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 Em busca das armas sagradas

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Lety Chan
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Dom Mar 18, 2018 9:59 pm

Off: O retorno das loucas Naruzas! xD
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Lelahel

Aquela lua de mel estava mais do que perfeita, embora eu estivesse sempre com pensamentos na pensão em preocupação com cada coisa que Lola e Lana me transmitiam por pensamento. A conexão entre nós estava mais forte do que nunca, e minha sensibilidade devido a gravidez estava alta demais.

Andando pelo local onde Az havia me deixado ver as estátuas e contado suas histórias, acabei me perdendo em devaneios outra vez. Alguma voz me chamava dentro de mim e eu sabia que essa voz era conhecida.

Um súbito de luz, aquela sensação de estar sendo abraçada e contemplada pela força celestial me derrubou internamente em sono profundo. Sentia o bater das seis asas que Lelahel possuía, isso me deixou adormecer enquanto "possuida" pela mesma estava a voar pelo recinto.

lela: - Vou ocultar a minha presença de Azrael, afinal, ele vive me seguindo por onde eu vou.

lety: - O que houve? Por que veio?

Senti lágrimas, lágrimas escorrendo pelo meu próprio rosto. O que está acontecendo?

Lela: - Lety chan, você foi agraciada pela maternidade, o que esperas é um menino, mas, terás outra gravidez de gêmeas quando ele completar oito anos. Essas gêmeas serão o prelúdio do seu sofrimento e da desgraça ao mundo, elas estarão conosco em breve e precisamos deter aquilo que as aguarda.

Lety: - Lelahel, isso é um absurdo! Como ousa?

Ela sorriu, e eu senti que aquilo que comprimia meu peito também eram seus sentimentos sinceros.

Lela: - Essa revelação... Embora seja triste a você minha parte de alma... Revelará quem realmente somos...

Lety: - Quem somos?

Lela: - Sim... Nós somos parte daquele que fora destituído do alto grau de confiança divina... Nós somos L...

Ouvi o estrondo de uma porta, como um trovão sentimos a presença de outro arcanjo, Lelahel deixou meu corpo sem dar menores explicações, ela não deveria estar ali, não fora autorizada e por tanto aquilo me abalou de verdade.

Sentia meu corpo levitar devagar ao chão meus cabelos aos poucos o tocarem também, o tanto de poder que ela me empregou os fez crescer até a altura de meus joelhos... Cada vez que Lelahel surge, deixa algo diferente em meu corpo. Tocando as mão ao chão e sentada de lado, de cabeça baixa sentia as lágrimas caírem sobre o salão de armas onde havíamos nos encontrado.

O reflexo ali, mostrava meus olhos na cor turquesa e não vermelho sangue como eram, os resquícios de poder de Lelahel ainda estavam em mim.

- Eu não entendo Lelahel... Eu não entendo...

_____________________________________
To be continued... T.T

_________________
"Onde a mais pura criatura vive, fica no oceano, que tocando levemente a terra, ostenta formas as margens do teu olhar. Anjo concebido do amor puro, proteja a quem me visita, a quem participa, pois aqui é o nosso lugar!"

Sempre que posso estarei com vocês!

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Lola Chan

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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Dom Mar 18, 2018 10:31 pm

Off: Diva gostosa retornando em 3... 2...1...

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Culpa e ódio

Eu nunca fui uma mãe para Akane, não como eu gostaria de ter sido, assumir a família Naruza resultou em responsabilidades, e deixar que Akane decida com as próprias pernas o que fazer ainda me assusta mesmo que eu não demonstre.

Percebi sua coragem nessa missão, sua mudança e seu jeito perante o problema que acabamos de enfrentar com Harima que resultou em consequencias demasiadas fortes para ela. Antes que adentrássemos naquela porcaria de Torre eu resolvi tomar uma atitude de mãe.

Abracei... Simplesmente a abracei. Sem dizer uma única palavra. Fechei meus olhos e sussurrei em seu ouvido.

- Eu arrisquei a minha vida por você uma vez... Eu arriscaria quantas vezes mais for preciso. - Meus olhos escarlates se abriram e deixei envolto do pulso dela um presente.

- Essa é Raisha é uma cobra branca nascida advinda do meu poder, ela pode assumir a forma do que desejar, essa cobra se adapta a qualquer habitat e temperatura, ela faz parte de mim, e agora de você;


A cobra deu uma leve mordida na mão de Akane, usurpando uma pequena quantidade de seu sangue.

- No momento certo filha... - Um pouco envergonhada. - Ela será muito útil. A língua de cobra está em você Raisha irá lhe obedecer. Assumir qualquer forma ela poderá ter, é só alimenta-la com uma gota de seu sangue.

Poderia ter sido a coisa mais bizarra que Akane ouviu de mim, mas, era muito mais que um presente, era um pedido de desculpas, a cobra iria reagir as emoções dela e a proteger por instinto assumindo a forma que fosse, desde uma espada à um dragão imperial chinês, tudo que ela deveria fazer era dar a ordem.

Minutos depois... Passei reto por Zhero o qual, me observava atentamente fazer aquilo, o encarei e segui seguindo o grupo até a bendita torra dos desastres.

Ao chegar nessa merda, me deparei com as bizarrices de perguntas e respostas de um rato e do grupo, chegou a me dar dor de cabeça e por fim as atitudes hilárias de tentar agradar um Touro...

Eu realmente estava irritada... Não tenho paciência nenhuma para atuar feito uma idiota diante de um guardião ridículo. Enquanto Xysuke estava executando sua performance, corri como uma raio em direção a criatura, sob o comando uma enorme... Enorme serpente surgiu diante do Touro abrindo a boca e mostrando as presas embebidas pelo veneno letal. Aquela era a forma verdadeira do meu Kami.

- Escuta aqui MIMOSA... Eu já passei pelas piores coisas até agora... E o que me falta é muita... Muita paciência... Ou você abre caminho... Ou essa cobra vai jantar muito bem hoje...

Aqueles minutos e aqueles olhares se transformaram em gargalhada do Touro.

Touro: - Garota... O jovem rapazinho ainda não terminou... Gostaria de fazer a gentileza de ser mais educada? HAHAHAHAHAHSUAHSIWH EDUCADA? SÉRIO QUE EU DISSE ISSO?

Lola: Ò.Ô

Touro: Depois você me mostra a dança da cobra ok? UAHHSHUIWHUHUHAUHSDAHHHHUHAUASSHSHUSH.

Um súbito de fúria consumiu Lola, um estrondo de poder fez o Touro se abalar e desequilibrar-se, arregalando os olhos ele a viu montada na cobra rastejando-se para encontrar a outra porta da bizarrice que iria vir adiante.

Touro: ESPERE... A SUA VEZ!

Um tapa enorme me fez voar a alguns metros, bati minhas costas na parede e cai com tudo ao chão sentindo a vista turva. Eu não acreditava que um guardião de merda poderia fazer uma coisa dessas comigo.

______________________________________________
To be continued... xD

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Xysuke
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Ter Mar 20, 2018 7:39 am

(terceira e última parte do turno de Xysuke)

O grande salão ficou escuro novamente, de uma só vez.

A platéia parou de murmurar e ficou na expectativa. Até o Rei Boi guardou silêncio. Sabia que isso significa que a próxima performance estava para começar, e olhou na direção do palco imerso na escuridão total.

O silêncio no ambiente foi total durante alguns segundos. E então, a escuridão foi preenchida pelas primeiras batidas do início da música.

De uma forma análoga a holofotes sendo acesos, gradativamente as tochas que iluminavam o palco de pedra e terra voltaram a ser acesas uma a uma, iluminando pouco a pouco os cinco dançarinos que estavam posicionados em pé lado a lado no palco.

Primeiramente, acenderam-se as tochas que revelaram dois dos aliados místicos de Xysuke, que estavam mais ao fundo e nas extremidades. Alguns suspiros e ovações femininos puderam ser ouvidos na platéia.

Depois, surgiram das sombras outros dois aliados místicos, posicionados mais à frente e mais para o centro do palco. Os vivas vindo das mulheres que faziam parte da platéia foram tornando-se mais fortes.

Por fim, um último facho de iluminação provida pelo fogo revelou Xysuke, à frente e ao centro. Tanto ele como seus quatro familiares estavam caracterizados com a mesma roupa. Xysuke fechou os braços e, em seguida, os abriu com força, no que labaredas de fogo ergueram-se das extremidades do palco, proporcionando um clarão cegande que levou as mulheres da platéia à loucura.

Essa explosão de luzes marcou o início da coreografia.



Completamente nus da cintura para cima, à exceção de Xysuke que, contrastando com os demais, ainda trazia sua bandana preta amarrada à cabeça, os cinco bailarinos executaram sua performance, arrancando gritos, suspiros, guinchos e comentários enlouquecidos de todas as mulheres que estavam no palco, e até mesmo de algumas das acompanhantes do Rei Boi.

Em um determinado momento, apenas Xysuke permaneceu sobre o palco, prosseguindo sua performance. Os quatro aliados místicos foram em direção à platéia, para interagir com as mulheres e fazer algumas danças particulares mais de perto. O barulho e a batida da música eram ensurdecedores, e o calor era sufocante, mas metade do público ignorou isso completamente. Algumas mulheres estavam aos prantos devido à emoção. Outras abanavam-se freneticamente, com dificuldade para respirar. Quem tivesse um olfato mais sensível perceberia que um sutil odor de urina começou a preencher o ambiente da platéia.

A música teve uma súbita interrupção, que, em um primeiro momento pareceu uma falha técnica. A intensidade da claridade provida pelas colunas de fogo diminuiu, e os quatro bonecos de barro voltaram para cima do palco. Xysuke interrompeu sua dança e ficou à espera. Todos os presentes achavam que o show tinha terminado, mas, antes que as primeiras palmas pudessem romper, a multidão ficou estarrecida ao ver Mokona surgir, por detrás dos bastidores, sentada sobre um bloco de pedra que se movia aparentemente sozinho no ar, e aterrissar no centro do palco.

- E-EH?????? - Mokona olhou para os lados, com os punhos fechados sobre os joelhos, confusa e nervosa.

Os quatro aliados místicos estavam posicionados lado a lado, aos fundos do palco. Xysuke aproximou-se de Mokona a passos lentos e olhou profundamente em seus olhos.

- E esta aqui é minha performance especialmente para você - foram as palavras que o olhar de Xysuke transmitiu, sem necessidade de fala.

Levou uma mão à própria nuca e desfez o nó que atava sua bandana. A tira de pano se abriu e caiu a seus pés. Livre pela primeira vez em muito tempo, o longo e crespo cabelo carmesim despencou em cascata ao longo das costas marcadas pelas cicatrizes deixadas por seu pai, estendendo-se até os quadris.

A música voltou a ter início, em um ritmo frenético e as colunas de fogo que proporcionavam o clarão incandescente que iluminava o palco e a platéia voltaram a rugir. Os quatro aliados místicos começaram a executar uma coreografia sincronizada na parte de trás do palco, e Xysuke começou sua performance particular exclusiva para Mokona, o que não fez os gritos e escândalos das mulheres da platéia perderem força. Montou sobre seu colo, olhando profundamente naqueles olhos cor de esmeralda, com seus olhos âmbar meio cobertos pela franja de seu cabelo longo e rebelde.

Pegou as mãos de Mokona e as conduziu até suas costas marcadas e calejadas para que ela as sentisse. Uma mulher guinchou entre os espectadores como se tivesse levado uma facada no peito. Xysuke segurou suavemente o pescoço de Mokona, sem desviar os olhos dos dela um momento sequer, e meneou o corpo ao ritmo da música.

O Rei Boi observava aquilo, com o cotovelo apoiado sobre o braço de seu trono, e o rosto apoiado sobre uma mão. Estava entediado, bem como metade da platéia, que era composta por homens. A outra metade estava em êxtase e vibrando. Bebeu o restante de seu vinho, e atirou a taça ao chão.

- Já chega dessa palhaçada! - rugiu.

Em resposta, a intensidade da música foi diminuindo até o som evaporar-se de vez no ar, e as colunas de fogo foram baixando e morrendo.  A platéia voltou suas atenções ao anfitrião. Os aliados místicos interromperam-se, e Xysuke virou-se para o Rei Boi, também interrompendo sua dedicatória a Mokona e afastando-se dela, enquanto encarava o anfitrião com um semblante de desafio.

- Essa foi a pior apresentação que eu já vi na minha vida, chinês. Não me diverti nem um pouco. Leve esse seu traseiro magrelo, e esses quatro bonecos idiotas de volta para os bastidores - Xysuke não conseguiu evitar um pequeno sobressalto. O Rei Boi sabia da natureza dos aliados místicos - e depois volte para cá quando tiver algo para apresentar que me divir...

Não conseguiu concluir sua frase, pois um coro de vaias femininas rompeu ao longo de todo o salão, abafando toda e qualquer palavra que ele tentasse pronunciar a partir daquele momento. As mulheres da platéia lançavam-lhe insultos e deboches, enquanto vaiavam ruidosamente. Apenas uma pequena parcela dos homens demonstrou concordar com a opinião do Rei Boi. A grande maioria simplesmente se manteve apática, não querendo contrariar as mulheres publicamente.

Até mesmo algumas das acompanhantes do Rei Boi olharam para ele com um olhar frio e decepcionado. O anfitrião olhou para os lados, incomodado e subjugado pela opinião popular. Percebeu que estava desagradando seus convidados, e até suas concunbinas. Por fim, rendeu-se.

- Está bem! Está bem! - resmungou em voz alta - para a sua sorte, metade da minha platéia, não sei explicar como, gostou desse seu teatrinho ridículo. Apenas acabe logo com isso, então.

Xysuke sorriu.

- Obrigado, meu rei. Mas você tem razão. Este circo aqui já foi longe demais.

Olhou para os aliados místicos, que se recolheram para trás do palco, para os gemidos entristecidos da platéia feminina.

- Se me permite, só tem mais uma coisa que está faltando.

Olhou novamente para Mokona, e permitiu-se um momento de egoísmo.

Esqueceu-se de seus aliados místicos.
Esqueceu-se do Rei Boi.
Esqueceu-se da platéia.
Esqueceu-se do calor insuportável.
Esqueceu-se dos seus companheiros.
Esqueceu-se da torre.
Esqueceu-se do eremita.
Esqueceu-se da missão.
Esqueceu-se do Kali-Yuga.
Esqueceu-se de seu mestre.
Esqueceu-se de seu pai.
Esqueceu-se da pensão.
Esqueceu-se da promessa que fizera a Shuuji, sobre ajudar Harima.

Todas as coisas das quais ia esquecendo-se iam evaporando-se da sua mente, fazendo com que restassem apenas aquele par de olhos de esmeralda, aquele cabelo dourado e suave como o trigo, o rosto branco como leite e imaculado, o cheiro característico dela, que, para ele, era mais caro que o mais caro dos perfumes.

E Xysuke levou um dos joelhos ao chão.

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MOKONA SOEL MODOKI,
NASCIDA DA MAGIA,
A NÃO MACULADA,
MÃE DOS CLONES,
RAINHA DO MEU CORAÇÃO,
RAINHA DA MINHA ALMA, DO MEU CORPO E DO MEU SANGUE,
QUEBRADORA DE PARADIGMAS,
PROTETORA DA TERRA,
KHALEESI DOS BRETÕES,
PRIMEIRA DO SEU NOME,
CAMPEÃ DA JUSTIÇA,
CONCEBIDA À IMAGEM DO DEUS MOKONA,
ESCOLHIDA PELA SOUL CALIBUR,
FILHA DE YUUKO ICHIHARA E CLOW REED,
DESCENDENTE DE ALTRIA PENDRAGON,
MELHOR COZINHEIRA DO MUNDO,
MULHER COM O PIOR GOSTO PARA HOMENS QUE EU JÁ VI NA MINHA VIDA,
E MELHOR NAMORADA QUE UM HOMEM PODERIA DESEJAR...

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Mokona
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Sab Abr 14, 2018 10:46 am

"Mokona começou a ficar impaciênte, coisa que conseguia controlar muito bem. Aquele Rei Boi estava tirando ela do sério. Todos estavam dando tudo de si para cumprir o teste daquele andar, e esperava que não demorassem para sair dali.

Quando Xysuke levantou de sua cadeira fazendo menção que ia iniciar sua parte na luta contra o boi (Lembrou que Boi é o Touro castrado... será que esse cara era recalcado a esse ponto?). Ela pediu mentalmente ao Mago Clow que lhes dessem forças para enfrentar essa jornada juntos.

Com ajuda de Ali, Xysuke iniciou os preparativos para sua apresentação. Essa era uma pergunta que vagava na mente dela. O que teria no âmago de Xysuke que ele nunca faria em frente a outras pessoas...

A performance dele iniciou, ela obviamente ficou atrás do palco, olhando a performance dele com atenção. Esse tipo de coisa que aproximava as pessoas, e ela queria estar sempre mais e mais perto do coração e alma dele.

Quando ele e seus "minions sexys" começaram a dançar, Mokona arregalou os olhos. Não conseguia desprender seu olhar de Xysuke, que fazia uma performance impressionante. A cada movimento de seus quadris, e tórax com músculos definidos, fazia Mokona sentir borboletas no estômago, e ondas de sensações pelo corpo todo. Ela realmente estava enfeitiçada por ele. Se já não o amasse, se já não se sentisse atraída por ele, faria naquele exato momento.

Do nada a música parou, e algo empurrou suas pernas, fazendo sentar-se num bloco de pedra flutuante, que começou a deslizar em direção ao palco, e a ele.

Mokona segurando-se firmemente no bloco de pedra: - OOoohhhh eeeehhhhhh  cherry

Percebeu que nesse momento era o centro das atenções e ao chegar perto dele, olhando para seus lindos olhos brilhantes e cheios de convicção, o mundo todo ao seu redor desapareceu por completo, e existiam somente os dois.

Ele iniciou uma dança somente para ela, e era a coisa mais linda de se ver. Ela engoliu em seco várias vezes, estava sentindo-se nervosa, coração batendo descompassado, mãos úmidas, lábios secos. Quando ele montou em seu colo, e fez com que ela sentisse a pele de suas costas, um choque percorreu a coluna de Mokona, que deixou suas bochechas ainda mais vermelhas e seus olhos com uma aparência febril. Ela sentia-se como que anestesiada, mas ao mesmo tempo com todo as células do seu corpo vibrando. Seus lábios entreabertos pediam para serem beijados, e ela não iria se incomodar que fosse na frente de todos. Nunca estiveram tão próximos, tão íntimos, e ela queria muito mais que aquilo.

Mas como um balde de água gelada, o Rei Boi gritou para pararem com a palhaçada, e como uma facada em seu coração ela teve que se desconectar de Xysuke.

Rei Boi: - Chega dessa palhaçada, foi a pior apresentação que eu vi hoje - a mulherada berrou em desacordo, deixando o Rei desconcertado. Ele resolveu deixar Xysuke prosseguir com algo que realmente vale-se a pena ELE ver.

Xysuke virou-se novamente para Mokona, ajoelhou-se em sua frente com um dos joelhos, e falou:

Xysuke:-


MOKONA SOEL MODOKI,
NASCIDA DA MAGIA,
A NÃO MACULADA,
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RAINHA DA MINHA ALMA, DO MEU CORPO E DO MEU SANGUE,
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KHALEESI DOS BRETÕES,
PRIMEIRA DO SEU NOME,
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CONCEBIDA À IMAGEM DO DEUS MOKONA,
ESCOLHIDA PELA SOUL CALIBUR,
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A ficha demorou para cair... depois de alguns segundos de silêncio total, entendendo o que Xysuke acabara de fazer, Mokona reagiu de maneira fora do comum...



Um SIIIMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM rasgou de dentro de sua garganta e ela pulou em seu pescoço.


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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Sab Abr 14, 2018 11:56 am

Xysuke sentiu as lágrimas quentes de sua pequena e bela valquíria queimarem seu rosto. Devido à diferença de altura, Mokona precisou ficar na ponta dos pés para beijá-lo, e agarrar sua nuca com ambas as mãos para manter o equilíbrio.

As mulheres da platéia, as mesmas que, minutos atrás, vibravam e ovacionavam a performance de Xysuke e seus aliados místicos, agora vibravam e ovacionavam o pedido de casamento feito pública e subitamente, e seu desfecho. Algumas choravam de emoção, outras enroscavam-se nos braços de seus pares masculinos.

Xysuke retribuiu o beijo de Mokona por mais alguns minutos, e então colocou as mãos em seus ombros para poder afastar-se dela e olhar em seus olhos. Mas, ao invés de olhos, Mokona agora tinha duas espirais pretas que giravam em sentido horário. Suava, e não devido ao calor do ambiente. Seu lábio inferior, a exemplo do restante do corpo, tremia freneticamente. Seu topete curvo dourado girava em todas as direções, como se fosse o ponteiro de medição em uma máquina industrial sinalizando estado de calamidade.



- Flor? Você esta bem? - perguntou Xysuke, preocupado com a possibilidade de Mokona estar tendo uma crise nervosa.

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- Acho melhor voltarmos - disse Xysuke. - Não há mais nada para fazermos aqui.

Segurando os ombros de Mokona, Xysuke conduziu-a de volta para os bastidores, mas não sem antes dar uma última olhada para o Rei Boi, que olhava para ambos com semblante de tédio e aborrecimento, contrastando completamente com o restante da audiência, agora até mesmo composta pelos homens da platéia, que aplaudia e lançavam vivas aos noivos recém engajados.

- Por aqui, flor - disse Xysuke, voltando novamente sua atenção para Mokona, que se desviou do caminho e agora caminhava com o rosto enfiado em uma parede, tentando atravessá-la, com os pés arrastando-se sem sair do lugar.

O casal desapareceu por trás dos bastidores, disponibilizando o palco para a próxima pessoa que se dispusesse a cumprir o desafio do andar do Boi.

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Lola Chan

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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Dom Abr 15, 2018 2:47 pm

off: OMEDETTOUUUUUU GOZAIMAZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ!
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Aquele momento em que você perde a alma e deixa ela voando em um abismo eterno para todo o sempre, essa foi a primeira impressão daquela apresentação louca de Xysuke... Mas, não parou ai... Aquela declaração que ele fez a ela deu um soco na minha sanidade mental...

Ele a pediu em casamento.

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*kuranosuke na minha mente*: - Eu te disse que seria assim lolinha... ó.ò
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Por alguns instantes o que ainda restava de um sentimento por ele, foi apagado por completo, minha mente ficou vazia... Meu corpo não se movia... Apenas desviei o olhar e falei o mais baixo que conseguiria.

- Parabéns... Vocês sempre se mereceram.

Talvez eu não tivesse percebido, mas, um singelo sorriso brotou em meus lábios. Estava me ajeitando ainda após o tabefe que levei, e por alguns instantes me afastei do grupo passando pelo Touro.

- Se você ousar tocar em mim ou tentar me impedir, eu vou DESTRUIR VOCÊ E SUA EXISTÊNCIA RIDÍCULA.

E assim Lola seguiu para o próximo nível sem esperar por ninguém e deixando um Touro completamente branco somente pelo olhar que ela lançou.

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Ali Al-Said Samir

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MensagemAssunto: One-Hand   Dom Abr 15, 2018 10:12 pm

“Um artista não está presente numa obra feita por ele, assim como Deus não se faz presente no universo que O mesmo criou. Cada criatura existente no universo revela os nomes e os atributos de Deus, bem como as obras artísticas revelam as atitudes do artista”. (Alcorão, 3;190-191).

ON:

*Um desafio onde deveríamos mostrar "algo que nunca faríamos em público". Realmente, aqueles desafios da Torre de Karin estavam cada vez mais complicados, e bem diferentes do que eu esperava. Era algo para nos testar física, mental e espiritualmente... eu via as apresentações de cada um; algumas me empolgavam, outras me deixavam constrangido. Quando terminou sua apresentação, Makie foi "ovacionada" mas de uma forma que a deixou magoada. Vendo aquilo, fui até ela, que me olhou com os olhos lacrimejantes.*


Ali: Sabe, a sua apresentação me impressionou.


*Makie me olhou com um olhar de dúvida tipo "Tá me zoando?", mas eu tentei explicar*


Ali: Não me entenda mal, você realmente desafinou mas... não foi por isso que me impressionou. Sabe Makie, a arte não é apenas uma forma de se fazerem coisas bonitas ou agradáveis. A arte é expressão, a forma de uma pessoa expressar-se ao mundo, transmitir aos espectadores aquilo que o artista sente, ouve, enxerga, imagina ou fala. A arte é mostrar aos outros o ponto de vista do artista, aquilo que ele tem por dentro. Allah nos dá toda a inspiração, mas o que fazemos com ela é o que conta. Sua canção, embora desafinada, mostrou bastante o interior da sua alma, a força e a beleza que você tem. E eu tenho certeza que o Rei Boi também enxergou isso, do contrário ele não teria lhe aprovado, não é mesmo? Não se lamente, se não ficou satisfeita com seu desempenho mesmo sendo aprovada, sei que você é boa em outros tipos de arte, nas conversas que tive com os outros fiquei sabendo que você é uma excelente ginasta e dançarina. Se algum dia quiser, eu posso...



*Naquele instante, Talim me interrompeu*


Talim: E aí, já pensou no que vai fazer para se apresentar?

Ali (um pouco constrangido): Hã... na verdade já. E você?

Talim: Ainda não tenho certeza, mas acho que vou ter que apelar para "aquilo". Que vergonha.

Ali: "Aquilo"? Você tá falando de...


*Sou interrompido de novo, desta vez por Xysuke, que pediu minha ajuda para sua apresentação. Com alguma dificuldade, uso minha habilidade de dobra elemental e crio os ajudantes que ele pede, além de ajudá-lo em sua apresentação quase "pornográfica", que acaba me irritando; o Islam condena qualquer tipo de “caminho” que leve um ser a imoralidade e a sociedade a desordem (e o fato de os homens e mulheres ali presentes discutirem por causa da apresentação só comprova isso). Só não critico Xysuke por usar uma apresentação tão "explícita" por causa do pedido que ele faz à Mokona (e também por causa do que aconteceria na próxima apresentação...). Praticamente todo o palco é tomado pelo momento em que Mokona e Xysuke se comprometem em noivado. E aquilo faz eu me sentir um tanto mal; me lembro de Gogo (por onde será que ela anda?) e olho para Talim e Makie. Levanto os olhos aos Céus e pergunto mentalmente a Allah por que minha vida amorosa era tão complicada e eu não conseguia fazer um pedido assim como Xysuke fez (mal sabia eu a Odisseia que tinha sido até Xysuke fazer seu pedido a Mokona). Os dois saíram do palco e deram a vez; a próxima a se apresentar seria Lola, mas vejo ela passar completamente furiosa pelo Rei Boi; no mínimo ela merecia passar depois do desrespeito com o qaul foi tratada, penso em falar com ela, mas acho que por enquanto é melhor não, melhor ela esfriar um pouco a cabeça sozinha, tínhamos que terminar aquele "show" o mais cedo possível para alcançá-la. Assim, a próxima a se apresentar seria Talim. Ela sai arrumada dos bastidores*





Ali: Uau!

Talim: Hã... eu estou bonita?

Ali: S-sim! Bastante.



*Talim fica vermelha e sorri.*


Ali: Tem certeza que quer fazer isso?

Talim: Não. Mas não temos escolha. Tem que ser algo que a gente não faria na frente das pessoas... E eu tinha reservado isto para nossa noite de núpcias. Depois disso vou ter que fazer apenas uma dança do ventre normal para te excitar.

Ali (vermelho): Hã... não é hora da gente conversar sobre isso.

Talim: E por que não? Sahib Xysuke acabou de...


Ali: Eu sei, e justamente por isso, não quero tirar o momento dele e da sahib Mokona. E você tem que se concentrar também. A Dança da Água não é fácil, ainda mais para você que não é uma Dobradora de Água.

Talim (levemente contrariada): Eu sei, mas sou uma Dobradora de Vento e o vento domina a água e o vapor de água. Apenas prepare o palco para mim.

Ali: Certo. Está com as duas roupas?

Talim: Estou. A apresentação tem que ser completa.

Ali: Vai conseguir trocar de roupa no momento certo?

Talim (sorrindo): Quer ver eu tirar tudo?

Ali: SOBE LOGO NESSE PALCO E PARA DE COISA, MENINA!


*Dando uma risadinha, Talim subiu no palco completamente sozinha. Eu domino a água disponível e a espalho no palco aos pés de Talim. Em seu trono, o Rei Boi sorri, um pouco interessado mas ainda com ar de tédio.*


Rei Boi: Humm, pelo visto teremos uma apresentação de dança agora... vamos ver se consegue me impressionar, menina sino-árabe.

Talim: Pois fica olhando, bafo de capim.


*Talim começa a dançar e a cantar. Ao mesmo tempo que ela dança, ela domina o vento e, com ele, faz a água do chão e do ar flutuar à sua volta e de toda a plateia, de forma tão habilidosa que ela parecia mais uma dobradora de água do que de ar; quando a música rapidamente muda, Talim troca de roupa. O Rei Boi via a apresentação de Talim de olhos esbugalhados.*





*Talim termina sua apresentação e a plateia vem abaixo com os gritos, assobios e aplausos. O Rei Boi aplaude de pé em seu trono, enquanto algumas de suas cortesãs ficam enciumadas, mas mesmo assim também aplaudem.*


Rei Boi: BRAVO! BRAVO! BRAVÍSSIMO!!! Até que enfim alguém faz algo que eu aprovo sem a menor ressalva!


*Vermelha, Talim desce do palco e o Rei Boi em pessoa vai cumprimentá-la*


Rei Boi: Você foi magnífica, menina! Não está apenas aprovada, está aprovada com louvor! Diga-me, o que acha de ficar aqui e ser uma de minhas esposas?

Talim: Hã?!

Rei Boi: Você é bela, forte e talentosa, a esposa digna de...


*Antes que o Rei Boi possa continuar, domino a água e faço espirrar na cabeça dele*



Ali: Esfria os nervos aí, chifrudo. Talim não vai casar com você.

Rei Boi (segurando MUITO a raiva): Oh é mesmo...? E por que não?

Ali (mais vermelho do que nunca): P-porque... porque ela ainda é menor de idade e...

Rei Boi: Corta essa. Aqui a maioridade é com dez anos e sei que ela tem mais do que isso. Além disso, eu adoro garotas novinhas.

Ali: Ora...! E-ela nem mesmo disse que queria e-e v-você não pode obrigá-la!

Rei Boi: Não posso mesmo, por isso perguntei se ela queria. O que me diz, pequena Talim?

Talim: Hã... isso foi muito repentino e... eu mal conheço você...


Ali (apontando o dedo pro Rei Boi): Há! Tá vendo!

Talim (soltando um sorriso sinistro): Por outro lado... ser a esposa de um rei mágico e me tornar uma rainha... não me parece tão ruim...


Ali: O quê?! Que história é essa, Talim?!

Talim (dando de ombros): Melhor isso do que ficar solteira o resto da vida...

Ali: Do que está falando?!? Já se esqueceu que você foi prometida a mim e...


*Só então eu percebo que falei demais. O sorriso na cara de Talim mostra que caí certinho na armadilha.*





Ali: Ô droga...

Talim (me abraçando): Ai, que bom! Eu sabia que você me amava!


Rei Boi: Oh, então é isso... que pena. *olhando para a plateia* Então quem sabe a bela Makie não queira ser minha nova noiva...


*Makie fica vermelha, mas eu agarro o Rei Boi pelo colarinho*


Ali: Pode esquecer!!!

Rei Boi: Ora, está comprometido com ela também, Avatar? Ou quem sabe apenas apaixonado e com ciúmes?

Ali (vermelho MÁXIMO): Hã... eu...


Rei Boi (afastando minha mão): Hahaha, sabe, aprecio um homem que tem bom gosto e espero que consiga se casar com alguma delas... ou quem sabe com as duas.


*Ainda me abraçando, Talim lança um olhar desafiador a Makie na plateia como quem diz "em guarda", mas eu a acalmo com um tapinha no ombro e faço ela sair do palco; ela se senta do lado de Makie, seus olhos soltando faíscas, mas ainda assim indecisa, afinal já começara a ter uma certa amizade entre as duas. Eu continuava no palco, era chegada a hora*


Ali: Hã... ainda falta a minha apresentação.

Rei Boi: É mesmo, já quase ia esquecendo. Entretanto, como castigo pelo banho de água fria, você sofrerá uma penalidade: não poderá usar NENHUM tipo de Dobra Elemental em sua apresentação, Avatar Ali, ou então será prontamente desclassificado.

Ali: O quê?!

Rei Boi: Hahaha, castigo por ser tão cabeça-quente... Quero só ver se vai conseguir fazer alguma coisa com seu braço petrificado e sem seus poderes de Avatar... além do mais difícil, que é me impressionar.


*Gargalhando, o Rei Boi sai do palco e me deixa sozinho. Agora sim eu estava ferrado. Eu planejava fazer um braço artificial de terra ou de água para me ajudar na apresentação, mas agora... sem a Dobra Elemental e com um braço petrificado não poderia fazer uma apresentação de "algo que eu nunca faço na frente de ninguém", nem tampouco poderia usar uma apresentação de formas de artes marciais, já que isso eu fazia sempre naturalmente na frente de todos. Olho os instrumentos que estavam à nossa disposição para nossas apresentações, quase desesperado; não existia nada para usar com apenas uma mão. Penso no esforço de todos até agora, do quanto se sacrificaram para chegarmos até ali, e estávamos apenas no começo... iríamos perder tudo agora, por minha culpa? Não. De repente eu tomo uma decisão. Era arriscado, mas se nem assim eu conseguiria impressionar aquele guardião arrogante, nada daquilo realmente valeria a pena. Só tinha visto fazerem uma única vez, mas se era possível eu iria imitar, mesmo não sendo uma habilidade marcial, e era algo que ninguém, nem mesmo Talim havia me visto fazer quando tinha os dois braços. Caminho até o centro do palco com um case fechado. Sou recebido com aplausos, me curvo agradecendo.*


Ali: Senhoras e senhores, agradeço a paciência e peço desculpas pela demora. Infelizmente, não poderei mostrar inteiramente minha pouca habilidade musical devido à minha condição atual, mas ao menos tentarei lhes mostrar metade dela...

Rei Boi (pensando): Isto vai ser engraçado... o que será que ele pensa que pode fazer com apenas um braço? Não que eu tenha realmente intenção de deixá-lo passar, mas duvido mesmo que ele me impressione.


*Abro o case e tiro um simples violão de dentro. Talim mesmo não acredita que vou fazer aquilo. Inverto o violão para dedilhá-lo, prendo ele ao corpo com uma alça e começo a tocar, rezando para me lembrar direitinho da técnica que vi um violinista maneta fazer uma vez.*



*Uma tempestade de palmas me saúda. Me curvo agradecendo e olho nos olhos do Rei Boi. Uma lágrima sai do olho dele, tanto por estar comovido como por estar tinindo de raiva. Resmungando ele consegue apenas sussurrar*


Rei Boi: Você... passou.

Ali: Obrigado. Salaam Aleikum.


*Saio do palco e sou cumprimentado por Talim e Makie, além dos demais. Mais alguém faltava se apresentar para seguirmos aos próximos andares?*


Continuem...


OFF: A opinião do Ali sobre arte, no início do post, é também a minha opinião pessoal sobre a Arte em geral.

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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Ter Maio 01, 2018 11:12 am

*Seu corpo tremia de cima a baixo. Sentia a bile subir na sua garganta. Suas mãos suadas mostrando o quão nervosa estava. Tinha se envergonhado na frente de centenas de pessoas, e sentia-se o cocô da mosca do cocô do cavalo do bandido... Ao sair do palco, foi recebida por Ali.*

Ali: Sabe, a sua apresentação me impressionou. Não me entenda mal, você realmente desafinou mas... não foi por isso que me impressionou. Sabe Makie, a arte não é apenas uma forma de se fazerem coisas bonitas ou agradáveis. A arte é expressão, a forma de uma pessoa expressar-se ao mundo, transmitir aos espectadores aquilo que o artista sente, ouve, enxerga, imagina ou fala. A arte é mostrar aos outros o ponto de vista do artista, aquilo que ele tem por dentro. Allah nos dá toda a inspiração, mas o que fazemos com ela é o que conta. Sua canção, embora desafinada, mostrou bastante o interior da sua alma, a força e a beleza que você tem. E eu tenho certeza que o Rei Boi também enxergou isso, do contrário ele não teria lhe aprovado, não é mesmo? Não se lamente, se não ficou satisfeita com seu desempenho mesmo sendo aprovada, sei que você é boa em outros tipos de arte, nas conversas que tive com os outros fiquei sabendo que você é uma excelente ginasta e dançarina. Se algum dia quiser, eu posso...

*Ao ouvir essas palavras Makie sentiu um calor reconfortante preencher seu coração, a deixando bem melhor. Porém enquanto ele falava, outro sentimento apareceu ainda mais forte, fazendo seu coração palpitar. Ela estava vendo Ali pela primeira vez. Seus olhos brilhantes de contentamento, seus lábios bonitos, sua postura e movimentos dos braços que lhe traziam um sentimento forte, que ainda não sabia explicar. Ele tinha algo magnético, e ela não conseguia tirar os olhos dele. Algumas das palavras que ele falara a ela ficaram em sua memória, palpitando junto com suas batidas do coração. Mesmo com Talim vindo buscá-lo, cheia de ciúmes, ela não conseguia tirar os olhos dele. Ela teria a oportunidade de agradecer a ele, por suas palavras cálidas e reconfortantes.

Enquanto Talim se apresentava, Makie percebeu o quão encantado ele era por ela. Talim era uma mulher extraordinária, e não tinha como não ficar encantado por ela...

...me impressionou...
...a força e a beleza que você tem...
...você é uma excelente ginasta e dançarina...


Algumas das palavras de Ali vieram a mente novamente, e ela sentiu-se um pouco envergonhada por imaginar-se sendo abraçada por ele. *



tongue Ahhhhhh pare de pensar besteira Makie Sasaki!!!! dãã

*Depois da apresentação incrível, e nada vergonhosa de Talim o Rei Boi insinuou sentir-se atraído por Talim, e em meio a uma conversa estranha, Makie ouviu claramente as palavras saindo dos lábios de Ali:*

Talim (dando de ombros): Melhor isso do que ficar solteira o resto da vida...

Ali: Do que está falando?!? Já se esqueceu que você foi prometida a mim e...

Talim (abraçando Ali): Ai, que bom! Eu sabia que você me amava!

lol! lol! lol! lol! lol! lol!

*Makie sentiu um raio entrar por sua cabeça e alojar-se em seu coração... Como assim? Noivos?

O Rei Boi continuou falando:*

Rei Boi: Oh, então é isso... que pena. *olhando para a plateia* Então quem sabe a bela Makie não queira ser minha nova noiva...

*A reação de Ali pegou Makie desprevenida. Por que ele reagira daquela forma? Estaria ele gostando dela também? Nãoooo... ele só estava protegendo uma companheira do grupo, nada demais...

...me impressionou...
...a força e a beleza que você tem...
...você é uma excelente ginasta e dançarina...


PARE DE SE ILUDIR MAKI SASAKI!! tap tap

Depois veio a apresentação de Ali. Ele era incrível. O coração de Makie batia descompassado olhando para ele. Ela era a mais burra, estúpida, imbecil mulher da face da Terra... começar a gostar de um homem comprometido... nhu

Tinha que parar de pensar nisso... C H E G A ... onde está sua disciplina Dona Makie??? heroi heroi heroi *

Rei Boi: - MUITO BEM CAROS AMIGOS... (amigos? onde? o.ô) FIQUEI MUITO SATISFEITO COM TODAS AS APRESENTAÇÕES DE VOCÊS... MESMO AS PIORES - ele olhou para Makie com um sorrisinho de escárnio - ME FIZERAM RIR E ME DIVERTIR. MESMO AQUELE SHOWZINHO BARATO DE MICHÊ, COM DIREITO A PEDIDO DE CASAMENTO PASSOU NO MEU SELO DE QUALIDADE. QUE HOMEM EM SÃ CONSCIÊNCIA IRIA PEDIR PARA CASAR NA FRENTE DE TODOS ASSIM?? QUE MICO RAPAZ...

BEM MINHA SENTENÇA PARA ESSA APRESENTAÇÃO DE VOCÊS É POSITIVA... VOCÊS ESTÃO LIBERADOS PARA PASSAR PARA O PRÓXIMO ESTÁGIO...

MAS OUÇAM ME COM ATENÇÃO...

O TIGRE NÃO É O QUE PARECE SER... UAHUAHUAHUAHAUHAUHAUHAUHAHU

*Depois dessas palavras toda aquela ilusão sumiu, e nossos heróis estavam de pé no meio do salão vazio. Uma luz vinha do fundo de um corredor, e para lá que eles se encaminharam, para vencer o andar o TIGRE.*

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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Sab Maio 05, 2018 1:21 pm

- MUITO BEM CAROS AMIGOS... FIQUEI MUITO SATISFEITO COM TODAS AS APRESENTAÇÕES DE VOCÊS... MESMO AS PIORES ME FIZERAM RIR E ME DIVERTIR. MESMO AQUELE SHOWZINHO BARATO DE MICHÊ, COM DIREITO A PEDIDO DE CASAMENTO PASSOU NO MEU SELO DE QUALIDADE. QUE HOMEM EM SÃ CONSCIÊNCIA IRIA PEDIR PARA CASAR NA FRENTE DE TODOS ASSIM?? QUE MICO RAPAZ... BEM MINHA SENTENÇA PARA ESSA APRESENTAÇÃO DE VOCÊS É POSITIVA... VOCÊS ESTÃO LIBERADOS PARA PASSAR PARA O PRÓXIMO ESTÁGIO... MAS OUÇAM ME COM ATENÇÃO... O TIGRE NÃO É O QUE PARECE SER... UAHUAHUAHUAHAUHAUHAUHAUHAHU

Após proferir essas palavras, o Rei Boi erguera uma das mãos e estalara os dedos. Em resposta a esse gesto, o cenário artificial ao redor do grupo fora desfeito, e tudo começara a desaparecer.

A platéia, o palco, os bastidores. Tudo se desvanecera no ar, como se fossem hologramas sendo desligados, dando lugar à terra, pedra, poeira e penumbra do que se revelou na verdade ser um amplo e triste salão escuro. Por fim, o próprio Rei Boi desapareceu, assim desviando-se de uma voadora que Xysuke desferiu, encolerizado pelo deboche feito à sua apresentação e ao seu pedido de casamento.



Seu pé foi aterrissar em uma parede de terra, fazendo um ruído estrondoso que ecoou por todo o salão, após o quê Xysuke começou a disparar uma saraivada de palavrões, para ninguém, pois o Rei Boi já não existia mais naquele lugar, e a bater com força o pé no chão enquanto sacudia os braços. Mokona não se importou com o deboche do Rei Boi, partindo-se do pressuposto que sequer ouvira alguma coisa, pois corações, anjinhos, estrelas e coelhos voadores ainda circundavam sua cabeça quando Kalil e Thul surgiram da penumbra, dando as caras pela primeira vez desde que o desafio começara.

- Se estão prontos para seguir em frente, vamos - disse Thul com naturalidade, sem fazer questão de comentar qualquer coisa sobre o desafio, e apenas dando um rápido relance de olhos a Xysuke, que fazia um monte de gestos obscenos para o vento.

Os três níveis que separavam o andar do boi do andar do tigre provaram-se mais monótonos do que perigosos, limitando-se a mais monstros que não representavam desafio ao grupo, e armadilhas previsíveis e fáceis de evitar, além de curvas e mais curvas, voltas e mais voltas, passagens e mais passagens. Eventualmente, o grupo parava para descansar, comer e checar o inventário.

A cada quinze minutos, Xysuke pensava em Lola. Que diabos ela foi fazer, indo na frente? Mas não foi difícil deduzir o motivo da atitude dela. Chegou a pensar que tinha sido um erro, uma burrada, se declarar para Mokona em uma situação como esta. Quanto mais distante ficava o frenesi e a loucura do momento da declaração, mais Xysuke achava que tinha sido extremamente precipitada e egoísta a sua decisão - um verme da areia pulou na sua frente, enquanto ele caminhava, mas ele deu-lhe uma paulada com o bastão falso e fê-lo se espatifar na parede - Se declarar para Mokona dentro da caverna no interior de uma torre no meio do deserto? Extremamente romântico e bem planejado. Enrolara esse tempo todo, para por fim entregar um pedido de casamento fast-food. Não só praticamente roubara o momento mais importante da vida de sua valquíria, como alguém roubando o primeiro beijo de outra pessoa precocemente, como também aparentemente magoara Lola, obrigando-a a presenciar aquilo, sem levar em conta os sentimentos dela e as eventuais batalhas consigo mesma que devia estar enfrentando. - agarrou um esqueleto guerreiro armado com uma espada enferrujada e um escudo de madeira, pela coluna vertebral, e o partiu em dois, como se partisse um galho seco - E, como se não bastasse, fizera o grupo, que devia permanecer unido o tempo todo, se separar. Olhou para as metades do Kali-Yuga na sua mão direita, e o cajado de Harima na mão esquerda, enquanto o Ruyi Jingu Bang falso repousava em suas costas, perguntando-se que moral tinha para tocar nessas armas. Observou Mokona caminhando ao seu lado. Sua noiva radiava felicidade, não se importando que o pedido tenha sido feito de maneira precoce, imatura e "aos tropeços". Apesar das dificuldades da missão, estava feliz e com o astral lá no alto, portando um sorriso contagiante. Xysuke assumiu para si a responsabilidade de manter aquele sorriso de agora em diante. Se amava Mokona - repousou a mão sobre um corte no braço de Akane, feito por uma pedra aguda que se desprendeu do teto, e invocou seu chi kung de cura; a ferida se fechou como se nunca tivesse existido; Xysuke bagunçou os cabelos de Akane - se amava Mokona, não devia se arrepender do que fizera. Devia olhar para frente, e assumir as consequências, dando um jeito de se entender com Lola, que desejava para ser uma das madrinhas do casamento.

Rodopiar em torno dos próprios devaneios ajudou o tempo a passar mais rápido, e o espaço a percorrer a se tornar mais curto. Por fim, o grupo atravessou um largo portão de madeira e ferro que marcava a entrada do terceiro pavimento do desafio.

- Chegamos - anunciou Thul, para quem ainda tivesse dúvida - ao andar do tigre.

O grupo deu meia dúzia de passos, cruzando o portão, e então interrompeu abruptamente a marcha, estarrecido e incrédulo ao vislumbrar o que se projetava diante deles.

Spoiler:
 

- Mas o quê? - indagou Xysuke, boquiaberto.

- Uma floresta dentro do andar do Tigre? - questionou Zhero.

Akane se aproximou do ramo baixo de uma das árvores próximas e tocou-o.

- Não está com cara de ser uma ilusão, como foi o andar do boi - disse. - Parece bem real.

Thul e Kalil não fizeram nenhuma constatação, tampouco pareceram surpresos, dando a entender que já sabiam dessa característica do andar do tigre. Um estreito caminho de chão batido serpenteava em frente, abrindo passagem no meio de toda aquela paisagem verde. Após percorrer alguns metros, alguns ruídos de animais deixaram claro que ali não havia somente uma flora, mas também uma fauna.

O grupo seguiu com cuidado, por vezes sendo observado à distância por serpentes, leopardos, macacos e aves empoleiradas nos galhos das árvores mais altas. Mas os animais não pareciam hostis ou agressivos. Ainda assim, o grupo manteve a guarda, olhando mais para os lados do que para a frente, enquanto deslocava-se adiante.

Por fim, uma ampla clareira se abriu diante deles. E no centro dessa clareira, uma pessoa aguardava-os.

- Então, chegaram até aqui - disse a pessoa que supostamente era o Guardião do Tigre, que comia tranquilamente uma banana, levantando-se da pedra onde estivera sentada aguardando.

Era uma garota. Pelo porte e estatura, chegara à maioridade (padrões ocidentais) recentemente. Tinha a pele acobreada. O cabelo cor de creme ligeiramente encrespado, e longo apenas o bastante para ameaçar tocar os ombros, estava solto. Era esbelta e de curvas tímidas. Acima da cintura, vestia apenas um top cor de rosa; abaixo dela, uma longa saia de um verde claro quase cruzando a fronteira para o azul. Usava penduricalhos dourados ao longo de todo o corpo; brincos, um colar, braceletes, pulseiras e tornozeleiras. Estava descalça. Repousado em seu colo, sustentado por uma faixa de pano que cruzava um de seus ombros, estava um instrumento musical de cordas que lembrava vagamente um alaúde.

Se antes, o grupo se surprendeu com a aparência verde e natural do andar do tigre, agora se surpreendia em dobro, ao descobrir que a garota diante deles, a guardiã do tigre, era uma velha conhecida para muitos deles.

Spoiler:
 

Sem cerimônia, Thul deu um passo à frente e fez um gesto abrangendo o grupo, apresentando-os à guardiã da passagem.

- Estes viajantes desejam subir a torre - disse - e já concluíram com êxito os desafios do rato e do boi. Desejam se sujeitar ao desafio do tigre, para seguir adiante. - dirigiu-se aos seus guiados - para quem não a conhece ainda, esta é Kaolla Su, a guardiã do tigre da Torre de Karin.

A jovem terminou de comer sua banana e jogou a casca fora, arremessando-a para trás por sobre o ombro.

- Muito bem - disse - O desafio do tigre consiste em uma tarefa a ser realizada em conjunto.

"Ótimo", pensou Xysuke. "Mais rápido do que ficar cada um fazendo o seu dever de casa por vez."

- Vamos ver - prosseguiu Kaolla - como vocês trabalham em equipe em um contexto um pouco diferente do que estão acostumados.

Antes que Xysuke pudesse dizer "MAH HEIN?", a garota tirou de dentro da saia um controle remoto simples, composto de um único botão vermelho e uma antena, e pressionou o botão. Imediatamente, sete alçapões se abriram no solo artificial de terra batida próximo a onde eles estavam. Dos sete buracos, ergueram-se o que pareciam ser poltronas equipadas com cabos, fios, teclados e painéis de instrumentos eletrônicos. Acima das poltronas, era possível ver capacetes interligados ao restante do equipamento por cabos, destinados a serem encaixados às cabeças das "cobaias", e interligados diretamente aos seus sistemas nervosos.

- Sentem-se - convidou Kaolla - meus assistentes e eu cuidaremos de tudo.

- Seus assis... - Xysuke começou a questionar, interrompendo-se ao ver surgirem das folhagens e arbustos próximos uma equipe de assistentes um tanto peculiar; chimpanzés, preguiças, suricates e um tucano, todos eles vestindo jalecos adaptados.

Xysuke olhou para Thul com relutância.

- Temos o direito à recusa? - perguntou.

- Não se quiserem passar - Thul respondeu sem cerimônia.

Por fim, o grupo decidiu se acomodar, ligeiramente perturbados ao ver os animais afivelando seus cintos e demais itens de segurança, em seguida encaixando os capacetes com eletrodos em suas cabeças e digitando comandos de inicialização nos terminais atrás de seus assentos.

- Procurem relaxar - sugeriu Kaolla. - a mente de vocês irá fazer uma pequena viagem agora. Quando acordarem, ainda serão vocês, mas suas mentes estarão no que eu chamo de auto-imagem residual, uma projeção mental, dos seus "eus" digitais, com algumas adaptações divertidas que fiz, para o desafio ficar mais interessante. E será nesse mundo virtual que vocês receberão as instruções da missão que devem cumprir.

- Missão? - interrogou Xysuke.

- Agora apertem os cintos e segurem-se. A aventura vai começar! - Kaolla anunciou animadamente, levando a mão a uma uma alavanca vermelha em um totem eletrônico que surgira ao seu lado, vindo também do subsolo.

No último instante, Xysuke sentiu um estalo em sua mente, lembrando-se.

- Espere. Uma pessoa do nosso grupo se sep... - começou a dizer, mas já era tarde demais, pois Kaolla puxou a alavanca sem hesitação.

A partida no sistema foi dada, e os membros do grupo fecharam os olhos ao sentir suaves descargas elétricas percorrerem seus corpos, em seguida entrando no que pareceu ser uma espécie de transe. Os animais comemoraram animados, saltando e agitando os membros aos guinchos. Thul se aproximou de Kaolla.

- Isso não corre o risco de fritar o cérebro deles? - perguntou.

A garota levou um dedo ao rosto, ponderando.

- Hum. Quem sabe? Mas só se eles não souberem separar a realidade da virtualização. E, no pior dos casos, eu ouvi histórias sobre tribos canibais do meu país natal que comiam cérebro frito, como uma iguaria muito requintada. Diziam que tem gosto de nhoque - lambeu os lábios.

Thul franziu o sobrolho, enquanto uma gota gigante descia por trás de sua nuca. Pela primeira vez, desde que a subida pela torre de Karin começara, demonstrava alguma preocupação e receio em relação ao futuro que aguardava os Hinata Warriors.

(Continua na segunda parte...)
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Xysuke
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Sab Maio 05, 2018 10:15 pm

(segunda e última parte)

- CADETES! ATENÇÃO!

Xysuke se sobressaltou, abrindo os olhos de súbito. Se sentia como se tivesse tirado um cochilo na sala de aula durante alguma lição chata de história ou estudos sociais, e tivesse sido acordado abruptamente pelo bradar de um professor enfurecido. Olhou em volta e se deu conta de que, ao invés de sala de aula, ele e seus companheiros estavam no palco de um grande auditório. E, ao invés de uma aula normal, eles estavam no meio de uma cerimônia de formatura. O homem que quase gritou com eles, posicionado atrás de um estande de madeira localizado do outro lado do palco iluminado por holofotes incandescentes, prosseguiu.

- Hoje é o dia em que vocês deixam de ser graduandos e se tornam os mais novos cadetes graduados na Academia Federal de Pilotos da Galáxia Lela-Uryanna 8001, a mais prestigiada e bem conceituada instituição de ensino extra-superior militar de toda a Federação Monárquica Intergalática. Obtiveram as mais altas notas de sua turma nos testes e exames avaliatórios, e foram aprovados com louvor. Parabéns.

Os sete foram aplaudidos pelos outros alunos que assistiam em pé na platéia. Mas Xysuke ignorou os aplausos. Ignorou as informações. Ignorou o contexto. Ignorou os nomes. Ignorou a situação e o cenário dentro do qual Su-chan tinha jogado-os de pára-quedas. Só pensava em uma coisa neste momento. A sua incapacidade de tirar os olhos, vidrados, do homem que falava, tendo finalmente reconhecido-o.

- Porém - prosseguiu Sao Kumi - saibam que o verdadeiro desafio de vocês só está começando. A partir de agora, são parte integrante das forças armadas a serviço da Federação, e devem jurar dedicar suas vidas à manutenção da ordem e neutralização de tudo aquilo que representar uma ameaça à vida a ao bem-estar dos cidadãos intergaláticos. Preparem as suas almas, porque os seus corpos já pertencem à nação.

Seguiram-se mais algumas formalidades e solenidades oficiais, que atribuíram grande peso a aquela formatura, como uma coisa realmente importante e um marco na história da academia. Diplomas foram entregues, medalhas de honra foram espetadas nos uniformes, e cada um dos sete foi cumprimentado por um dos membros da mesa de diretores, liderados pelo próprio General Sao Kumi, que, ao cumprimentar Xysuke, contrariando sua postura severa e rabugenta durante o discurso inicial, brindou-o com um sorriso caloroso, o que deixou Xysuke chocado e emocionado.

- Todos dispensados - anunciou Sao Kumi, ao término das solenidades - cadetes, na minha sala em cinco minutos. Vocês receberão sua primeira missão já.

--

Já na sala do diretor, Sao Kumi virou-se para uma parede branca ao fundo, levou uma mão ao pulso da outra e pressionou um botão no seu Controller Interface Watch (Relógio de Interface Controladora). A imagem de uma bela garota, vestida com trajes próprios de realeza, foi exibida.

Spoiler:
 

- Como é do conhecimento de todos, a princesa Escrevéia, a próxima na linha de sucessão do trono da Federação Monárquica Intergalática, irá se casar daqui ao equivalente a três dias terrestres. Sua alteza sempre foi conhecida por, apesar de sua alta posição social, não gostar de eventos e ocasiões extremamente espalhafatosas, então decidiu que queria que sua cerimônia fosse realizada de maneira mais simples, sem uma grande quantidade de pompa, mas autorizou a transmissão ao vivo em todos os veículos de comunicação do Universo. A cerimônia será realizada no planeta Taboo - a princesa escolheu-o justamente porque ninguém fala nele. O comboio partirá amanhã, a partir das coordenadas que serão enviadas aos seus Controller Interface Watches, e vocês sete serão a escolta. Sua missão: garantir que a princesa chegue em segurança ao planeta Taboo, localizado do outro lado do Quadrante de Quatro Lados Quadrados. Essa missão possui importância política que, creio eu, dispensa explicações, certo? Preciso que vocês coloquem seus corações e suas almas no cumprimento desta missão. O destino da Federação está em suas mãos. A inspeção de seus Exo-Armors acaba de ser concluída, e vocês podem ir conferí-los nos hangares. Vão, descansem, alimentem-se bem, treinem, façam o que quiserem. Mas estejam em ótimas condições no dia da missão. Qualquer dúvida, meus companheiros da direção e eu estamos à disposição. Dispensados.

--



Xysuke decidiu ir conferir que diabos seriam os tais dos Exo-armors. Enquanto caminhava em direção aos hangares, quase se sentindo perdido e tonto naquela gigantesca escola militar, foi navegando pelas opções e menus do Controller Interface Watch instalado em seu pulso direito, que era nada mais do que um chip subcutâneo que, uma vez ativado, reproduzia a forma de um relógio holográfico circundando o pulso de seu usuário, além de ser capaz de projetar imagens e hologramas, exibir informações, ativar o GPS, navegar na internet, estabelecer comunicações com outros cadetes, mostrar a hora do fuso horário local, e avisar quando alguém aceitou seu pedido de amizade no Framebook.

- Hm, hm - Xysuke resmungava, se acostumando com as operações e funções do aparelho.

Finalmente chegando ao hangar onde seu CIW apontava a localização de seu exo-armor, Xysuke foi recebido pela líder do departamento de Manutenção e Mecânica.

- Eh? - balbuciou Xysuke, incrédulo.

Spoiler:
 

Era ninguém menos que a própria Su-chan, vestida com um uniforme de mecânica militar, cercada de aparatos eletrônicos em volta.

- Por que você também está na simulação, Su-chan? - perguntou Xysuke.

- Porque é divertido - a garota respondeu, puxando uma banana do bolso e começando a comê-la. - Seu Exo-armor está logo ali, venha comigo.

Xysuke começou a acompanhá-la, mas tropeçou em um braço robótico que estava jogado no chão e se estatelou de cara no piso.

- Ai - gemeu, massageando a testa. - Por que doí? pensei que não fosse real.

- Sua mente torna real - respondeu Kaolla.

- Se eu for morto nesta simulação, morro lá fora, no mundo real também? - Xysuke perguntou.

- Se você acreditar que foi morto, sim. O corpo não vive sem a mente - a garota respondeu. - aqui está seu Exo-armor.

Xysuke estava diante de um misterioso objeto de aproximadamente dez metros de altura por cinco de largura, coberto por um grande pano branco. Kaolla puxou com força o pano para baixo, fazendo-o cair. O misterioso objeto revelou-se um majestoso robô humanóide de combate equipado com armamentos e tecnologia de última geração. Vermelho, a cor de Xysuke.

Spoiler:
 

- Este é o ZEX-099TX14 - Kaolla apresentou a Xysuke seu novo parceiro - Mas esses nomes complicados compostos pelo modelo, número de série e versão do kernel do sistema operacional são chatos e difíceis de lembrar. É de praxe da academia permitir que seus cadetes recém formados dêem apelidos de sua própria escolha aos seus primeiros Exo-armors. Vá em frente. Ative seu CIW, ligue a função de sincronização com o Exo-armor e cumprimente-o.

Xysuke seguiu as instruções de Kaolla. Ergueu o pulso direito à frente do corpo, ativou o relógio virtual, e navegou pelas opções até achar a função de sincronização por voz com o robô, logo após clicar no botão APAGAR TODAS, ao lado da notificação de trezentas e cinquenta e sete mensagens no Framebook recebidas de Kuranosuke.

- Olá - disse Xysuke, olhando com um certo receio para a máquina. Em resposta, os olhos da criatura metálica se acenderam em um brilho dourado incandescente, fazendo Xysuke recuar um passo.

- Vamos - instigou Kaolla - ele espera que você dê a ele um nome.

Xysuke ponderou por alguns minutos. A gigantesca e possante máquina diante dele seria sua parceira nas missões de agora em diante, passariam bastante tempo juntos. Seriam uma equipe, seriam uma coisa só, máquina e piloto. Começou a lembrar os nomes das pessoas e coisas com as quais tinha esse tipo de relação. Mokona. Kali-Yuga. Kilik. Raphael. Sua tartaruga de estimação Li Wing Chun. Yuna, sua protegida que compartilhava o aniversário com ele, filha de Saki-chan com seu amigo desaparecido Heitor. Sua irmã caçula May. Pensou no nome de sua falecida mãe Chun Fei, e quase tomou uma decisão precipitada. Mas não precisaria necessariamente ser o nome de uma pessoa ou arma. Podia ser uma palavra que tivesse algum significado forte para ele. Um nome que carregasse sua identidade. Pensou em Redemption, Justice, Peacemaker, Angel of Death, Iron Monk, Powerful Fist, Narutoko, entre vários outros. Após muito refletir, tomou sua decisão. Olhou para a máquina e sorriu, resoluto.

- Você se chamará Hebe Camargo.

(Fim do turno de Xysuke)
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