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 Saga secundária: THE ORPHANAGE - TENTANDO SOBREVIVER

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Lety Chan
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MensagemAssunto: Saga secundária: THE ORPHANAGE - TENTANDO SOBREVIVER   Qua Jul 16, 2014 8:58 pm

Off: Uma história diferente introduzindo minha 345345346364563452452345gérrima Char. xD
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HIKARI NO YUME
Luz do sonho

Orfanato Hikari no Yume - Kyoto - 11hrs am.

- Meu nome é Kaname Sayuri. Minha idade? 16 anos...
Meu resumo de vida? Você não vai querer saber... Mas, de qualquer forma... Vou ter que contar a vocês...

Dizem que fui deixada, largada na frente deste lugar, mas, fico me perguntando várias vezes porquê?
Na verdade as Mikos que cuidam desse casebre, vivem me falando que eu fui deixada por um homem alto, forte que usava um chapéu cobrindo a face de todos, usava um sobretudo esquisito que parecia passar uma certa desconfiança nas sacerdotisas. Eu não sei bem ao certo quem realmente ele era, mas, também isso não importa, não tenho a mínima vontade de saber quem ele é... Ou era.

Cresci observando o tempo ao meu redor, e que tempo...
Não me agradava a felicidade alheia... Observava a vida que meus "colegas de infortúnio" viviam... Chatísse.
Engraçado, eu tenho sempre aquele velho hábito de ver os outros sorrirem, e mesmo que eu esteja séria eu acabo chorando, mesmo sem entender o motivo.

Alguns anos se passaram e algumas crianças, foram sendo adotas, eu tinha 6 anos quando minha melhor amiga Suzuki Yukina se foi. Naquele dia eu chorei, muito, pois ela foi e era a única que eu conseguia me expressar e demonstrar o que eu sentia. Ela sabia do meu segredo... E agora sozinha tenho medo que alguém descubra.




Eu sou... A morte...

Você não entendeu? Então deixa eu te explicar melhor. Quando eu tinha cinco anos, minha pequena turma inocente saiu percorrendo a floresta das Mikos em um passeio matinal que elas costumavam a fazer perto do templo. No caminho, um de meus coleguinhas encontrou um animal ferido, um passarinho que havia caído do ninho. Ele estava agonizando nas mãos de Yukina, e a professora dizia para deixa-lo ali, que não havia mais nada a se fazer... Quando me aproximei, senti cada vibração que vinha do animal, sua respiração, batimentos cardíacos fracos, seu olhar de misericórdia como se implorasse que eu o levasse dali; no começo o sentimento fora estranho, e quando toquei nele, estávamos apenas eu e Yukina, ela me observou, eu estava hipnotizada olhando o pobre passarinho, ela viu me toque sobre ele e aquela luz avermelhada a brotar, naquele dia mencionei algumas palavras, e no mesmo instante o animal parou de se debater, fechei os olhos para eliminar o brilho escarlate deles, quando reabri, eu apenas desmaiei.

Todo aquele tempo, eu não entendi porque era tão diferente, qualquer coisa, animal ou planta que me aproximasse eles morriam, eu tinha medo de tocar nas pessoas, mas, sabia no fundo que nada aconteceria a elas se não despertasse esse poder em mim.

Então hoje, continuo afastada de todos vivendo ainda no orfanato ajudando as mikos quando preciso no templo delas que fica logo acima um pouco das montanhas, porque meus dons são úteis a elas de alguma forma estranha que tenho pesadelos só de lembrar.




Hoje, eu acordei um pouco indisposta, acordei tarde depois de uma longa caminhada, meus pensamentos vagueiam longe, meus 17 anos se completariam em breve, e meus poderes a cada dia, tendem só a aumentar.



_________________
"Onde a mais pura criatura vive, fica no oceano, que tocando levemente a terra, ostenta formas as margens do teu olhar. Anjo concebido do amor puro, proteja a quem me visita, a quem participa, pois aqui é o nosso lugar!"

Sempre que posso estarei com vocês!

I'm not afraid of the future and you?
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Harima Kenji
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MensagemAssunto: Re: Saga secundária: THE ORPHANAGE - TENTANDO SOBREVIVER   Qui Jul 17, 2014 9:01 am

** Batalha de chars, meu 5º char nasce! sem contar os vilões, aí eu to na mesma conta que a Lety-Chan, isso que dá ser velho de pensão!**
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Templo Toushou - 2014 - 08:25 da manhã (se não conhece, vale a pena uma googlada, ele tem muito a ver com o char que criei)

**
Eu, 18 anos, era apenas um andarilho que viva às margens do tempo, quem dera eu tivesse passado no exame, talvez hoje seria um sacerdote! Mas decidi construir minha casa ali mesmo, no meio da floresta, ao lado do templo.

Eu sempre estranhei o medo das pessoas com relação a mim, sempre soube que 850 samurais derrotados praticaram um harakiri simultaneo(it's true!) na caverna do templo, quando disse que moraria ali, quase chamaram um sanatório para me levar, dizendo que os suicídios ainda ocorriam e que eu seria o próximo.

Acho que eles erraram.

Não quero me matar, e fazem pelo menos 3 anos que ninguém se mata aqui, este é o tempo que vivo aqui, deve ser por que o lugar não é mais privado o suficiente, sei lá...

Mas havia o Hoshigi-dono, ele era um dos sacerdotes que me permitia tomar café e banho no início e fim de dia, almoço e janta eu tinha que me virar.

Quem sou eu? Sou só um andarilho, alguém que ninguém dá nada, não tenho nada de especial, Menu nome é Satsui, Iori Satsui.
**

**TOC TOC TOC**

Iori: Quem é?

Hoshigi: Sou eu, Hoshigi! Chegou alguma coisa pra você no templo, você andou comprando algo?

Iori: Nâo que eu saiba, veio pelos correios?

Hoshigi: Não, foi uma garça que veio entregar, senhor 'vontade de matar'. Razz

Iori: Engracadinho, (e macabro as vezes) já acostumei com a zoação do meu sobrenome, eu vou ter que ir buscar?

Hoshigi: Já te dou banho e café, espera que eu traga suas coisas?

Iori: Mas são 8000 degraus nessa escada!

Hoshigi: Mora aqui por que quer!

Iori: Ok! Eu vou! daqui uma semana eu volto...

Hoshigi: Sarcasmo?

Iori: Não, magina...

Hoshigi: Vá em paz.

Iori: Obrigado, e que sejam boas notícias...

** Hoshigi-dono é muito severo, também pudera, ele é encarregado de lidar com exorcismos e outras coisas sobrenaturais, não deve ser legal ser esse tipo de sacerdote em um templo desse, bem... como essa escada é grande! nossa! não é a toa que todos aqui tem pernas fortes! **

Iori: ahh....cheguei....embaixo, só de pensar em ter que subir tudo de novo...hum?....deixa ver isso direito... o que está escrito aqui.. é um...um cliente? pra mim?

** conteudo da carta

De: Orfanato Hikari no Yume
Para: Sr. Iori Satsui

Gostaríamos que viesse ao nosso orfanato, coisas estranhas tem acontecido por aqui, e precisamos do seus serviços urgentemente, por favor, ao chegar, diriga-se ao templo e lá você ficará sabendo de tudo.

Agradecidos.
**

** Algo não estava certo, eu era do orfanato quando mais novo, mas como ninguem me adotara e minha idade já me permitia sair, dei lugar a outra criança, fico imaginando quem estava lá, mas a assinatura e o carimbo não são de lá, isso me lembro bem, será uma falsificação, uma brincadeira com o andarilho? Eu nem era exorcista, será que a carta era para o Hoshigi-dono? não, tem meu nome nela, mas eu não entendo nada disso e ...*

Iori: ué, tem algo atrás da carta, um lenço de papel... o cheiro é bom, parecem sakuras em pleno auge, deve ser de quem enviou a carta, ou de quem (não consigo conter o riso), precisa de mim...de mim? kkkkkkk...ai ai.... mas tudo bem, já to na lama mesmo, vou ver o que é.

** Ando bastante, pego um bonde, ando mais um pouco, como hoje não saí para conseguir almoço, fico sem comer, mas chegei cerca de 3 horas depois, ainda bem cansado, subo outra escada... por que os templos tem que ter escadas? ao chegar, vi uma pessoa ou duas, mas saiam dali, dizendo sentir uma sensação estranha, meio fúnebre, para mim, era tudo perfeitamente normal, acho que alguém com Satsui no nome não deve ter medo dessas coisas... e toco o sino de chamada **

Iori: ai ai... o que será...
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Texto grande, introdução necessária, adorei o lance alternativo! Continuem, por favor!
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Khronos Squall

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MensagemAssunto: Re: Saga secundária: THE ORPHANAGE - TENTANDO SOBREVIVER   Qui Jul 17, 2014 9:15 pm

[Templo Byodo-in, Uji-Japão 11:30PM, Quinta-feira]

Os dias estavam quentes, o verão recém havia retornado a aquecer nossos corpos, quando decidi treinar um pouco mais do estilo " Ryaku Ryuhi Hakkesho " ( cem punhos de fogo do dragão ) para aproveitar o dia quente, logo então vesti um quimono leve de seda vermelho escarlate, amarrando a cintura, uma faixa dourada. Ao sair para fora, me espreguicei esticando os braços para cima enquanto respirava bem fundo.

- Ahh ! Que tempo ótimo ! - Falei enquanto terminava de me alongar - Bom... Vamos lá!

Desci lentamente as escadas do templo, indo em direção ao campo vasto que havia em frente do mesmo, um lugar cheio de arvores em volta e com um chão gramado. Me movi bem ao centro do campo, concentrei minhas energias enquanto levantava meu punho esquerdo em minha frente e o da direta sobre as minhas costas, fechei os olhos e respirei fundo quando ouvi de longe uma voz familiar me chamar .

- Khronos ! Venha cá ! Preciso que venha ver isso !

O velho Jin me chamava com uma carta em sua mão, balançando-a sobre o ar para que eu pudesse vê-lo. O velho era como se fosse um pai para mim, pois desde de pequeno, cuidou de mim e me ensinou tudo que sabia de artes marciais.

- Khronos, isso veio do correio pra você, não sei do que se trata, mas acho que pelo endereço, é de um lugar conhecido que eu visitei a muito tempo. - Dizia o velho enquanto se aproximava de mim oferecendo que eu pegasse a carta.

- De um lugar conhecido? Como assim ? - Olhei para a carta procurando o endereço - Kyoto ? O senhor já esteve lá ?

- Já viajei por todo o japão, pensei que soubesse disso... mas mudando de assunto... acho que deveria ir lá .

- Por que mestre ? - Perguntei enquanto abria a carta .

- Desde de pequeno... você não se acha... digamos que... especial dos outros humanos ? - O velho me perguntava em um tom sarcástico.

- As vezes... eu sonhava que estava em chamas... mas as chamas não me queimavam...

- Hahaha! Imaginei ! - O velho falava enquanto me enchia de tapinhas pelas costas - Vá, se arrume, deixe o treino para lá. Nunca lhe disse sobre o seu passado e nada sobre essas chamas que você tanto sonha, mas sei que lá, achará a resposta .

- Está bem mas... - Ele me interrompeu me ignorando enquanto dava as costas e voltava para o templo.

Voltando para o templo, arrumei minhas roupas em uma mochila de viagem, botei um tênis confortável e peguei minhas economias para a viagem, me despedi do mestre e disse a ele que logo voltaria. Peguei um ônibus que ia direto a Kyoto, levando mais de 3 horas de viagem eu já estava lá, quase chegando ao tal do orfanato .

- Vejo que não sou o primeiro a chegar aqui... - Ri ao ver outro rapaz parado a porta. - Veio através de uma carta também ? - Mostrei a carta que estava sobre a mochila.

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Harima Kenji
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MensagemAssunto: Re: Saga secundária: THE ORPHANAGE - TENTANDO SOBREVIVER   Sex Jul 18, 2014 8:46 am

**Um tempão esperando e tocando aquele sino, eu cheguei as 11 da manhã, eram quase 2 da tarde e ninguem havia atendido a porta!**

Iori: Legal, acho que o mestre me mandou pra mais um teste do templo, ele sabe que eu não sou muito paciente e não fico na porta do templo em qualquer situação, esse tipo de teste é muito chato!

**Um calafrio corre por seu corpo**

Iori: Mas... e se realmente precisarem de mim? quer dizer, a carta tem o meu nome nela, e... **meu celular toca, eu tenho pq ganhei, era Hoshigi-dono.**

Iori: Alô, sim, sim sou eu... não, não abriram a porta ainda o sr sabe como são os templos e seus testes, como assim a porta não é essa? não tem outra! eu só to vendo essa! procurar? ah, isso é com vcs que tem dons, vem aqui e acha pra mi...que? nao pode vir? suicidio, ai no templo? na floresta? eu to 3 anos ai e nada! e eu saio por 3 horas e ai alguem se mata? otimo! ahn? qq quer dizer com 'vc achava que nao tinha dons'? eu não ten... ah ta deixa pra lá, obrigado e tchau.

**Me volto pra parede, mas as coisas estão estranhas, ouvi Hoshigi-dono dizer algumas palavras estranhas no telefone, teria ele me amaldiçoado, ou libertado algo dentro de mim? A parede era branca, agora o templo havia dobrado de tamanho e estava negro, senti um arrepio de morte e me afastei rapidamente, respirei fundo e fechei meus olhos, quando abri, tudo estava normal e voltei a minha sina de ter que ficar esperando, quando um outro jovem, que pelas vestimentas era obvio que vinha de um templo, chegou e me indagou se eu tambem tinha vindo pela carta e a mostrou, mas ao olhar pra ele, e isso foi muito estranho, eu via um nome escrito sobre ele então com a cara mais estranha do mundo respondi...**

Iori: claro, sim, a carta, eu tbm fui chamado, sr. Khronos... Esquilo? não deve ser isso, enfim...

**VI a carta dele, o conteudo era o mesmo, mas a assinatura e o carimbo era diferentes, e ainda assim não eram o do orfanato, quem assinou e carimbou estas cartas diferentemente? Resolvi perguntar.**

Iori: Temos o mesmo remetente, mas as assinaturas e o carimbo não batem, além disso, Hoshigi-dono avisou que a porta que vejo não é a porta real, desde então estou vendo coisas estranhas e agora você chegou, como vive em um templo deve saber como entrar aí, certo?

Continuem!
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Kaname Sayuri

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MensagemAssunto: Re: Saga secundária: THE ORPHANAGE - TENTANDO SOBREVIVER   Sex Jul 18, 2014 2:46 pm

Off.: Cris, please seja mais paciente, se não daqui a pouco tá criando um monstro com a tal carta para te comer vivo... Só porque ainda não postei a resposta. xD
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

...Ouça e Veja...

Algumas pessoas achariam estranho, mas, para quem tem o dom e consegue enxergar, pode ver que naquela região o que parecia se ver normalmente não realmente era como visto, sim, havia uma ilusão. No lugar onde os supostos rapazes insistiam em bater e chamar, era uma ilusão, na realidade eles surgiram diante de um Tori, e ao passar por ele puderam se depara com uma das Mikos do lugar, a mais poderosa dela Oneda Shizaki.



- Bom dia senhores... O que os trazem até o Templo Shizaki? - Os olha de cima abaixo. - Vejo que possuem dons, não comuns entre nossa sociedade. Vieram aqui pelo convite inesperado? Sinto lhes informar, que muitos monges e sacerdotes vieram até aqui perdendo o seu tempo, os mesmos até retornaram a seus respectivos lugares de origem.

Nesse meio tempo, a conversa dela é interrompida por um grito feminino horrendo.

- Ora ora... - Ela suspira. - Vejo que nossa menina mais uma vez conseguiu se livrar de outro problema. - Bom , se me derem licença, tenho mais o que fazer... - Se curva e sai tranquilamente na direção do templo.

Lá de dentro sai Sayuri correndo assustada, chorando com os olhos arregalados, trombando em Shizaki.

- Sayuri!!! - Shizaki grita a ela como que tentando pará-la, mas, ignora furiosa e volta para dentro do templo.




Ela tromba em Khronos e o faz cair no chão. Ela não abria os olhos apenas chorava. Ainda havia uma luz avermelhada em sua mão direita mas, bem fraca se dissipando aos poucos. Com isso eles puderam ambos sentir um calafrio terrível, na sombra da garota havia uma imagem similar a morte, que também aos poucos sumia. Era terrível como se o clima também tivesse mudado ao redor e as lamparinas (velas) tivesse sido apagadas com um vento gélido de neve invernal.

- Eu... Não... Aguento mais isso... - Chorava em cima de Squall ainda. - Não quero mais... - Soluçava. - Eu não aguento mais...

Continuem.

_________________
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Khronos Squall

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MensagemAssunto: Re: Saga secundária: THE ORPHANAGE - TENTANDO SOBREVIVER   Seg Jul 21, 2014 9:24 pm

Olhei para a carta do rapaz que havia me chamado de "Esquilo" e percebi que, realmente o que ele falava era real, o remetente era o mesmo mas a assinatura e o carimbo eram diferentes. Com dúvidas, cocei a cabeça por um momento e logo o olhei de volta enquanto guardava a carta.

- Pois é... Ah... é Squall... S-Q-U-A-L-L, Squall e não esquilo. - Ri enquanto olhava atentamente para a casa que estava em nossa frente. - Não sei dizer ao certo, eu sinto um frio em minha alma só de estar aqui e acho que você deve sentir o mesmo que eu... Mas sei que saberemos brevemente.

Logo após ao terminar de falar, a ilusão se desfaz em minha frente, me deixando um pouco impressionado, pois nem os feiticeiros mais poderosos de nossas terras teriam chances para tamanho dessa ilusão. Impressionado, me curvo para a Miko que emitia uma aura diferente e sorrio de volta.

- Bom dia... Olha senhora, não sei muito sobre a história desse lugar, fiquei sabendo de algumas pessoas sim, que vieram para cá e sem solução, voltaram... Mas creio que nosso objetivo aqui dentro , seja... diferente.

Após ter cumprimentado a miko, sinto novamente um arrepio, um vento forte e gelado estremecia a minha alma, como se eu estivesse sentido algo de ruim em minha volta, algo negro e sem vida. Sem saber a resposta daqueles sentimento, passei a mão pela minha cintura, procurando o cabo de minha espada, e sem acha-lá, acabo perdendo-a de uma vez com uma trombada forte.

- Ei! Vá com... - Quando olhei para ver quem era, calei-me na hora, aquela sensação negra novamente me assombrava, e foi daí que descobri ao ver o formato daquela garota que agora, chorava por cima de mim. - Ahm... Vamos com calma... - A segurei com calma pelos braços e a ajudei a ficar de pé. - Não sei o que está havendo aqui, mas vamos nos acalmar primeiro para que você possa me explicar direito e eu poder te ajudar ok ?

Ao terminar de falar, olho sem saber o que fazer para o Sr.Iori, enquanto afago minha mão direita sobre os cabelos da garota que não parava de chorar.
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Harima Kenji
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MensagemAssunto: Re: Saga secundária: THE ORPHANAGE - TENTANDO SOBREVIVER   Qua Jul 30, 2014 3:43 pm

** Iori realmente estava tentando absorver a quantidade de informação, templos, ilusões, um cara desconhecido e uma menina que não para de chorar!? o que faltava mais? acho que no ímpeto de resolver a situação, resolveu apelar para o básico, a conversa. **

Iori: ei, ei garota, olha pra mim, por favor, vira o rosto um pouco ** tiro um velho lenço do bolso e enxugo as lágrimas da menina, que ainda soluçava, mas nao pude de deixar de notar um arrepio frio na espinha **, seja o que for, estamos aqui pra ajudar, tá bem? tenho certeza que vamos ajudar, assim que soubermos do que se trata, não é mesmo, Sr.Esquilo? (na intenção de fazê-la rir), então por quê não vamos a um lugar mais calmo e vocês nos contam o que está havendo?

** faço um cafuné de leve e pego minha mochila **

Iori: eu sei fazer um ótimo lanche, trouxe alguns prontos e se quiserem posso fazer mais, que tal?

** sim, a reação parece exagerada, mas eu me baseei na minha reação com minha filha, por exemplo, se ela chora e não sei o que ela quer(raro, mas ja aconteceu), eu vou testando, brincar, comer, trocar ou voar até acertar, é um tipico desespero de pai, e o Iori é meio assim tbm, não pode ver ninguem chorar. : ) **
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MensagemAssunto: Re: Saga secundária: THE ORPHANAGE - TENTANDO SOBREVIVER   Sex Ago 22, 2014 10:59 pm

A descoberta

Sayuri se depara diante de uma situação constrangedora, percebe suas atitudes, e os rapazes e resolve se afastar se sentando de joelhos e limpando as lágrimas, enquanto isso as outras "mikos" gritavam e chamavam pelo seu nome.

Apavorada com os gritos das mesmas e a aproximação delas, resolveu pegar a mão dos dois homens sem pensar, e se afastar dali chegando agora em uma clareira. Mais, calma mas, ainda aflita ela ainda assustada olha para ambos e pergunta.

- Quem são vocês? Não me lembro de conhecê-los... - Sua voz era doce, mas, uma voz agradável de se ouvir.

Seus cabelos se moviam com o vento, ela parecia ter os mesmos umedecidos, algo que lembrava um banho de "água benta" ela desviava a face algumas vezes, como se estivesse com medo de alguma coisa. - Meu nome é Kaname Sayuri... Sou uma aprendiz de sacerdotisa... - Abaixa a cabeça e fecha os olhos. - Se ambos vieram descobrir algo...- Observa as roupas de ambos. - Então cá estou... Meu segundo nome é Shinda (Morte)...

Ela ainda de cabeça baixa, continua a falar.

- Eu preciso de ajuda... Por favor... - Sussurrou o por favor sentindo uma dor e agonia em seu peito.

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MensagemAssunto: Re: Saga secundária: THE ORPHANAGE - TENTANDO SOBREVIVER   Qui Ago 28, 2014 4:09 pm

Off: E agora, estrelando o meu trocentésimo personagem, de longe o mais estranho que eu já criei! Acho que eu só perco pra Lety-chan e pro Harima em quantidade, mas em número de vilões eu ganho... e também no número de "figuras"

Off 2: "templos, ilusões, um cara desconhecido e uma menina que não para de chorar!? o que faltava mais?" Acredite, Harima, eu ri muito quando li essa sua frase... você vai entender a ironia quando ler este post, hehehehehehe.


ON:
O Surgimento de um... Herói?!

*Uma hora ou um pouco mais antes da chegada do Iori, eu já havia chegado ao Orfanato. A magia na entrada de lá não me era nenhum desafio, as mikos já me conheciam, uma vez que eu costumava trazer presentes para as crianças e doações, mas já fazia mais de um ano que eu visitara aquele orfanato pela última vez; um conhecido meu havia me pedido para ficar de olho naquele orfanato em particular, pois mais cedo ou mais tarde eles iriam precisar da minha ajuda, uma ajuda que dinheiro nenhum no mundo poderia oferecer. Entretanto, devido às complicações da minha vida pessoal, acabei sendo obrigado a ficar tanto tempo sem ir lá; Deus, se eu soubesse antes... Eu vestia terno e gravata, usava óculos e trazia uma cesta cheia de coisas nos braços, era impossível me distinguir de qualquer salaryman japonês que andasse pelas ruas de Kyoto. Caminhei algum tempo pelo terreno de dentro do orfanato quando um dos meninos que estava fazendo embaixadas com uma bola me viu e saiu correndo na minha direção.*


Menino: Jii-san! (off: tio, senhor) Há quanto tempo!
??: Olá, Dayan-kun. Você cresceu heim? Está com quanto hoje, oito anos?


*Fiz um cafuné na cabeça do menino*


Dayan: Você vai ver, ainda vou ser mais alto que você, jii-san!
??: Heheh, não duvido, Dayan-kun. Mas viu, não tenho muito tempo, eu vim ver as mikos. Elas estão?
Dayan: Estão sim. Essa cesta é pra elas?
??: Não, esta cesta é pra vocês. Ah, e eu trouxe algo pra você, que eu comprei quando fui lá na América.


*Enquanto caminhávamos na direção do prédio principal do Orfanato, tirei um envelope de dentro do paletó e dei para Dayan, que me seguia. Ele quase pulou de alegria quando abriu: uma revista em quadrinhos*




Dayan: SUPAIDA-MAAAN!!
??: Não, Dayan, Spider-man, aprenda a pronúncia correta. Ele é o meu super-herói favorito.
Dayan: Ah, mas... tá toda em Inglês...
??: Eu sei, mas essa edição é especial. Além de desenhada e escrita por um grande desenhista, ela foi escrita em Inglês mais simples, que é pra você justamente treinar seu Inglês e poder ler as originais. Eu sei como você gosta dos Super-heróis, então assim você aprende e também se diverte.
Dayan: Heheheh, eu gosto mesmo dos super-heróis, um dia eu também vou ser um.
??: Haha, que coisa... mas você sabe que isso é só um gibi, Dayan-kun.
Dayan: Não, tio! Outro dia o jornal estava falando que existem super-heróis de verdade!
??: Heim?
Dayan: O senhor não sabia? Está o tempo todo nos jornais, dizem que ele já voou pelo mundo todo e veio até aqui no Japão também!
??: É sério que isso foi noticiado aqui no Japão...?
Dayan: Haha, como você é avoado, jii-san! Todo mundo já ouviu falar dele, é o SUPAA-SAVAN!
??: Hã... você quis dizer "SUPER-SEVEN", Dayan?
Dayan: É, isso aí! Vai ver, vou mostrar pra você!


*Entramos no prédio e Dayan me puxou pelo braço até a sala, onde duas outras crianças assistiam um anime na TV (que também tinha sido um presente meu). Quando me viram, elas se levantaram e foram me abraçar, enquanto Dayan pegava o controle remoto e colocava num canal de notícias. Lá estava uma reportagem que mostrava realmente uma pessoa vestida com roupa de super-herói, com capa, máscara e a cueca por cima da calça... poderia não parecer mais do que um maluco usando uma fantasia, se o maluco em questão no vídeo não estivesse voando logo depois de ter levantado um carro com uma mão como se fosse um brinquedo! O vídeo gravado com um celular era bem desfocado, mas era possível ver essa cena com certa clareza.*




Dayan (estufando o peito de orgulho): Olha só, eu não disse? Super-heróis agora existem!
??: Shh, silêncio por favor Dayan-kun, me deixa escutar a reportagem.
Âncora do jornal: Esta manhã, o misterioso homem que se veste como super-herói conhecido como Super-Seven foi filmado com a câmera de um celular enquanto impedia que um carro caísse num precipício. Ao puxar o carro da beirada, ele arrancou o eixo traseiro e o colocou na rodovia; enquanto ele ia embora voando, a motorista do carro, visivelmente alterada, ficou gritando com ele até ser abordada por nossa equipe de reportagem.
Repórter de rua: Então, a senhorita não gostou de ser salva?
Motorista: Fala sério! Quem que quer ser salva dese jeito, por um idiota vestido de palhaço?! Ele ainda arrancou o eixo do meu carro! Só faltava ele tentar me beijar! Hic! Tem um cigarro aí?
Âncora do jornal: Já faz alguns meses desde a primeira aparição do Super-Seven; o chamado "super-herói" raramente aparece, existem poucas fotos ou mesmo gravações dele, não se sabe quem ele é, da onde veio ou mesmo a origem de seus poderes, apenas que ele já foi visto praticamente no mundo inteiro e que até mesmo pode se tratar de mais de uma pessoa. Os relatos são na maioria confusos, alguns já disseram tê-lo visto derrotando monstros ou socando bandidos nas ruas, outros juram que ele salvou pessoas de desastres; não se sabe se ele realmente tem algum tipo de poder misterioso, se usa uma roupa altamente tecnológica, ou se seus poderes são fruto de uma computação gráfica ou alucinação. Independente de tudo isso, o Super-Seven tem sido considerado uma potencial ameaça pelas autoridades, uma vez que vigilantismo é ilegal. A opinião pública se divide, muitos acham que o Super-Seven é apenas um louco usando uma fantasia, outros acreditam que ele pode ser perigoso. Há ainda aqueles que acham que ele possa ser uma má influência e...
Dayan: Há! Mentira! O Super-Seven é um herói! Ele ajuda as pessoas!
??: Herói...


*Fico olhando a tela com um olhar vazio, enquanto Dayan reclama das palavras do repórter. De repente, "acordo" e coloco a cesta de presentes em cima da mesa.*


??: Bem, crianças, eu preciso falar com as Mikos agora. Vocês três podem rachar esta caixa de chocolates, mas lembrem-se de dividir o resto da cesta com os outros, ok?


*Enquanto as crianças correm alegremente para devorar os doces, eu ajeito minha gravata e vou na direção do escritório. Dou três batidas na porta e uma das mikos mais novas abre, me permitindo entrar, onde vejo outra Miko mais velha que estava à minha espera: Tanaka Chiemi. Estamos em um quarto à moda japonesa, retiro meus sapatos antes de entrar e me sento em seiza, enquanto a Miko mais jovem fecha a porta.*



Chiemi: Você sempre nos surpreende com suas visitas...
??: É, mas acredito que desta vez, eu era aguardado, Tanaka-san. Sabe me dizer quem me enviou isto?


*Retiro uma folha de papel do bolso e entrego a ela. Era uma carta endereçada a mim, mas com carimbo e assinatura que eu não conhecia. Chiemi me devolveu o papel, enquanto a miko mais jovem nos servia chá, e a um gesto da mais velha a mais jovem fez um cumprimento e saiu do recinto, deixando-nos a sós. Peguei o papel e o guardei de volta no meu bolso.*


Chiemi: De fato, muitas coisas estão para acontecer neste orfanato, e acredito que sua ajuda será necessária. Mas infelizmente, não tenho como lhe responder quem enviou a carta, ao menos por enquanto.
??: Entendo. Mas as coisas devem estar complicadas mesmo, a ponto de pedirem minha ajuda diretamente. Por outro lado, eu lamento informar que não poderei fazer nada desta vez. Estou realmente ocupado, com sérios problemas em minha vida pessoal.
Chiemi: Não quero parecer grosseira, mas se é assim por que teve o trabalho de vir até aqui?
??: Porque então seria muita grosseria minha não dar a resposta diretamente. Além disso, eu queria visitar as crianças, mas só encontrei aquelas três que estão na sala.


*A miko sorriu e serviu-se de seu chá. Só então eu me servi do meu, representando meu respeito e meu cavalheirismo por ela.*


Chiemi: Sabe, é isso que eu mais admiro em você, meu jovem. O seu coração. Você tem habilidades impressionantes, é capaz de entrar neste orfanato sem ser sentido nem mesmo por mim, mas mesmo assim, sempre sinto que não tenho nada a temer de você, mesmo sabendo do que é capaz.
?? (se inclinando levemente): Você me lisonjeia, Tanaka-san. Não faço mais do que minhas obrigações.
Chiemi: E mesmo assim, recusa-se a nos ajudar quando realmente precisamos?
??: Eu não disse que não iria ajudar, só disse que eu não poderia fazer nada, ao menos pessoalmente. Por outro lado, entrei em contato com um amigo que poderá ajudar vocês. Ele é um tanto espalhafatoso, mas acredito que poderá cuidar dessa questão melhor do que eu.
Chiemi (levemente surpresa): Confesso que não esperava por isso. Mas confio no seu julgamento, e se você diz que esse seu amigo pode nos ajudar, ele será bem vindo aqui. Você ao menos tem noção do que se trata?
??: Não preciso nem adivinhar. É algo envolvendo a Sayuri-chan, não?
Chiemi (sorrindo): Não apenas ela, mas todos que estão à volta dela. E até mesmo você, acredito.
??: Entendo. Então, o perigo não é ela, e sim quem pode estar atrás dela, não é mesmo?

 
*Conversamos ainda durante mais alguns minutos, até terminarmos nosso chá. Em seguida, nos cumprimentamos mais uma vez, me levanto e, antes de sair, eu tiro outro envelope do bolso e entrego para Tanaka Chiemi*


??: Sei que fiquei muito tempo sem aparecer, mas nunca deixei de lhes mandar dinheiro. Não é muito mas...
Chiemi: Toda ajuda é bem-vinda, meu jovem. O que você faz por nós, dinheiro nenhum pode pagar.


*Fico um tanto surpreso por ouvir ela falar aquelas palavras, parecidas com o que eu havia pensado quase uma hora antes. Cumprimento-a mais uma vez e, antes que eu toque na porta, ela é aberta por outa Miko do lado de fora: Oneda Shizaki, que estava esperando que eu saísse. Ela me acompanhou até a sala, onde vimos quase todas as crianças atacando a cesta de doces (Sayuri não estava entre elas) e vemos Dayan ainda assistindo TV, outra reportagem sobre o Super-Seven. Saímos discretamente, sem que elas nos notassem e Shizaki me acompanha até o torii que guarda e protege o orfanato.*


Shizaki: Fiquei surpresa quando Arisa-chan (off: a miko mais jovem que estava com Chiemi) me disse que você estava aqui. É uma das poucas pessoas que consegue esconder sua presença, mesmo de Tanaka-sama ou de mim.
??: Eu sei, Oneda-san. Sei que peço muito a vocês para confiarem em mim assim, de forma tão cega, mas acredite, eu não tenho escolha. Nem mesmo minha família sabe que eu venho aqui.
Shizaki: E o que pretende fazer?
??: Como eu disse, meu amigo chegará logo, e eu prefiro encontrá-lo do lado de fora. Acredito também que outras pessoas chegarão aqui antes dele, o que é  mais uma razão para a minha pressa. Como eu disse à Tanaka-san, meu amigo é barulhento e um tanto espalhafatoso, mas ele poderá ajudá-las melhor do que eu.
Shizaki: Entendo.

*A miko me acompanha até a saída, por onde eu saio discretamente, sem ser notado pelas pessoas que passam nas ruas. Nem mesmo o andarilho que acabara de chegar (Iori) é capaz de me notar ou diferenciar de qualquer outra pessoa das redondezas, eu realmente era capaz de passar despercebido numa multidão, mesmo sendo bem diferente das pessoas ali uma vez que minha aparência era a de um cidadão normal. Suspiro. Eu realmente queria poder ajudar mais o Orfanato, mas um certo amigo meu que pode prever o futuro me disse que desta vez seria melhor eu não me envolver diretamente; muitas coisas já haviam acontecido, meu envolvimento direto acabava atraindo uma maré de azar a todos à minha volta e eu não podia permitir que algo acontecesse às crianças, às mikos ou mesmo a toda aquela cidade, mas principalmente à minha família. Era por isso que eu vinha fazendo aquilo, há muitos anos eu sonhava em fazê-lo, mas me faltava uma certa coragem pra isso; as previsões do Oráculo eram o estímulo final que eu precisava para realizar meu sonho de infância. Me lembro do sonho de Dayan-kun e sorrio. Caminho rapidamente por alguns quarteirões até me distanciar do orfanato e entro em uma cabine de fotos adesivas (sorte que no Japão tem um monte delas) enquanto tiro e guardo meus óculos no bolso. Ninguém era capaz de me ver entrar ali dentro... mas todos iriam me ver sair.*(começa a tocar esta música:)










*Suspirei e uma aura tênue envolveu meu corpo por um instante; minha presença, que antes era invisível até para os mais sensíveis, foi de repente escancarada como se fosse um festival, mas disfarçada de modo que ninguém conseguisse saber quem eu era, nem mesmo as mikos ou os maiores mestres da Terra (OFF:mesmo os da Pensão Hinata), pois eu queria que todos no mundo sentissem minha presença mas sem saber quem eu era; enquanto afrouxava o nó da gravata eu abria a camisa, revelando meu uniforme por baixo da roupa. Rapidamente calcei as luvas; com um toque numa área sensível a máscara cobriu meu rosto automaticamente, tirei o resto do paletó e os sapatos, guardando essas roupas dentro de uma sacola e finalmente ajeitei minha capa. Sim, o motivo de eu estar surpreso pela notícia do salvamento ter sido noticiada no Japão foi que algo que eu fizera na Guatemala de manhã cedo tivesse chegado tão rápido ali (mas afinal, vivemos a Era da Informação, não?). Saí de dentro da cabine de fotos espantando algumas pessoas mas sendo ignorado por outras, afinal no Japão era comum verem cosplays na rua o tempo todo... mas eu não era um cosplay. Me abaixei levemente, decolei e saí dali voando, para surpresa e choque de todos os transeuntes, na direção do Orfanato. Não, eu não era um cosplay; eu era o verdadeiro Super-Seven! Em segundos pousei na entrada do orfanato, assustando as pessoas que correram dali. Enquanto eu decidia como ia fazer minha entrada, ouvi um grito vindo de dentro e corri até lá sumindo da vista dos transeuntes e aparecendo diante de Sayuri, Iori e Squall; Sayuri chorava abraçada em Squall. Logo noto que me apressei à toa, pois não parecia haver perigo real, no momento.*

Sayuri: Eu preciso de ajuda... Por favor...

*Faço uma pose impressionante (e um tanto ridícula) e falo com um tom de voz bem alto, mas sem gritar (a máscara gerava uma distorção na minha voz, tornando impossível até para Shizaki, que me conhecia, me reconhecer).*



Super-Seven: Criança, não tema mais! Eu cheguei para ajudar! Sou o herói Super-Seven! Diga-me, o que lhe aflige?

Continuem... (se conseguirem parar de rir)

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Última edição por Azrael_I em Qui Ago 28, 2014 10:18 pm, editado 5 vez(es)
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Harima Kenji
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MensagemAssunto: Re: Saga secundária: THE ORPHANAGE - TENTANDO SOBREVIVER   Qui Ago 28, 2014 4:42 pm

** Pfffffff!(som de risada alta, com cuspida!) realmente, az! faltava um super-herói! Super-Seven! uma dádiva das mikos! kkkkkkkk Muito bom! Sério! **

** Iori não sabia que reação ter, se ria, se corria, se batia ou se mordia (rima!) de raiva pela, no mínimo, inusitada situação **

Iori: Escuta aqui, ó Syndrome(Os Incríveis) Oriental, veio pra animar o povo é? Cosplay é pras bandas de Akihabara, que eu saiba, enfim, já tem tanto maluco aqui que mais um acho que ajuda mais do que atrapalha, Squall, quem tens a dizer sobre o tipo aí?

**Az, sério, o Iori é um tanto grosseiro as vezes, coisa de andarilho que não confia em ninguem, ele vai mudar, eu prometo! **

Continuem!
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MensagemAssunto: Re: Saga secundária: THE ORPHANAGE - TENTANDO SOBREVIVER   Qui Ago 28, 2014 10:13 pm

Off: Que isso ?! kkkkk imaginação fértil Very Happy

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Olho atentamente para a garota que estava olhando para mim, que sem eu perceber, acabo me sentindo estranho. Desvio olhar enquanto ouço sua voz entrar suavemente em meus ouvidos.

- Ahm... Sayuri-chan... vamos ver o que faremos... sobre o seu segundo nome... - Meu olhar se torna sério - Acho que sei o que significa, mas por enquanto... - Olho para Iori - Vamos para um local mais reservado... Não é senhor Iori ? E... não é Esquilo... ( .___.' )

Me levanto delicadamente enquanto seguro o braço de Sayuri carinhosamente ajudando-a a fazer o mesmo. O vento estava forte e frio, meu mestre me disse um dia sobre os servos da morte que reencarnam sobre a terra. Não sei se era realmente aquilo que estava nela ou era apenas fatos que batem muito com os fatos que estavam nos livros que estudei sobre isso... Arrepios constantes, uma aura estranha e ainda mais, em uma adolescente.

Enquanto eu meditava sobre os assuntos que estavam me perturbando, algo se revelou sobre o local do nada, algo que soava muito relativo ao super heróis japoneses... Olho para para o local da luz e vejo um rapaz com uma cueca dourada sobre a calça.

- ... - Paro e olho de boca aberta - Pf.... - Me seguro para não rir - HAHAHAHAHAHA ! Ta pior que o Aquaman ! - Chorando de rir, eu vou parando de rir aos poucos, bem... Lentamente. - Ahm... - Olho novamente para o Herói - HAHAHAHAHA ! Aceito o apelido de esquilo, nada é pior que aquilo ! - O meu lado cômico estava se saindo muito e então resolvo paro de rir de uma vez, tentando imaginar o rapaz vestido de super homem dourado um rapaz comum. - Ahm... Não sei senhor Iori, quanto mais ajuda, melhor... Não acha ? Sayuri-chan ? - Acaricio os longos cabelos dela de cima para baixo. - Primeiro sugiro que temos que ir em algum lugar reservado... sei la...

----------------------------------------------

Continuem

Off : Perdão, mas eu ri muito e acabei colocando o personagem rindo tbm... Very Happy
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Kaname Sayuri

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MensagemAssunto: Re: Saga secundária: THE ORPHANAGE - TENTANDO SOBREVIVER   Qui Set 18, 2014 9:05 pm

Cada alma diz alguma coisa, embora aquele momento anterior ela estivesse passando por uns maus bocados, a presença daquele homem "extravagante" de certa forma lhe trazia lembranças boas. Vendo aqueles seres ao seu redor, Sayuri de repente se sentiu desconfortável, sorriu sem jeito tentando se acalmar.

- Me desculpem... Mas... - Ela se levanta séria, meio trêmula, não quis esperar achou melhor fugir sozinha. - Tudo que aconteceu comigo foi demais para um dia. Eu preciso sair daqui, antes que os "outros" me descubram... Se eu continuar com as mikos, vivendo neste lugar, não vou encontrar aquilo que fui designada a fazer, ou seja, meu real objetivo.

Ela se aproxima do herói toca em seu ombro e sussurra.

- Jii san você fica péssimo com essa roupa. Se eu continuar aqui, vou acabar ferindo alguém de novo... - Ela sorri e vai se afastando dali se despedindo de todos com um olhar de profunda solidão, indo em direção a algumas arvores andando lentamente.

Uma sombra, surge na frente dos três, um ser que emanava puro sofrimento ao mesmo tempo que um certo conforto, ele não mostrava seu rosto. Ainda sim se mantinha distante o bastante para observar a situação.


- Você vieram atrás de respostas? - Sua voz saia rouca ao mesmo tempo que melancólica. - Então me façam um pequeno favor... Protejam ela deles... - Ele ergue o braço até o céu, onde se vêem muitos, não, milhares de seres espirituais, youkais e demonios que sobrevoavam ao redor a procura da garota que se dizia a morte. - Se vocês conseguirem, eu lhes contarei a verdade, mas, precisam protege-la primeiro. E trazê-la para mim...

Dê repente, naquele instante se ouve um grito, os monstros criaram um redemoinho de energia negativa aliada a grande ventania, as Mikos assustadas começaram a lutar, e a gritarem pelo nome de Sayuri, mas, era tarde, e algum momento depois se vê um corvo espiritual gigante carregar Kaname para acima das montanhas. Antes que pudesse se mover do local, outros seres por terra cercavam os 3 homens.

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Azrael_I
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MensagemAssunto: Re: Saga secundária: THE ORPHANAGE - TENTANDO SOBREVIVER   Sex Set 19, 2014 6:04 pm

OFF: Não se preocupe, Harima, sei como é, hehe. E não se preocupe também, Squall, a intenção era justamente essa, fazer tanto os personagens quanto seus escritores rirem.


ON:

*Minha cara fica como se eu tivesse lambido um limão. Pow, ser chamado de Syndrome em comparação com o vilão dos Incríveis ainda vá lá, já fui chamado de coisa bem pior, mas ser comparado com o AQUAMAN?! Dói mais do que levar uma marretada nas bolas... Tudo bem, pelo menos eu não sou um "Cuequinha Escamosa" nem tento voar usando peixes voadores... Pigarreio e volto a sorrir, com os braços cruzados à frente do corpo.*

Super-Seven: Hahaha, não, não não, meu caro sem-teto, não sou um cosplayer ou um maluco, eu sou o Super-herói e campeão da Terra, o Super-Seven!

*Mesmo mantendo a pose, eu ainda estava abalado com a comparação ao Aquaman, tanto que não senti as criaturas que se aproximavam do orfanato. Sayuri chegou perto de mim e me chamou de Jii-san, me abalando ainda mais. Desta vez não perdi a pose ou o sorriso, mas fiquei pensativo*

Super-seven (pensando): Ela... percebeu quem eu era? Não, impossível... mesmo assim, o poder dela deve torná-la capaz de ler a minha alma e saber quem eu sou. Que coisa... minha máscara me protege de telepatia e magias de leitura da mente, minha roupa disfarça meu cheiro e evita que eu deixe rastros de DNA mesmo que sangre, e meus poderes evitam que minha energia possa ser descoberta por pessoas que sejam capazes de sentir a presença e o Ki mas... pelo visto, ainda existem formas de burlar tudo isso. Ótimo, excelente que Sayuri tenha sido a pessoa a me identificar, duvido que ela revele minha identidade... quando voltar pra casa, tratarei de pedir pro meu amigo mais um encanto na minha roupa que também torne-a capaz de impedir que pessoas com poderes semelhantes aos de Sayuri me identifiquem... pois se ela consegue, com certeza mesmo outros também poderão, se me conhecerem. Talvez até mesmo anjos e demonios possam.

*Aquilo havia me distraído ainda mais, me fazendo divagar e ignorar meus arredores, um erro do qual eu viria a me arrepender logo. É então que sinto aquela presença estranha, e também todas as outras que nos cercavam; o ser encapuzado falou comigo e com os outros dois*

Encapuzado (na falta de um nome...): Você vieram atrás de respostas? - Sua voz saia rouca ao mesmo tempo que melancólica. - Então me façam um pequeno favor... Protejam ela deles... - Ele ergue o braço até o céu, onde se vêem muitos, não, milhares de seres espirituais, youkais e demonios que sobrevoavam ao redor a procura da garota que se dizia a morte. - Se vocês conseguirem, eu lhes contarei a verdade, mas, precisam protege-la primeiro. E trazê-la para mim...

*Nos vemos cercados e também vejo Sayuri ser levada pelo corvo espiritual. Eu poderia facilmente alcançá-la mas... se eles estavam sequestrando-a, significa que ela não corria perigo, ao menos por enquanto. Por outro lado, as crianças do orfanato, as Mikos e meus dois colegas estavam em sérios apuros. Agora sim, era hora de ser herói.*

Super-Seven (falando com o encapuzado): Eu vou salvá-la sim, mas não para você ou porque você quer.

*Rapidamente, eu, Squall e Iori somos cercados por um grupo de youkais liderados por um demonio imenso. Ele levanta a mão para nos atacar, mas antes mesmo que ele pisque eu o acerto em cheio com um soco; meu soco era completamente sem técnica, qualquer artista marcial que visse sentiria como se fosse tão errático quanto uma criança brincando de boxe. Mesmo assim...*

Super-Seven: SOCO DA JUSTIÇA! (nome do golpe inventado na hora)



*O corpo físico do demonio evapora, enquanto sua alma retorna ao Além; vários outros que estavam atrás dele também são derrubados pela onda de choque do meu ataque. Os youkais que o seguiam dão um passo pra trás quando olho para eles.*

Super-Seven: Detesto demonios...volte para o Além, da onde você nunca deveria ter saído, ser maléfico! Esquilo hã, digo, Squall, acredito que você consiga cuidar desses aqui e proteger nosso colega andarilho. Eu vou ajudar as Mikos e as crianças, em seguida vocês dois e eu vamos atrás da menina que eles levaram.

*Simplesmente me movimento em rápida velocidade, sumindo da vista de todos e aparecendo diante das Mikos, que estavam ocupadas enfrentando um bando de youkais. Faço uma série de poses.*




Super-Seven: Não se preocupem, senhoritas! O Super-Seven está aqui para protegê-las destas feras selvagens! Tirem as crianças daqui enquanto eu me encarrego dessas coisas feias!
Dayan (que também estava do lado de fora com outras crianças): Mas... não pode ser! É o Super-Seven! Ele veio nos salvar!
Arisa: O que esse idiota vestido de palhaço está fazendo...?

*Todas as mikos me olham com cara de ¬¬' , enquanto Dayan chuta Arisa na canela por ter me xingado (e leva um cascudo em retribuição). Mesmo assim, eu consegui meu objetivo: desviei a atenção dos youkais para mim. O imenso grupo de monstros avança como uma onda contra mim; sem titubear, agarro um deles (que parecia uma lagosta gigante) pela garra e, usando-o como se fosse um bastão de beisebol, acerto todos que estão à minha frente*

Super-Seven: JUSTICE HOMERUN! (nome inventado na hora)

*Os youkais derrotados são arremessados por quilômetros, na direção das montanhas da onde vieram. As mikos olham então incrédulas eu acertando os youkais no ar, como se estivesse varrendo sujeira com uma vassoura gigante (que era o pobre youkai-lagosta)*

Arisa: Quem... ou o que é esse sujeito?! Como pode derrotar youkais dessa forma tão... ridícula?
Shizaki: "Um sujeito muito espalhafatoso"... Então era desse que o jii-san estava falando? Rápido, não há tempo a perder, vamos levar as crianças para o orfanato!
Arisa: Mas...
Shizaki: Se ficarmos aqui, só vamos atrapalhar. Temos que pensar primeiro na segurança das crianças.
Dayan: Ah mas... Shizaki-san, eu quero ver o Super-Seven lutar!
Shizaki: Vamos ver de DENTRO do prédio, Dayan-kun.

*As mikos e as crianças então entram correndo no prédio do orfanato (com Dayan sendo carregado por Arisa e mordendo o braço da pobre miko), sendo acobertadas pelas flechas de Shizaki contra os Youkais que escapavam dos meus ataques. Quando todos entraram, eu peguei o youkai-lagosta e o arremessei contra a imensa massa de youkais; os que escaparam inteiros então mudaram de tática: um grupo deles parecidos com besouros começou a expelir uma miasma (névoa venenosa) na minha direção. Respirei bem fundo e então assoprei a miasma de volta contra os youkais, fazendo muitos deles desabarem como abelhas sendo dedetizadas. Os youkais pararam, assustados. Apontei minha mão para eles*

Super-seven: Ouçam bem, Youkais! Sei bem que a maioria de vocês não me entende, ou finge não entender, mas vou falar do mesmo jeito: dou a vocês uma única chance de desistirem e voltarem para onde vieram. Caso contrário, terei que pegar pesado com vocês...

*Os youkais me olham apalermados; então eles soltam um urro em conjunto e avançaram contra mim. Estalo os dedos da mão.*

Super-Seven: É... vai ser do jeito divertido então.

*Tomo fôlego novamente e dou um grito; meu grito é tão forte que explode a cabeça de quase a metade dos youkais (tinham o ouvido mais sensível que cachorros) e despedaça quase todas as vidraças do orfanato e da vizinhança. Avanço então pro meio do grupo e começo a derrubar os youkais batendo neles não com minhas mãos ou com meus pés, mas com a minha capa, como se fosse um chicote. Era uma cena surreal: de braços cruzados no meio daquele grupo de monstros, nenhum conseguia chegar perto de mim, seus corpos físicos sendo feitos em pedaços por golpes da minha capa que girava como um bambolê no meu pescoço! Eu não fazia aquilo por brincadeira, a verdade é que a minha capa tinha um alcance maior do que meus braços e pernas, portanto era mais fácil manter a distância deles, ao mesmo tempo que eu poupava minhas forças. Mesmo me divertindo, eu sabia que não podia demorar muito, pois ainda tinha que resgatar a Sayuri-chan. E como estariam aqueles meus dois companheiros de antes?*


Continuem...

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Xysuke
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MensagemAssunto: Re: Saga secundária: THE ORPHANAGE - TENTANDO SOBREVIVER   Sex Set 19, 2014 7:32 pm

Permissão para me intrometer na história, com uma piadinha meme...

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Pronto, podem seguir...

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MensagemAssunto: Re: Saga secundária: THE ORPHANAGE - TENTANDO SOBREVIVER   Dom Set 28, 2014 9:39 am

Off: HAUHAUHAUHA Essa foi genial Xysuke Very Happy e ri muito com o post Az !

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Sayuri: - Me desculpem... Mas... - Ela se levanta séria, meio trêmula, não quis esperar achou melhor fugir sozinha. - Tudo que aconteceu comigo foi demais para um dia. Eu preciso sair daqui, antes que os "outros" me descubram... Se eu continuar com as mikos, vivendo neste lugar, não vou encontrar aquilo que fui designada a fazer, ou seja, meu real objetivo.

" Como assim?! " Fiquei pensando em qual seria esse tal de " Objetivo ". Sayuri pelo menos aparentava ser uma garota nova, que podia muito bem viver sua juventude curtindo a vida com seus amigos saindo e se divertindo, mas sua responsabilidade era grande sendo a "morte", parecia que ela tinha que cumpri uma tarefa pesada mesmo sendo tão nova. Fiquei refletindo nisso enquanto ouvia o Super7 retrucar a piada que Iori tinha feito.

- Acho que não estamos sozinho por aqui... - Senti uma presença estranha entre nós, até então perceber que havia uma sombra surgindo no meio dos três.

??? (Sombra): - Você vieram atrás de respostas? - Sua voz saia rouca ao mesmo tempo que melancólica. - Então me façam um pequeno favor... Protejam ela deles... - Ele ergue o braço até o céu, onde se vêem muitos, não, milhares de seres espirituais, youkais e demonios que sobrevoavam ao redor a procura da garota que se dizia a morte. - Se vocês conseguirem, eu lhes contarei a verdade, mas, precisam protege-la primeiro. E trazê-la para mim...

Logo, nos vimos cercados pelos Youkais e demonios no local, rapidamente fechei os meus olhos e conjurei algumas palavras enquanto levantava minhas mão para o alto.


- " Serei a luz que domina a escuridão ( Então surge uma aura branca que envolve o meu corpo) e a espada que queimará o sangue dos impuros ( Logo surge duas espadas longas de laminas vermelhas nas duas mãos), darei a vocês, a minha benção como Hekamia. " - Por último, surge um par de asas em suas costas.

Logo empunho as espadas enquanto vejo Sayuri sendo levada pelo corvo, mas cercado pelos Youkais, sou obrigado a enfrentá-los primeiro. Sem pensar duas vezes, levanto as minhas asas e dou um salto de cinco metros e avanço enquanto voava em nossa volta retalhando os monstros.

Super-Seven: Detesto demonios...volte para o Além, da onde você nunca deveria ter saído, ser maléfico! Esquilo hã, digo, Squall, acredito que você consiga cuidar desses aqui e proteger nosso colega andarilho. Eu vou ajudar as Mikos e as crianças, em seguida vocês dois e eu vamos atrás da menina que eles levaram.

- Tudo bem Aquama... - Paro de falar enquanto dou uma pequena risada - SuperSete ! Vamos nos apressar. - Dizia ele enquanto levantava voo novamente e olhava para Iori - Derrote os que estão mais perto de você, vou pegar esses voadores aqui. - Levanto as duas espada para o céu e fecho os olhos - LUZ DIVINA ! - No céu, uma luz cai sobre mim enquanto fazia um pequeno buraco nas nuvens nublados  acinzentados. - Magnum Light ! - Dou um grito fazendo com que a luz se expanda para todos os lados do local, derrotando todos os demônios em volta.



Contra os Youkais, apelo pelo golpe corporal, usando as espadas com extrema agilidade e destreza desferindo golpes em alta velocidade enquanto voava rapidamente em direção de um em um até acabar com quase todos eles.

- Agora preciso salvar Sayuri, espero que os outros dois estejam bem. - Bato as asas em direção as montanhas enquanto passava ao lado do SuperSete vendo-o derrotar os outros de uma forma bem... Estranha. Logo tento chamar sua atenção voando em sua frente enquanto fazia sinal para ele ,dizendo a ele que iria atrás de Sayuri apontando para as montanhas.


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MensagemAssunto: Re: Saga secundária: THE ORPHANAGE - TENTANDO SOBREVIVER   Ter Set 30, 2014 11:04 am

** Iori não tinha a menor ideia do que tava rolando ali! Youkais em forma orgânica? cacilds! ele morava ao lado um templo e nunca vira um! Quando Kaname é levada, Iori vê os poderes de seus amigos e logo vê que a única coisa que podia fazer era segui-la. **

Iori: como andarilho, ninguém conhece as montanhas melhor do que eu! você! solte a garota agora!

** Corro atras daquele ser como se fosse minha corrida pela vida, e por algum motivo, consegui acompanhá-lo mesmo ele tendo asas, me sentia leve, sim, mas ainda assim, estava correndo mais do que uma pessoa normal, chegando ao topo da montanha, vi que nem Squall e nem Super7 haviam chego ao local, e assim que avistei a criatura bradei, da mesma forma que faziam no templo: **

Iori: Ser espiritual! Revele suas intenções!

** Respiro fundo, nunca senti tanta coragem em mim, algo novo e energizante corria pelo meu corpo, algo como chamas envolviam minhas mãos, mas não me queimavam, agora era meu proprio eu quem dizia **

Iori: Solte esta garota agora, ou enfrente a minha fúria.

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MensagemAssunto: Re: Saga secundária: THE ORPHANAGE - TENTANDO SOBREVIVER   Ter Nov 04, 2014 10:09 pm

Enquanto os rapazes se esforçavam ao máximo para correrem em direção aonde Sayuri havia sido levada, uma cortina de miasma se sobrepôs entre o youkai e ela, evitando que ela fosse resgatada de alguma forma ou de alguém.

Nesse meio tempo, vários monstros saiam da mesma montanha indo em direção aos heróis, literalmente como suicidas. As criaturas se jogavam em cima dos rapazes como bombas prontas para explodirem. O corvo cansado, começou a se aproximar do local de "encontro", cansado deixou que Sayuri caísse de uma altura de dois metros e rolasse para dentro de uma caverna úmida e iluminada com algumas lamparinas suspeitas em chamas azuis.

Onde ela se encontrava não sabia, mas sua pulsação era forte em angústia e pavor.


- Enfim... Nossa arma chegou... - Ela sorriu em satisfação ao ver a garota chegando a caverna abaixo do castelo abandonado.

Sayuri, caminhou para fora apenas alguns minutos, mas, fora empurrada de volta por um vento absurdamente forte de outro youkai, agora sendo uma mulher.

- Q-quem é você? - Assustada se recolheu a um canto e observou a mulher.

Uma risada sarcástica ecoa pelo ar.


- Enfim, a Sombra da morte renasceu, a Shinigami destinada pelo próprio Uriel a cumprir sua tarefa enquanto está fora... É uma honra tê-la em sob meus cuidados Kaname Sayuri. Antes que me pergunte, deixe-me me apresentar, meu nome é Kazua Aya muitos me chamam de Azuya a senhora do vento, Azuya é a simplificação de meu nome. Trabalho para um dos sete lords do inferno Azazel. - Ela se curvou ainda sarcasticamente. - Fui encarregada de lhe instruir sobre sua real missão na Terra e te encaminhar até lá.


- O que? Shini... O que?... Azazel? Não... NÃO! Eu nunca faria algo ruim para alguém! - Ela grita desesperada indo em direção a Azuya.

A youkai esbofeteia a cara de Sayuri, a fazendo cair sob uma poça de água.


- SAIBA QUE A ESCOLHA NÃO É SUA EM QUERER OU NÃO FAZER PARTE DISTO! VOCÊ NASCEU COM UM PROPÓSITO E ESSE É DESTRUIR AQUELA QUE DETÊM O PODER DIVINO JUNTO DE TODOS AQUELES QUE PROTEGEM A TERRA E O MUNDO CELESTIAL! VOCÊ NÃO TEM ESCOLHA! VOCÊ É A ESCOLHIDA PELO MEU MESTRE! Você deve destruir qualquer coisa que estiver em teu caminho para este fim! - Ela vê o reflexo da garota na água e solta uma leve risada. - Vê é assim que você realmente é.

A garota olha para o reflexo e aos poucos acalmando o desespero se dá conta da "verdade" de Azuya.

- Heh... Essa sou eu então... - Sorri meio desequilibrada.


- Isso mesmo, essa é você. Sua alma fora tirada das profundezas, pois, foste a única a aguentar o poder que Uriel lhe deste, mas, ele não sabia que sua vida anterior era de luxúria e prazer e você se vendeu a meu mestre naquele momento. Você nos deve, e viemos cobrar o que é de meu mestre por direito, não há o que reclamar, a cada dia que passares verá que suas lembranças de sua outra vida virão como flashes repentinos, eu lhe darei as coordenadas para enfim encontrares o lugar onde deves residir a partir de hoje, ao meio-dia de amanhã esteja nesta caverna, pois, um portal será aberto para que vá de encontro a teu destino, esteja aqui, ou então tudo que tens agora, vais perder aos poucos.

Depois da mensagem deixada Azuya desapareceu nos céus voando com a imensidão de monstros ao seu redor. Sayuri seguiu para fora da caverna, assustada, naquele momento seus pensamentos vagaram longe, e o medo assolava seu interior.



- Meu Deus, perdoai meus pecados... Por favor... - Escorre lágrimas novamente pela sua face.


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Khronos Squall

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MensagemAssunto: Re: Saga secundária: THE ORPHANAGE - TENTANDO SOBREVIVER   Qui Dez 11, 2014 9:06 pm

" Que a sua benção caia sobre nós... "

Khronos se defendia de todos os lados possível, desviando e contra-atacando todos os youkais e demonios que vinham em sua volta, ele arfava de cansaço enquanto seus punhos destroçavam os mesmos sem piedade alguma. Os olhos do guerreiro acompanhavam o trajeto que o corvo fazia com atenção sem se distrair na batalha.

(Ouçam a musica a partir daqui ! )

- Sayuri, não vou deixar que a levem ! - Ele derrubava de um em um, sem parar, mas o cansaço começava a afetar seu corpo, pois ainda haviam milhares deles e não paravam de vim. - Droga ! - Ele tenta criar forças para continuar, mas sem sucesso, acaba sendo ferido pelas costas por um dos demônios, criando uma ferida gigantesca desde o começo de sua coluna até o final.

Ele grita de dor enquanto os monstros se aglomeravam em sua volta, e quase sem energia, ele usa uma de suas magias sagradas e cria uma fraca barreira em sua volta.


- Arf... arf...

Sua respiração era pesada e repetitiva, seu fôlego já estava no limite e sua energia também, sua barreira não iria durar muito tempo e ele precisava achar alguma solução. Sem muito o que fazer, se ajoelhou sobre a terra úmida e então fechou os olhos.

- Eu sei que a humanidade está em dívida com o senhor, sei que o senhor ama a sua criação e por isso estou aqui, para defender o seu nome e os meus irmãos... por isso lhe peço que ilumine o meu caminho, mê de mais um pouco de força... para que eu possa cumprir o meu dever...

Khronos então sentiu um calor em seu peito, um conforto no qual ele jamais sentiu em seu vida, como se alguém estivesse lhe abraçando ternamente, e então uma voz suave e feminina surgiu em sua volta.

- " Estou aqui para lhe conceder o meu desejo e o meu poder a você... Deus me enviou para lhe guiar sobre este mundo e então eu o farei... filho. "

Khronos então logo abriu os olhos e gritou ferozmente com toda a sua força, criando uma onda de energia sagrada eliminando a metade dos seres que ali estavam aglomerados.

- Não desperdiçarei a sua benção... mãe.

Seis asas brancas surgiam em suas costas, como se pequenos de milhares de fragmentos estivessem se juntando rapidamente e se aglomerando em um lugar só, logo ele dá um super salto e bate as asas ficando em pleno ar. Sem pensar duas vezes, ele faz o sinal da cruz em sua frente, morde o dedão fazendo o mesmo sangrar e então desenha um outro sinal da cruz em sua palma da mão direita.

- "Domine essa escuridão, ilumine as vossas almas, acreditai em sua fé e que a sua benção seja feita... "

Após isso, ele começa a falar em uma linguá estranha e totalmente desconhecido, e logo um pentagrama de luz aparece em sua palma saindo de lá uma espada divina.


Empunhando a espada, ele bateu as asas e rapidamente ajudou seus companheiros a se livrarem dos monstros e logo voou para onde a Sayuri estava sendo levada, rapidamente conjurou novamente a barreira em sua volta para passar sobre a barreira de veneno, e obviamente criou a mesma barreira para o SuperSeven e para o Iori.

- Fiquem bem e venham logo ! - Gritou ele. - Disse ele passando sobre a barreira.


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Off: Já que ninguém postou em seguida, dei-me a liberdade de postar novamente... espero que não atrapalhe ninguém. No tópico das armas, logo que a Lety postar, postarei atrás, prometo!
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Jiro Kimura

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Áries Cavalo
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MensagemAssunto: Re: Saga secundária: THE ORPHANAGE - TENTANDO SOBREVIVER   Sab Jan 10, 2015 11:51 am

*Excursões... Jiro achava que somente no ensino médio faziam essas coisas. Ele era estudante da Okayama Daigaku, estudava medicina, assim como o irmão Ichiro. Ele achava uma perda de tempo esse tipo de passeio, mas viera a pedido do irmão mais velho. Agora com 19 anos, ele estava iniciando o curso, e sabia que tinha que dar tudo de si para ser o melhor. Filho de mãe solteira, via pouco a mãe que estava sempre trabalhando para sustentar os filhos. Sabia pouco sobre o pai, somente que ele lhe deixara uma quantia em dinheiro para ajudar nos custos da faculdade. O mesmo acontecia com o irmão um ano mais velho, que acreditavam ter o mesmo pai, pois a mãe não falava sobre isso com eles. Os dois viviam bem, e o amor pela Medicina era a única coisa que os dois tinham em comum. Ichiro era muito condescendente, deixando as pessoas fazerem o que quisessem com ele. Ele não! Sabia muito bem o que queria, e não ia ser influenciado, e muito menos manipulado.

Eles tinham passado por alguns dos pontos turísticos de Kyoto, e agora os 25 estudantes de medicina passavam por um bairro antigo, indo em direção ao hotel. Nisso Jiro sentiu uma dor de cabeça e seu coração começou a acelerar...

O que era aquilo? Pressão alta? Estava infartando? Tentou descobrir o que podia ser, mas antes que ele pudesse pensar em algo mais, o ônibus travou de repente e Jiro sentiu-se voar contra o corredor, quando o ônibus seguiu a inércia, e depois de um cavalo de pau, capotou....

Ele perdeu os sentidos por alguns segundos, e quando voltou a si, estava tonto, ouvindo gritos dos colegas feridos. Ele levantou-se, e percebendo que estava bem, seguiu pelo meio dos pertences espalhados pelo que seria o capô do ônibus virado, indo até seus colegas em pior estado. Ele procurou por Ichiro, que já estava em ação, junto com um dos professores que os acompanhavam. Que irônico, um ônibus de turismo, cheio de estudantes de medicina, capotar dessa forma.

Ele ouviu o gemido feminino de alguém a sua direita, e notou que os 2 bancos do meio do ônibus,  tinham soltado com a batida. Ele tirou com dificuldade os bancos de onde estavam, e ali uma de suas colegas estrangeiras, Mirian, sangrava pela boca, pois uma das molas do encosto do banco estava enterrada em seu tórax.*

Jiro: - Certo Mirian-sam, vamos com calma, agora vou tirar essa mola devagar, para estancarmos o sangue. OK?

*Miriam não parecia ouví-lo. Ela virou para ele, e arregalou os olhos. Um grito de puro pavor saiu dos lábios dela. Jiro não entendeu nenhuma palavra do que ela disse. Não fazia sentido. Ela estava delirando.*

Mirian: - Ahhhhhhhhhhhhhh!! Por favor não me leve! Eu não quero morrer! Vá embora daqui! Se afaste de mim!!! Nãooooooooooooo!!!!!!!!!! Não me toque!!!!!!!!!! Ahhhhhhhhhhhhhhhhhh!!

Jiro: - Não se preocupe, todos vão morrer um dia, é o curso da vida. Não lute contra ele Mirian, minha querida - Aquelas palavras saiam dos lábios de Jiro sem ele sequer perceber. - Agora chega de choro e venha comigo... - No momento que Jiro tocou no rosto de Mirian, ele voltou ao normal, e lembrou instantaneamente das palavras que falara, vendo a alma dela saindo pela boca e se dissolvendo no ar. - Ahh!!! O que foi isso??? - Jiro estava apavorado, agora quem delirava era ele! Tinha batido a cabeça, e via coisas, só podia ser isso. Ele saiu dali muito consternado e foi em direção a Ichiro, que olhava de boca aberta pela janela.

Jiro foi olhar também, e não acreditou no que via... *

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Ichiro Kimura

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MensagemAssunto: Re: Saga secundária: THE ORPHANAGE - TENTANDO SOBREVIVER   Sab Jan 10, 2015 11:19 pm

*Ahhh!!! Conhecer a história do Japão, aproveitando aquela vista maravilhosa, a brisa no meio das sakuras soltas na primavera! Ichiro adorava viajar, e por ele conheceria muitos lugares, mas acima disso tudo, ele queria fazer o bem às pessoas, e que forma melhor pra isso do que virando um médico!?
Seu irmão Jiro não gostara da idéia de viajar com ele, de viajar no seu todo, porém Ichiro percebera o quanto o irmão precisava de uma folga forçada. Ele mal saía, não tinha amigos, vivia só para o estudo. Isso não era saudável para um jovem de 19 anos.

Ichiro era um ano mais velho que ele, mas sentia-se responsável por Jiro. Mesmo quando eram pequenos, e o irmão metia-se em confusões e brigas, ele sempre o defendia. Ichiro queria ver o irmão feliz e realizado, e tentava ser o pai que Jiro não teve, mesmo sabendo que o irmão se irritava com isso.

A visita a cidade de Kyoto estava sendo ótima, e eles estavam indo para o hotel, quando aproximando-se de um bairro antigo, Ichiro notou que o vento estava estranho, e uma revoada de aves saiu em disparada de um local mais a frente na estrada. Um mau pressentimento tomou o coração de Ichiro (sensação que o acometia  sempre antes de algo ruim acontecer), mas tarde demais para fazer algo, pois o acidente não tinha como ser evitado.

Segurando-se no bagageiro acima de sua cabeça, Ichiro tentou segurar o irmão com as pernas, mas sem sucesso. Mas mesmo não conseguindo segurá-lo, evitou que ele se machucasse mais feio. Ele ficou somente desacordado com o solavanco da capotagem, sem se ferir demais. Saindo as pressas de sua poltrona, Ichiro correu para ajudar os que estavam feridos, verificando que teriam algumas baixas.

Jiro veio ajudá-lo minutos depois, com um semblante terrível, como se tivesse visto a morte em pessoa. Ouvindo vozes e estrondos fora do ônibus, Ichiro virou para as janelas, tentando ver o que provocara o acidente. Lá fora, próximo a uma construção antiga de um templo ou colégio, Ichiro pode ver centenas de seres estranhos, luzes e explosões. Jiro estava do seu lado olhando tudo aquilo horrorizado. O motorista recobrava os sentidos e dizia que o acidente fora provocado por uma força invisível, que o atacara, levando o volante para o lado, fazendo o ônibus capotar.  

Todo mundo saiu do ônibus, levando os feridos, já ligando para policia e socorro local. Ichiro e Jiro olhavam a cena boquiabertos. Um poder muito grande tinha sido usado naquele momento, e uma ventania tomou conta do lugar. Os irmãos se olharam, e olharam os colegas, e perceberam que ninguém parecia notar toda a luta de monstros e seres com poderes do outro lado da estrada.*

Jiro: - Nii-san, o que é isso tudo que só nós conseguimos ver?

Ichiro: - Não faço idéia, mas não estou gostando nada disso. Temos que sair logo daqui.

*Ichiro verificou seu celular... sem sinal... olhou para trás da estrada nada nem ninguém parecia aproximar-se. Mais algumas luzes e tremores e Ichiro, com um sentimento de terror, viu o irmão sendo arrastado por um ser enorme com asas.*

Ichiro: - Jiroooo!!!!!!!!!! - Ichiro correu em direção ao irmão, entrando mais ainda naquele caos. Ele percebeu que 3 homens pareciam lutar contra aqueles seres, enquanto Jiro gritava e tentava se soltar. No desespero e inconscientemente Ichiro movimentou seu braço direito na diagonal, como se tivesse uma espada, em direção ao monstro. Seus olhos vibraram em um brilho verde e de sua mão saiu uma rajada muito forte de vento, que cortou o monstro em dois. Jiro caiu no chão, no meio de muitos outros monstros, que vieram pra cima dele. Usando de uma força que não sabia possuir, levantou-se, atirando todos que estavam em cima de si para trás. Com os olhos em chamas purpuras, Jiro gritou em direção aos monstros e uma fenda abriu no chão, e todos os monstros daquela parte caíram na escuridão. A fenda fechou tão rápido quando abriu, deixando Jiro e Ichiro sem saber o que acontecia.

Os dois ficaram juntos, de costas, um tentando proteger o outro da melhor forma possível. De onde estavam podiam ver um homem de roupa de SuperMan, um que parecia normal, e outro com asas de anjo. Eles se olharam e decidiram ir para perto do homem normal... Queriam sair dali o mais rápido que pudessem...*

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Azrael_I
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MensagemAssunto: Re: Saga secundária: THE ORPHANAGE - TENTANDO SOBREVIVER   Sex Jan 23, 2015 4:23 am

OFF: Primeiro post de Eduardo Azrael no ano! Ainda que seja um post do Super-Seven...

ON: KA-BUM!!

*A batalha contra os youkais continuava. Devastei um batalhão imenso deles só com os movimentos da minha capa. Os youkais não conseguiram chegar perto de mim nem uma vez sequer, mas principalmente, não chegaram nem perto do Orfanato; tentr passar por mim era como bater de cara numa parede de grafeno. Três youkais que manipulavam chamas dispararam contra mim um turbilhão imenso de fogo, suficiente para incendiar uma floresta, mas girei minha capa como um ventilador e dissipei o fogo; em seguida, dois youkais manipuladores de frio tentaram me congelar resfriando o ar à minha volta, à temperatura do zero absoluto, mas para espanto deles eu parecia não sentir absolutamente nada; foi então que quatro youkais manipuladores de eletricidade me cercaram e me dispararam, de todos os lados, um raio de mais de um milhão de volts, mas desta vez eu nem me mexi já que, por não estar aterrado, a eletricidade não fazia nem cócegas; por fim, dois youkais gigantescos feitos de rocha tentaram me acertar, mas acertei seus braços com minha capa, um golpe em cada braço foi o sufiente para despedaçar os dois imensos golens. Nenhum ataque, físico, elemental, psíquico ou de energia, parecia ser capaz de me machucar, mesmo com os youkais me atacando em massa. Aquilo estava começando a me aborrecer, e derrubei todos eles com apenas um movimento da minha capa. E tudo isso eu fiz sem descruzar os braços...*

Super-Seven (bocejando): Que tédio. Quando vi a quantidade de vocês, achei sinceramente que iam me oferecer algum desafio, mas acabar com vocês é mais fácil do que usar um lança-chamas num monte de moscas. Pelo amor de Deus, vou ter que deixar que vocês me acertem? Ah é, nem isso adianta, né...

*De repente, um dos youkais com forma quase humana agarra a ponta da minha capa, em pleno ar.*

youkai: Hahahah! Eu consegui! Peguei sua arma! Quero ver você agor... HÃ?!?! I-isso... isso é impossível...!!!! D...do que é feita essa coisa...??
Super-Seven: Parabéns por ter conseguido segurar minha capa. Pelo visto você é centenas de vezes mais habilidoso que os demais. Agora, você acha que aguenta o PESO dela?

*Eu não fiz nenhum movimento, apenas deixei que a gravidade atuasse, fazendo minha capa parar de balançar. O youkai havia apenas segurado um pequeno pedaço de alguns centímetros da ponta da capa, mas ele sentiu como se segurasse o peso de uma MONTANHA inteira; submetido a tamanho peso repentinamente, o resultado não podia ser mais imediato: o braço dele foi arrancado. Enquanto ele gritava e seu sangue jorrava, eu movimentei a capa novamente e arranquei sua cabeça. Os demais pararam de avançar.*

Super-Seven: Será que entenderam agora? Vocês não têm como me vencer, ainda mais com esses corpos feitos de cadáveres. Sim, eu sei que seus corpos materiais não passam de carcaças de animais, humanos e outros materiais que seus corpos espirituais animaram para este ataque, e que não estou realmente matando vocês, só destruindo marionetes feitas de carne e outras coisas. Mas como vocês viram quando bani um de seus comandantes, eu posso machucar seriamente seus corpos espirituais se eu quiser.

*Os youkais e os demonios que os comandavam me olharam estupefatos, por eu ter notado tudo aquilo, e pior, por eu saber tanta coisa sobre eles. Um dos demonios tomou coragem e se adiantou aos demais.*

demonio: Afinal... quem é você, humano?!
Super-Seven (estufando o peito): Levem este recado a todo o Submundo, quando voltarem para lá... Eu sou o protetor da raça humana, o campeão da Terra... eu sou o SUUUUPER-SEVEN!

*Faço uma pose ainda mais ridícula que as outras, mas apesar disso, desta vez eles não sentem vontade de rir. Estavam zangados e constrangidos demais para isso. Eu notei naquele instante que Sayuri havia sido levada para debaixo da terra enquanto a miasma venenosa cobria o monte; ao mesmo tempo, Iori chegava ao monte, sme poder se aproximar da entrada por causa da miasma, e um par de asas surgia nas costas do Squall, juntamente com uma barreira à minha volta, e também dos outros dois. Eu já estava prestes a acabar de vez com aquela luta, quando de repente vejo que os demonios e os youkais ficaram estáticos; um monte de youkais saíram voando da montanha, como se fossem mísseis, sendo que três deles vem na minha direção. Eu resolvo deixar que os youkais-míssil me atinjam, para ver a resistência da barreira de Squall, mas então algo inacreditável acontece: quando os youkais tocam na barreira, ela os repele para longe, sem que eles explodam; eles saem voando descontrolados e, embora dois deles consigam recuperar o controle, um deles atinge o chão, longe do Orfanato, mas sua explosão é tão grande que gera uma onda de choque por quilômetros; a explosão não me afeta, mas devasta uma parte da cidade, causando acidentes e fazendo até um ônibus capotar. Pela primeira vez naquele dia eu me surpreendo com o poder de meus oponentes... e com sua crueldade também, uma vez que, para gerar uma explosão daquelas, era necessário sacrificar de verdade a vida daqueles youkais.*

Super-Seven: Oh meu Deus...! Se apenas um daqueles youkais explodindo causou essa destruição toda... Eu não posso deixar que todos eles explodam tão próximos do chão, talvez a cidade inteira seja destruída! Preciso fazer alguma coisa!

*Eu noto que os youkais-mísseis só estão tentando atacar a mim, Squall e Iori, mas graças à barreira de Squall, que foi criada para poder repelir a miasma venenosa, os Youkais não nos atingiam. A barreira de Squall reagia repelindo o mal, pelo visto, e por isso os youkais eram repelidos sem explodir, não era como se fosse um campo de força. Os demonios estavam parados, com as mãos/garras entrelaçadas, e noto que eles é quem estavam comandando os youkais mísseis. Eu poderia facilmente acabar com todos eles, mas isso poderia fazer os youkais-mísseis se descontrolarem de vez e explodirem aleatoriamente, podendo atingir as casas, as pessoas... eu noto que, de um jeito ou de outro, os youkais iram morrer e vejo que não tenho escolha. Toco na barreira de Squall que me protegia e ela se desfaz. Em seguida, desapareço e apareço no meio dos demonios comandantes (eram oito) e resolvo sacanear eles pra valer: puxo a cauda de um deles, chuto a bunda de dois, faço um cotonete molhado em outros dois (enfio os dedos na boca e depois na orelha deles), faço um "Ei Moe" em outro (enfio os dedos nos olhos dele, sem furar) e por último agarro as línguas compridas dos dois últimos e amarro elas. Antes que eles possam reagir, voo pra longe, ainda à vista deles, baixo as calças e mostro a bunda pra eles enquanto os dois se desenroscavam.*

Super-Seven: Aqui pra vocês ó, seus bobões chifrudos... duvido que me atinjam com seus youkais teleguiados. _|_ _|_


*Termino mostrando o dedo médio das duas mãos pra eles. A reação deles não podia ser mais imediata: furiosos com as minhas brincadeiras, com as minhas atitudes e principalmente com o fato de eu ter feito aquele estrago todo no seu exército, os demonios mandam que TODOS os youkais, mesmo os que estavam parados e os que iam atacar Squall e Iori, venham me atacar como mísseis. Eu sorrio enquanto levanto a calça e decolo voando para cima, com os monstros bomba atrás de mim. De toda a cidade e boa parte daquela ilha do Japão é possível ver um raio dourado luminoso subir, sendo seguido por diversos raios escuros como se fossem uma fumaça atrás de um cometa. Subo com os Youkais até a estratosfera, quando estamos quase saindo de órbita eu de repente páro no ar e deixo que eles me atinjam. A explosão de todos aqueles youkais é tão grande quanto uma bomba de Hidrogênio. Do Japão inteiro é possível ver aquela imensa explosão, que se fosse mais próxima da terra, destruiria uma cidade do tamanho de Tóquio. Do Orfanato, as crianças e as mikos olharam assustadas a explosão.*



Daian: Super-Seven! Não!
Arisa: Eu não acredito... como ele pôde fazer uma coisa dessas?!
Shizaki: Para salvar o Orfanato... e a cidade...

*Os demonios gargalham, satisfeitos por terem finalmente acabado comigo. As crianças começam a chorar, quando de repente Daian aponta para o céu, onde um raio dourado vinha em direção à Terra.*

Mila: É um pássaro?
Kenta: É um avião?
Shizaki: É um fragmento da explosão?
Arisa: É um penico que caiu de um avião após a explosão?
Daian (chutando de novo a Arisa): Não! É o SUPER-SEVEN!!!

*Surjo em alta velocidade de novo no meio dos demonios, que me olham apalermados. A explosão sequer rasgou minha roupa, apenas deixou um pouco preta a ponta da minha capa. Eu tinha um olhar BEM zangado*

Super-Seven: Agora chega... vocês conseguiram me deixar nervoso de verdade, desta vez... TÊM IDEIA DE COMO É DIFÍCIL LIMPAR ESSA ROUPA?!?



*Todo mundo no Orfanato e até os demonios caem pra trás ao ouvirem isso, mas eu mostro minha mão fechada para os oito chifrudos.* Rolling Eyes

Super-Seven: Sabem o que eu tenho aqui? Parte das ondas de choque que sobraram da explosão. Será que vocês aguentam?



*Os demônios se assustam e tentam fugir, mas eu abro a mão e seus corpos físicos são desintegrados pela explosão (que apesar de forte, só afeta a área em que os oito estão), banindo-os de novo para o Além; a luz e a fumaça diminuem, e estou sozinho agora no centro da explosão. Limpo as mãos, agora que todos os inimigos se foram, e voo até a montanha, do lado de Iori e Squall (que aparentemente não haviam saído do lugar desde que chegaram lá, por causa da miasma e do ataque dos youkais-bomba) e também vejo dois rapazes que haviam se salvado do ônibus se aproximarem; eu não havia feito nada pra ajudar os carros afetados pelas explosões porque notei que, apesar de tudo, ninguém havia ficado preso e eu precisava deter as explosões antes que mais acidentes acontecessem e pessoas morressem. Todos vemos então Azuya e o que restou de seus youkais partirem voando, eles já bem longe, há quilômetros dali e eu percebo que acabou; para surpresa dos outros, não faço nada para impedí-la, é melhor que ela vá embora por enquanto.*

Super-Seven: Se quiserem ir atrás dela podem ir, não vou impedí-los... Mas acho que já tivemos luta e destruição suficiente por enquanto. É melhor cuidarmos de Sayuri antes de qualquer coisa. Se afastem um pouco, por favor.

*Eu inspiro fundo, puxando a miasma que cobria a montanha, até que a nuvem inteira entra na minha boca... e eu cuspo fora uma bola preta de miasma concentrada. Todos vemos finalmente Sayuri, do lado de fora da caverna, assustada e com lágrimas nos olhos.*

Sayuri: Meu Deus, perdoai meus pecados... Por favor...

*Eu me aproximo dela e falo*

Super-Seven: Ele não pode perdoá-la, pequena Sayuri...

*De repente ela sente eu abraçá-la. Tomo cuidado para que meu peso não a machuque, mas a abraço com força o bastante para tentar consolá-la.*

Super-Seven: ...Simplesmente porque não há o que perdoar. Você é inocente. Mesmo que você tenha feito algo em alguma vida passada, nada disso importa, você é Sayuri Kaname, uma menina boa e inocente, que não merece passar por nada disso.


*Do alto, Azuya nos observa a todos, espantada com as asas de Squall, com a estranha presença de Jiro e de não notar nada de diferente em mim.*


Azuya (pensando): Que grupo mais inesperado... Será que aquele ali é um Anjo ou um descendente de um...? E aquele humano fantasiado, quem ele pensa que é para nos humilhar desta forma? Talvez eu devesse...


*É então que, num relance, eu olho nos olhos de Azuya, e ela pela primeira vez sente medo ao me ver, um pavor tão grande que quase a faz cair, mas em vez disso ela voa o mais rápido que pode.*



Azuya: Será possível...? O que ELE está fazendo aqui?!


*Os lábios de Azuya se movem. Nenhum som sai de sua boca, embora ela tenha querido dizer um nome... o meu nome.*

Azuya: ...-sama...

*Azuya afasta esse pensamento da cabeça. Era impossível que eu fosse quem ela achasse (embora ela estivesse certa)... e resolve voltar para seu covil, para reportar a Azazel o que havia acontecido ali. Menos quem ela achava que eu era, claro. Enquanto isso, ainda abraçando Sayuri, eu ainda estou olhando para o vazio; naquela hora eu não olhei para Azuya, e sim para o próprio Azazel.*

Suyper-Seven (Pensando): Eu sei que você está me vendo, através dos olhos dela... e que talvez você até já saiba quem eu sou, apesar dos poderes da minha roupa. Pois pode esperar, que um dia eu vou atrás de você e, por Deus, vou fazer você pagar por tudo que já fez... e ainda fará.

*Eu finalmente solto Sayuri e olho desta vez nos olhos dela, mas não com um olhar assustador, apenas olhar calmo, tranquilo e carinhoso.*

Super-Seven: Sayuri-chan, eu sei que você não está bem, e deve ter passado um terror, mas não deixe que ela lhe confunda... nunca se esqueça de quem você é. Eu preciso que você diga tudo o que aconteceu... e não se preocupe, tem a minha palavra que irei fazer tudo para te proteger. Deus não se esquece de nenhum de nós...


*Fico olhando-a nos olhos, com toda a sinceridade. Pela primeira vez naquele dia, desde que virei o Super-Seven, eu não fiz uma piada ou gracinha. Eu não menti dizendo aquelas palavras, eu só esperava que realmente pudesse protegê-la quando fosse necessário.*


Continuem...

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Kaname Sayuri

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MensagemAssunto: Re: Saga secundária: THE ORPHANAGE - TENTANDO SOBREVIVER   Dom Jan 25, 2015 10:08 pm

Finalmente o post mais aguardado. Por favor escutem as músicas todas!
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Eu aceito a minha verdade...
Sacrifício?

Dispare o video aqui.

Um quase holocausto, as custas de quê? Todo aquele sentimento confuso se passava em sua mente, enquanto aqueles guerreiros lutavam para lhe salvar, mas, porquê?
Não há nada mais a ser feito...
O meu tempo de recomeçar, fora apenas uma ilusão...
Por que eu tive que passar por tudo isso?
Eu queria apenas viver tranquilamente, mas, eu tive que passar por tantas provações, meus poderes não são uma bênção, são uma desgraça...
Enquanto eu viver, vou dar motivos para aquela pessoa me odiar ainda mais... (Shizaki)
Eu não quero fazer ninguém sofrer por minha causa, eu já nem sei mais o meu significado...
As pessoas me olham como se eu fosse um ser de outro mundo, e essa Azuya me faz querer pensar desta forma...
Em breve eu deixarei de ser eu mesma?
Em breve eu vou morrer?
O que eu deixei tanto pendente neste mundo?
O que eu fiz no passado?
Por favor Deus me diga!
Eu não quero deixar de ser quem eu sou, mas, eu tenho medo...
Eu vou ser um monstro em breve... Um monstro... Um...


Ela se afastou de super-seven. Mesmo que as palavras dele tenham sido reconfortantes, não havia mais saída.

- Acabou... - Ela olha nos olhos dele e diz. - Eu não tenho como fugir mais... Eu... Não posso...



- Não há... Mais nada que alguém possa fazer... - Ela cai de joelhos chorando.

Em sua mente Azuya fala: - Vou lhe dar uma semana! Enquanto isso, espere os meus comandos, meu mestre ainda quer lhe pedir um imenso favor. Mas, ainda não tenho nenhuma informação... Até o fim de semana aguarde novidades. E não se afaste daqui!


- SAI DA MINHA CABEÇAAAAAAAAAAAAAAAA! - Ela desmaia.

Termina aqui a música/video.

Aqui começa o outro.

Sayuri se sentia embalada por alguma coisa ou alguém, um sonho de sua infância de repente retornara em sua mente. Um sonho de criança, sendo amada e respeitada por todos, até mesmo antes de descobrir seus poderes.

As crianças corriam alegres pelo orfanato, brincavam de ciranda e ela sempre sorria para aquela que sempre fora sua "tutora" Shizaki. Ela sempre a admirou, sempre foi como sua mãe, brincando e educando-a pacientemente. As histórias que ela contava as meninas antes de dormir, era um sonho de contos de fadas, ela se sentia uma princesa e sua "mãe" como uma rainha. Shizaki sempre cuidou de Sayuri diferenciando das demais, e isso a fazia se sentir especial.

Chovia repentinamente, enquanto Sayuri era carregada por alguém de volta ao orfanato.

Sayuri uma vez tivera um pesadelo, e com seus dois anos de idade correra para o quarto de Shizuka, pulou em sua cama aos prantos enquanto sorrindo a sacerdotisa lhe dava espaço em sua cama de solteiro abrigando aquela pequena menina aninhando-a em seu colo.




Fora daquele sonho, Shizuka estava aguardando o retorno de Sayuri, um tanto conformada com a situação que já havia previsto há muito tempo, sem que ninguém percebesse, ela se deixava levar pelas lembranças daquela que um dia fora "sua criança", em meio as lembranças de seus tombos infantis, e seus sorrisos sem dentes, suja e maltrapilha, Shizaki ria sozinha, ao mesmo que chorava em meio a tempestade.

- Por que o destino foi nos levar a caminhos diferentes Sayuri...?

Shizaki não se conformava, ela via a garota retornar nos braços de um dos guerreiros... (off: Se decidam quem a leva de volta!) Ela olhava a jovem, a preocupação com a mesma, era discreta, não se deixava abalar pela situação do momento, mesmo que a chuva aos poucos parasse até chegar ao fim, ela se recompunha e observa a jovem cada vez mais perto.



Termina o música/video aqui.

Seus cabelos se soltam com o vento, e depois de ter lutado junto com aqueles bravos homens, se põe diante deles levemente curvada.

- Me perdoem pelo caos que a situação se tornou, agora vejo o motivo de que cada um esteja neste lugar. - Ela se põe ereta novamente, se aproxima de Sayuri desmaiada e toca-lhe a face. Por favor, me acompanhem...

Sayuri fora deixada em seu quarto no imenso orfanato, Shizaki ordenara as outras Mikos que levassem as crianças para os quartos enquanto ela guiava os heróis a sala de estar principal. Algumas servas ofereciam toalhas para eles e um chá quente fora servido. A casa era estilo oriental, e bem comum era sentar ao chão em cima de almofadas enquanto se conversava diante de uma pequena mesa central.

Shizaki levemente girava a xícara a sua frente, e bebia um gole delicadamente. Ela sorri de leve, e começa a falar.

- Ela sempre fora uma criança de bom coração, isso não nego. - Seus olhos cintilavam, como se uma dor e ao mesmo tempo uma angústia a preocupasse. - Eu sempre soube da verdade em que Sayuri se encontrava, só não esperava que fosse tão cedo que essa hora chegasse. Eu sinto muito por tentar afastá-los... Mas, não podia crer que a situação dela havia sido encaminhada a outros "sábios".

Ela novamente olha nos olhos de todos.

- Espero que entendam, o que eu estive a fazer fora tentar usar ao máximo o seu poder para expurgar a dor dela, mas, com isso acabei piorando a sua situação, e chamando mais ainda a atenção. - Ela abaixa a cabeça olhando a xícara e solta um suspiro. - Eu tenho vergonha do que fiz... Eu acabei a condenando... Mais, rapidamente do que esperado. A situação dela, é complicada demais para que vocês entendam... Antes de vocês chegarem, eu encontrei com aquele ser encapuzado... Ele me pediu que dissesse a vocês que a missão dela já começou... Ele disse que vocês teriam que encontrar um meio para que a impedissem de se entregar as trevas de Azazel, mesmo que fosse impossível... Ele falou o seu nome... Era algo... Como... Uriel... - Ela deixa a xícara sob a mesa e se levanta. - Sayuri é uma boa menina... Tudo que tentei fazer fora protegê-la de si mesma... - Ela lacrimeja. - Agora... - Limpa as lágrimas. - Vocês serão acompanhados pelas outras mikos para seus respectivos quartos, a janta será entregue individualmente a cada um. Descansem... Se assim desejarem, continuem por aqui...

Enquanto isso no quarto de Sayuri, ela ainda dormia, embalada por uma melodia triste e cheia de dor.


Começa aqui.

Algumas imagens lhe foram aparecendo em sua mente, mas a mais assustadora fora essa.


Fora do sonho, uma neblina começa a surgir em seu quarto, Sayuri começa a se contorcer por medo, ela se agita até que começa a mormurar.

- Não...
- Sai daqui!...
- Por favor, não machuque...
- Não... Não faça isso...
- Por quê?
- O que tá acontecendo? Que mundo é esse?
- Tá muito escuro...

De repente seu corpo, estava cercado de espíritos negros, lhe dando ordens para MATAR.

- Não quero...
- Saiam!

Ela começa a elevar a voz.

- POR FAVOR...
- SAIAM DA MINHA CASA...
...
...
...
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...
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...
...
...
...
...
...
- ME DEIXEM EM PAZ!

Termina a música/video aqui.


OFF: O começo da aventura começa a partir desta música.

Ainda não acabou, este post terá uma continuação pior, depois dos seus...
Até breve.

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Harima Kenji
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Libra Dragão
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MensagemAssunto: Re: Saga secundária: THE ORPHANAGE - TENTANDO SOBREVIVER   Seg Fev 02, 2015 2:31 pm

**OFF: depois de um tempo, cá estou! Não vou mentir, demorei pra lembrar de tudo o que aconteceu e assim poder mover o Iori de maneira plausível Very Happy **

** Iori fora protegido por uma barreira e quando ia atacar os youkais que levavam Kaname, todos eles seguiram caminhos contrários, indo a um local e causando uma explosão enorme **

Iori: mas o que?! Esse Super-Seven é louco? Que desgraça! Já não basta aqueles malucos(quem será? referência a aventura dos anjos Very Happy) que moram no outro lado do Japão e fizeram uma confusão a alguns anos, agora isso?

** Iori corre e se esconde do vento causado pela explosão, tendo a calmaria, ele corre até a entrada de uma caverna, onde Super-Seven estava com Kaname e abraçado a ela, no alto estava Azuya, como sabia disso? gravuras do meu templo vizinho já a retratavam, mas ela parecia assustada, e Super Seven estava com um olhar finalmente heróico, botando a maior banca pra cima da louquinha voadora, então ela(Azuya) se vai. **

Iori: Seven! ** corro em direção a eles ** Não será útil pra vocês, caso algo mais aconteça, ter que cuidar dela e de vocês, afinal, eu 'acho' que sou o normal por aqui e temos que levá-la ao templo, e eu posso carregá-la enquanto vocês me dão cobertura montanha abaixo, o que diz?

Seven: Não é uma má ideia. Ok. ** usei o seven apenas para poder confirmar a lógica **

** OFF: Não citei Squall na conversa pq não sei se ele foi. **

** Coloco Kaname em meu colo e sigo caminho montanha abaixo, foi uma descida tranquila até o templo. Ao chegar, uma jovem nos recebe e agradece, além de dizer que agora entende o motivo de estarmos ali, bem, o meu acho que é carregar os feridos de volta, pois foi só o que fiz, ainda acho q o mestre se enganou e me mandar aqui. Depois de ela estar estar em seu quarto e eu gentilmente poder me hospedar ali por um tempo, percebi que Squall e Seven eram muito mais poderosos, e eles sozinhos poderiam dar conta, fui vasculhar alguns de meus pertences pra se dava pra comprar comida e ir embora, e então algo cai, um pequeno envelope, lacrado e com o símbolo do templo Toushou. **

Iori: ara, o que é isso? não coloquei isso em minha bolsa...

** Abro o envelope, o papel que estava dentro não era muito grande, mas com certeza seu conteúdo fora escrito meticulosamente, dado o cuidado com a grafia e o respeito na terminologia empregada, extremamente formal, como se eu fosse um grande sacerdote ou autoridade do templo, então leio a carta. **

**
Iori.

Você nunca reprovou no exame do templo. Você nunca foi um desleixado, ou mesmo um mendigo, por mais que a sua vida o fizesse pensar assim.

Eu, Hoshigi, estudei e me criei junto com seu Pai, e juntos vimos o enorme harakiri que aconteceu aqui, e nada pudemos fazer, a não ser interceder por essas almas, seu Pai não ficou aqui para sempre, ele casou-se com uma mulher que nunca conheci, mas que ele me descreveu como alguém que tinha o poder de purificar o mal, mas infelizmente você não herdou este poder.

Isso não torna sua família menos importante. Seu pai ficou famoso por ter contido inúmeros espíritos, e depois ter selado todos eles dentro de uma forma orgânica, uma rocha para ser mais exato, que fica no extremo norte do Japão, por isso ainda é proibido chegar lá, pois é morte certa.

Você sempre se queixou de não ter dons, e não se tocou do que já tem. Iori, você tem o dom de afastar/repelir espíritos, é como uma camuflagem ou uma roupa stealth para quem está próximo a você, e aos próximos uma garantia de bem estar mesmo que momentânea, por isso ninguém se suicidou na floresta enquanto você morava lá, você se achava um mendigo, mas era o protetor da floresta, um monge do templo!

Mas tome cuidado, existem pessoas com o dom contrário de atrair espíritos, sejam eles bons ou maus, e apenas você poderá protegê-los de si mesmos, trabalhe seu dom, e descubra seus outros dons, pois com certeza aparecerão. Deixe seus pais orgulhosos. Pois eu já me orgulho de você.

Não deixe seu sobrenome te enganar, Satsui (Vontade de Matar), você é muito mais do que pensa que é.

Hoshigi.
**


** Um grito surge, e Iori se toca de tudo que acontecera **

Kaname: Me deixem em paz!

Iori: Kaname-san!

** Corro até o quarto dela, que era o mais próximo, mas não sem antes gritar. **

Iori: Squall! Seven! Ajuda!

** Abro a porta e... **

** A partir dai é com vocês! **
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Khronos Squall

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MensagemAssunto: Re: Saga secundária: THE ORPHANAGE - TENTANDO SOBREVIVER   Seg Mar 30, 2015 12:57 am

-Fallen angel-




Squall consegue se livrar de todos os youkais que estavam lhe atrapalhando em seu caminho usando sua espada e seu poder do arco divino, destruindo todos em sua volta enquanto voava. Saindo do campo de batalha, ele voa mais um pouco a frente encontrando Iori e Super Seven saindo de uma caverna.

" - Ainda bem que estão bem... - " Pensa ele enquanto seguia e ouvia a estratégia de Iori.

Seguindo-os até o templo, ele pousa suavemente sobre a terra verde batendo levemente as suas asas e logo se dirige ao quarto aonde Sayuri foi levada para o seu repouso. Lentamente, ele pega uma das mãos dela e então se ajoelha ao lado da cama enquanto olhava para a face pálida de Sayuri.

- O destino está sendo cruel contigo... - Disse ele enquanto apertava levemente a mão dela e o levava sobre o seu peito. - Mas estou aqui para aliviar a sua dor... Sayuri.

Um pouco cansado, ele leva a mão dela aonde ela deixara e então com passos suaves, voltava para o seu quarto, deixando-a descansar.
Algum tempo se passa, Squall já havia descansado o suficiente, então ele resolve se levantar e dar uma passada no quarto de Sayuri para ver como ela estava. Saindo de seu quarto, ele ouve um grito estrondoso saindo do quarto da mesma.

" - ME DEIXEM EM PAZ ! "

Rapidamente ele corre em direção ao quarto, avista Iori parado em frente e com rapidez entra no local. Ele se depara com uma neblina negra no qual dominava quase todo o quarto, um sentimento começa a invadir o seu peito enquanto observava Sayuri sofrendo em sua cama.

- DEIXEM ELA EM PAAAAAAAAAAAAAAZ ! - Ele grita com toda a sua força liberando uma luz intensa de seu corpo, afastando a neblina do local.

Sem pensar duas vezes, ele corre em direção a ela e então a abraça com força enquanto suas asas fazia o mesmo enquanto eram liberadas de suas costas .




- Você não está sozinha Sayuri... Estou aqui para aliviar suas dores... por mais que meus poderes n sejam o suficiente pra isso... - Ele dizia baixinho enquanto a abraçava - Tudo isso não será em vão... - Ela podia sentir um calor sobre o corpo dela, um conforto e uma paz.

Após passar a tempestade, Squall a liberta de suas asas e então, a pousa lentamente sobre a cama novamente, deixando-a descansar enquanto a calma e o silencio tomava o local. Olhando para Iori, ele faz um positivo com o polegar meio envergonhado e então recolhe as suas asas.

- Er... foi apenas... preocupação... - ele ri enquanto puxava dois bancos para sentarem. - Vou ficar um pouco aqui, ja descansei o suficiente para isso, se quiser, pode ir descansar, sua coragem e sua força para traze-lá para cá foi admirável... Parabéns . - Ele dizia enquanto estendia a sua mão para cumprimenta-lo .
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Hans

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MensagemAssunto: Re: Saga secundária: THE ORPHANAGE - TENTANDO SOBREVIVER   Dom Set 25, 2016 1:06 am

HANS

Ele ouviu o tilintar de xícaras e pires, quando a jovem sacerdotisa entrou novamente na sala comum do templo, trazendo a bandeja de chá.

- Desculpe a demora. E desculpe mais uma vez, não tenho cerveja para lhe oferecer. - disse Reimu Hakurei, colocando a bela e brilhante prancha de metal prateada sobre a modesta mesa de carvalho - Sei o quanto o seu povo gosta dessa bebida, mas o mais próximo disso que tenho aqui é este chá inglês. - sentou-se em seiza sobre uma almofada, do lado da mesa oposto ao dele, e começou a servir a bebida fumegante recém retirada do fogo.

- Eu gosto de chá inglês, fräulein Hakurei. - respondeu Hans, tentando ser o mais polido e simpático possível.

Era a sua primeira vez visitando o Japão. Tinha ouvido sua mãe falar sobre como os japoneses eram disciplinados, metódicos e cuidadosos com os pequenos detalhes de etiqueta, higiene e outros aspectos da vida cotidiana. Mas presenciá-los na prática era algo totalmente diferente. Já não sentia mais a dor nas pernas, sentado naquela posição estranha, sobre os calcanhares. Na realidade, já não sentia mais as pernas. Observou discretamente em volta, e não viu nenhuma cadeira. Nem faria sentido haver uma, concluiu logo após. Não poderia ser usada adequadamente em conjunto com aquela kotatsu.

Ao terminar de servir o chá para ambos, Reimu tomou sua xícara nas mãos. Hans imitou-a e balbuciou:

- Kam...

Os olhos castanho-avermelhados da garota apontaram para ele.

- Kam...Kampf...Aye. Kampf Aye. - gaguejou, convencido de que errara grotescamente. Seu japonês ainda estava muito longe de ser fluente.

- Kanpai. - corrigiu e acompanhou a miko, com a voz quase cedendo ao riso.

- Kan...Kanpai. Obrigado, senhorita. - bebeu seu chá em silêncio, enquanto a a moça fazia o mesmo.

O templo Hakurei era relativamente pequeno, para um templo japonês convencional. A sala de visitas refletia essa modéstia. As paredes eram enfeitadas por uns poucos objetos que se assemelhavam a pergaminhos desenrolados, pendurados nelas, exibindo inscrições que Hans não conseguia traduzir. No centro de uma das arestas da sala quadrada, uma pequena mesa sustentava um vasinho, dentro do qual dois palitos de incenso queimavam, aromatizando o ambiente. O centro do aposento era forrado por um tapete pouca coisa maior que o perímetro ocupado pela kotatsu retangular mais a meia dúzia de almofadas em volta, sobre ele. Os recém-conhecidos estavam sentados às extremidades opostas da mesa, ao comprido, à maior distância possível um do outro, apesar da mesa ser pequena, com capacidade máxima de seis pessoas, conforme Hans calculou. Um singelo lustre aceso acima de suas cabeças iluminava o local.

Entretanto, o detalhe que mais chamou a atenção de Hans foi o fato desse templo ser guardado e administrado por uma única pessoa. Havia se espantado quando Reimu dissera-lhe que morava sozinha ali, e que cuidava de tudo igualmente sozinha. Se, por um lado, isso justificava suas dimensões humildes (um templo pequeno é mais fácil de ser mantido por uma única pessoa), por outro lado, dava origem a uma série de outras questões, que Hans não se sentia confortável em abordar. Os assuntos e mistérios do santuário Hakurei não lhe diziam respeito, e a jovem senhorita já havia feito muito por ele, oferecendo-lhe hospitalidade.

Entre um gole de chá e outro, o rapaz alemão observava as vestimentas tradicionais da miko. Não devia ter mais de desesseis anos. Seu vestido, vermelho sobre branco, terminava em uma saia que permitia cobrir somente até pouco abaixo dos joelhos. As largas mangas de tecido branco que cobriam-lhe os braços pendiam toda vez que ela os levantava. O laço vermelho prendendo seu cabelo atrás da cabeça tinha aproximadamente o dobro do tamanho do seu companheiro amarelo preso ao peito, à frente do vestido. Fitas vermelhas adornavam duas mechas dos lisos cabelos castanhos compridos, uma de cada lado do rosto cor de leite. Estranhamente, os ombros estavam nus. Meias de lã brancas cobriam-lhe os pés sem calçados. Hans admirava o costume japonês de tirar os sapatos antes de entrar em casa.

Suas botas pretas de cano alto jaziam do lado de fora da porta principal. Sentira-se um intruso, com seu visual europeu, quando entrara naquele ambiente. Supunha ainda ter as pernas, abrigadas dentro das calças de algodão brancas. Cintos afivelados circundavam-lhe as coxas e joelhos, por sobre a calça, e o tórax, entre a camisa de algodão branca e a jaqueta de couro marrom-amarelada. Seu poncho encapuzado verde-escuro, repousava, dobrado, sobre a almofada a seu lado, abaixo da sua mochila de viagens. Seu cabelo negro, curto e crespo, brilhava suavemente, banhado à luz do lustre logo acima. Seus olhos verde-acinzentados por vezes pareciam distantes, ou mesmo mortos.

A anfitriã e o hóspede terminaram suas primeiras xícaras praticamente ao mesmo tempo, sem qualquer troca de palavras durante. Hans posicionou a elegante taça de porcelana novamente sobre o pires, com ambas as mãos cautelosas, para não fazer nenhum ruído deselegante.

- Este chá está delicioso, fräulein. Não sei como agradecer tamanha gentileza.

Com destreza suficiente em apenas uma mão, a jovem também descansou seu recipiente.

- Era o mínimo que eu poderia fazer depois de você ter me ajudado com aqueles youkais e demônios que vieram das imediações do templo Shizaki. Sem seu auxílio, não sei se teria conseguido sozinha, ou mesmo se estaria viva agora.

Ele baixou os olhos e fitou a xícara, sério e pensativo, enquanto Reimu servia a segunda rodada de chá inglês. A batalha havia acontecido haviam algumas horas, mas lembrava-se nitidamente de cada detalhe, como se tivesse acontecido minutos atrás. Estava no Japão há poucos dias, e já tinha passado por uma experiência com a qual muitos viajantes e turistas sequer poderiam sonhar.

O vento o trouxera até o sopé do monte que abrigava o diminuto santuário. Algum capricho de curiosidade qualquer o levara a querer subir a encosta e chegar ao cume, sem nem ao menos se dar ao trabalho de procurar o caminho pavimentado para esse fim, onde poderia encontrar uma escadaria bem posicionada para tornar a subida mais fácil, e postes de luz para iluminar o caminho. Preferiu aventurar-se adentrando a mata que envolvia o monte como um grande manto verde. Enquanto serpenteava através dos carvalhos e coníferas que por vezes faziam o céu noturno e estrelado desaparecer acima de sua cabeça, ruídos de explosões e guinchos de criaturas não-humanas assaltaram seus ouvidos. Percebera que uma batalha estava acontecendo próximo do local onde se encontrava, e seguira sua audição a fim de se aproximar e ver mais de perto o que acontecia. Subira e avançara mais alguns passos, até que os resquícios visuais da luta também se reveleram, no formato de clarões e fumaça subindo por entre as árvores, cada vez mais nítidos conforme se aproximava.

Temera pela vida da jovem garota que agora tomava chá com ele, quando a vira, cercada pelo mais abominável tipo de criaturas demoníacas que já tinha presenciado em vida. Cada vez que se lembrava das feições daqueles monstros, insistia em se questionar se realmente não estava sonhando.

Onze criaturas semelhantes a um javali bípede, com garras de caranguejo no lugar das patas dianteiras.
Sete mulheres vestidas com quimonos esfarrapados meio abertos, com os pés descalços, a pele cinza, os olhos cobertos pelos lisos e negros cabelos compridos, um seio à mostra e o maxilar faltando.
Quinze figuras medonhas que lembravam muito um espantalho, com seus corpos aparentemente feitos de palha em um formato que lembrava um guarda-chuva fechado, dois braços esguios e uma só perna, um único olho no centro do corpo e uma comprida e repugnante língua roxa que se movia de um lado para o outro, impossibilitada de ficar dentro da boca devido ao tamanho.
Entre vinte e vinte e cinco criaturas semelhantes a abelhas, mas do tamanho de um Grosser Münsterländer adulto, emitindo uma ensurdecedora sinfonia de zumbidos.

Ele estava convencido de que a fräulein seria morta, devorada, violentada ou uma combinação de todas essas coisas, pelas aberrações. Essa certeza caíra por terra quando a jovem, com um simples brandir veloz do que parecia ser uma pequena vareta de madeira com duas tiras de pano amarradas às pontas, fizera meia dúzia do grupo das abelhas mais quatro do grupo dos espantalhos simplesmente serem pulverizados e desaparecerem, como se fossem feitos de pó. Dois orbes com a forma do Yin-Yang surgiram de repente aos seus flancos, seguidos por um círculo de pequenos pedaços de papel circundando-a. Ao comando da miko, os pequenos projéteis voavam na direção dos monstros e explodiam ao toque, como granadas de mão.

Reimu Hakurei era uma sacerdotisa extremamente poderosa. Disso, Hans não tinha nenhuma dúvida. Sem seu auxílio, não sei se teria conseguido sozinha, ou mesmo se estaria viva agora. Essa resposta, ninguém tiraria de sua cabeça que foi pura cortesia humilde seguindo alguma norma do código de ética do povo que fica do lado onde nasce o Sol. Teria conseguido dar cabo de todas aquelas monstruosidades sozinha. Entretanto, por mais que ele tivesse essa certeza, ainda assim fizera questão de ajudá-la, saindo de seu esconderijo e usando sua habilidade especial para pulverizar mais uma dúzia de youkais, quando tivera a impressão de vê-los prestes a atacar a moça pelas costas, em um breve momento de guarda baixa. Após uma rápida troca de olhares e palavras, os dois estranhos tinham eliminado, juntos, a ameaça ainda mais estranha.

- Você realmente não é um mago? - perguntou-lhe Reimu, servindo-se de sua segunda xícara de chá inglês.

- Nicht. - sacudiu a cabeça - Apesar de minha família ser de magos, eu não estudei nem herdei os talentos e brasões inerentes ao sangue da linhagem. A técnica que você me viu utilizar durante a batalha contra os youkais é outro tipo de coisa. Algo, aparentemente, com o qual eu já nasci...- forçou a mudança de assunto, a fim de evitar ter que dar maiores detalhes - Inclusive, gostaria de lhe pedir desculpas, fräulein. -  pôs ambas as mãos na mesa e aproximou a testa da madeira.

- Pelo quê? - a jovem inclinou a cabeça para o lado.

- Esse tipo de técnica não é adequada para ser utilizada em um ambiente repleto de árvores em volta. Eu corri o risco de causar sérios danos a este local, que é sua casa.

A segunda xícara de chá inglês de Hans permanecia intocada. A miko sorriu.

- Está tudo bem. Acho que o mesmo pode ser dito dos meus selos explosivos. Se tivéssemos nos dado ao luxo de nos pouparmos naquele confronto de vida ou morte, talvez não estivéssemos aqui, bebendo este chá. Acredito que em toda batalha hajam riscos, incertezas, e decisões difíceis a tomar. Se isso faz você se sentir melhor, aceito suas desculpas.

- Danke schön! - ergueu a cabeça e finalmente se serviu de seu chá. Era como se ele estivesse bebendo a aquilo, ao seu pedido de desculpas ter sido aceito. Dessa vez, foi a garota quem conduziu a mudança de assunto.

- O quê o traz ao Japão, Einzbern-kun?

Hans repousou novamente a xícara antes de responder. A miko poderia facilmente ter interpretado que ele estava selecionando meticulosamente as palavras. Por fim, respondeu.

- Duas coisas, fräulein. Estou procurando uma pessoa. E fugindo dos Executores.

Reimu ficou em silêncio, olhando para ele. Seu sorriso se desfez e, pela primeira vez desde a batalha, as sobrancelhas castanhas estavam novamente apontadas para baixo. O semblante simpático e receptivo logo deu lugar à tensão e seriedade, como se o rosto da garota tivesse se transformado em pedra. Hans prosseguiu.

- A Igreja Católica me considera um herege vinculado à Associação de Magia, devido a esta minha habilidade, e acionou seus conhecidos agentes de campo, para me caçar.

É fato que o mundo da magia, tal como o conhecemos hoje, é refém de uma situação diplomática extremamente delicada entre duas instituições que não se dão lá tão bem, mas que atualmente estão em trégua: a Associação de Magia, entidade com sede na Torre do Relógio, em Londres, cuja função é promover e regulamentar o estudo e a prática da magia; e a Igreja Católica, sediada na cidade do Vaticano, que tem por objetivo converter as pessoas aos ensinamentos e à própria pessoa de Jesus Cristo, tendo em vista o Reino de Deus.

Os católicos permitem que os magos estudem e pratiquem suas doutrinas em paz, desde que seja obedecida a regra absoluta de que a magia jamais, em hipótese alguma, deve ser utilizada em público, aos olhos das pessoas inocentes. Qualquer mago que descumprir essa regra automaticamente perde a proteção e a guarda da Associação, e a Igreja tem total autonomia política, a partir de então, para neutralizar o "herege", a fim de proteger as pessoas comuns, utilizando-se dos meios que julgar necessários. Dependendo do nível de habilidade do mago infrator, eles precisam recorrer aos seus exterminadores especializados, os Executores.

Esse quadro, semelhante a um barril de pólvora com o pavio a dez centímetros de um braseiro ardente, certamente já era sabido por Reimu. A salvação de Hans era que, embora a Igreja tivesse autonomia política total para caçar os hereges, a autonomia geográfica já era outra história.

- Você pode ficar aqui, se quiser. - disse a miko.

Hans travou por alguns segundos, como se não tivesse conseguido traduzir em tempo hábil o japonês da jovem, e não tivesse compreendido a mensagem.

- Mein fräulein?

- Conheço a Igreja, e os seus Executores. Sei o que fazem. A verdade é que eles caçam qualquer mago, vinculado oficialmente à Associação ou não, que seja identificado ou reportado usando magia em público. Mesmo você não sendo propriamente um mago, a habilidade que demonstrou naquele momento é muito parecida com magia, uma semelhança capaz de confundir qualquer pessoa que não tenha um conhecimento aprofundado sobre o assunto. Como vê, eu própria lhe fiz a mesma pergunta duas vezes, uma vez durante a batalha, e a outra agora, para ter certeza. Eu acredito em você, mas o mesmo não poderá ser dito dos Executores. São guerreiros altamente treinados, conhecidos pela sua implacabilidade em cumprir as missões dadas pelos padres. Não cedem à dor, ao frio, à fome, à doença, e lutam até a morte, se for necessário. Também não são conhecidos por dialogar. Cumprem suas ordens sem questionar. Máquinas de combate extremamente letais, poderosas e frias como gelo. Qualquer pessoa com bom senso e amor à própria vida se esforçaria ao máximo para evitar algum conflito com um único deles.

Fez uma pausa para se permitir mais um gole de chá. Hans ponderou se, apesar dela estar dizendo isso, não seria ela própria uma das poucas pessoas que seriam capazes de derrotar um Executor, em um combate de um contra um. O poder que a miko demonstrou na batalha de algumas horas atrás, aliado ao fato de conseguir manter sozinha o templo Hakurei, convencia-o de que ela, tanto quanto os Executores, não era alguém a ser subestimado, apesar da idade, sexo e aparência inofensiva. A jovem continuou.

- Provavelmente, esse é um dos principais motivos que levaram minha amiga, Marisa Kirisame, a se isolar da civilização, na Floresta Encantada. Dessa forma, poderia estudar e treinar sem se preocupar com potenciais olhos curiosos que acabariam colocando os assassinos da Igreja em seu encalço. De uma forma ou de outra, os Executores não têm permissão para agir em território do templo Hakurei. Os sacerdotes, bispos, presbíteros e diáconos sabem disso. Você pode se abrigar aqui, como meu protegido e aliado do templo. Acredito que, fora isso e continuar fugindo, você não tenha muitas opções, correto?

Ela estava certa. Não traria benefício algum recorrer à Associação de Magia. Eles simplesmente diriam o óbvio, que Hans não tem nenhuma ligação com eles, e os Executores interpretariam isso como omissão, o que para eles seria indiferente, mesmo que os magos dissessem, com todas as letras, que o rapaz Einzbern, filho de uma família de magos, não é um mago. Sua habilidade, aos olhos dos católicos, é magia. Talvez até seja considerada algo maior que isso. Feitiçaria, o que só tornaria a caçada por ele ainda mais imperativa e urgente. Lutar contra os Executores também estava fora de questão. Seria o mesmo que uma única pessoa lutar contra toda a Igreja Católica. Isso partindo do pressuposto de que Hans conseguiria derrotar um único deles que fosse, o que seria muito difícil, para não dizer impossível. Somente uma pessoa, no mundo todo, seria ouvida pelos padres. E os padres, por sua vez, seriam ouvidos pelos Executores. Até que Hans encontrasse essa pessoa, toda e qualquer possibilidade de abrigo e proteção seria valiosíssima.

- Está correta, senhorita. - Hans baixou a cabeça, humildemente aceitando a oferta de Reimu. - ao menos temporariamente, me coloco aos cuidados e aos serviços do templo Hakurei. Espero ser um estorvo durante o mínimo tempo possível.

Reimu sorriu e ergueu a xícara.

- Então, está decidido. - soltou um risinho típico de uma garota da sua idade. Hans percebeu que ela mantinha no ar a mão que segurava o chá.

Ah, sim, está propondo um brinde a esta aliança. Imitou-a.

- Kanpai! - exclamou Reimu.

- Prost! - respondeu Hans.

As porcelanas tiniram, e os novos aliados beberam. Ao terminarem, ele sentiu os olhos de sua nova veterana em si.

- Acabei de me lembrar de uma coisa. Você pode começar a pagar pela estadia e proteção do tempo Hakurei me fazendo um favor.

- Pois não, sämpf aye?

- Senpai - abafou o riso - Por uma brincadeira sem graça do destino, ou não, recebi uma carta há alguns dias atrás.

Reimu tateou por baixo da kotatsu e puxou um pequeno envelope, de um branco ligeiramente amarelado, colocando-o à frente de Hans, para que ele o visse. O pequeno pedaço de papel envolto em uma fita preta continha um carimbo que a sacerdotisa disse não conhecer, tampouco ele.

- Pode abrir e ler a carta. - ela autorizou. Ele o fez.

De: Orfanato Hikari no Yume
Para: Reimu Hakurei

Gostaríamos que viesse ao nosso orfanato, coisas estranhas tem acontecido por aqui, e precisamos do seus serviços urgentemente, por favor, ao chegar, diriga-se ao templo e lá você ficará sabendo de tudo.

Agradecidos.


A breve mensagem terminava com uma assinatura que a miko também disse não conhecer. Hans ergueu os olhos da carta para a jovem, e ela compreendeu que ele havia finalizado a leitura.

- Nosso remetente misterioso utilizou um carimbo e assinatura que são estranhos para mim. Entretanto, o orfanato citado na carta não é estranho. Fica próximo do templo Shizaki, em Kyoto.

Hans arregalou os olhos.

- Templo Shizaki, você disse?

Reimu confirmou com a cabeça, vendo, nos olhos dele, que ele compreendera o significado daquilo.

- Isso mesmo. O mesmo lugar de onde vieram aqueles youkais. De início, pensei se tratar de um trote, ou mesmo uma armadilha. Shizaki-chan, uma das mikos que trabalham lá, que inclusive leva o nome do santuário, é uma amiga minha. Mas o carimbo e assinatura nebulosos na carta me deixaram com o pé atrás. Há pessoas mal intencionadas que gostariam muito que a única guardiã do santuário Hakurei se afastasse por algumas horas. Mas, depois daqueles demônios, tenho motivos para acreditar na legitimidade desta mensagem, e para acreditar que as duas coisas não são coincidência. Há algo acontecendo no local onde ficam o orfanato e o templo Shizaki, de modo que pediram o apoio do templo Hakurei. O surgimento daqueles youkais tem alguma relação com isso.

- Então a senhorita irá atender o chamado?

- É aí que está o problema. Por mais séria que seja a situação para as bandas de lá, como único membro do templo Hakurei, eu preciso permanecer aqui, para guardá-lo, e, principalmente, para proteger "a barreira". Essa tarefa se tornou ainda mais importante e delicada depois que Marisa e eu resolvemos o "Incidente da Névoa Vermelha".

Hans ficou perdido. Ela estava citando eventos e características inerentes ao templo que ele não compreendia.

- Barreira? Incidente da Névoa Vermelha?

- Os detalhes sobre essas coisas não vêm ao caso agora. A questão é, eu não posso me afastar daqui. Não no momento.

- Compreendo, senpai. Se houvesse qualquer maneira da senhorita prestar o seu suporte ao templo Shizaki sem ter que sair daqui, certamente iri...ah!

Então, Hans compreendeu o significado do sorriso maroto que Reimu lhe dirigia.

- Ich? - perguntou, apontando para o próprio rosto.

- Você, Einzbern-kun.  - ela respondeu, apontando para o mesmo lugar - Você irá ao templo Shizaki, como representante meu e do templo Hakurei. Levará esta carta, e uma segunda, de recomendação, que eu escreverei, com minha assinatura e meu selo, para as mikos saberem que você é meu aliado e, portanto, delas também. Depois de devidamente apresentado, se colocará à disposição das mikos e das crianças, para ajudar no que for necessário. Não se preocupe, no que tange ao problema dos Executores, o que vale para este templo, vale para aquele também, com a vantagem daquele ser maior e com mais sacerdotisas, que tomarão o seu partido se necessário. O que acha? Pode fazer isso por mim?

Ela sorria, inclinando a cabeça para o lado, esperando a resposta dele, cheia de expectativa. Por uma série de razões, era difícil dizer "não" a aquele olhar inocente e doce. Hans bem que achara estranho ela acolhê-lo tão facilmente no templo. Aparentemente, ela tinha tudo isso devidamente planejado, e "se lembrou da carta" em um momento muito oportuno, fazendo tudo parecer muito natural. Hakurei Reimu...uma sacerdotisa de 16 anos, assustadora de várias maneiras. Fosse como fosse, agora era meio tarde para pensar em recusar ou renegociar essa "missão", depois de ter se sentado à sua kotatsu, bebido de seu chá inglês e aceitado de tão bom grado o abrigo que ela lhe oferecera.

- Aye, mein fräulein. Será um prazer. - baixou a cabeça respeitosamente, ao que Reimu respondeu batendo as mãos uma na outra.

- Mesmo? Muito obrigado, Einzbern-kun. Estarei contando com você. Por favor, peça desculpas a Shizaki-chan por mim. Sei que ela irá compreen...

Ela interrompeu-se no meio da fala e ficou olhando para o vazio por alguns instantes.

- Reimu-senpai?

- Saqueadores. - disse, dando um suspiro fatigado. - fazia tempo que não davam as caras. Os youkais devem ter chamado a atenção deles. Acabaram de atravessar a camada mais exterior da barreira invisível que eu conjurei ao redor do monte. Eu senti a vibração. São três.

Hans ficou surpreso. Contrário às aparências, o santuário Hakurei era bem guardado e vigiado. O mesmo podia ser dito do monte, como um todo.

- E como a senhorita sabe que são saqueadores?

- É possível sentir as intenções e o caráter da pessoa que atravessa a barreira, pela intensidade e ritmo da vibração, no momento em que ela passa. A barreira sente os batimentos cardíacos, pulsos nervosos, respiração, fluxo sanguíneo e até características da aura da pessoa.

- De que lado eles vêm?

- Saindo do templo, virando-se na direção da Lua, 45 graus para leste. Aí, é só descer a encosta, e dará de cara com eles.

Ela levantou-se, pegando, de debaixo da mesa, a vareta de madeira com as duas tiras de pano amarradas, fazendo menção de ir interceptar os invasores. Hans percebeu que ela estava indo cumprir seu dever sem muita vontade de fazê-lo. Tomando uma decisão súbita, ele lutou para se reconcilicar com as próprias pernas dormentes, e ficou em pé rapidamente.

- Einzbern-kun? - Reimu olhou para ele, confusa.

- Por favor, permita-me cuidar deles, senpai. Preocupe-se apenas em providenciar os papéis para a minha visita ao templo Shizaki. Cuidarei deste assunto rapidamente. Deixe-me fazer isso por você, e pelo templo.

Sem dar-lhe tempo para responder qualquer coisa, fez uma reverência rígida, girou sobre os calcanhares e marchou na direção da porta de entrada. Mas, quando estava quase atravessando-a, parou e olhou por sobre o ombro.

- Algum problema se esses bandidos acabarem morrendo? - perguntou para Reimu, com a maior naturalidade, e a voz desprovida de qualquer emoção, como se estivesse perguntando se estava tudo bem em ele pendurar seu casaco na guarda de uma cadeira.

Ela olhou para ele por alguns instantes, até que fechou os olhos e suspirou.

- Esses homens já estão mortos por dentro mesmo. Não fará muita diferença, contanto que eles não se aproximem mais do templo. Talvez você acabe fazendo um favor a eles.

Ouvir isso foi mais que suficiente. Fez um leve aceno com a cabeça e prosseguiu seu caminho para fora.

Toda vez que a Lua saía de trás de uma cortina de nuvens passageiras, pálidas lanças de luz prateada se projetavam sobre as copas e troncos das árvores, dando a Hans uma breve ajuda na iluminação do trajeto. Quando os altos galhos e ramos se fechavam novamente por cima dele, e ele se via mais uma vez confinado em uma abóbada verde, privado da orientação de Tsuki-sama, usava seu dom, com receio e toda cautela do mundo, pelo tempo mais breve que fosse possível, para não ficar totalmente perdido nas trevas, que poderiam ser tanto suas aliadas quanto inimigas, na caçada que estava por vir. A jornada pela encosta do monte, muitas vezes de aspecto labiríntico, poderia ser uma experiência bastante desagradável a quem não tivesse um bom senso de direção. Hans considerou a possibilidade de muitos saqueadores já terem se perdido, morrido e apodrecido tentando chegar ao cume. Não fosse ter cruzado com Reimu, que provavelmente conhecia o caminho como a palma de sua mão, talvez tivesse passado por maus bocados também. A ousadia também podia ser uma hündin às vezes.

Desceu algumas dezenas de metros, serpenteando através das árvores, seguindo a direção que a miko dera, baseando-se na Lua sempre que possível, até ver-se em uma pequena clareira, onde deu de cara com as 3 figuras mal intencionadas, que subiam praticamente no sentido oposto ao dele.

Três homens com roupas sujas e encardidas, cheirando a suor, álcool e sangue, com olhares carregados de malícia e sorrisos repugnantes. A escória da escória.

Um deles era baixo e roliço, com a pele de cor parda e a cabeça calva cintilando em prata graças à Lua, portando uma clave tosca feita do que parecia ser carvalho e pontas de pregos projetadas para fora.
Outro era alto e magricelo, branco como um cadáver, com o cabelo negro e curto todo desgrenhado, segurando uma foice em uma mão e, girando na outra, a terminação da corrente que saía do cabo dela. Onde deveriam haver dois de seus dentes da frente superiores, havia somente escuridão.
O último, no meio e à frente, aparentemente o líder, tinha um porte atlético, cabelo castanho comprido caindo até a cintura, e segurava uma gadanha repousada sobre os ombros. Seu olho direito estava coberto por uma faixa branca encardida, e a pele amarelada brilhava à luz da Lua.

- Guten Nacht. - disse Hans polidamente aos três intrusos - Qual o assunto dos senhores com o templo Hakurei?

- Vá se foder, gaijin. - exclamou o líder de cabelos longos - volte para a sua terra e não se meta no nosso caminho. Queremos a ojou-chan que mora lá em cima - usou a gadanha para apontar na direção onde ficava o topo do monte - e o dinheiro que ela recebe das doações para o seu pequeno templo.

- Dezesseis aninhos. Talvez quinze - prosseguiu o homem gordo - e uma sacerdotisa. Certamente donzela. Brincaremos com ela até ficarmos satisfeitos - passou a língua nos lábios - e, em seguida, a mataremos e ficaremos com seu ouro e seu templo.

Hans franziu o cenho e, em seguida, fechou os olhos.

- A fräulein tinha razão. Não há mais salvação para pessoas como vocês. - abriu os olhos - vou lhes dar uma última chance de permanecerem com suas vidas miseráveis e sem sentido. Vocês têm cinco segundos para dar meia volta, correrem o mais rápido que puderem e desaparecerem da minha vista, pelo caminho de onde vieram.

Alguns pássaros saíram voando dos galhos onde estavam repousando, espantados, quando os três homens, ao mesmo tempo, romperam em gargalhadas escandalosas.

- Não nos faça rir, gaijin! - escarneceu o líder - acha que pode fazer o que, desarmado e sozinho, conta nós três?

- Ein. - respondeu Hans, simplesmente.

O homem alto e magro cuspiu no chão.

- Dê você meia volta e suma da nossa vista, e talvez o poupemos de ser estirpado. - disse.

- Zwei. - disse Hans.

- Que diabos está falando? - perguntou o homem gordo, dando leves pancadas com seu tacape na palma da mão livre - já sei. Está com tanto medo da gente que começou a rezar - gargalhou ruidosamente.

- Drei.

O líder musculoso deu de ombros.

- Todo mundo é metido a durão hoje em dia. Pois bem, façamos do seu jeito. - girou a gadanha com ambas as mãos, e a posicionou à frente do próprio corpo.

- Vier.

- Botem as tripas dele pra fora do corpo, rapazes! - ladrou o líder.

- Hai, aniki! - responderam os outros dois.

- Fünf. - o olhar de Hans se tornou mais severo.

Antes mesmo dos três bandidos terem a oportunidade de chutar o solo para atacar Hans, os ouvidos do líder foram bombardeados pelos gritos de dor e agonia do homem gordo e do homem magricelo. Virou-se para trás imediatamente, e observou a cena que se desenrolava atrás de si, descrente e estarrecido.

Os dois homens queimavam. De um instante para o outro, tinham se transformado em dois archotes de carne, debatendo-se desesperadamente, guinchando e contorcendo-se no chão, até que a vida se esvaiu de seus corpos, junto com as chamas.

- Mas que infernos foi isso? - os olhos do líder estavam arregalados, e sua voz, que antes transbordava ousadia e imponência, agora só tinha horror e aflição.

- Vocês não valem o ar que respiram. - respondeu calmamente Hans, que até então parecia não ter se movido. - Desperdiçam o oxigênio do planeta pelo simples fato de continuarem vivos. Eu conheço uma melhor utilidade para ele.

O líder saqueador moveu os olhos, da pilha de cinzas e carvão que, há dois minutos atrás, eram seus companheiros, para Hans.

- Quem diabos é você? Que bruxaria é essa?

Só então percebeu que suas roupas começavam a arder também. A gadanha fugiu de sua mão, indo para o chão a seus pés, e as chamas logo migraram, do tecido para a carne. Os gritos de agonia e desespero do homem encheram o ar da pequena clareira. Seu corpo desfaleceu, e ele começou a lutar, futilmente, contra as chamas, em um esforço desesperado de se agarrar à própria vida. Hans olhava para ele com o rosto transformado em mármore. No que pareceu serem os instantes finais do pobre diabo que finalmente estava sendo purificado, resolveu, como um útimo ato de misericórdia, responder parte da sua pergunta. Aproximou-se alguns passos.

- Meu nome é Hans Von Einzbern. E isto não é nenhuma bruxaria.

Quando terminou de falar, o corpo carbonizado e irreconhecível do saqueador já jazia, imóvel, a seus pés, no mesmo estado dos companheiros. Resolveu concluir a resposta, sabendo que seria para ninguém ouvir. Mas fê-lo mesmo assim, pois tinha a sensação de que estava explicando a natureza de sua habilidade, pelo menos, para si mesmo, convencendo-se mais uma vez.

- É Dobra de Fogo.

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