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 Em busca das armas sagradas

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Lola Chan

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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Ter Ago 05, 2014 4:41 pm

Depois daquela bagunça toda, Lola desfez a paralisação dos três dobradores, e seguiu o restou do grupo. Ela tinha em mente do que estava acontecendo, mas, não engolia a aparência daquele mestre velhote lá. Desconfiada, ela observou cada um dos homens se entregando a meditação, onde descobririam sobre o tal rei king kong.

- ... Humpf... - Vira a cara na direção de Mokona e cruza os braços. - Enquanto os Machos ali saem de "férias" eu vou rondar este lugar, depois da recepção "calorosa" desconfio até das encarnações destes imbecis. - Ela parecia cerrar os punhos, sentia calafrios se 5 em cinco minutos, não parecia se sentir bem por ali.

Ela começou a caminhar pelo lugar, se despediu de Mokona fazendo um gesto para que ela ficasse de olho nos homens enquanto se ausentava. Recolocou seu sobretudo e passou a subir nas montanhas com apenas alguns pulos. Ela não parecia nem um pouco cansada ou desgastada; ao longe em cima de uma montanha ela viu o pôr do sol, e a brisa do mar ao longe tocar em sua face obrigando-a fazer fechar os olhos e sorrir de forma doce, como antes muito tempo não fazia. Ao reabri-los seus olhos refletiam uma profunda tristeza, algo que ela não sabia explicar para si, algo no fundo de seu coração, gostaria de reencontrar, mas, não sabia o que era.

A China lhe proporcionava lembranças, do seu passando, treinando com seu mestre Kuranosuke, que por sinal uma vez lhe comentou sobre esse tal mestre gagá ai que estava passando instruções aos demais, mas, mesmo assim, ela continuava um pouco tensa a respeito daquele lugar. Eram de fatos lembranças boas e ruins, na China ela colocou tudo a prova, seus sentimentos e sua força diante de um treinamento severo para quando voltasse para família Naruza. Por alguns instantes, ela sentiu algo gélido correr sua face, limpou a lágrima com uma mão, e sorriu ao se lembrar das atrapalhadas de Kuran ao ensiná-la.

- Faz um tempo desde que ele veio com Kunisaki para cá... - Riu ao se lembrar do convite que Kunisaki fez ao Kuran para ajudá-lo com os negócios na China. - Espero que esteja bem seu pateta... - Riu novamente.

Apesar das mudanças, Lola ainda continha seu coração puro e ingênuo, mesmo se tornando aquela pessoa fria e seca diante dos problemas. De repente ela escuta um barulho de pedras rolarem nos seus pés, com um movimento brusco e ágil, sacou a katana e quando se deu por conta quase matara uma menina pequena chinesa.

???: ... [Não me mata moça, por favor!] - Ela falava em sua língua nativa.

Lola: - [Não se preocupe, não faria isso... ] - Guardou a Katana, envergonhada e se virou de costas para a garotinha de aparência ter uns 8 anos.

???: - [Meu nome é Mei lin Iao... Qual é o seu?] - Curiosa a garota procurou sua face sorrindo.

Lola: - [Lola... Naruza Lola...] - Escondeu os olhos e a face nos cabelos.

Mei: - Heh... Você é japonesa como pensei... ^^

Lola: o.o... Como sabe...?! ¬.¬' hoje em dia a cultura e o estudo estão em todo lugar Lola... - Fala para si mesma em um momento.

Mei: Lola chan! ^^ Posso te chamar assim?

Lola: ¬¬''' ahm... pode... - Envergonhada.

Mei: Hum... Você é muito bonita Lola chan... Sabia que a gente vai ter um festival aqui?

Lola: ... Que tipo de festival?

Mei: O festival do Macaco! ^^

Lola: ¬¬' (pensa: De novo o King Kong) ... Hum... E o que eu tenho a ver? -.-

Mei: Parece que vão trazer um bastão do rei macaco pra cá! ^^

Lola pensa: - Provavelmente uma réplica. -.-

Mei: Precisamos de uma moça alta e forte e com músculos e turbinada... Para trazer o bastão... Dizem que ele é muito pesado! -.-/

Lola: Tá... Por acaso me chamando de OGRA? ¬¬****

Mei: NÃOOO >.< Só que eu vi vocês lutando... Você é muito forte... ¬.¬ Até mais forte que meu pai... Tsui Iao...

Lola: O.o..... - Se apavora ao ouvir aquele nome e se arrepia. - ¬.¬ Graças a Deus que não é aquele demônio...

Mei: Demônio? o.Õ

Lola: -.- nada... nada... ¬.¬ Bem façamos assim... Se meu grupo não tomar outro caminho, eu vou a esse evento com você... Desde que eu não tenha que vestir nada avantajado... -.-' tenho que comunicar isso ao resto... Mas, vai depender da vontade deles ok?

Mei: Ieeiii!!! - Pula que nem pipoca. - Vou avisar meu papai! ^^ Seria muito legal se o pessoal do seu grupo se apresentasse também, estamos precisando de um Rei Macaco... O que você acha? ^^

Lola imagina Xysuke vestido de Macaco e solta uma risada louca que ecoa pelo vale.

Mei: o.õ...

Lola: Desculpe... É que tem uma pessoa perfeita para isso... - Lola se despede da menina e volta tocando em seu peito tentando conter o riso.

Ela volta para onde todos meditavam e cutuca Mokona contando a ela o que ela viu, e explicando a situação de Mei.

- Você, daria uma bela noiva Macaca não acha Mokona? - Ela sorri malignamente para a mesma, apontando para Xy.

Continuem...

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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Qua Ago 06, 2014 3:52 pm

*Quando o mestre do templo aquático apareceu, todos se acalmaram, já que entre mortos e feridos todos se salvaram, então estava tudo melhorando... Somente quando Mokona teve certeza que tudo estava bem, ela desativou seu modo batalha, e foi ajudar Xysuke com os feridos. *





*Ela percebeu o quanto ele estava gastando energia para curar a todos, e ficou preocupada. Será que ele não se importaria em receber um pouco de energia sua? Bem, veria a necessidade depois. Ao ouvir as palavras do Mestre Pão de Ló, lhe veio a mente que essa jornada seria mais perigosa do que imaginara. Eles não conheciam a vida de Ali babá, e não sabiam o que mais aquele tosco não tinha feito, ou tinha feito, para que eles levassem no lombo por coisas que não tinham culpa. Ela não era o tipo de pessoa que desconfiava dos outros, sentia que ele era sincero, mas teria que ficar de olho para qualquer outro mal entendido que viesse a acontecer.

Depois da conversa, e da possibilidade de viajarem para mais um lugar onde teriam pistas do Rei Macaco, Mokona perguntou-se porque ninguém perguntara ao Mestre sobre alguém que consertasse as armas... Ou Ali não queria mencionar esse detalhe? De qualquer forma, teriam que procurar por todos os cantos do planeta e do Universo!

Xysuke estava exausto depois de curar tanta gente, e resolveu meditar para se recuperar. Era uma recuperação demorada, mas se ele queria assim, ela ficaria de olho em tudo, enquanto eles descansavam.*


Xy: Flor...vou me ausentar por algumas horas, provavelmente. "Não me espere para o jantar, querida"

*Lola aparecera como uma ninja, e viera comentar com Mokona que encontrara uma estranha no mato, que viera pedir ajuda para um tal festival... E tínhamos tempo pra isso? A ideia de ver Xysuke de Rei Macaco fez sua mente ir para um outro lugar, lugar esse que Mokona queria Lola BEM distante...  Like a Star @ heaven *

Mokona: - Lola-chan, eu não sei se ele vai amar tanto assim fazer papel de Rei Macaco, e também não sei se teremos tempo para esse tipo de distração. Vamos conversar com todos e ver o que acham! Por mim, não tem problema, vou com a galera! Fora que nesses festivais sempre tem muita comida gostosa...  :HO: 

*Ao falar em comida, Mokona sentiu que além de seu estômago estar vazio, ela precisava recuperar seu mana, e uma das formas que conhecia, era comendo! Ela levantou de onde estava sentada e deu alguns passos, para tentar descobrir onde ficava a cozinha daquele lugar... Esperava que não tivessem só chuchu (chuchu = água kkkkkkkkkk desculpa ai quem gosta de chuchu!). Porém, ela sentiu um arrepio em sua espinha, um tremor por todo o corpo. Não estava entendo o que lhe acontecia. Ela tenta caminhar novamente, em busca de água, pois sente sua garganta seca. Sente tontura e suor em sua testa... aquilo seria... oh não! Ela esquecera completamente que estava dividindo mana com Arthuria... por isso estava tão... fraca... Será que aquela louca resolvera usar magia, mesmo sem saber muito sobre isso? (para saber o que Arthuria anda fazendo, ir para Casa de Chá)

Ela caminha em direção a Xysuke e Ali para pedir ajuda, vê Talim de pé ali perto e tenta balbuciar alguma coisa, só que ela tropeça e acaba se embolando em Talim. As duas vão ao chão, os rostos próximos.



Mokona respirava agora com dificuldade, ela precisava recuperar-se antes que o pior acontecesse! Olha para Talim, olhar vago, bochechas rosadas, e balbucia: me perdoe, mas é um caso de vida ou morte. Ela segura o rosto de Talim delicadamente. Aquele toque faz com que a energia de ambas entre em conexão. Talim ficou sem saber o que fazer, seus olhos cheios de lágrimas. Sentiu a perna de Mokona no meio das suas, e estava totalmente travada. Vida ou morte? O que acontecia com Sahib Mokona?

Talim: - Sa... Sahib Mokona... o que você vai... fazeerr...

Mokona aproxima seus lábios dos de Talim, e aos poucos começa a sugar o mana que vem da energia vital dos seres humanos. A energia, como linhas douradas saíam dos lábios de Talim suavemente, e entravam na boca de Mokona.



Porém, receber mana de um ser vivo era algo forte demais para resistir, e Mokona acaba beijando Talim, enquanto recebia aquela energia revigorante.



Fazia muito tempo que ela não precisava sugar mana de alguém dessa forma. O caso agora era realmente grave, e se não fizesse isso, desapareceria. Poderia fazer isso com Xysuke, mas ele estava fraco demais para lhe prover de mana, então Talim teria que servir. As duas estavam no chão, Mokona em cima de Talim, em uma visão totalmente fora do contexto do templo. Seriam expulsas por atentado ao pudor certamente... Aos poucos Mokona sentiu que não estava mais em perigo e soltou o rosto de Talim suavemente. Olhou para ela, olhos nos olhos, as duas ofegantes, pois a troca de mana fora forte. Talim estava visivelmente cansada. Talvez um pouco rubra demais...  Question 



Mokona: - Talim-chan, muito obrigada, você salvou minha vida! - Mokona falava aquilo, como a coisa mais normal do mundo. Como se andar beijando pessoas por aí fosse super simples. - Me desculpe por usar de sua energia sem ter tempo hábil de lhe pedir, ou lhe explicar! - Ela estava de joelhos agora, segurando Talim, que estava tonta.



Talim estava no mínimo consternada, seu corpo tremendo sem entender o que tinha acontecido, mas certa de que tinha ajudado Mokona.

Talim: - Sa...sahib Mokona... eu... nós... que bom... que pude ajuda-la... ha... ha...  Razz 



Mokona: - Agora vamos descansar um pouco. Venha. - Elas foram até os sacos de dormir que retiraram do avião para descansar o corpo. Esperaria até amanhã para entrar em contato com a Casa de Chá e tentar entender o que tinha acontecido por lá! Começou a achar que essa ideia que tivera de se desdobrar fora uma PÉSSIMA ideia!  nhu

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Ali Al-Said Samir

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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Sab Ago 09, 2014 1:24 am

*Tranquilamente eu meditava em frente à estátua de uma de minhas vidas passadas, o Avatar Zhou. A energia natural do templo, carregada com a força da Natureza que preenchia Rozan, mais a intensa empatia que me ligava ao lugar sagrado através de minhas reencarnações me permitiram acessar facilmente o Mundo espiritual, apesar de fazerem alguns anos desde que fiz aquilo pela última vez. Minha consciência estava de volta ao Mundo Espiritual, e diante de mim minha alma projetou a consciência do grande Avatar Zhou. Cumprimentei-o com a típica saudação do Kung Fu*



Ali: É uma honra reencontrá-lo, Avatar Zhou.

Zhou: A honra é minha, Avatar Ali. A última vez que nos vimos, você ainda era um garoto que nem sabia Dobrar a Água... e agora é um Avatar completamente realizado.
Ali (abaixando a cabeça): Realizado... mas fracassado. Eu falhei em minhas obrigações como Avatar, em meus deveres como Cavaleiro das Arábias e até mesmo como amigo e irmão.
Zhou: Não pense deste jeito. Em minha época, assim como você, eu me omiti de muitos de meus deveres e, por minha causa e minha omissão, o Templo da Água original foi destruído. Eu acreditava que não deveria buscar a paz pela guerra, mas infelizmente muitos inimigos não pensavam assim e, me omitindo de enfrentá-los, acabei permitindo sem querer que eles matassem muitos de meus conterrâneos, Dobradores ou não. Por causa disso eu singrei a China em busca de justiça para os culpados e, mais tarde, em busca de construir um novo lar para os Dobradores da Água, onde eles finalmente pudessem encontrar a paz, e eu pudesse me redimir de meus erros. Se você ainda tem vida, deve usá-la para corrigir seus erros. Este não é o dever do Avatar, mas o de todo ser humano.
Ali: Eu sei. E é justamente isto que venho tentando fazer há tempos... Assumi inclusive novas responsabilidades, e devo ajudar meus companheiros da Pensão Hinata a consertarem suas armas, além da minha.
Zhou: Você começou cedo a trilhar a Jornada do Avatar, Ali. Talvez cedo demais. Por outro  lado, se me permite observá-lo, embora tenha se tornado um Avatar realizado, acredito eu que sua Jornada Avatar apenas começou. Prova disso é você estar aqui, de volta ao Templo da Água. Tenho muito a alertá-lo sobre seu destino, e também o de seus companheiros.

***

*Enquanto isto, no mundo físico, após algum tempo Harima se sentara do meu lado e alinhara seu Ki ao meu. Nossos Chakras responderam um ao outro e logo a Consciência de Harima chegaria ao Mundo Espiritual. Da mesma forma, Xysuke também fez a mesma coisa; prontamente, ambos sentiram seus Chakras Abdominais esquentarem e, rapidamente, uma onda de energia atingiu os dois através de seus Chakras Coronários (no topo da cabeça), percorrendo através da espinha a Kundalini e iluminando todos os Chakras. Mesmo quem estava no mundo físico pôde ver aquela imensa emanação de energia de nossos Kis reagindo, interagindo e ressonando. Era muito raro três pessoas que dominavam com tal intensidade estas energias se encontrarem assim; por um instante, todo aquele trecho do Mundo Espiritual se iluminou como se o Sol tivesse pousado ali, mas as coisas logo se acalmaram e eu e Zhou vimos os corpos espirituais de Harima e Xysuke ao nosso lado e os dois puderam vislumbrar a glória do Mundo Espiritual.*




Harima: Ali-san, é aqui?
Ali: Sim, Harima. Bem vindos ao Mundo Espiritual.

Zhou: Quero parabenizar vocês dois, jovens, por conseguirem vir aqui. Mesmo com a presença do Avatar, o guia humano para o Mundo Espiritual, é muito difícil a consciência humana se manifestar aqui. Os seres humanos há muito negam suas naturezas espirituais, e por causa disso o próprio Mundo Espiritual costuma mantê-los longe. Mas eu vejo claramente que vocês dois são pessoas extremamente espiritualizadas; o fluxo do Chi passa por seus corpos espirituais com uma intensidade assombrosa e vai direto a seus corpos físicos através do Terceiro Chakra, o Abdominal, a fonte da força... o ponto que no Japão chamam de Tanden ou Seika-no-Itten.

*De fato, os Chakras de Harima e Xysuke brilhavam e giravam intensamente, como uma roda de fogo; todos os seus Chakras brilhavam daquela forma, assim como os meus, era possível ver o fluxo de energia através deles e, no caso de Harima, seu Chakra Frontal (na testa) brilhava ainda mais intensamente*




Zhou: Harima, por você ser um adepto da Magia, sua fonte de força é também seu Chakra Frontal, pois a força de um mago é sua inteligência e sabedoria. É através deste Chakra que flui a Mana, a energia mística que lhe permite fazer magia.


*No meu caso, devido aos anos de treino que tive no domínio dos Elementos e do Ki, meus Chakras brilhavam de maneira uniforme; meu Chakra Coronário (no topo da cabeça) se assemelhava a uma coroa no mundo espiritual que terminava na forma da seta em minha testa, ressaltando o poder do Avatar em relação à Iluminação e sua responsabilidade com o Mundo. Entretanto, aquele Chakra já brilhara mais intensamente anos atrás, antes de eu selar meus poderes. Embora nem eu nem Zhou soubéssemos o motivo, no caso de Harima e Xysuke seus Chakras Coronários mais se assemelhavam às Auréolas de anjos; isto era devido à ligação que os dois tinham com os anjos Miguel e Raphael. Uma ligação que podia ser observada claramente em seus corpos espirituais no Mundo Espiritual; entretanto, nem eu nem Zhou estávamos a par da relação dos Hinata Warriors com os anjos. (OFF: Não descrevi a aparência dos corpos espirituais de Xysuke e Harima, só a de seu sétimo Chakra; a aparência deles é por conta os dois)*




Ali: Bem, vocês demoraram um pouco para chegarem aqui... Estávamos discutindo justamente a respeito de nosso próximo ponto de parada quando vocês dois se manifestaram. Será melhor que Zhou lhes explique o que iremos encontrar.

Zhou: O eremita que Lo Meng lhes aconselhou a procurar é um antigo amigo do Rei Macaco;  este eremita é na verdade um ser espiritual que há muito escolheu viver no Mundo Físico, protegendo a Árvore Sagrada, que muitos dizem ser uma rota a Deus.
Xysuke: Um ser espiritual? Como assim?
Zhou: É um espírito antigo que assumiu forma física e até hoje reside na Terra.
Harima: Isso é possível?
Zhou: Seres espirituais podem atravessar a barreira entre os mundos, já que diferente dos humanos eles não negam suas naturezas. Entretanto, é muito mais fácil para um ser de um nível superior descer a um nível inferior, sendo bastante difícil seres inferiores ascenderem aos níveis superiores (embora não totalmente impossível); imaginem o Mundo Espiritual como um gigantesco prédio, onde cada andar é por si só uma dimensão inteira. Os andares superiores são habitados pelos seres mais evoluídos na hierearquia espiritual e são completamente negados aos humanos vivos; os andares superiores são habitados por espíritos iluminados e os mais altos, pelos anjos. Os andares inferiores são habitados por espíritos malignos e demonios, sendo que, quanto mais energia maligna eles tiverem, mais baixo são obrigados a habitarem, pois uma força semelhante à gravidade da Terra os puxa para baixo. Em termos leigos, os andares inferiores são o que chamam de inferno e os superiores são o Paraíso.
Harima: E a Terra?
Zhou: A Terra fica exatamente no meio desse "prédio" que é o Mundo Espiritual; entretanto, o Mundo Físico não é o único a ocupar este andar. O Purgatório fica no mesmo andar que o Mundo Físico, separado por uma "parede espiritual" que impede as almas de transitarem de volta ao físico (e mesmo assim vez ou outra uma alma consegue atravessar; é o que chamam de fantasma). Este limbo em que estamos é um plano ligeiramente superior ao Mundo Físico, e costuma ser um dos últimos andares a que as almas humanas vivas conseguem ascender sem morrerem. 
Ali: Muitos vêm para cá para meditar ou para treinar. Eu mesmo vinha aqui com uma certa frequência... mas isto foi antes de selar meus poderes de Avatar.
Zhou: Aqui, neste mundo entre a mente e o espírito, o tempo passa de forma diferente. Antes de vocês dois chegarem, eu e Ali já conversávamos pelo equivalente físico a quase um dia, embora sequer uma hora tenha se passado no mundo físico, mas isto depende muito da intensidade e do tipo da meditação, o contrário também poderia ter acontecido. Quanto mais profunda a meditação, mais ligado ao Mundo Espiritual fica o corpo físico e seus Chakras se abrem, permitindo a circulação das energias. É por isso que, meditando, consegue-se repor mais facilmente o Chi e a Mana.
Ali: Acredito que vocês dois já tinham conhecimento disto, mas como não sei se ambos já estiveram com suas consciências presentes nesta parte do Mundo Espiritual, onde pode-se ver o fluxo de energias, bem, talvez seja melhor eu lhes demonstrar.


*Faço uma demonstração a Harima e Xysuke e, aprofundando um pouco minha concentração e minha respiração, o Ki circula e entra em meu corpo espiritual de forma visível como um raio de luz pura. Suspiro, retornando o fluxo ao normal.*



Ali: Seres com uma natureza espiritual têm muito mais facilidade em controlar isto; eu faço desde a infância graças aos poderes de Avatar. Já o Mestre Lo Meng só conseguiu isso depois de quase trinta anos de treinamento meditativo intenso.

Zhou (sorrindo): Por isso mesmo eu disse que vocês dois estavam de parabéns. Ao que tudo indica, meu discípulo Lo Meng propôs isto a vocês como uma espécie de teste para saber se eram realmente dignos.


*Algo similar a um vento percorre aquele lugar onde estávamos. Zhou parou de sorrir.*


Zhou: Mas me distanciei um pouco do assunto. Como eu dizia, o ancião que vocês irão visitar é um antigo espírito que decidiu encarnar de vez na Terra, exatamente o contrário do Rei Macaco.
Xysuke: Como assim?
Zhou: O Rei Macaco era um macaco sagrado que nasceu de uma pedra mágica no topo da Montanha de Frutas e Flores. Ele era tanto um ser físico quanto um ser espiritual, que recebera a verdade do Céu, a beleza da Terra, a essência do Sol e o esplendor da Lua. Embora nascido na Terra, o Rei Macaco quis ascender aos Céus, coisa pela qual ele lutou boa parte de sua existência. Após séculos de batalhas e missões ele finalmente ganhou esse direito. Não se tem certeza quando, mas é um fato que ele saiu da Terra para o Paraíso, supostamente levando seu bastão Ruyi Jingu Bang, que vocês tanto procuram.
Ali: Não entenda mal, Zhou, não estamos à procura do bastão, mas sim da pessoa que o consertou... ou então de quem o criou.

*Zhou coçou a barba*

Zhou: Tem razão, me desculpe. Seja como for, é dito que o bastão foi dado ao Rei Macaco por Ao Guang, o Rei Dragão do Mar do Leste; entretanto, sua confecção e seu suposto reparo são totalmente desconhecidos, exceto por aqueles que eram próximos ao Rei Macaco. Eu mesmo desconhecia o fato de que o bastão se partira em algum ponto de sua história. Hão de convir que esta história é mais vaga do que o próprio Rei Macaco; somente ele próprio ou alguém próximo a ele poderia saber disso. O Ancião que vocês irão ver era um amigo pessoal do Rei Macaco antes mesmo de sua Ascenção; se tem alguém em toda a Terra que saiba ou se lembra de quem consertou Ruyi Jingu Bang, esse alguém é esse ancião. Eu mesmo não conheço mais ninguém, seja aqui ou na Terra, que tenha conhecido o Rei Macaco, exceto talvez o próprio Ao Guang, mas o reino dele é praticamente inalcançável nos dias de hoje, e não sei se alguém sabe o caminho para lá.

Xysuke: Por isso mesmo o nosso trabalho; um amigo me contou há algum tempo que ele treinou com o Rei Macaco (ou com alguém que se encaixava na descrição) e chegou ele próprio a manusear o bastão.


*Zhou se mostrou surpreso com as palavras de Xysuke. Porém, olhando melhor para ele, voltou a sorrir.*


Zhou: Conhecendo as histórias do Rei Macaco, eu não me surpreenderia se ele tivesse por bem resolvido visitar a Terra novamente, e nem que ele tivesse treinado um humano. Isso sem contar o fato de que ele deixou descendência, tanto na Terra como no Mundo Espiritual.
Ali: Filhos...? Do Rei Macaco?
Zhou: É um boato antigo. Dizem que o Rei Macaco teve filhos, e que alguns desses podem ter encarnado, talvez  em corpos humanos... ou mesmo não-humanos ao longo dos sécullos.
Xysuke: Bom, pelo que eu entendi, esse meu amigo treinou com o verdadeiro Rei Macaco. Se era ele em seu corpo real ou encarnado em alguém, isso eu já não sei.
Zhou: Vocês parecem mesmo confiar nesse amigo, a ponto de se arriscarem tanto por uma informação tão vaga.
Ali (murmurando): Até eu confio, naquele cabeça-oca... pena que ele está incontactável, no momento.
Zhou: Minha sugestão seria que vocês esperassem até poderem falar com esse amigo e indagá-lo a respeito. Entretanto, lamento que não terão tempo a perder com isso, devem arrumar suas armas o quanto antes.
Harima: Como assim?
Zhou: Um grande mal paira sobre vocês e seu grupo, neste instante. Era sobre isto que eu também estava discutindo com Ali: o ataque dos Dobradores de Água a seu grupo não foi um mero rompante ou vingança, nem tampouco foi ideia deles. Alguém os manipulou.
Xysuke: Como?!
Zhou: Não estou dizendo que eles sofreram lavagem cerebral ou foram magicamente dominados; é mais como se alguém tivesse manipulado as emoções negativas deles, as aumentando e levando-os a agirem daquela forma tão imprópria, como se ficasse soprando "ideias" em seus ouvidos. Mas eu nem consigo imaginar que tipo de poder poderia aumentar as emoções negativas dos Dobradores da Água, conhecidos justamente por serem os que melhor controlam suas emoções.
Ali: Quem... ou o quê poderia fazer uma coisa dessas? E por quê?
Zhou: Não tenho como lhe responder, Ali, é um pressentimento extremamente forte que tenho. Desde que saímos da Pensão Hinata (OFF: Lembrando que Zhou é uma parte da alma de Ali, ele sempre esteve conosco) eu tive a sensação de que um mal nos cerca a todos, e esta sensação ficou ainda mais forte antes de chegarmos ao Templo da Água.
Ali: E você sugere que a gente saia do Templo o mais rápido possível?
Zhou: O perigo não está no Templo, ele está cercando seu grupo, não importa aonde vocês vão. Se irão investigá-lo para combatê-lo imediatamente, ou se irão seguir em frente, é algo que vocês devem decidir. Seja como for, o perigo que eu sentia antes de entrarem no Templo aparentemente desvaneceu. Seu grupo e os Dobradores do Templo estão seguros... ao menos por enquanto. Sugiro que aproveitem para recuperar suas forças e descansarem, mas partam o mais rapidamente possível, é imprescindível recuperar o Kali-Yuga, o cajado do Milennium Master e a espada Zulfiqar o quanto antes, eu tenho um forte pressentimento de que eles serão necessários para vocês no futuro próximo.

***


*Ficamos conversando durante muitas horas com Zhou no Mundo Espiritual (o que representou muito menos no mundo físico, mas um certo tempo se passou por lá também). Enquanto isso, na Terra, Mokona recarregava suas energias beijando (!) Talim de uma forma que ela nunca havia sido beijada antes.*

Mokona: - Talim-chan, muito obrigada, você salvou minha vida! - Mokona falava aquilo, como a coisa mais normal do mundo. Como se andar beijando pessoas por aí fosse super simples. - Me desculpe por usar de sua energia sem ter tempo hábil de lhe pedir, ou lhe explicar! - Ela estava de joelhos agora, segurando Talim, que estava tonta.

*Talim estava no mínimo consternada, seu corpo tremendo sem entender o que tinha acontecido, mas certa de que tinha ajudado Mokona.*

Talim: - Sa...sahib Mokona... eu... nós... que bom... que pude ajuda-la... ha... ha...


*Em suas aventuras junto comigo, Talim já havia conhecido muitos tipos de seres, inclusive aqueles que dependiam de energia mística para viver. Embora não fosse uma usuária de magia, a carga de Mana de Talim era muito alta, bem acima da média para seres humanos e vez ou outra ela era seguida por seres atrás de sua energia mágica. Ela já tivera que fazer doações de mana antes e estava relativamente acostumada com aquilo, mas nunca havia feito isso de uma forma tão... íntima. Foi então que ela caiu em si e se levantou com um pulo, com os olhos arregalados Shocked  Shocked .*

Talim: E... essa não! E-esse tipo de c-contato é um haraam (pecado) grave! E-eu tenho que me purificar! Oh não! Agora eu não vou poder casar com o Ali!!! Uááááááááá!




*Talim se levantou e saiu dali correndo e chorando... sem motivo, na verdade, visto que ela entendeu errado certos dogmas, além do fato de que foi Mokona quem a beijou, e não o contrário! Naquele instante, eu encerrara minha meditação e me levantava, me espreguiçando, enquanto via a Mokona ajoelhada no chão e esperava Xysuke e Harima também voltarem do Mundo Espiritual.*

Ali: Ai, minhas costas... o que é a falta de hábito... e então, vamos ou tem mais alguma coisa que queiram fazer... ué? Cadê a Talim?


Continuem...


OFF: Vou deixar por conta do Xysuke e do Harima se o Zhou falou mais alguma coisa de relevante, além de quanto tempo mais estivemos em meditação; lembrando que, por ser uma parte da minha alma, ele sabe de tudo que eu sei e tudo pelo que passamos até agora (mas ele não sabe nada da Pensão antes da aventura de Israel), lembrando que ele está ciente de tudo que acontece no Mundo Espiritual e pode ter informações sobre a localização da Daphne. Lembrando ainda que, embora eu tenha colocado algumas falas do Xysuke e do Harima, não foi nada demais (nem postei nenhuma ação deles), só perguntas simples que qualquer um faria (e algumas das coisas que discuti em OFF no Messenger com o Xy), e que qualquer um pode fazer isso com o Ali também, se quiser, desde que sejam falas simples como as que eu usei, e que não descaracterizam o personagem. Na dúvida, é só espelhar na Mokona também (muito bom, Moka-chan, hehehehehe).

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"Mac Allah(Poderoso é Deus)... eu sou apenas Seu humilde servo."
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Xysuke
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Qui Ago 14, 2014 11:39 am

OFF: nenhuma substância entorpecente foi consumida durante o making of deste post.

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A audiência com o avatar Zhou tinha terminado. Era hora de voltar pro mundo físico.

Xysuke já havia se separado de Ali e Harima, e agora vagava pelos "corredores", por assim dizer, daquele andar do prédio que era o mundo espiritual, seguindo a analogia de Zhou, enquanto procurava uma saída.

Em resumo, deveria fazer o caminho inverso agora...desligar-se do mundo espiritual e voltar a concentrar sua mente no mundo físico do qual viera.

Entretanto, enquanto tentava, uma parte de Xysuke parecia querer dar mais uma caminhada sem rumo naquele lugar fascinante.

"Eu sou aquele que é você..."

- Xy: Hm?

Xysuke começou a ouvir alguém falando com ele.

"Você é aquilo que eu sou..."

...

...

...

...

"Você é o início e o fim de você mesmo..."

- Xy: Alguém está falando comigo...

"Você é apenas a cópia dos ideais de alguém..."

- Xy: E daí? Algum problema com isso?

Xysuke continuou a caminhar, tentando ignorar a voz, e, ao mesmo tempo, fazendo questão de responder a todas as suas provocações.

- Xy: Por que não mostra seu rosto?

"Por que não me mostra o seu verdadeiro eu?"

- Xy: ???

Não haviam direções para Xysuke saber para onde caminhar. Apenas um grande universo colorido e despadronizado.

- Xy: Eu não estou mais no mundo espiritual? Por acaso essa confusão toda aqui é um reflexo da minha mente? Não sei para onde olhar...não sei para onde caminhar...

"E o que você faz então?"

- Xy: ...então, eu simplesmente sigo caminhando para algum lugar.

"Quando não se sabe a direção, qualquer direção serve."

Xysuke passou do lado do que parecia uma parede, coluna, espelho, ou o que quer que fosse, que, tecnicamente deveria refletir sua verdadeira imagem.

- Xy: ...... - olhando para a imagem refletida

...

...

...

...

...

...

- Raphael: Você não existe por si só....tudo o que você é, não passa de um compilado de idéias de outrem, adaptadas ao seu bel prazer, em uma tentativa desesperada de resgatar algo que você pode chamar de originalidade.

- Xy: ...

Xysuke tentou olhar para o que pareciam ser suas mãos....não aparecia nada. Ele viu, na imagem refletida, Raphael mostrando suas mãos. Ele tentou ignorar, e continuou andando simplesmente. Mas, agora que tinha parado para percebeu, olhou para baixo e viu que também não tinha pernas. Não enxergava seu próprio corpo, naquele lugar. Como se seu corpo real não existisse. Ele passou perto de outra coluna de cristal que reflete o que deveria ser outra de suas verdadeiras imagens.

...

...

...

...

...

...

- Edgemaster: Até quando pretende continuar com isso? Quando pretende reconhecer que você...

Xysuke continuou andando, e passou na frente de outra coluna...

...

...

...

...

...

...

...

...

- Raphael / Edgemaster / Gwen / Raiyor: Sou eu....

Xysuke ignorou novamente, com o rosto sem expressão, e seguiu andando.

"Você realmente acha que, ignorando a verdade, ela deixará de existir?"

As cores e luzes do lugar que, há alguns minutos atrás era o mundo espiritual, dançavam ao redor de Xysuke, como se brincassem com ele.

- Xy: A única verdade é a que eu mesma faço.

"Como?"

- Xy: A única verdade que existe é aquela que eu deixo que entre em mim.

"Como?"

- Xy: Todo o resto não me serve.

"Como?"

Xysuke não respondeu e continuou andando por aquele limbo que parecia não ter fim, até dar de cara com um rosto que não esperava ver naquele lugar...

...

...

...

...

...

...

- Tsui: ...

...

...

...

- Xy: Por que ele está aqui? Não era para aqui ser a minha mente? Ou o mundo espiritual? Ou o que quer que seja?

- ???: Ele pode ser considerado o que você deveria ser, mas falhou em se tornar.

Xysuke olha na direção da voz.

- Sao: ...

- Xy: Eu sou apenas eu mesmo...não me compare com ele...somos totalmente diferentes.

- ???: Me pergunto se ele teria quebrado-o...

Xysuke olhou na direção da voz.

- Kilik: ...

Xysuke seguiu caminhando. Apesar não ter pernas, ele sentia como se se locomovesse. Apesar de não ter chão, paredes, teto, céu nem nada, ele sentia como se se deslocasse de um lugar ao outro naquela dimensão estranha. Uma estranha sensasão de espaço, onde não há espaço. Logo, ele passou na frente daquilo que seria mais um reflexo de si mesmo. Mas...havia algo errado. Este aqui, ele ainda não conhecia...

...

...

...

...

...

...

- Sun Wu-Kong: .........

- Xy: ... - olhando para o reflexo à sua frente.

- Sun Wu-Kong: .........

- Xy: ...

- Sun Wu-Kong: .........

- Xy: ...

"Macaco vê, macaco faz? Não é isso?"

Xysuke não sabia dizer em que ponto no tempo ele tinha deixado o mundo espiritual e passado a estar perdido dentro da dimensão da sua própria mente. Ele simplesmente voltou a caminhar na direção de ALGO, que nem ele próprio sabia o que era.

"O que você procura?"

- Xy: Eu estou procurando a saída deste lugar.

A voz misteriosa repetiu a pergunta.

"O que você procura?"

- Xy: Eu já disse, eu quero sair deste lugar.

De novo.

"O que você procura?"

Xysuke pensou melhor na resposta correta para aquela pergunta. Não era aquilo? Então, o que poderia ser? Vamos pensar...

- Xy: Eu procuro..........

Cenas específicas da vida de Xysuke começaram a passar diante dele, como passagens de um filme.

- Xy: Eu procuro..........

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
- Sao: Você é uma vergonha como filho.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

- Xy: Eu procuro..........

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
- Kilik: A partir de hoje, você não é mais um monge. Abandone o caminho do kung fu, e viva como um homem normal.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

- Xy: Eu procuro..........

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
- Akamaru: Você nunca será bom o bastante para ela...
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

- Xy: Eu procuro..........

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
- Tsui: ....morra.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

- Xy: Eu procuro..........

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
- Larg: Cabeça de tomate...ainda não percebeu?
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

- Xy: Eu procuro..........

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
- Lola: Não me importa mais...faça o que bem entender.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

- Xy: Eu procuro..........

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
- Az: E o que você está fazendo enquanto isso? O que você tem feito esse tempo todo?
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

- Xy: Eu procuro..........




...




...




...




...




...




...




.....................a mim mesmo? Seria isso?

Foi como se Xysuke tivesse dado a resposta certa, como uma senha para parar de lembrar de todas aquelas coisas. Os relances de momentos na sua vida cessaram, e ele seguiu caminhando, até que...

- Xy: Mo-chan, é você?

Xysuke visualizou Mokona, com toda a sua beleza e sorrindo pra ele o sorriso mais lindo que ele já tinha visto. Ele tenta caminhar até ela. Sim, ela era a saída dele para aquele caos, que era nada mais nada menos que ele próprio.

- Xy: Mo-chan?

Quanto mais Xysuke caminhava na direção dela, mais parecia que Mokona se distanciava, sem deixar de sorrir para ele e com seus cabelos loiros e soltos ainda brincando com o....vento? Vento? Naquele lugar? Era uma maneira de dizer que Xysuke é, entre outras coisas, um cabeça-de-vento?

Enquanto perseguia Mokona, Xysuke passou na frente de mais uma coluna de cristal, onde aparece uma imagem do Kali-Yuga, intacto, mas que se quebrou quão logo Xysuke passa por ele sem lhe dar atenção.

"Sim, foi assim que tudo começou....o amor que você sente por ela o tornou cego para as coisas ao redor, e isso foi a sua ruína."

Xysuke acelerou o passo, ao ponto de começar a correr, estendendo o braço para frente, em uma tentativa de conseguir tocar em Mokona.

"Agora, você é tudo isso. Um conjunto de confusões e perturbações sem sentido, que você não sabe onde começa nem onde termina."

- Xy: Mo-chan, espere, não vá!!! Ah, cala a boca, voz maldita, já encheu o saco!!!

"Sua jornada não começou agora, com você buscando um conserto para a sua arma"

- Xy: Cala a boca...

"Sua busca já começou desde antes disso, há muito tempo atrás"

- Xy: Cala a boca!!!!!

Mokona estava muito longe a essa altura, quase ao ponto de Xysuke perdê-la de vista em meio ao que parecia ser uma névoa....ah, que ótimo....agora tinha neblina também na mente dele....

"Fazendo os outros rirem...fazendo aquilo que mandam você fazer....tudo isso é apenas você desesperadamente procurando uma resposta"

- Xy: NÃO ENCHE!!!!!!!!!!

Mokona desapareceu da vista de Xysuke. No mesmo instante, foi como se a lei da gravidade tivesse sido ativada novamente, dentro daquela dimensão, e Xysuke começou a ser puxado pra baixo, em queda livre, como se caísse de um precipício.

- Xy: ......
- olhando para algo parecido com "cima" enquanto caía

Não havia pânico. Xysuke não sabia mais o que havia. Não sabia o que sentir. A ausência de Mokona tornou a mente dele mais caótica do que já estava, e ele se viu puxado para dentro das trevas que haviam em si mesmo. Geralmente, se grita quando se cai em um precipício.

- Xy: ......gritar pra quê? Eu nem sei pra onde eu estou caindo. O que há la embaixo? Sequer existe "embaixo"? Por acaso eu estou caindo "pra baixo"?  Por acaso eu estou caindo em direção a algo? Se for assim, se for para me deslocar para algum lugar, eu não me importo, mesmo que eu me arrebente no processo.

"Você é o início e o fim de você mesmo....e, a isso, há de retornar....a menos que...."

Antes de poder ouvir o final da frase, Xysuke se deu conta de que já estava de olhos abertos novamente, sentado de pernas cruzadas no grande salão do templo, com a estátua do avatar Zhou à sua frente.

############################################
OFF: a música pode parar por aqui.
############################################

Xysuke se sentia meio tonto e com um pouco de dor de cabeça. Olhou para suas mãos e pernas....que alívio, estavam de volta.

- Xy: Itte.. - com a mão na cabeça - ..quem é que precisa de maconha quando dá pra fazer a cabeça legal só com isso....@.@

Ele olhou para o lado e viu Mokona, já com sua mana reabastecida, graças a Talim. Emocionado, e a achando mais linda que de costume, ele a abraçou com força.

- Xy: Que alívio...você está aqui, flor...

Xysuke se acalmou ao ver Mokona ao lado dele e ao sentí-la em seus braços, e respirou fundo, soltando-a logo em seguida. Ignorando temporariamente os últimos acontecimentos malucos de quando ele estava sozinho, ele processava tudo o que conseguiu abstrair de informação, da audiência com o avatar Zhou, e fazia um compilado de informações úteis que poderiam levar para a sua jornada.

O sábio que iam encontrar a seguir era um ser espiritual encarnado por vontade própria na Terra. Ele parecia ter as respostas que estamos procurando.
A origem do Rei Macaco.
O fato do rei macaco ter deixado descendentes na Terra e no mundo espiritual (E o jeito estranho como o avatar Zhou olhou pra ele antes de revelar essa informação).
E a que parecia ser a mais importante de todas...havia algo ou alguém por trás do ataque dos dobradores de água. Alguém estava tentando prejudicar os HW, e impedí-los de chegar ao seu objetivo....como se o conserto do Kali-Yuga, da Zulfiqar e do cajado do Harima fosse a última coisa que esse "alguém" quisesse que acontecesse...

Xysuke se levantou. Independente do que tivesse sido discutido na audiência com o avatar Zhou, a rota deles já estava traçada.

Ele contou a Mokona tudo o que tinha se passado durante a audiência. Achou melhor não contar, por enquanto, o que aconteceu depois, levando em conta que nem ele próprio ainda tinha entendido direito o que foi tudo aquilo. Era melhor dar uma refletida, antes de compartilhar com Mokona um monte de informações desconexas e incoerentes, só pra deixá-la confusa e preocupada. Xysuke perguntou se, "do lado de cá", estava tudo em ordem no tempo em que ele, Ali e Harima estiveram fora. Mokona contou a ele que Lola tinha mencionado o tal do festival do macaco (sem a parte de Xysuke se vestir de macaco).

######################################################################################
OFF: Se Mokona vai contar a Xysuke sobre o beijo com Talim ou não, eu deixo a critério dela.
######################################################################################

Xysuke se dirigiu a Mokona, Ali, Lola e quem mais estivesse por perto naquele momento (talvez Harima já tivesse voltado), e deu seu voto.

- Xy: Eu acho que é uma boa a gente dar uma conferida nesse festival...o próprio mestre Lo Meng disse que uma tempestade se aproximava, e que não era uma boa idéia a gente viajar de avião agora, nessas condições. Ele até ofereceu a hospitalidade do templo pra gente passar a noite. A nova amiguinha da Lola parece estar contando com a presença de todos nós, e também não é como se precisássemos sair correndo, só porque temos uma dica que promete, com esse sábio da torre que parece ter as respostas que buscamos.

Sem perceber, repetiu as palavras de Mokona.
- Xy: ...Fora que nesses festivais sempre tem muita comida e mulher gostosa...  

Riu disfarçadamente, contendo uma leve hemorragia de nariz. (Erros semânticos propositais para tentar fazer a piada ridícula ter alguma graça.....a gente vê por aqui, apoio Rede Globo).

- Xy: Temos que ver o avião também. Levamos uma baita pancada de água dos dobradores quando chegamos, e caímos no lago. Mas não creio que tenha sido mais grave que a aterrissagem forçada de Seta-san na pensão. Nada que uma ou duas dobras de metal não resolvam, pra lataria ficar que nem nova....hein? Hein?
- chega perto de Ali e cutuca o braço dele com seu cotovelo.
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Harima Kenji
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Sex Ago 15, 2014 9:36 am

** Por favor, ouça isto ao ler **



** A conversa com Avatar Zhou havia terminado, novas metas, novos objetivos, fora uma conversa muito edificante, apesar de ter tido mais questionamentos, mas não me achei digno para fazê-los naquele momento, decidi observar os 'corredores' daquele local, que de tão vazio parecia estranhamente acolhedor, levantei-me e começei a andar, e como andei! Mas não me sentia fatigado, já estava distante de Ali e Avatar Zhou, a primeira coisas que me veio a cabeça foi... **

**troque a música por esta**



Harima: que lugar enorme, bem que poderia achar a saída daqui.

**Pisco e nesta piscada, as coisas mudam, estava num lugar absurdamente branco, tipo um sanatório, em um corredor, com várias portas e uma ao final dela, quando finalmente resolvo andar uma voz me diz**

Voz: Harima, a porta ao final deste corredor é o retorno para sua dimensão, porém não permitirei que saia daqui sem antes entender seu propósito em consertar e recuperar seu cajado, quero que abra todas estas portas, pois você está dentro do caminho da sua vida e de seu antecessor, Cristiano, e quero que até o fim dele este corredor continue como está, intacto.

** engulo em seco, temendo o pior **

Voz: abra a primeira porta, Harima.

**abro-a, vejo Cristiano chegando na pensão, sendo recebido por Lety, Pedro, Mary Jane e outros, quando ia para a próxima porta, uma explosão de sangue sai pela porta, manchando o corredor**

Harima: Mas o que... !?

**Vejo a morte de Yago e o ataque de Deadline, atordoado, saio dali e abro a segunda porta, e nem mesmo vejo o que tem lá, e o sangue já jorra pra fora outra vez, e então vejo a morte de Mary Jane**

Harima: eu tenho que sair daqui!
Voz: ainda não! Terceira porta!

**abro relutante a terceira porta, vejo o torneio de artes marciais, a aventura em okinawa, todas as mortes e as vezes em que fiquei do lado do mal, sendo um inimigo, um rio de sangue saia dali, de forma a formar um fio de 2 a 3 de dedos de sangue no local**

Harima: eu quero sair daqui!
Voz: abra a última porta.
Harima: não, eu não aguento mais!

**Ao abrir a última porta, vi minha chegada a pensão, todas as aventuras até agora(não dá pra listar todas, né?), as coisas boas e ruins, e um misto de água e sangue praticamente encheu o lugar até o teto, mas não estava me afogando, dentro daquela coisa, meu cajado apareceu e então ouvi**

Voz: pegue-o.

**Tomei o cajado, instantaneamente, a água e o sangue sumiram, o corredor estava limpo e as portas fechadas**

Voz: você fez o bem, sim, mas ainda há um lado negro que mancha seu corredor, sua missão, seu propósito em consertar e recuperar seu cajado, e que ali você terá a oportunidade de limpar seu corredor e deixá-lo como está agora, limpo e sem mancha.

Harima: e se eu falhar.
Voz: falamos sobre isto depois... solte o cajado e abra a porta de saída.

** eu soltei o cajado e abri a maçaneta, imediatamente, todo o sangue e água voltaram como uma onda, fechei a porta atrás de mim antes que me acertassem, quando a porta foi fechada, abri meus olhos, num súbito, assustado, porém, esclarecido, me levanto e ao sair dali, vejo uma movimentação, ouço Xysuke dizer: **

Xy: Eu acho que é uma boa a gente dar uma conferida nesse festival...o próprio mestre Lo Meng disse que uma tempestade se aproximava, e que não era uma boa idéia a gente viajar de avião agora, nessas condições. Ele até ofereceu a hospitalidade do templo pra gente passar a noite. A nova amiguinha da Lola parece estar contando com a presença de todos nós, e também não é como se precisássemos sair correndo, só porque temos uma dica que promete, com esse sábio da torre que parece ter as respostas que buscamos.

**Shuuji se aproxima de mim**

Shuuji: ta tudo bem, nii-san?(é tá tudo bem, e não tatu do bem! Very Happy)
Harima: Tá tudo bem, Shuuji, apenas minha dívida está no vermelho, e eu quero quitar isso logo.

**olho pra Shuuji, ele não entendeu, mas tenho certeza que Ali e Xy sabiam do que eu falava, eles também dever ter um preço de sangue a pagar, assim como Az**

Harima: vamos aproveitar o festival, Shu.
Shuuji: hai!

**Chego perto de Xysuke**

Harima: Com certeza vamos ao festival e digo mais! Deixo a comida e joginhos por minha conta! aproveitem a vontade! **mostro uma sacola cheia de grana**, eu tinha que vir preparado. : )

Shuuji: não sei não. ** shuuji se aproxima de Ali ** Ali-san, sei que é hora de relaxar um pouco e aproveitar o festival, mas prometo não importunar mais sobre isto, meu irmão é teimoso, mas ele voltou diferente da meditação, tem alguma ideia do que aconteceu com vocês?

**Continuem**
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Sex Ago 22, 2014 4:45 pm

"Mokona está aguardando o resto do pessoal. Pra onde forem, ela vai junto! ^.~*

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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Sex Ago 22, 2014 10:38 pm

Off: Desculpa a demora... Mas, é que comecei a trabalhar de novo e tem sido difícil ficar acordada x.X.
______________________________

Enquanto Lola repensava na resposta de Mokona, quando ela fora fazer outra pergunta... Meio que... Congelou...



Sabe aquele momento em que algo de estranho de repente do nada acontece e você fica com a cara mais de vácuo possível? Pois, então, fora assim que Lola ficara após aquela cena perturbante.
Parecia que Lola havia morrido por alguns instantes.

Choque mental... lol!  
Pânico... tongue 
Surpresa... panic 
Terror... medo 

Durante alguns minutos depois... Ficou pensando de quais formas Xysuke entenderia aquilo:

 Question 

1.: ACHOU BONITINHO?
2.: GOSTOU E PRETENDE APLICAR A TÉCNICA COM AS DUAS AO MESMO TEMPO?
3.: NÃO ENTENDEU NADA?

Logo ela chegou a uma conclusão. Mas, resolveu pigarrear e ignorar a situação do momento "vela" em que se encontrava assoviando para o além.

Depois do retorno mediúnico, profundício e literalício com um toque de mãe DINÁ... Os garotos pareciam retornar do mundo do além e analisar a idéia de irem para o festival.

- Se para vocês não tem problema... Acho que primeiro deveríamos descansar, e depois, seguir até o local... - Olha Ali. - Tem alguém aqui não homicida que sugestionaria um local para repousarmos um pouco depois dessa batalha fora da casinha? ¬¬

Continuem...

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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Qui Ago 28, 2014 1:59 pm

OFF: Desculpem aí a demora em postar, pessoal, mas acreditem, vai valer a pena, heheheheheheeh...

ON:
Doce como um Beijo


*Todos estávamos de volta do Mundo Espiritual. Pelo visto a jornada ao interior de suas próprias almas tinha sido bastante produtiva. Restava agora decidirmos o que fazer, mas pelo visto todos já haviam decidido.*


Xy: Eu acho que é uma boa a gente dar uma conferida nesse festival...o próprio mestre Lo Meng disse que uma tempestade se aproximava, e que não era uma boa idéia a gente viajar de avião agora, nessas condições. Ele até ofereceu a hospitalidade do templo pra gente passar a noite. A nova amiguinha da Lola parece estar contando com a presença de todos nós, e também não é como se precisássemos sair correndo, só porque temos uma dica que promete, com esse sábio da torre que parece ter as respostas que buscamos. (sussurra alguma coisa) Temos que ver o avião também. Levamos uma baita pancada de água dos dobradores quando chegamos, e caímos no lago. Mas não creio que tenha sido mais grave que a aterrissagem forçada de Seta-san na pensão. Nada que uma ou duas dobras de metal não resolvam, pra lataria ficar que nem nova....hein? Hein?



Harima: Com certeza vamos ao festival e digo mais! Deixo a comida e joginhos por minha conta! aproveitem a vontade! **mostro uma sacola cheia de grana**, eu tinha que vir preparado. : )

Shuuji: não sei não. ** shuuji se aproxima de Ali ** Ali-san, sei que é hora de relaxar um pouco e aproveitar o festival, mas prometo não importunar mais sobre isto, meu irmão é teimoso, mas ele voltou diferente da meditação, tem alguma ideia do que aconteceu com vocês?


Lola: Se para vocês não tem problema... Acho que primeiro deveríamos descansar, e depois, seguir até o local... - Olha Ali. - Tem alguém aqui não homicida que sugestionaria um local para repousarmos um pouco depois dessa batalha fora da casinha? ¬¬


*Meio tonto com todo mundo falando comigo, respondi a todos um por um... a começar por Lola, afinal as damas primeiro*

Ali: Bom, sahib Lola, acredito eu que todos mereçamos um descanso... se vocês não estiverem à vontade para dormir aqui no Templo, mesmo depois do que o Mestre Lo Meng falou, poderei tentar conseguir um alojamento na vila próxima daqui, onde vivem as famílias dos Dobradores de Água; é a única vila em quilômetros.


*Olho pra Xysuke*

Ali: Bem, o Festival do Macaco é uma comemoração anual aqui no templo e vizinhanças. Para falar a verdade, eu quis passar aqui no Templo primeiro justamente porque eu sabia que haveria o festival e poderíamos encontrar mais alguma pista... ou simplesmente aproveitar a festa. Afinal, apesar de importante, não é como se nossa missão fosse totalmente urgente, não é mesmo? Quanto ao avião, não se preocupe, ele foi feito justamente para aguentar as pancadas do Seta-san e muito mais... por isso que preferi emprestá-lo do que fretar um para nós. Os outros Dobradores que não estão muito machucados e eu tiramos ele da água enquanto vocês ajudavam os feridos, o avião vai estar pronto para partir a hora que quisermos.


*Olho então para Shuuji*

Ali: A jornada ao Mundo Espiritual é também uma jornada ao interior de nós mesmos, sahib Shuuji. Depois que encerramos a conversa com o Avatar Zhou, Xysuke e Harima ainda ficaram mais um curto período de tempo (que pode se estender por uma eternidade) no Mundo Espiritual, onde acredito que tenham podido descobrir mais sobre eles mesmos. Agora o quê, exatamente, só perguntando pra eles...

*Finalmente olho pro Harima e sorrio com sua oferta*

Ali: Não se preocupe, sahib Harima, não que iremos gastar alguma coisa apenas para participar do festival (embora, segundo a tradição, seria bom ajudarmos com alguma coisa lá, talvez cozinhando, arrumando ou participando da encenação), mas como fui eu quem arranjei esta viagem e estes problemas para vocês, é tudo por minha conta. Dinheiro pra mim não é problema.




*Mostro a Harima meu cartão de crédito, que comprei (e haja grana pra isso!) de um velho amigo que não poderia mais usá-lo (algum problema com identidades secretas ou coisa assim). Dinheiro REALMENTE não era um problema pra mim.*

Ali (guardando o cartão): Bem, se não se importam, vou procurar a Talim e me preparar para o Festival. Vejo vocês depois. Salaam Aleikum.

*Faço uma reverência e saio do salão principal, enquanto tento seguir o Ki de Talim. Havia muitos Kis fortes no Templo, tanto dos Hinata Warriors quanto dos Dobradores mas com a minha prática eu conseguia identificar todos. Qual não foi minha surpresa mquando vi Talim (vestida) jogando MUITA água na cabeça, várias vezes com um balde*

Ali (pensando): Ué... está se purificando por quê? Não é nem hora de rezar...


***

*Cerca de uma hora mais tarde, eu e Talim andávamos pela praça da vila próxima ao Templo, ambos vestidos com nossas melhores roupas (que estavam secas dentro das malas no avião; usando a Dobra de Água consgeui secar todas as nossas coisas imediatamente); havia até bastante gente lá, mais do que o normal, vindas de longe por causa do festival. Talim bufava e estufava as bochechas.*

Talim: Droga... quer dizer que eu fiquei jogando água na cabeça por nada?

Ali: Haha, como você é atrapalhada, Talim! Xysuke e Az haviam me contado um pouco sobre a natureza mística da sahib Mokona e eu também posso sentir o fluxo de energias nos chakras dela, bem diferente da maioria dos humanos (e se você tivesse treinado melhor também teria percebido isso). É óbvio que ela só pegou um pouco da sua energia emprestada, já que não quis atrapalhar a meditação do Xysuke. Ela nunca ia tentar nada romântico com você, o amor dos dois é forte demais para isso (além do que ela não me parece ser do tipo que gosta de garotas...).

Talim: Ela podia ter me avisado... foi o meu primeiro beijo...

Ali: Ah, não se preocupe com isso, é óbvio que esse beijo não valeu. Veja isso como se você tivesse feito respiração boca-a-boca nela (ou melhor, ela que fez em você, hehehe).

Talim: ...

*Talim e eu paramos no meio da praça, admirando a decoração. A Lua cheia já começava a nascer, embora ainda não fossem nem cinco da tarde e os raios de Sol combinados com a escuridão de algumas nuvens distantes enchiam o Céu de todas as cores possíveis; uma cena realmente linda. Coloquei uma mão no ombro de Talim e olhei em seus olhos.*

Ali: Seu primeiro beijo tem que ser com alguém que você ame e que também ame você, e de preferência com quem você esteja disposta a se casar. Aí sim vai valer.

Talim (pensando): A... alguém que eu ame...? E que também... me ame?! S-será...?

Ali: Ah! Olha só, Talim... eu quero que você feche os olhos...

*Talim olhou meu sorriso e seu coração bateu forte. Ela lentamente fechou os olhos, inclinou o rosto para cima e ficou esperando, esperando, esperando... até que sentiu algo macio e doce encostar em sua boca; era uma sensação diferente dos lábios de Mokona, mas... Ela saboreia por uns instantes que para ela pareciam eternos, até que sente algo entrar em sua boca e tocar sua a língua... Quando ela abre os olhos e percebe que está com um palitinho com três bolinhos na boca e eu estou comendo outro alegremente, enquanto olho as nuvens Uma vendedora próxima da gente vendia um monte de doces para a multidão.*



Ali: Humm, espetinho com docinhos da vila! Fazia anos que eu não comia isso! Deliciosos, né não Talim?


*Nem olho para ela enquanto falo isso, mas se olhasse teria visto uma cara inominável. O sangue sobe à cabeça de Talim, ela agarra uma das estátuas de pedra da vila e me acerta na cabeça com a força de um meteoro, fazendo uma cratera no chão.*

Talim: S-S-SEU... SEU... SEU MOLEQUE PRÉ-ADOLESCENTE IDIOTAAAAAA!!!




*Talim sai dali, pisando duro, indo para outra parte da vila. No fundo da cratera eu agonizo.*

Ali: Aiii... Ué... ela detestou tanto assim os docinhos...? 



Continuem...

_________________


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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Qui Ago 28, 2014 4:24 pm

** yare! Az-san, achei interessante o fato de todos falaram com o Ali, considerando que ele é o único que conhece o local, torna as coisas até mais verossimeis (serio que eu falei de verossemelhança? palavra do dia!) **

** Harima nota que dinheiro não seria necessário neste momento, e guarda suas finanças para necessidades futuras, afinal, vai saber... **

Harima: bem, é hora de aproveitar o festival! Estou doido pra comer um pouco, essa loucura toda me deu uma fome danada.
Shuuji: Hari-nii, vou dar uma volta no festival!



Harima: hai hai.

** vou em uma barraca de doces e compro alguns, sento em uma pedra e começo a comer enquanto assisto uma apresentação dos dobradores de água locais que não nos atacaram **

Harima: caramba, eles tocam pra valer, som interessante, bem, hora de me divertir!

** Harima foi em barracas de jogos, locais de oração, até tirou a sorte, e por sorte ele tirou 'boa sorte', já pensou se fosse mau agouro? ganhou algumas coisas, fez bons amigos, e até tentou aprender a dobrar água, mas o máximo que conseguiu foi erguer um tanto de água e deixá-lo cair sobre a própria cabeça, fazendo a alegria dos que estavam por perto. **



** Enquanto isso, Shuuji se sentia um tanto solitário, apesar de tudo, estava entre amigos, sim, mas ainda assim, estava só, era engraçado como o sentimento de ser um na multidão o alcançara com tamanha facilidade, quando vira, já andara boa parte do festival e se distanciara do resto do povo, querendo privacidade, concentrou-se para fazer seu Ki fluir como uma pessoa comum, para evitar ser seguido, viu um velho teatro chinês no qual estava vazio, pois as apresentações ainda começariam em cerca de 1 hora, mas resolveu ficar sentado ali, vendo o palco vazio, com a sensação de isolamento do mundo e um gostoso silêncio... **

Shuuji**sussurro**: Hikaro-nii e Hari-nii... vocês tem pelo que lutar: Lana, Luna, Seishin e Liriel, seus poderes e reencarnações, vocês com certeza são superiores ao seu irmão mais novo...

** Shuuji realmente não sabia que sentia, sempre tentara se afirmar como um kenji, um Hinata Warrior com seu poder(só tem um) e seu jeito desleixado, apesar de ser uma máscara para seus verdadeiros sentimentos, já era praticamente um homem e nem mesmo tinha sua vida definida, um keitaro 2.0! em parte sabia por que, desde que o feitiço do crescimento o atingiu(ele cresceu para 18 anos, quando tinha apenas 9), teve que amadurecer muito rápido, mas ainda sentia um vazio fora do normal... **

Shuuji: hunf... quem sabe?



** Naquele teatro vazio, Shuuji dirigiu-se ao palco, que ainda estava fechado com portas de folhas de arroz, esgueirou-se por detrás, dentro daquela escuridão, concentrou-se e deixou seu Ki fluir em forma de luz, concentrou-o em seu dedo, ligou uma velha caixinha de música e usou a luz para criar desenhos a esmo por traz daquelas porta, esvaindo sua tristeza em forma de arte, sem se importar com pessoas, lutas ou mais nada, naquele momento, era apenas ele e suas frustações em forma de luz **

** OFF: apenas o Shuuji está deprê, mas eu não! é que as vezes eu entro tanto no personagem que até me faz pensar se eu estou assim mesmo ou é o char! **

Continuem!
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   Qui Ago 28, 2014 10:20 pm

( Postarei na casa de chá, já que... a larg deixou ele alone Very Happy )

_________________

Só o tempo vai dizer se você merece ou não viver a esse mundo... se ele não cumprir esse papel, eu mesmo o farei.
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MensagemAssunto: Re: Em busca das armas sagradas   

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