lola. Zhero, conjurando o terceiro e último farol de luz com sua magia, fechava a retaguarda.

Apesar de longo, o caminho era linear e não-labiríntico. Eventualmente, ao dobrar uma esquina, a trupe se deparava com um ou mais monstros, que se limitavam a vermes de areia, basiliscos de porte pequeno, entre outras variações dos monstros que já tinham enfrentado no deserto. As ameaças eram abatidas rapidamente e sem dificuldade. Vez ou outra, uma armadilha previsível era detectada e facilmente evitada ou mesmo desativada.

Eventualmente, um lance de escadas se projetou diante deles, marcando a passagem para o segundo nível da torre.

- Ufa. Estava começando a achar que estávamos andando em círculos já - comentou Xysuke.

- Khhhhhhhhhhhh - disse Mokona.

O padrão se repetiu nos dois níveis seguintes, com a trilha sendo mais monótona e longa do que perigosa. Finalmente, após muito caminhar e virar de direção, o grupo estava no primeiro pavimento do desafio, o andar do Rato. Durante uma boa parta do seu trajeto, apresentou características de periculosidade não muito mais ameaçadoras que os níveis inferiores. Ainda assim, o grupo manteve a guarda.

- Melhor termos cuidado aqui - disse Xysuke, enquanto o grupo prosseguia, tenso e atento a qualquer armadilha ou monstro diferente que viessem a encontrar de súbito.

Mokona expirou novamente.

- Khhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.

- Flor - disse Xysuke, dando um sorriso meio forçado. - Você já pode tirar a máscara de gás. O miasma que saiu de mim naquele momento já ficou para trás, bem para trás.

- Desculpe, Xy-kun. Khhhhhhhhhhhhhh. Acabei esquecendo. Isto aqui é tão confortável que quase me esqueci completamente que estava usando. Além disso, EU...SOU SEU PAI. Khhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.

Xysuke arregalou os olhos.

- Não. Não. Isso não é verdade. Isso é impossível.

- Procure dentro do seu coração, você saberá que é verdade. Khhhhhhhhhhhhhhhh.

- Nããããããããoooooo - fiasqueou Xysuke.

- Os dois idiotas já acabaram com o teatrinho? - resmungou Thul, no que Mokona tirou a máscara e Xysuke se moderou. - chegamos ao primeiro desafio, no andar do Rato.

Ao final de mais um longo e escuro corredor de terra e pedra, uma grande e pesada porta de rocha sólida barrava a passagem para o nível seguinte. Xysuke olhou ao redor, procurando alavancas para puxar, segredos para decifrar, quebra-cabeças para resolver, mas não encontrou nada. Tampouco a grande porta possuía uma maçaneta ou dobradiças, o que significava que se abria e fechava verticalmente, mas não se viam correntes para puxar em parte alguma. Também não se via nenhuma criatura nas proximidades. Xysuke ficou confuso.

- Sem um monstro gigante? - perguntou Xysuke.

- Sem monstros gigantes - respondeu Thul.

- Sem alavancas e chaves?

- Sem alavancas e chaves.

- Então como abrimos esta porta?

- Somente o Guardião do Rato pode abrir esta porta.

- Ah, que ótimo. E o tal guardião resolveu "fazer uma impressão 3d" logo agora que estamos aqui.

- O Guardião do Rato não foi a lugar algum. Ele está bem aqui.

Xysuke ficou mais confuso ainda.

- Como ass...tá de sacanagem - observou Thul se posicionar entre o grupo e a porta, de costas para ela.

A voz de Kalil, cortante como um dao, atravessou o ar.

- Thul não é apenas meu segundo no comando da tribo. Ele também é um dos doze guardiões da torre, incumbidos pelo eremita a guardar os doze pavimentos do desafio.

- Tá, e aí? - Xysuke questinou Thul, coçando o ouvido. - vamos ter que lutar contra você, ou qual é que é?

- O desafio do Rato não tem como objetivo medir força ou habilidades, mas sim sabedoria e conhecimento. O objetivo é simples. Respondam corretamente todas as perguntas, e eu abrirei a porta.

- Ahhhh, sério? só Iss...

- Mas errem uma única pergunta, e a missão de vocês acabou. Não abrirei a porta, não importa o que façam, e na primeira ameaça de usar a força para me obrigar, eu tiro minha própria vida, e essa porta, por possuir uma composição diferenciada e uma determinada energia mágica que só reage com a minha, nunca mais será aberta por ninguém, nem Kalil, nem o próprio Avatar, apenas o eremita. Ou seja, vocês só têm uma chance. Estão preparados?

Ninguém do grupo respondeu, pois ainda estavam processando a situação que Thul lhes apresentara tão subitamente. Ainda assim, ele considerou o desafio iniciado e começou a série de perguntas.

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Qual das opções seguintes descreve a área de um triângulo?

1. Área = 2 * Base * Altura
2. Área = 1/2 * Base * Altura
3. Área = Base/2 * Altura/2


Akane foi a primeira a levantar a mão.

- Alternativa 2. Sabe-se que todo triângulo tem exatamente a metade da área do retângulo que poderia ser formado a partir dele. Portanto, para se obter a área do triângulo, você simplesmente calcula a área do retângulo, que é base x altura, e divide-a por 2.

- Correto - confirmou Thul. - próxima pergunta.

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'B.C.' é a abreviação para a expressão em inglês 'Before Christ'.
'A.D.' é uma abreviação em qual idioma?

1. Inglês
2. Latim
3. Grego


Foi a vez de Xysuke se prontificar.

- Alternativa 2. Já que o 'B' de 'B.C' é de 'Before', a primeira coisa que você pensa é que o 'A' de 'A.D' é de 'After'. Mas, na verdade, 'A.D' significa 'Anno Domini', Latin para 'Ano do Senhor', também conhecido como 'Ano 1', o ano que marca a transição do período 'Antes de Cristo' para o período 'Depois de Cristo', no calendário mais comumente usado no Ocidente.

- Correto - confirmou Thul. - próxima pergunta.

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Imagine uma caixa hermeticamente fechada que pesa 50 gramas.
Se você colocar um pequeno pássado que pesa 5 gramas dentro da caixa, o peso total será 55 gramas, certo?
Agora, se o pássaro começar a voar dentro da caixa, qual será o peso total da caixa?

1. 50 gramas com o peso do pássaro subtraído
2. 60 gramas com a pressão do vento adicionada
3. 55 gramas sem mudança


Talim ergueu os dois braços e os sacudiu no ar, fazendo questão de responder essa.

- Alternativa 3. 55 gramas, uma vez que a massa permanece constante em um espaço fechado. Se o pássaro parar de voar e cair, o peso do pássaro deve ser subtraído.

- Correto - confirmou Thul. - Próxima pergunta.

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É sabido que o famoso espadachim Sasaki Kojiro foi derrotado e morto em 1612, por Musashi Miyamoto, o mais famoso ronin da história do Japão, e criador do estilo de duas espadas Niten Ichi Ryu. Qual arma Musashi usou neste duelo?

1. Katana
2. Um par de kodachis
3. Um remo de barco


Veloz e suave como uma serpente, Lola deslizou alguns passos adiante do grupo.

- Alternativa 3. Musashi esculpiu uma tosca bokken (espada de madeira) a partir do remo do seu barco. Essa atitude, além de muitas outras negligências da parte dele, que ofendem o código samurai, irritou profundamente Kojiro que, desequilibrado pela fúria, perdeu o duelo, mesmo tendo usado sua poderosa técnica Tsubame Gaeshi.

- Correto - confirmou Thul. - Próxima pergunta.

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O que a letra 'C' em linguagem de programação significa?

1. Primeira letra da palavra 'Computador'
2. Quer dizer depois de 'B'
3. Inicial do nome do desenvolvedor


A manopla prateada da armadura mágica de Mokona ergueu-se no ar, refletindo a pálida luz das tochas distantes.

- Alternativa 2. A linguagem B foi criada por Ken Thompson e Dennis Ritchie, nos laboratórios Bell, em 1969, a partir da linguagem BCPL, que por sua vez foi criada por Martin Richards, da Universidade de Cambridge, em 1966, e significa Basic Combined Programming Language. Anos mais tarde, Ritchie, com a ajuda de Brian Kernighan, escreveu a documentação oficial da sua sucessora, a linguagem C.

- Correto - confirmou Thul. - Próxima pergunta.

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No filme 'Pulp Fiction', um dos personagens é um assassino de aluguel negro que não morreu mesmo levando tiros à queima roupa muitas vezes. Como isso é possível?

1. Um milagre, do tipo intervenção divina
2. Sorte
3. Uma média entre ambas


Zhero pigarreou ruidosamente.

- Alternativa 3. A resposta mais segura (e às vezes a melhor resposta é a mais segura, não a correta), é que ele teve pura sorte. Qualquer outra coisa além disso, e nós entramos no assunto do poder e da vontade de Deus, sobre o qual nós não sabemos nada, ou da Teoria do Caos, sobre a qual nosso conhecimento atual ainda é rudimentar.

- Correto - confirmou Thul. - Próxima pergunta.

--

Albert Einstein passou os últimos 40 anos de sua vida tentando unificar os campos eletromagnético e gravitacional em uma única teoria. Essa teoria se chamava...

1. Teoria Magnetista
2. Teoria do caos
3. Teoria do Campo Unificado


Ali deu um passo à frente.

- Alternativa 3. Ele procurou unificar as forças fundamentais, a força gravitacional e a eletromagnética, em uma única teoria que descrevesse as forças como uma única força, do mesmo modo que a teoria de Maxwell une as forças elétricas e magnéticas.

- Correto - confirmou Thul. - Última pergunta.

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Você tem 3 postes em pé. Você também tem 64 discos, cada um de um diâmetro diferente, com um buraco no meio, de diâmetro único também. Todos os discos estão atualmente empilhados em um único poste, em formato de pirâmide, ou seja, do maior para o menor, de baixo para cima. Você deve mover esses discos para os outros dois postes. Mas há duas regras que você deve seguir. A primeira regra é que você só pode mover um disco por vez. A segunda regra é que você nunca pode colocar um disco maior sobre um menor. Digamos que você leva 1 segundo para mover 1 disco de um poste para outro. Quanto tempo você levará para terminar de distribuir os 64 discos nos outros 2 postes?

1. Mais de 50 anos
2. Mais de 500 mil anos
3. Mais de 50 trilhões de anos


Seguiu-se um silêncio que durou durante alguns segundos. O desespero começou a tomar conta da equipe, ao perceberem que ninguém tinha se prontificado dessa vez. De repente, a voz tímida de Makie gaguejou, atrás de todo mundo, como que pedindo timidamente licença para falar.

- Etto...a alternativa correta é a 3. O tempo total necessário pode ser calculado elevando 2 à sextagésima quarta potência, menos 1.

Isso equivale a...18,446,744,073,709,551,615

Dezoito quintilhões,
quatrocentos e quarenta e seis quadrilhões,
setecentos e quarenta e quatro trilhões,
setenta e três bilhões,
setecentos e nove milhões,
quinhentos e cinquenta e um mil,
seiscentos e quinze...

...segundos.

Uma vez que 1 ano equivale a 30 milhões de segundos, dividindo esse número de segundos por 30 milhões, resulta em aproximadamente 58 trilhões de anos.

Thul observava Makie, sem dizer uma só palavra. Parecia petrificado, pois seu peito não se mexia, nem se ouvia a menor sugestão de respiração saindo dele.

Makie começou a achar que tinha errado no seu raciocínio, que tinha errado a resposta, que tinha feito o grupo falhar no desafio, que estava tudo acabado para Ali, Xysuke, Harima-kun e os demais. Levou às mãos ao rosto, tomada pelo pavor, e seus olhos começaram a se encher de lágrimas.

- Vocês passaram - disse Thul, de súbito.

- Eh? - disse Makie.

- Eh? - disse Ali.

- Eh? - disse Talim.

- Eh? - disse Xysuke.

- Eh? - disse Mokona.

- Eh? - disse Lola.

- Eh? - disse Zhero.

- Eh? - disse Akane.

- Vocês completaram com êxito o desafio do Rato. Parabéns. - Thul bateu com um dos pés no chão, e a pesada porta de rocha sólida começou a se mover vagarosamente para cima - a passagem está aberta, e vocês podem seguir para a próxima série de níveis normais que antecedem o próximo desafio, no andar do Boi.

Thul caminhou até Kalil, voltou a colocar um dos braços dele sobre seus ombros, e seguiu na frente, sem olhar para trás para conferir se o grupo os seguia, enquanto o restante da equipe permaneceu parado no mesmo lugar, com o Olhar de Mil Jardas estampado em suas faces, enquanto suas roupas e seus cabelos eram suavemente varridos por uma brisa que soprou levemente ao redor.
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Sex Mar 16, 2018 11:54 am

"O silêncio entre o grupo que caminhava entre as paredes da torre só era quebrado pelo ronco do estômago de Mokona. Eles tinham parado a pouco para comer, mas com medo de não terem provisões suficientes até o final da jornada, estavam comendo menos que o normal. Mais uma vez o barulho do estômago de Mokona retumbou pelos corredores e escadas."

Mokona: - Gomene mina-san...  Razz

Makie: - Tudo bem Moka-chan, eu te entendo... só meu estômago não chega a ser tão barulhento...

Akane: - Sei de monges que ficam dias sem comer... de repente você deveria fazer um treinamento com eles...

Mokona: - Valeu pessoal, se eu pudesse comer todas essas ideias de vocês...  green tea

"A torre permanecia subindo, com corredores apertados em que eles tinham que andar em fila indiana. Eles passaram por algumas escadas e salas vazias. Nesse meio tempo nenhum outro inimigo havia surgido para que eles enfrentassem. Todos estavam desconfiados, cuidando para não serem pegos desprevenidos. Depois de subirem uma longa escada, Ali que ia na frente falou em um tom baixo:"

Ali: - Atenção, chegamos a uma porta.

"Thul chegou ao lado de Ali e abriu a porta com muita tranquilidade. Liberou passagem para que todos entrassem e disse:"

Thul: - Agora é com vocês...

"Todos entraram em uma enorme sala, onde pouco se via, pois somente algumas velas faziam a luz do lugar. Todos foram juntos para o centro da sala, flanqueando a retaguarda de seu colega para não deixar brechas para nenhum ataque surpresa. Ali fez menção em criar uma bola de fogo para iluminar tudo, mas um barulho alto e estranho veio de um canto do lugar. Do nada uma luz cegante surgiu iluminando tudo e magicamente a sala mudou para um ambiente dourado, cheio de plantas, cortinas brancas e magicamente cheio de pessoas."

Makie: - Mas o que...

???: - BEM VINDOS A MAIS UM "VIAJANTES DE TALENTO"!!! - palmas e ovações foram ouvidas pela sala toda.

"Uma voz grossa e forte veio de um trono, logo a frente, em que um homem corpulento sentava em meio a lindas mulheres, vestidas de branco. Uma quantidade bem grande de pessoas havia surgido do nada olhando nossos heróis com curiosidade."

Akane: - Essa gente toda vai nos atacar? - Akane falou desconfiada, se posicionando para cair na porrada.
Makie: - O que está acontecendo?

"Thul tomou a frente e falou com o desconhecido:"

Thul: - Woo-Ma Wang, Rei Boi, estas pessoas estão aqui tentando passar pela Torre, e até agora todos se mostraram dignos...

Rei Boi: - DÍGNOS? HAUHAUHAUHAUHAUHAUAHUAHAU Você que é fraco e os deixou passar... meu caro amigo RATO...

"A cada vez que o Rei Boi ria, todos riam junto com ele."

Thul calmo e sério respondeu: - Eles passaram do meu andar de primeira, e responderam a todas as perguntas de forma rápida, o que realmente me surpreendeu.

Rei Boi: - Certo pequeno colega... se você diz... vamos ver o que esses seres poderosos têm para me mostrar para que eu libere a passagem para eles...

"O Rei levantou de seu trono, com um copo de ouro cheio de vinho, e depois de beber disse:"

Rei Boi: - Para que vocês se mostrem dignos de passar pelo meu andar, vocês precisam fazer algo que nunca teriam coragem de fazer em público. Preciso de distração, então vocês serão meu entretenimento! Cantem, dancem, lutem, se matem, mas me façam rir, me divirtam!! Quero ver todos vocês vacilantes e demonstrando os fracos que são! Duvido que vocês tenham força de vontade suficiente para tanto... AHUAHAUHAUHAUHAUHA Eu consigo sentir no âmago de cada um de vocês, então não tentem me ludibriar, pois saberei que estão mentindo... - ele falou isso muito sério, olhando nos olhos de cada um dos integrantes do grupo.

"O Rei Boi voltou para seu trono e ficou aguardando que o primeiro se prontificasse a iniciar. Por um momento todos se olharam e então cada um voltou-se para dentro de si mesmo, tentando achar algo que realmente não conseguiriam fazer em público para ganhar aquele desafio e seguir sua jornada. Depois de uns 15 minutos, impaciente Rei Boi gritou de seu trono:"

Rei Boi: - Eu não tenho a eternidade para esperar que vocês se decidam!!!!  crazy  HAUHAUHAUUAHAUHAUHAUHAUHAUH Eu tenho, mas não quero ficar aqui esperando... andem logo!!!

"O grupo tinha sido levado para o fundo da sala, e um palco havia aparecido no meio dela, onde todos tinham total visão que quem quer que subisse para se apresentar. Nervosos, todos se olhavam, sem saber quem começaria a pagação de mico épica. Do nada Mokona levantou-se da poltrona onde estava sentada, e dirigiu-se até o Rei Boi."

Mokona: - Eu serei a primeira a iniciar esse desafio - decidida, Mokona se prontificou em ir primeiro. Sentindo-se corajosa até que colocou o pé direito no palco. Olhou para Xysuke muito séria e disse: - Por favor não ria de mim...  tap  tap

"E num passe de mágica, como se a sala tivesse vida própria e lesse os pensamentos de quem estava em cima do palco, a roupa de Mokona mudou e uma música começou a tocar em alto e bom som:"



"Mokona sabia toda a letra da música, e fazia uma coreografia muito fofa. Estava com uma saia curta, cabelo preso em exato cosplay da Dokuro-chan. Ela manuseava a Excaliborg com muita destreza. Ela olhou várias vezes para Xysuke, buscando por força para continuar com aquela palhaçada, e em todas as vezes que o olhou, ele estava assim -->>  heroi  Ela sabia que podia contar com ele! Ao terminar a apresentação, o Rei Boi levantou-se de sua cadeira e rindo falou alto para que todos ouvissem."

Rei Boi: - Muito bem Mokona Modoki, você passou no teste...

"Mokona voltou a seu estado normal, e reuniu-se novamente com o grupo."

Mokona: - Xysuke... você acha que eu me sai bem?

Xysuke: - Uhum...

"Xysuke parecia meio que congelado ao seu lado...  cold "

"A próxima a levantar-se, foi Makie. Ela virou para todos antes de ir para o palco e pedir desculpas, profundas desculpas... O que será que Makie iria fazer? Ela subiu no palco, olhou nos olhos do Rei Boi e disse:"

Makie: - Você que pediu...  Exclamation - e com feições de dor profunda, ela olhou para o teto, concentrando-se, e uma música começou a tocar no ambiente, e Makie começou a cantar. Makie era uma artista, ela era boa no balé, na ginástica rítmica, no teatro, agora... cantar sempre tinha sido um problema. Nos primeiros segundos em que ela cantou no microfone o silêncio era geral, mas depois disso a audiência começou a falar, rir, e tudo virou uma bagunça de sons.

 (Assistir o vídeo a partir no 0:41, por favor)



"Ao terminar a sua apresentação, lágrimas escorriam de seu rosto, e ela estava arrasada. Vergonha transparecia pelo vermelho de seu rosto, e ela foi sentar no canto mais afastado da sala. Rei Boi chorava de tanto rir e gritou do seu trono:"

Rei Boi: - Até agora você foi a melhor... digo...  A PIOR AUHAUHAUAHUAHUAHAUHA  - todos na sala riam junto com ele, aumentando a dor no coração de Makie.

Mais um tempo se passou, e de repente Akane levantou-se de supetão, decidida a tomar parte daquele desafio. Estava com muito ódio daquele Rei Boi fazer sua amiga chorar! Ela foi firmemente até o palco, subiu nele, e olhou para o Rei Boi."

Rei Boi: - Você está muito longe de seu mundo natal, mocinha... espero que esteja se divertindo aqui... - um sorriso sarcástico mudou as feições de Akane.

Akane: - Ainda não me diverti como gostaria, mas tenho certeza que depois de ganhar esse desafio, vou me divertir com você...  haruka - Ao terminar de dizer essas palavras, todos que a escutavam gemeram de medo da reação do Rei Boi. Atrevida, ela sentiu-se muito atrevida, e um arrepio percorreu sua coluna, quando viu que o Rei Boi não gostou nada do que ela falou.

Rei Boi: - Espero que esteja falando a verdade, ou farei você comer todo o seu atrevimento... - Ele sentou com cara de "quero te esfolar viva" enquanto aguardava sua apresentação.

"Assim como as outras, Akane fechou os olhos e pensou naquilo que mais sentiria vergonha em fazer em público e uma música rápida e ritmada começou a tocar no recinto. Aos poucos ela sentiu o ritmo da música tomar conta de seu corpo, e dançou como nunca antes."

 (Assistir o vídeo a partir no 1:17, por favor)



"Enquanto dançava, todos na sala batiam palmas no ritmo da música, que aumentou em um ritmo frenético, até que dando um passo em direção ao Rei Boi, ela fez uma cambalhota no ar, e caiu em pé na frente dele, finalizando a dança de forma épica. Ela respirava rápido, sentindo a adrenalina correr por suas veias. O sorriso que tinha no rosto mostrava o quanto ela havia gostado de dançar e sentir-se ovacionada pelos presentes. Aos poucos ela deu-se conta do que sentia, e procurou voltar ao seu normal, virando em direção ao seu grupo. Envergonhou-se por ter gostado daquela sensação. Sentou-se na poltrona destinada a ela, e olhou para sua mãe de canto de olho. Não sabia o que pensar a respeito.

QUEM SERIA A PRÓXIMA VÍTIMA DO TÃO TEMIDO DESAFIO DO REI BOI FANFARRÃO?"

*OFF Essa é pra ser a Abertura do show...
https://www.youtube.com/watch?v=o-Qu8-ZGL14

Resto do povo, aguardamos vocês passarem vergonha em público! Very Happy*

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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Sab Mar 17, 2018 7:31 pm

O ar quente estava pesado e esmagador com a tensão e o nervosismo.

Do outro lado da parede que separava o palco dos bastidores, Xysuke podia ouvir os murmúrios da platéia, que aguardava ansiosa e impaciente pela próxima performance. Mesclado a eles, estavam as risadas guturais e escandalosas do Rei Boi, que apalpava agressivamente uma de suas concunbinas sentada em seu colo, enquanto esta guinchava e ria.

Já tinha enfrentado batalhas mortais e feito rituais de exorcismo que foram mais tranquilos do que o desafio que o guardião do Boi propusera ao grupo. Improvisação. Que coisa mais horrível de se obrigar alguém a fazer!

Olhou para a esquerda. Makie ainda soluçava baixinho de cabeça baixa, humilhada, sentando-se num canto dos bastidores. Olhou para a direita. Akane, apesar de ter se saído bem na sua apresentação, estava tensa e preocupada com algo, sentada no canto oposto. Olhou ao seu flanco. Mokona estava muda, apesar de ter também feito uma apresentação ótima e adorável. Ali e Talim discutiam sobre o que fazer a seguir, bem como Lola e Zhero. Kalil e Thul haviam se afastado deles.

Suspirou pesadamente e fechou os olhos, tentando olhar para dentro de si, procurando uma resposta. Que tipo de entretenimento poderia prover àquele rei sádico e sua platéia faminta? Esse tipo de pergunta, nem Kali-Yuga, nem a réplica da arma de Sun Wu Kong poderia lhe responder.

O calor das tochas que iluminavam o local, juntamente com a luminosidade escassa, o fizeram ser embalado na tentação de um sono. Nos primeiros momentos, Xysuke abriu os olhos com força, sobressaltado com o fato de quase ter adormecido. Mas em seguida, ao tentar novamente fechar os olhos para voltar à sua meditação, as mãos suaves e sedutoras da deusa do sono voltaram a tocá-lo. Finalmente, cedeu às tentações de um cochilo.

--

Abriu os olhos novamente, de súbito. O calor não existia mais. As tochas incandescentes não existiam mais. Não haviam mais paredes de pedra e terra. Não havia mais Rei Boi com suas meretrizes, e não havia mais platéia aguardando pelo seu momento de auto-humilhação. Seus companheiros também não estavam mais ali. Mokona não estava mais ali. A iluminação do local era artificial e plena. A temperatura, climatizada e agradável. Não estava mais na torre. Não estava mais na cidadela. Não estava mais no deserto. Estava em outro lugar.

Percebeu que estava sentado na posição de seiza, sobre um tapete de lã marrom estendido no chão. Olhou ao redor e começou a reconhecer os objetos que o circundavam. Uma cama de solteiro, com lençóis brancos e um travesseiro forrado com penas de ganso. Uma estante de livros. Um guarda-roupas. Um criado-mudo. Uma escrivaninha com um espelho acoplado, sobre a qual repousavam itens de maquiagem. Estava no quarto de uma garota.

Olhou para a frente, e só então viu a pessoa que estava sentada de frente para ele, também na posição de seiza, sobre o tapete. Pele branca como o dia, cabelos negros como a noite, longos e lisos, e olhos vermelhos como o sangue.

- Lety-nee? - falou engasgando-se. E então, observou melhor - Não...

As vestimentas da garota eram sumárias, resumindo-se a um conjunto de lingerie composto de um corpete que comprimia seu tórax e seus seios, uma cinta liga que lhe apertava os quadris, e meias sete oitavos que realçavam suas coxas, tudo preto, preto e mais preto. O semblante em seu rosto, carregado de luxúria e malícia, seu olhar hipnotizador, como se estivesse escavando os níveis mais profundos da alma de alguém apenas com os olhos, eram características impossíveis de serem portadas por uma pessoa normal. Era algo que só poderia estar no nível de uma criatura mitológica, concebida para ser a manifestação física do erótico e do sexual. Nos panteões do extremo oeste na época medieval, uma dessas criaturas era conhecida popularmente como Súcubo. Xysuke arregalou os olhos e parou de respirar.

- Lana-nee! - exclamou. Estava no quarto de sua irmã mais velha. Estava na pensão novamente.

- O erotismo é como um deus onipresente. Está em todas as coisas.

Xysuke ficou mudo durante alguns segundos, tentando processar aquela frase que Lana jogara no ar abruptamente.

- Lana-nee? O que está querendo dizer? Como eu vim parar na pensão? Preciso voltar para o deserto! Preciso voltar para a torre! O Rei Boi está esperando! Onde comprou essa lingerie? Vou comprar uma igual pra Mo-ch...

- O erotismo é como um deus onipresente. Está em todas as coisas - Lana repetiu.

Xysuke parou de falar e limitou-se a ficar olhando para Lana. Estavam ambos em posição de seiza, um de frente para o outro, a uma distância de aproximadamente um metro e meio um do outro. Uma vela acessa sobre um simples castiçal queimava sobre o tapete, entre eles. Um cheiro forte de incenso pairava no ar. Xysuke se lembrou deste cenário. Esteve em uma situação semelhante diversas vezes, no templo Ling Sheng Su, sempre que seu mestre Kilik estava lhe ensinando uma importante lição espiritual.

Ouvir com atenção. E depois repetir o ensinamento.

Era isso que Xysuke fazia naqueles momentos. Seu mestre lhe dava uma importante lição, no formato de uma simples frase, e ele devia ouvir com bastante atenção cada palavra, para então repetí-la. Era isso que Lana estava esperando que ele fizesse. Ela falou pela terceira vez.

- O erotismo é como um deus onipresente. Está em todas as coisas.

Xysuke cerrou os punhos e inspirou.

- O... O erotismo é como um deus onipresente. Está em todas as coisas.

- Todas as coisas têm seu início e seu fim na luxúria e sexualidade - prosseguiu Lana.

- T... Todas as coisas têm seu início e seu fim na luxúria e sexualidade - repetiu Xysuke.

- E tudo, absolutamente tudo na vida, depende do quanto você quer transar com alguém. - a profundidade e segurança na voz de Lana era digna do mais sábio dos sábios.

- E... E tudo, absolutamente tudo na vida, d... depende do quanto você quer transar com alguém.

- Você estuda porque quer transar com alguém.

- Você estuda porque quer transar com alguém.

- Você trabalha porque quer transar com alguém.

- Você trabalha porque quer transar com alguém.

- Você economiza dinheiro porque quer transar com alguém.

- Você economiza dinheiro porque quer transar com alguém.

- Você se torna mais forte porque quer transar com alguém.

- Você se torna mais forte porque quer transar com alguém.

- A vontade de fazer sexo é a engrenagem motriz que faz o mundo funcionar.

Xysuke sorriu, iluminado pelas palavras da irmã, sentindo-se mais sábio do que antes.

- A vontade de fazer sexo é a engrenagem motriz que faz o mundo funcionar. - levou a testa ao chão, agradecendo à irmã pelo valioso ensinamento.

--

Abriu os olhos de sopetão. Imediatamente, levantou-se, para espanto de Mokona, que estava a seu lado.

- Eu vou ser o próximo! Já sei o que farei! - falou em voz alta o suficiente para que todos ouvissem e interrompessem suas conversas paralelas.

(continua na segunda parte...)
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Dom Mar 18, 2018 5:50 am

(Segunda parte)

- Vou precisar de água, pessoal. Desculpem por isso. - disse Xysuke, caminhando a passos apressados na direção de onde estavam amontoadas as mochilas de provisões e equipamentos do grupo.

Separou todos os recipientes com alguma água que conseguiu encontrar. Ao todo, seis garrafas com capacidade para dois litros, e três cantis. Amontoou tudo em uma única mochila, que arrastou na direção de Ali.

- Talim-chan, vou roubar seu noivo por um minuto.

Sem esperar por uma reação ou resposta de Talim, Xysuke puxou Ali pela mão até um canto dos bastidores.

- Preciso da sua ajuda. - confidenciou Xysuke. - Você faria quatro bonecos de barro? Não há tempo para explicar. Preciso dos poderes do Avatar para me ajudar nisso.

Havia terra em abundância ao redor de onde eles estavam, de maneira que não foi difícil separar quatro porções dela usando dobra de terra, e posicioná-las na frente de onde eles estavam.
Em seguida, Ali usou sua dobra de água para retirar o conteúdo de todos os recipientes que Xysuke trouxera, formando uma grande massa de água flutuando diante deles.
Depois, dividiu-a em quatro massas menores e as despejou sobre os quatro montes de terra, misturando e formando o barro.
Após muito mexer e remexer nos quatro montes de lama criados, até que a água e a lama ficassem praticamente indissociáveis (a não ser para o Avatar) Ali os ergueu até ficarem os quatro em uma posição vertical, a uma altura de aproximadamente um metro e oitenta centímetros cada um, e aproximadamente quarenta centímetros de largura.
Fez uma divisão vertical na base, formando duas colunas de lama, para emular as pernas, em seguida moldando-as.
Comprimiu e moldou a parte do abdômen e tórax, em seguida puxando duas tiras grossas de lama de cada lado, para formar os braços.
Uma última porção de lama puxada para cima do tronco formaria o pescoço e a cabeça.
Os quatro monstros de lama humanóides, em seu formato tosco, estavam posicionados.
Chegou o momento de usar a dobra de fogo.
Ali cozeu o barro na temperatura e proporção adequadas, de maneira que as tiras de lama se assemelhassem a músculos humanos.
Aos poucos, foram ficando delineados e polidos os pés, a musculatura das pernas, os joelhos, coxas, os órgãos genitais, quadris, cintura, peito, ombros, braços, antebraços, mãos, pescoço e cabeça.
O branco e os cabelos foram a parte mais difícil. Um profundo controle na temperatura da dobra de fogo, e da intensidade e agressividade da queima do barro, mostrou-se necessário para cozer adequadamente os dentes brancos dentro das bocas dos bonecos, os olhos e as mechas de cabelo artificial.

Por fim, Ali conseguiu finalizar o trabalho com maestria, e os quatro bonecos de barro ficaram prontos. Estavam de olhos fechados, como se estivessem adormecidos, aguardando as instruções de Xysuke.

- Obrigado, Ali. Ficou perfeito - Xysuke agradeceu. - agora, a minha parte do trabalho.

Puxou quatro pedaços de papel de selamento que trazia no bolso e os posicionou lado a lado, no chão à frente dele. Agachado junto aos papéis, recitou alguns mantras em mandarim, em seguida pegando um frasco de tinta e um pincel, e escrevendo os mesmos hanzi nos quatro. Os caracteres que formavam o nome da habilidade que estava invocando naquele momento.

- Aliado Místico... - murmurou.

Fechou os olhos, sentindo quatro pequenas porções de seu chi serem arrancadas dele, para em seguida serem canalizadas para dentro dos quatro talismãs. Terminado o ritual de canalização, os quatro papéis brilhavam à sua frente, irradiando energia. Xysuke os coletou e se dirigiu aos quatro bonecos de barro. Colou os talismãs na região que seriam as coxas dos homens artificiais. Conforme ia colando os papéis, cada um dos bonecos foi abrindo os olhos, em sequência. Ao final, todos estavam olhando para Xysuke e sorrindo, enquanto aguardavam suas ordens. Xysuke sorriu de satisfação e olhou para Ali.

- Só falta vestí-los. - voltou a olhar para os bonecos - É hora do show, pessoal.

(continua na terceira e última parte...)
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